MORADORES RECLAMAM DA FALTA DE PEDIATRAS NAS UNIDADES DE SAÚDE DE JALES

As mães sempre têm razão, já dizia o Cazuza, mas sempre é bom lembrar que a Prefeitura não tem a obrigação de disponibilizar pediatras nas unidades de saúde do ESF. A obrigação do município é colocar à disposição dos usuários o atendimento de um clínico geral, que, até algum tempo atrás, podia ser inclusive um médico cubano.

Aqui em Jales, apesar de o programa ESF não prever isso, a Prefeitura disponibiliza pediatras e ginecologistas nos postinhos há exatos cinco anos, ou seja, desde novembro de 2014. Antes disso, só no chamado Postão.

O atendimento foi implantado na administração da ex-prefeita Nice Mistilides – que cumpriu promessa de campanha – e teve sequência nas administrações Callado e Flá. No entanto, desde o início de novembro o atendimento dos pediatras foi interrompido, uma vez que as duas licitações abertas pela Prefeitura fracassaram.

Na primeira licitação, dois médicos compareceram e toparam trabalhar por pouco menos de R$ 13 mil mensais, mas os documentos de ambos estavam incompletos. Menos de um mês depois, na segunda licitação, a documentação estava em ordem, mas os médicos não aceitaram trabalhar por menos de R$ 16 mil mensais.

Segundo, no entanto, as últimas informações, médicos e Prefeitura já chegaram a um acordo e um contrato emergencial deverá ser firmado na semana que vem. A Prefeitura irá reduzir a carga horária de 20 para 15 horas semanais, enquanto os médicos irão diminuir o pedido salarial. 

 Vamos, agora, à notícia do G1:

A falta de médicos pediatras nas unidades básicas de saúde de Jales (SP) tem gerado reclamações e transtornos aos moradores que dependem do serviço essencial.

A diarista Daniela dos Santos Miranda conta que há um mês procura profissionais para atender os três filhos, mas não consegue encontrar nenhum disponível nas onze unidades básicas de saúde existentes no município.

“A gente paga por isso. Então, procuramos o melhor para nossos filhos, principalmente, na área da pediatria. As mães andam revoltadas com isso”, afirma Daniela.

A mesma situação também ocorreu com a manicure Jaqueline Silva, que precisou levar a filha em uma unidade de saúde, mas não conseguiu encontrar pediatra que pudesse atender a menina.

“Só tinha um clínico geral disponível. Fica complicado, pois não tenho condições de pagar uma consulta particular com um pediatra. Espero que a prefeitura consiga médicos urgentemente”, afirma Jaqueline.

De acordo com a Prefeitura de Jales, o problema começou em outubro, após o fim do contrato com as empresas que forneciam os profissionais para todas as unidades básicas de saúde.

“Desde agosto, foi iniciado um processo para a contratação de médicos. Infelizmente, nós realizamos o processo de licitação, mas não houve sucesso. Até semana que vem, esperamos que a situação esteja normalizada”, afirma chefe de gabinete da saúde, Leide Paula Belon.

1 comentário

  • Revoltado

    Tem que levar os filhos doentes lá na casa do Fra, pra vê o que ele faz, vergonha, é está câmera que não serve pra nada, não vão fazer nada e o dinheiro da Érica cadê??

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