DALUA: “É TRISTE A SITUAÇÃO DO LIXO JOGADO NAS ESTRADAS RURAIS”

O amigo Dalua, superintendente regional da Sabesp em Lins, mandou comentário sobre a questão do lixo nas estradas, enfocada em um post anterior. Por interessante e esclarecedor, reproduzo abaixo o comentário:

“É triste a situação do lixo jogado nas estradas rurais. Não é pobre. O pobre não tem como levar. É só percorrer mais 500,00 metros que chega ao Aterro Sanitário que possui até pré-tratamento do chorume. É um criadouro de mosquitos, roedores e baratas, que acabam vindo para a zona urbana. Uma mosca, dependendo do vento, pode voar 8 quilômetros. A quantidade lançada nos córregos marimbondinho e tamboril é de assustar. No final de 2010, as crianças do Projeto Dynamus recolheram, num trecho de 100,00 metros, mais de 8 toneladas. Ambos os mananciais, estão na Bacia São José Dourados. Todo lixo jogado na cidade é levado com as chuvas. A situação é mais complexa do que imaginamos. Também no ano passado, na entrada da estação de esgotos jogaram um saco que se mexia. Parei para verificar. Encontrei 04 cachorrinhos que se encontravam amarrados para morrerem. A questão ambiental está muito distante da necessidade. É água de chuva nos esgotos, com camisetas, absorventes e muito mais. Enquanto o papel higiênico vai para o lixo. Geramos uma média de 500 gramas lixo/habitante/dia, sem contar podas, móveis e utensílios. São 10 mil litros de óleo de fritura por mês. Em Yokahama – Japão é preciso separar o lixo no minímo em 6 tipos, colocando em sacos brancos. A diferença é cada um fazer diferente. O assunto ambiental está sempre em evidência. Todos sabem que é importante/necessário, muitos falam, mas poucos executam. Como a esperança deve ser mais forte que a evidência, fica o nosso sonho de mudança.”

Como se pode deduzir, pelo comentário do Dalua, a causa principal desse tipo de agressão ao Meio Ambiente é a falta de educação. E já que estamos falando sobre falta de educação, o jornalista Paulo Reis Aruca também mandou um comentário alertando para um outro caso: a Rua Dez, uma das mais movimentadas da cidade, quase na esquina com a Rua dos Guatambus, foi o local escolhido por um morador mal-educado para despejar um sofá velho e alguns galhos de árvore, como mostra a foto ao lado. Segundo alguns vizinhos, aquele sofá já estava ali havia pelo menos uns dez dias, sem que ninguém tivesse tomado qualquer providência.   

6 comentários

  • O pessoal da ECOAÇÃO gosta muito de ser palco( Ecocaique, Ecohomenagens,Ecojornais, Ecoetc). Na hora de denunciar…NADA.

  • ecoação

    Os comentários do Sr. Poletto, na visão dos integrantes da ECOAÇÃO, deveriam se transformar em propostas mais factíveis. A diretoria e parceiros da Entidade sugerem que ele faça um estudo mais aprimorado dos papéis da sociedade civil, do poder público e do setor privado (temos uma vasta literatura que podemos disponibilizar). Os estatutos da Entidade estão registrados para consulta pública no órgão competente. Sugerimos também que o Sr. Poletto leia com atenção o que foi veiculado na homenagem feita ao Dalua (foi justa ou não????) sobre os projetos que estão sendo viabilizados pela Entidade; nossos objetivos são viabilizar projetos mais consistentes, oferecendo oportunidades de criação de empregos verdes e alcancar os parâmetros do desenvolvimento sustentável. Não é fácil enfrentar assuntos de tamanha grandeza, ainda mais quando os do “contra” ficam à espreita e não se enfileiram conosco.
    Diretoria e colaboradores da ECOAÇÃO.

  • BOBBY

    precisa ver tambem em frente aos predinhos do paraiso, mato esta la na calçada e rua Rubiao Meira ha tempos, pior é saber que o causador desse lixo parece que é antigo funcionario da prefeitura .

  • Espero que os integrantes da Ecoação não tenham uma visão generalizada do verde musgo… no texto- “na visão dos integrantes”…, cuidado que a unanimidade além de ser burra é degenerativa. Quando escrevi em jornais desta cidade “suplicando” uma intervenção da Ecoação no caso da derrubada da seringueira, não houve nenhuma manifestação dos integrantes dessa entidade para denunciar o assassinato daquele patrimônio histórico de Jales. Não li nenhuma linha em jornal nenhum, porque? Será que a Ecoação, tambem é regida sob a batuta da mandatário mor desta degenerativa cidade. Na realidade, essas Ongs, tipo Ecoação, vêm se mostrando cada vez mais um instrumento, político, planejado e largamente financiado com propósito que foge a realidade do verde.
    Desta forma, será que podemos esperar e acreditar que essas ONGs possam assumir o controle das políticas verdes e suprir as necessidades da sociedade garantindo maior qualidade de vida, igualdade e, acima de tudo suavização dos problemas gerados pelo modo capitalista da economia que perpetua a sociedade?
    Vamos gente descer do palco e ser um pouco de platéia.
    Abraços.
    Poletto.

  • ECOAÇÃO

    Acreditamos no debate franco e aberto. Nos colocamos à disposição sobre os instrumentos de informação a que nos referimos (documentos, registros, literaturas…). Sobre o caso da seringueira, nos parece estranho, o próprio articulista, Sr. Poletto, rasgou elogios às veiculações da imprensa na época e sabe sim das pressões e ameaças que membros da Entidade sofreram. As críticas devem se sustentar em legitimidade e aderência funcional, do contrário perdem o sentido e o significado. Criticar negativamente e ponto final é um despropósito irresponsável; criticar negativamente, oferecer sugestões, se propor a implementá-las e agir efetivamente é louvável; criticar positivamente e ponto final é puxasaquismo; criticar positivamente, apontar erros, oferecer sugestões e propósitos de contribuir para a melhoria é nobreza de espírito.
    Entendemos que prolongar este debate é improdutivo; sugerimos acompanhar nossas atividades e estamos à disposição para esclarecimentos.
    Membros e colaboradores – ECOAÇÃO

  • Um documento necessário seria a prestação de contas financeira à sociedade como um todo: quem financia, objetivos,etc.O verde, tambem é dinheiro.Estou citando, porque nunca li, em nenhum jornal, balancetes anual desta entidade. Ou será que Ongs não precisam prestarem contas das verbas que recebem?

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