PALADINO DA ÉTICA, MACETÃO USA CARGO PARA ARQUIVAR DENÚNCIA FEITA CONTRA ELE

Matéria do jornal A Tribuna, deste final de semana, informa que o presidente da Câmara, Luiz Henrique Macetão, arquivou denúncia feita contra ele, por um ex-funcionário da Câmara. Pseudo defensor da ética e do zelo com o dinheiro público, Macetão deu mais uma demonstração de que não passa de uma vestal sem vestes.    

Confrontado com a denúncia do ex-motorista do Legislativo, Aparecido José da Silva, que o acusa de mau uso do dinheiro público e de utilização indevida do carro oficial para viagens de interesse meramente pessoal, Macetão – ao invés de demonstrar, na prática, a transparência que prega em seus discursos – preferiu o caminho mais fácil: mandou ao arquivo morto a denúncia, sob a alegação de falta de documentos.

Se tivesse somente 5% da ética e da transparência que se atribui a si mesmo, e, de outro lado, se não tivesse nada a temer, Macetão, por suspeito, se declararia impedido e encaminharia a denúncia ao vice-presidente para que este a despachasse. Ele preferiu, no entanto, usar de suas prerrogativas presidenciais para impedir ou, pelo menos, adiar o andamento da denúncia.

A vida nos tem ensinado que é preciso ter sempre um pé atrás com os paladinos da ética, principalmente no mundo da política. São, normalmente, falsos moralistas. Demóstenes Torres, o ex-arauto da moralidade, é o último exemplo. Posto à prova, viu-se que não passava de um praticante do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

Macetão envereda pelo mesmo caminho. Bem pior do que pagar as refeições do irmão com dinheiro público, a atitude do vereador é reveladora de uma característica comum aos demagogos, que reverenciam a democracia, mas praticam o autoritarismo.  

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