CONFIRMADA QUARTA MORTE POR LEISHMANIOSE EM JALES

Apesar de a certidão de óbito ter registrado morte por causa desconhecida, os exames realizados em laboratórios especializados – cujos resultados foram divulgados nesta semana – confirmaram que o meu saudoso amigo Belcior Carlos de Lima, o Carioca, que faleceu no dia 12 de outubro passado, foi mais uma vítima da leishmaniose.

Com isso, chega a 17 os casos de leishmaniose em humanos, em Jales, com 04 óbitos. Diante da confirmação, a vigilância sanitária deverá realizar, nos próximos dias, um procedimento chamado de “manejo ambiental”, que consiste em uma operação pente-fino nos quintais de todas as residências num raio de 300 metros do local onde morava o Carioca, no Jardim Aeroporto.

Além disso, a equipe da vigilância deverá coletar amostras do sangue de todos os cães daquela região da cidade, para exames. Enquanto isso, o Centro de Zoonoses de Jales continua sem os equipamentos necessários para a implantação de um programa de castração de cães, visando o controle da população canina.

Pelo jeito, o prefeito Humberto Parini considera que é muito mais fácil aplicar injeções de cloreto de potássio para diminuir a população canina. Curiosamente, o médico Adelson Mariano de Brito, da equipe de vigilância da Secretaria Municipal de Saúde, considera que a matança de cães é inútil para impedir a disseminação da leishmaniose. Bem que ele podia tentar convencer o prefeito disso.    

12 comentários

  • Bru

    Será que um dia eles vão ter consciência de que não resolve “assassinar” os pobres cãozinhos? O que deve ser feito é o controle do vetor dessa doença. Uma vez que existe o animal doente na casa indica que há o vetor naquele local.É como a Dengue, tem que combater o mosquito. Concordo totalmente com o médico Adelson Mariano,e acho que um programa de castração do cães seria a mais plausível “solução” no momento.

    • DAM

      Meu amigo teve o filho morto de menos de 5 anos por essa doença e acho uma tremenda besteira quem protege esses caeszinhos doentes que vivem perto de nossas casas, trazendo risco pra nossa familia.
      Você imagina alguma criança de sua familia com esse problema? Acredito que não né…

  • RICARDO

    EU NAO SEI MAS ACREDITO QUE ESSE MONTE DE ANIMAL NA BEIRA DA CIDADE DEVE TER ESSA DOENÇA TAMBEM, SE ANDAR PELOS BAIRROS DA CIDADE NAO É DIFICIL VOCE VER VACAS E CAVALOS ATRAVESSANDO A RUA, UM MAIS DOENTE QUE O OUTRO, DA PRA VER QUE ESSES ANIMAIS SAO DOENTES. UM ABSURDO NINGUEM FAZER NADA A RESPEITO

  • Não Acredito

    Hei Cardosinho. esse Carioca é o da Regional Fm?

    • Claro que não! O Carioca (Alexandre Ribeiro) que trabalhava na Regional é meu companheiro de trabalho no jornal A Tribuna e continua vivíssimo. O falecido Carioca (Belcior) era casado com a Maura Coutinho, da família Coutinho (Sucos Coutinho, à beira da rodovia Euclides da Cunha). Ele trabalhou uns tempos no Frigorífico da família Altomari. Era evangélico e um dos maiores apreciadores de Coca-Cola que conheci. Gostava também de música e, na juventude, no Rio de Janeiro, chegou a integrar alguns grupos musicais. Acho que ainda tenho por aqui alguns discos (bolachões) que ele, de vez em quando, me emprestava.

  • Gente Boa!!!

    Caro colega ta de brincadeira,o BELCHIOR CARLOS DE LIMA casado com a MAURA COUTINHO(FAMILIA DO COUTINHO SUCO),tinha esse apelido por falar meio arrastado,cariocado!!! gente muito boa,foi uma fatalidade,qu pena,mais um JALESENSE vitima da LEISHIMANIOSE,e que se diga d passagem,tendo em vista que 30% de nossa população canina,encontra se contaminada, MOSQUITO PALHA pra td lado,o enquerito canino por falt de kiten,para sorologia da amostra de sangue de nossos caes,o ESTADO não esta disponibilizando já alguns dias ,estamos correndo RISCO DE VIDA,eu vc,nossa familia,enfim tds,essa doença é SILENCIOSA,o CARIOCA começou a ter sintomas,passar mal,ha uns 12 meses,só depois que veio a OBTO que as AUTORIDADES EM SAUDE conseguiu diagnosticar,ainda assim no 2ºexame que só veio confirmar trinta dias depois de sua morte.Gente sabemos que a DENGUE é coisa séria,não resta duvida,mas essa tal de LEISHIMANIOSE,se nós não fizermos alguma coisa urgente,vai MORRER mais gente,CARDOSINHO lança uma campanha em seu blog,pro pessoal colaborar,quintal SUPER LIMPO,sem folhas caida pelo chão,frutos em queda por conta da época como manga,acerola,goiba…se não forem recolhidos apodrecem,decomposição orgânica,prato preferido do mosquito PALHA,galinheiros esse é fatal,é a onde o PALHA está presente em 100% das armadilhas colocado pela SUCEN,pelo amor de DEUS é proibido criar GALINHAS em área central,EVITEM quintais assombriados com muita sombra,associados a todos esses itens atras é sinal de RISCO DE VIDA,podem as árvores para que entre raios solares e cosequentemente evitar umidade,cuidem de seus cães,leve-os ao VETERINARIO urgente,pra ver como esta a saude dele,use COLEIRA SCALIBUR,essa serve de repelente,tem duração de 6 meses,comparada com o preço e o tempo de uso não é tom cara…CARDOSINHO urgentemente vomos fazer alguma coisa,não que o poder público não esta fazendo,mas esta muito lento,nesse ritimo corresmo RISCO DE VIDA!!!!!

  • Gente Boa!!!

    correção em tempo…desculpe…GOIBA,o correto é goiaba!!!!

  • Não Acredito

    A é,desculpa, é que quando li Carioca foi o unico que veio a minha cabeça.Perdão

  • anonimo

    caro cardosinho a secretaria bde saude nao sabem o que fazer para combater a leischimaniose, sabe porque?de uma passadinha por la e so no ar condicionado e em reuniao uma atras da outra e nada sai do papel nunca vi um povo tao ruim assim nao tem capacidade pra nada cara, confira o que to dizendo,depois vc escreve ai.

  • Le

    Meu Grande Amigo Carioca,tinha um coracao imenso me divertia muito com ele,como disse o cardosinho grande tomador de coca cola(e roller tbem adorava)gravei muitos cd´s p/ele…e como amava sua esposa e filha…Deus Proteja sempre elas duas….em relacao aos cachorros tem q achar a melhor forma de lidar com essa doença,protejendo eles mais principalmente nós…tudo na medida certa!!!!

  • DE SACO CHEIO

    Jales está um lixo, acho que é uma das cidades mais sujas da região, e isso nos coloca em risco para as mais diversas doenças.Agora vamos aos culpados: a Prefeitura não faz nada, tem cavalo, galinha, porco, lixo, tudo o que vc imaginar tem espalhado por essa cidade, a Vigilancia Sanitária não funciona, na verdade nada funciona nessa cidade, mas vamos falar a verdade, onde está a educação da população? o bom senso?
    Mesmo que a Prefeitura e os outros órgãos funcionassem não resolve…….se a população não tem educação….
    Moro no Jardim do Bosque, aqui parece roça, tem boi e cavalo espalhados por todo lado,fiquei 7 dias viajando e quando voltei os carrapatos subiam nas paredes do meu quintal, preciso pulverizar tudo a cada 10 dias……..ja liguei em tudoque foi lugar e ninguém faz nada………..agora vcs saberão quem eu sou o dia q eu pegar os donos desses animais que colocaram até um banquinho em frente a mata pra observar os animais, e fazer um escândalo no meio da rua, pode esperar que vai da polícia, o bicho vai pegar….estou de saco cheio……..

  • Vivi Vieri

    Cardosinho,
    ninguém fica feliz em ouvir que mais uma vida perdemos por causa da Leishmaniose, mas posso te garantir que os cães não são responsáveis pela disseminação da doença mas sim a sujeira,falta de limpeza nas residências que acabam sendo verdadeiras maternidades de mosquito palha, entre outros fatores.

    O que dificulta as pessoas entenderem isso, é por que há 50 anos o Ministério da Saúde diz que os cães são os culpados pela disseminação da doença, não dizem que o ser humano doente também infecta o inseto como o cão e afirmam que matar cachorro é a solução para o controle dela e hoje sabemos que essa medida é ineficaz e retrógrada e que o Brasil continua na contra mão do mundo, pois é o único que mata e a doença está em franca expansão.
    Abaixo, um resumo do trabalho do Dr. Carlos Henrique Nery Costa, médico infectologista e especialista em doenças tropicais e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical que esclarece bem sobre esta questão. Leishmaniose se combate como na dengue,focando no vetor, com prevenção e educação da população.

    “Quanto é efetivo o abate de cães para o controle do calazar zoonótico? uma avaliação crítica da ciência, política e ética por trás desta política de saúde pública.””
    Carlos Henrique Nery Costa.

    Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
    versão impressa ISSN 0037-8682

    Resumo

    INTRODUÇÃO: O calazar zoonótico, uma doença fatal causada por protozoários do gênero Leishmania, é considerada fora de controle, particularmente no Brasil, onde se urbaniza e a letalidade aumenta. Apesar de ser uma medida muito controversa, o governo brasileiro abate cães soropositivos regularmente para controlar a doença. Assim, diante da falha do controle, foi efetuada uma análise crítica das ações para o controle do reservatório canino. MÉTODOS: Em uma revisão da literatura, foi feita uma abordagem histórica focalizada principalmente na comparação das bem sucedidas tentativas chinesas e soviéticas de controlar a doença. Também foi efetuada uma análise dos principais estudos acerca do papel de cães como fatores de risco para humanos e dos principais ensaios de intervenção acerca da eliminação destes animais. A reação política do Brasil a uma revisão sistemática recentemente publicada que concluiu pela ineficácia do programa de eliminação de cães e os seus efeitos nas políticas públicas são revisadas. RESULTADOS: Não foram encontradas evidências firmes do risco conferido por cães para os seres humanos. Além disto, foi confirmada a falta de apoio científico à política de eliminação de cães. Foi notada uma tendência para distorção dos dados científicos para o suporte da política de eliminação dos animais. CONCLUSÕES: Uma vez que não existem evidências de que o abate de cães diminui a transmissão de leishmaniose visceral, este programa deve ser abandonado como estratégia de controle. São levantadas as implicações éticas acerca da distorção da ciência e sobre a eliminação de animais na ausência de mínima ou nenhuma evidência científica.

    Palavras-chave : Calazar; Leishmaniose visceral; Controle; Cães; China; Brasil.

    Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2011, vol.44, n.2, pp. 232-242. Epub 01-Abr-2011. ISSN 0037-8682. http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822011005000014.

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0037-86822011000200021&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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