DOMINGOS PAZ LANDIM

Foi enterrado ontem, às 16:00 horas, o corpo do senhor Domingos Paz Landim, um dos pioneiros da nossa cidade. Ele tinha 94 anos de idade. Nascido em Raimundo Nonato, no Piauí, o “seu” Domingos veio muito jovem para o Estado de São Paulo, em busca de um futuro melhor. 

Em 1940, o “seu” Domingos, juntamente com outros pioneiros, aboletou-se em um caminhão e, depois de uma viagem cansativa, veio parar por estas bandas com o objetivo de, juntamente com Aristóphano Brasileiro de Souza, o Duquinha, ajudar a escolher o local onde seria formado o patrimônio de Euphly Jalles, sobrinho de Duquinha.

Segundo o livro “Precursores e Pioneiros“, do historiador Genésio Mendes de Seixas, o “seu” Domingos Paz Landim participou da votação – juntamente com seu irmão Manoel e outros pioneiros – que escolheu o nome da nova cidade: “Vila Jales“.

Descansando à sombra de três perobas, no Córrego das Perobas, o grupo de pioneiros ouviu o fundador, Euphly Jalles, sugerir que a nova cidade fosse batizada de “São Luiz“.

São Luiz, não senhor, vai se chamar Jales, sugeriu Duquinha. No que foi acompanhado pelo “seu” Domingos e os outros.

Domingos Paz Landim se mudou em definitivo para Jales em 1944 e aqui fundou, em sociedade com seu irmão Manoel, a “Casa Landim“, uma loja de Secos e Molhados. Aqui ele também constituiu sua família. Deixou 06 filhos e vários netos e bisnetos. Eu o conheci razoavelmente, já que ele era compadre do meu avô materno, que também era de Raimundo Nonato. Quando criança, gostava de ficar ouvindo as estórias que eles contavam, com aquele sotaque piauiense.

4 comentários

  • Genésio

    Caro Cardosinho. Esse é o texto enviado para o Jornal de Jales, provavelmente para o próximo domingo. Vc já havia dito quase tudo.
    Consternada despedida ao jalesense Sr. Domingos Paz Landim
    – A história de Jales foi feita com sua ajuda –

    O local destinado à fundação do nosso patrimônio já estava mais ou menos delineado quando os irmãos Domingos e Manoel Paz Landim, em 13 de maio de 1940, acompanharam o primeiro grupo, oriundo de Altair, sob orientação de Aristophano Brazileiro de Souza, com o objetivo de reconhecer e negociar as terras das cercanias.
    De jardineira partiram de Altair, via Onda Verde, até a cidade de Monte Aprazível onde demoraram aguardando a chegada do Eng. Euphly Jalles com um caminhão carregado de rolos de arame farpado que lhes serviam de bancos. O próximo trecho foi para General Salgado, e de lá declinaram à direita por uma vereda, atravessaram o rio São José, pararam na venda do cego Procópio e desembarcaram mais para frente, numa fazenda, no cruzamento da estrada boiadeira com o Marimbondo. Com o morador conseguiram cavalos para todos e acompanharam o ribeirão à riba alcançando suas nascentes. Oito dias de viagem da cidade até ali.
    – Aqui será fundada nossa futura vila, disse Euphly mostrando matas, uma nascente e um marco singelo fincado pelos picadeiros da ferrovia araraquarense cujo trajeto já estava definido. Numa pausa para descanso, de retorno, o pequeno grupo definiu que o nome do patrimônio seria Jales – uma certidão de batismo.
    Em outra entrevista, seo Domingos recordou que na pensão de Monte Aprazível ouviram pelo Repórter Esso a notícia radiofônica de que o poderio bélico alemão avançava rumo norte arrasando todos os países vizinhos com seus aviões e tanques de guerra modernos. – “Isso é um desafio para o mundo, com certeza os jovens brasileiros serão convocados para guerra que aí está”, disse Euphly como se estivesse profetizando a gravidade do conflito ou, talvez, estivesse incentivando as famílias a se mudarem para o sertão – longe dos alistamentos militares.
    Essa seria apenas a introdução da trajetória do seo Domingos em nossa história. Nesta nota de condolência, nem conseguiríamos fazer resumo dada a dimensão de seu conteúdo na ajuda da fundação de Jales. Ficamos só na página de preâmbulo da narração de quando a cidade nem existia. Nos capítulos seguintes iríamos escrever que ele foi o último dos vereadores da primeira legislatura a falecer. Em 1944, veio para morar em Jales definitivamente, e, a partir d’agora, eternamente, com o nosso preito de reconhecimento e gratidão.

    Mais dados históricos: Fascículo n º. 73, de 2001, do Jornal de Jales
    Livro “Jales: Precursores e pioneiros”, de Genésio M Seixas

  • giane paz landim

    achei muito interessante e curioso meu pai mora em sao raimundo nonato o nome dele é julio paz landim e tenho irmao po parte de pai avo, tios e um pouco que minha mae me diz que tambem tenho parentes em jales, goias adorei vou procurar saber mais sobre a historia do meu sobre nome obrigado ate mais….

    • Célio Alexandcro Ferreira dos Santos

      Meu quando veio de São Raimundo Nonato aos 15 anos, ele morou e trabalhou com o Sr. manuel Paz Landim na antiga casa Landim, meu pai é filho da Sr. Ana Ribeiro Paz Landim irmã manuel e do Sr. Domingo

  • Sou sobrinha de DOMINGOS PAZ LANDIM,meu pai é VICENTE PAZ LANDIM, moramos na fazenda dele no ano de 1973 à 1945, passei minha infância ao lado deste tio tão querido sinto muito orgulho deste pioneiro de jales onde com seu trabalho faz parte da história dessa cidade que tanto amo !Sinto muitas saudades!

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