TRIBUNAL DO JÚRI DE JALES CONDENA HOMEM DE PARANAPUÃ QUE TENTOU MATAR A NAMORADA

O Tribunal do Júri de Jales, agora presidido pelo juiz Alexandre Yuri Kiataqui, da 2ª Vara Criminal, reuniu-se na quarta-feira, 04, para julgar um homem de Paranapuã, acusado de tentativa de homicídio contra sua namorada, uma personagem saída, aparentemente, do universo rodriguiano.

O réu respondeu, também, por crime de lesão corporal contra um homem que tentou defender a vítima. Ao final da sessão, que durou cerca de oito horas, o júri, que estava recheado de mulheres, decidiu que o réu era culpado, mas a pena até que não foi das mais pesadas: seis anos de reclusão e três meses de detenção, em regime inicial semiaberto.

Os fatos sucederam assim: na madrugada quente do dia 22 de janeiro de 2017, em Paranapuã, por volta das 3:30 horas, J.P.S.S., o acusado, tentou matar A.D.S., com quem mantinha um relacionamento amoroso.

Segundo os autos, eles namoravam há quatro meses, mas não moravam no mesmo imóvel, de forma que a mulher acabou arrumando um latin lover com quem, de vez em quando, dividia o edredom. Na data dos fatos, ela estava em casa, acompanhada pelo amigo, quando resolveu bulinar no celular e, acidentalmente, fez uma ligação para o namorado.

Ao perceber a mancada, ela interrompeu a ligação, mas já era tarde. O namorado acordou assustado e tratou de retornar a ligação para saber o que estava acontecendo. Durante a conversa ele acabou ouvindo a voz do outro homem que estava com a namorada.

Enfurecido, muniu-se de um facão e saiu decidido a dar uma lição na namorada. Como a moça não atendia aos seus chamados, ele arrombou violentamente a porta da sala e ingressou no quarto da vítima, desferindo golpes com o facão enquanto bradava que “hoje te mando para o inferno”.

Após cinco golpes que atingiram a vítima em várias partes do corpo, ferindo-a sem muita gravidade, o outro personagem da história, armado de dentes e coragem, resolveu interferir para defende-la, mas também foi atingido superficialmente por golpes de facão.

Mesmo golpeadas, as vítimas conseguiram fugir em desabalada carreira, clamando por socorro. O agressor ainda as perseguiu por três quarteirões, mas desistiu de sua empreitada ao ver que, mesmo sendo madrugada, várias pessoas estavam saindo à frente de suas casas, alarmadas com os gritos de socorro.

Dez meses depois dos fatos, o rapaz do facão foi preso preventivamente, situação que permaneceu até o julgamento. O réu não poderá recorrer em liberdade.

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