CIDADES DE TENDAS SE ESPALHAM PELOS ESTADOS UNIDOS

Há uns dez ou doze anos, o amigo José Célio Martini – conhecido por suas previsões apocalípticas – já falava sobre a tal de “bolha imobiliária” e a futura falta de empregos nos Estados Unidos. Alguns amigos o classificaram como louco e até chegaram a falar com a família do Martini sobre a necessidade de interná-lo em um manicômio. Vejam, agora, a notícia da Folha de São Paulo:

A menos de 80 km dos milionários apartamentos da Quinta Avenida em Nova York, um grupo de 90 desempregados mora em barracas compradas no Walmart, sem luz e água, fazendo xixi em penico e tomando banho em bacias, no meio de um bosque.

Lakewood, em Nova Jersey, é uma das cerca de cem “tent cities” (cidades de tendas) que surgiram nos EUA desde o início da crise, em 2008.

Muitos dos que vivem assim perderam as casas por não pagarem hipotecas ou ficaram na rua depois de serem demitidos e atrasar o aluguel.

Nos EUA, tornaram-se o rosto mais visível do crescimento da desigualdade, um dos temas mais quentes da eleição de amanhã entre Barack Obama e Mitt Romney.

É gente como Marilyn e Michael Berenzweig, casal de NY que mora em Lakewood há dois anos e meio. Marilyn, 62, trabalhou 35 anos como designer têxtil e ganhava US$ 100 mil por ano. Perdeu o emprego em 2009.

Casada há 42 anos com Michael, 63, foi morar com a filha no Queens. Depois de uma briga com ela, se viram na rua.

Sem dinheiro para aluguel -os dois ganham US$ 1.800 por mês de aposentadoria para pagar tudo, inclusive convênio médico, que sai mais de US$ 500 por pessoa- foram parar em Lakewood. Ela divide uma barraca com o marido, o gato e alguns dos passarinhos que trouxeram.

“É difícil se manter limpo por aqui, e essas galinhas andando por toda a parte não ajudam”, disse Marilyn.

Ela fez um buraco na terra para conservar a comida, já que não tem eletricidade. “Gostamos de morar no mato, mas nunca imaginamos que fôssemos parar aqui.”

O casal ainda mantém hábitos de sua vida passada. Marilyn continua lendo o “New York Times” -mas só aos domingos. “Depois uso o jornal para forrar a gaiola dos passarinhos, a qualidade do papel é ótima para isso.”

Ao mesmo tempo em que a crise levou a um aumento no número de desempregados, as vagas em abrigos diminuíram, diz Eric Tars, do Centro Nacional de Direito em Pobreza e Falta de Moradia, que fez estudo sobre as “tent cities” com a Universidade de Yale.

Obama implementou programas de ajuda aos sem-teto, mas governos estaduais e municipais cortaram o orçamento na crise. Segundo o Departamento de Habitação dos EUA, há hoje 243.701 sem-teto morando nas ruas ou barracas, e 392.316 em abrigos.

“O número de pessoas na rua deve aumentar porque muitas estão dormindo no sofá de amigos e familiares e não vão poder ficar nessa situação por muito tempo”, diz Tars.

A situação econômica também não deve melhorar tão cedo. Hoje, existem 12,1 milhões de desempregados no país -mas gente como Marilyn nem entra na estatística, porque desistiu de procurar.

10 comentários

  • O Aprendiz

    Em economia mundial o Martini é o cara mais bem informado de Jales.

  • Anonimo

    A crise mundial é tão feia que os otimistas estão afirmando que o povo vai ter que comer merda e os pessimistas garantindo que a merda não vai dar para todos.

  • CAMARADA MARTINI

    EU QUERO DEIXAR BEM CLARO, ISTO É APENAS UM COMEÇO?

    NOSSOS MEIOS DE COMUNICAÇÕES ESCONDEM MUITAS NOTICIAS,

    MAS O CAPITALISMO FINANCEIRO MUITO EM BREVE VAI DEIXAR

    DE EXISTIR E DAR LUGAR AO CAPITALISMO DO CONHECIMENTO.

    NÃO SIGNIFICA QUE UMA PESSOA COM UM DIPLOMA ELE VAI

    SER UM CAPITALISTA DO CONHECIMENTO, TALVEZ UM

    PEDREIRO, SERVENTE, GARI OU ATÉ MESMO UM TRATORISTA

    E TAMBÉM ATÉ UMA EMPREGADA DOMESTICA VÃO TER MAIS

    ACESSO AO SISTEMA DO CONHECIMENTO.

    ISTO NÃO DEMORA, JÁ ESTA ACONTECENDO NO MUNDO TODO,

    O EXEMPLO A CHINA.

  • INCONFORMADO

    Isso ai é coisa do PT e Lula?
    Porque tinha de ajudar esses coitados e não só
    de nordestino.

  • boa tarde
    como falou o senhor martini
    logo logo vai tudo pro ar como na crise dos anos 30
    ou ate pior.
    aqui na europa ja se fala no fim da uniao europeia enclusive ja com a saida da (grecia portugal e
    espanha). para o começo de 2013.
    muita gente passando necessidade muito desemprego
    muitos estrangeiros indo de volta para os seus paises
    respequitivos.muitos europeus imigrando.
    2013 vai ser muito dificil aqui na europa.

    • Putz

      Fernando
      Avise “pros manos” que aqui no Brasil não adianta mais vir.
      Quero ver espanhol passar o vexame que fazem brasileiros passarem lá na terra deles.
      Vão ter que indenizar até os tatataranetos do Montezuma.
      Aqui estão devolvendo tudo para os índios, se é que acham algum.
      Vamos colonizar Marte [quem chegar primeiro]
      Asta la vista baby…

  • FÊNIX 5.0

    Meu querido profeta e camarada Martini, parabéns por sua
    previsão, pela sua dedicação a leitura e seu perspicáz conhecimento sobre economia mundial, admiro sua inteligência! E para finalizar quero deixar bem claro que melhor mesmo é morrer AMIGA sua, rsrsrsrs
    Abraços

  • bate o tambor

    MARTINI TAMEM RECEBE SANTO..

  • Mega sena

    Martini fala pra gente os numeros da mega sena!!!

  • Marcos

    O Capitalismo é muito criticado, mas se houver essa quebra prevista, seria instalado o caos.Tem um filme à produção “Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme” filme de Oliver Stone com Michael Douglas, Shia LaBeouf mostra de forma impecável a economia como se fosse um jogo, no qual cada um tem um interesse e ninguém está do lado de ninguém. Todos agem de forma individual, mas ao mesmo tempo são influenciados por quem tem mais poder. Nesse filme tem uma parte que aborda sobre a quebra do sistema financeiro e é solicitado ao governo que socorra as instituições financeira e o presidente o maior Banco disse ao membro do Governo “IMAGINE AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRA QUEBRANDO, AS PESSOAS PRECISANDO SACAR SEU DINHEIRO, VAI ATÉ UM CAIXA ELETRÔNICO E NÃO TEM DINHEIRO”, ou seja é o fim do mundo como a gente conhece, o dinheiro deixara de existir como moeda de troca.

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