CRUZEIRO COMPLETA 100 ANOS DE HISTÓRIA E TOSTÃO, MAIOR ÍDOLO DO CLUBE, LAMENTA CRISE

O Cruzeiro, de Dirceu Lopes e do genial Tostão, era um dos poucos times brasileiros que enfrentavam o Santos de igual para igual. Os outros eram o Botafogo, de Garrincha, Didi e Nílton Santos, e o Palmeiras, de Dudu e Ademir da Guia.

Tostão – que teve um descolamento de retina ao levar uma bolada no olho, em 1969, num jogo contra o Corinthians – foi obrigado a encerrar sua carreira aos 27 anos, em 1973, para não correr o risco de ficar cego. Antes, foi campeão do mundo, em 1970, jogando no inesquecível ataque que, além dele e Pelé, tinha Jairzinho e Rivellino.

Aos 31 anos, formou-se em medicina e passou a exercer a profissão em Belo Horizonte. Após alguns anos de dedicação à medicina, passou a ser comentarista esportivo e cronista, conquistando, por sua inteligência e coerência, o respeito dos seus colegas de crônica esportiva.

Deu no portal da revista Fórum:

Ontem, sábado(2) foi um dia de celebração para metade de Minas Gerais e milhões de torcedores em todo o Brasil, torcedores do Cruzeiro. O clube de Belo Horizonte completou 100 anos de história, uma das mais gloriosas do futebol brasileiro.

No entanto, o atual momento do clube está longe de fazer jus à sua história vitoriosa. Rebaixado para a Série B em 2019, a Raposa (como a equipe é conhecida carinhosamente em todo o Brasil) se encontra na 11ª posição do torneio de acesso, e com apenas 6 rodadas para o final, são poucas as possibilidades de retorno à elite do futebol nacional para a próxima temporada, já que há 10 pontos de diferença para a zona dos quatro clubes que subirão de categoria.

Uma realidade que não condiz com uma instituição que, neste seu primeiro século de vida, conquistou 40 Campeonatos Mineiros, 4 Campeonatos Brasileiros, 6 Copas do Brasil e 2 Copas Libertadores, e que teve craques como Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Joãozinho, Ronaldo, Nelinho, Ricardinho, Raúl Plasmann, Sorín e muitos outros.

Em matéria especial do UOL sobre o centenário do clube, o ex-atacante Tostão, considerado o maior ídolo da história do clube, afirmou que “é absolutamente lamentável (a atual situação). Todos ficamos muito indignados pelo que aconteceu com o Cruzeiro, destruído por uma turma de incompetentes e desonestos dirigentes. Espero que pelo menos o Cruzeiro sirva de lição para outros clubes brasileiros”.

Porém, o craque também disse confiar em que a Raposa voltará em breve viver seus melhores dias. “Claro que é possível o Cruzeiro ressurgir. Acredito muito nisso. Será difícil, mas não impossível. Tudo isso tem de acontecer aos poucos. Não basta apenas voltar à Série A. O clube terá de se reorganizar e afastar todas as pessoas que, de alguma forma, prejudicaram a instituição”, comentou.

1 comentário

  • resumindo

    dirceu lopes jogou mais bola que tostão, mas foi à mineira, quieto, e hoje ninguém se lembra… nos anos 1970 o palestra mineiro era uma máquina: raul (goleiro), nelinho, piazza, izidora, palhinha, joãozinho e no comando zezé moreira…

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