FILAS NA SAÚDE

Hoje eu madruguei e fui fazer uma visita a alguns dos Postos do Programa de Saúde da Família. Na terça-feira, uma usuária do sistema havia me procurado para reclamar de uma situação lá no Posto do São Jorge, de modo que comecei minha excursão por lá. Às 5:15 horas da manhã já tinha duas pessoas na fila, o José e o Tiago, que estão na foto da esquerda, aí embaixo. “Seu” José disse que, se chegar depois das 6:00 horas, fica difícil conseguir uma guia. Depois, fui ao PSF do Jardim Oiti, onde a primeira da fila, a Márcia, disse ter chegado às 5:00 hs. Dona Josefa, a quarta da fila confidenciou que aquela era a terceira vez, nesta semana, que ela tentava obter uma guia para consulta. Das outras duas vezes, ela chegou um pouco antes das 7:00 hs e as guias  já haviam se esgotado. A foto da direita mostra a fila no PSF do Jardim Oiti, por volta das 05:30 hs. Detalhe: apesar das dificuldades para conseguir as guias, em alguns PSFs (estive também no Paraíso e no Roque Viola) os usuários elogiaram o atendimento das médicas que, aparentemente, são recém-formadas. O jornal A Tribuna, do próximo domingo, contará um pouco dessa história.

23 comentários

  • José Ribeiro de Paula

    Cardoso,

    Isto é caso de POLICIA, não há necessidade de madrugar na fila, A Unidade de Saúde não pode limitar o número de consultas, porém se o número de paciente for muito grande a Unidade pode agendar a consulta para o próximo dia. Se isto for negado o USUÁRIO PODE E DEVE ACIONAR A POLICIA, FAZER BO DE PRESERVAÇÃO DE DIREITOS, E RECORRER AO MINISTÉRIO PÚBLICO POIS O SUS GARANTE A ASSISTÊNCIA A TODOS OS BRASILEIROS.

  • José Ribeiro de Paula

    CARDOSO,

    O QUE OS 10 DA CÂMARA ESTÃO FAZENDO QUE NÃO CUMPREM O SEU PAPEL DE FISCALIZAR DO SERVIÇO PÚBLICO?
    SE ELES NÃO SABEM COMO FUNCIONA O SUS, PODEMOS AGENDAR UMA REUNIÃO DE TODOS COM O CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE, LÁ PODERÃO APRENDER UM POUCO DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS

  • cardoso

    Preclaro Big, alguns vereadores receberam reclamações e estão visitando os PSFs. O grande problema é que a maioria das pessoas apenas reclama, mas, quando é necessário uma medida mais contundente, pula fora. Ninguém quer saber, por exemplo de fazer Boletim de Ocorrências.

  • [email protected]:
    Na verdade esta é uma qustão bastante complexa, tanto que em breve estaremos colocando no ar uma página para debatermos exclusivamente a SAÚDE que temos e o SUS que queremos.
    Lavrar o BO é um dos caminhos, mão não é o único. As pessoas pulam fora por várias razões e uma delas é o mêdo, medo de serem perseguidas e prejudicadas. Daí a importância das entidades representativas dos usuários no Conselho Municipal de Saúde, nos Conselhos Locais de Saúde, do Ministério Público e dos Vereadores. Acontece que o Big está coberto de razão quando aponta a necessidade da capacitação dos vereadores. Eu diria mais. A Camara Municipal não descobriu que ela será tão mais forte quanto esteja lado a lado com os Conselhos de Saúde. Mas infelizmente quero aqui registrar que o Governo Municipal realmente persegue quem ousa fortalecer a cidadania. Não faltam exemplos. Só pra constar alguns, cito a Vereadora Tatinha, a Presidente do Conselho de Saúde, Lizandra (veja os casos da Escola de Teatro e da A REDE da Cidadania)…o espaço é pouco aqui para tantos casos…

  • Gostaria de propor que levássemos este debate tambem para o interior do PT de Jales…

  • Tatinha

    Big, eu estava lá junto com o fotógrafo, blogueiro, guarda-costas e meu marido, o Cardosinho!!!Agirei via Câmara!!!Não nos resta muita coisa a fazer a não ser denunciar, requerer informações e se, mesmo assim, não resolverem o problema, o Ministério Público nos espera e, com certeza, nos atenderá!!!

  • Tatinha

    Murilo, além do meu respeito pela atuação da Lisandra, enquanto Presidenta do Conselho de Saúde, tenho uma ligação de amizade antiga, porque ela foi minha aluna e sei de sua capacidade de luta pelo que é justo.
    Isso me possibilita ser informada dos problemas que os usuários enfrentam e as possíveis soluções que o Conselho encontra e expõe aos gestores, mas que não é ouvido!!! Pior, sabemos, de cátedra, o que é ser perseguido!!!!Mas, creia, não desistimos!!!!Estamos tomando providências!!!Aguarde que ainda tem mais por vir!!!

  • Amigos, este é um problema nacional. Não há uma santa cidade no Brasil que não se tenha que madrugar para tirar guias. UMA VERGONHA!

    Além de desgastante para que madruga, muitas vezes no frio, no sereno ou até mesmo debaixo de chuva, É HUMILHANTE! A pessoa se sente por baixo de tudo. Sentada na calçada pedindo por uma chance de ser atendida por um médico.

    Não é uma questão de Jales, e sim de Brasil! Talvez levar a questão ao STF. Quem sabe uma súmula vínculante coloca moral na situação em todo o Brasil.

  • Tatinha, nobre vereadora, vê se usa sua força de vereadora e tenta conseguir que pelo menos eles abram os portões para que as pessoas esperem nos bancos dentro do recinto dos PSFs. Ninguém merece ficar sentado na calçada. O povo merece mais respeito!

    Juliano

  • maditolinofranja

    O Nobre Pohl está correto em suas assertivas.
    O debate deve ser macro, não micro como o honrado Juliano Matos quer.
    Não bastam bancos e não basta a madrugada aos usuários.
    Cabem políticas públicas arquitetadas por toda a rede, para a exigência do que já é previsto legalmente.
    Se os médicos não ganham por consultas, mas sim por tempo trabalhado, pq ainda existem filas na saúde do município e as pessoas precisam levantar na madrugada para serem atendidas?

  • Segue parte do Discurso de Posse do Ministro da Saúde, proferido em 3 de janeiro ultimo.

    Mas nós não queremos só o Brasil como a quinta economia do mundo, como diz a presidenta Dilma. Queremos que o conjunto do povo brasileiro se sinta parte dessa quinta economia do mundo. E ele não vai se sentir parte se não tiver uma saúde que se sinta uma saúde de quinta economia do mundo. Não vai se sentir parte se não tiver um Sistema Único de Saúde que seja o Sistema Único de Saúde de quinta economia do mundo. Então acho que esse é o nosso principal desafio. Trazer de fato a saúde, cada esforço de cada um de nos para o centro da agenda nacional de desenvolvimento do País.

    O outro é vencer uma outra contradição, um pouco isso que o Temporão estava falando. Todos nós sabemos o que significa o SUS para o Brasil e para o mundo. Todos nós sabemos que nenhum país que está no mesmo patamar de desenvolvimento do nosso país faz o que nós fazemos de forma pública e gratuita com os mesmos recursos que nós fazemos.

    Nós sabemos da importância que teve o SUS ao longo desses anos para incluir pessoas que eram absolutamente desassistidas do serviço de saúde ou de qualquer outra promoção de cidadania neste país, mas sabemos também, o que é outra contradição, que o fato das pessoas, ao serem atendidas no SUS, é isso o que as pesquisas mostram, elas saem dizendo que o atendimento foi satisfatório.

    Várias pesquisas, a última Pnad mostra que 86% daqueles que foram atendidos, que receberam atendimento no SUS, citaram que o atendimento foi satisfatório nas várias graduações daquilo que pode ser satisfatório.A contradição é como que o SUS, um sistema como esse que nós temos plena convicção do que nós fazemos,do papel que ele teve de inclusão social neste país e como que o SUS, um sistema como esse, que tem naqueles que conseguem entrar no sistema um certo grau de satisfação, pode continuar sendo elemento de crítica tão forte e de grande expectativa da população e está certa a população.

    A grande chave da questão é que as pessoas só dizem que é satisfatório quando entram, quando garantem o acesso. E a grande reclamação das pessoas é exatamente o não acesso, a demora, a espera. Eu quero dizer que tenho, como ministro da Saúde, uma obsessão e quero que seja obsessão minha, dos meus secretários – preparem-se todos -, da minha secretária, da minha equipe, a nossa obsessão tem que ser colocar no centro do lanejamento das ações de saúde deste país um esforço: perseguir a garantia do acolhimento de qualidade em tempo adequado às necessidades de saúde daquelas pessoas.Este tem que ser um objetivo quase único deste Ministério.
    Eu sei que uma das grandes dificuldades deste Ministério é ser um Ministério único.Acho que esse tem que ser um grande objetivo único deste Ministério.
    Cada secretário, cada diretor de programa, cada coordenador, cada servidor, cada consultor deste Ministério tem que acordar de manhã e dormir à noite se perguntando o que fez para garantir acolhimento de qualidade, em tempo real, adequado para a necessidade de saúde das pessoas.
    Está todo mundo rindo ali, e é isso mesmo.Beatriz, cada gestor estadual, cada gestor municipal, quero conversar com os governadores, com os prefeitos, com os parlamentares sobre isso, com os membros dos conselhos municipais, estaduais e nacionais. Essa tem que ser uma obsessão de todos nós.
    Eu sei que não é fácil. Eu sei que o problema da fila, da demora e da espera é um problema recorrente, inclusivenos sistemas públicos mais consolidados no mundo, muito mais antigos do que o nosso, com grau de investimentos de recursos muito maiores.
    Mas isso não nos permite tirar isso do centro da agenda do planejamento das nossas ações de saúde, não nos permite tirar isso do centro dos temas de pactuação com Estados e Municípios, com as agências reguladoras relacionadas por todos nós.
    Eu acredito que está na hora de termos um mapa nacional das necessidades de saúde, das necessidades sanitárias de saúde, de equipamentos de saúde em todo o país.
    Quero convocar governadores, prefeitos, dirigentes deste Ministério, gestores municipais e estaduais, a academia… Estava aqui o Faquini e a gente cumprimentando, com ele envolver a ABRASCO.
    Nós precisamos ter – está na hora, o SUS está maduro para isso – um grande mapa nacional que estabeleça claramente quais são os equipamentos ofertados por nós, a partir das necessidades da saúde que existem, a partir de um debate sobre um padrão de integralidade e que tem que envolver a todos nós. Gestores, a Academia, conselheiros. Esse é um desafio para esse Ministério que eu quero assumir…lei mais: http://www.asaudequetemososusqueqqueremos.wordpress.com

  • Não nobre colega, não prego esse discurso ´´micro´´ que você mencionou.. Por favor leia novamente os dois posts anteriores. Quando eu disse dar acesso aos bancos etc, eu quis dizer ´´ao menos´´ ou ´´de emergência´´ como medida paleativa.

    Você leu a parte que eu acho que é uma questão de Brasil, inclusive levando a questão para ser solucionado no STF.

    O que tem de ´´micro´´ nisso????

    abraços e visite meu blog

    juliano-matos.zip.net

  • marditolinofranja

    STF?
    hauhauahuahuahuahuhuahuh.
    Agora li!
    Que engraçado!
    hauhauahauhauhauha.
    A solução está muito mais próxima do que você pensa!
    O STF legisla? Fiscaliza?
    É preciso acionar a rede!

  • O STF IMPÕE! O que a omissão do Executivo e do Legislativo não resolve, a mão de ferro do Judiciário faz acontecer!

  • marditolinofranja

    Será que faz mesmo?
    Afinal aqui em Jales mesmo tem uma turminha que há anos não cumpre nenhuma decisão judicial.

  • marditolinofranja

    Para encerrar minha atuação aqui neste tópico.
    Se você acredita tanto no STF,faz o seguinte.
    Pergunta pro seu professor de Direito Civil o que é Ação Popular e os seus legitimados.
    Intente uma.
    Daqui 20 anos me responda se deu certo.
    ok?!

  • marditolinofranja

    Para encerrar minha atuação aqui neste tópico.
    Se você acredita tanto no STF,faz o seguinte.
    Pergunta pro seu professor de Direito Civil o que é Ação Popular e os seus legitimados.
    Intente uma.
    Daqui 20 anos me responda se deu certo.
    ok?!!!!

  • Intente uma e verás o resultado!

  • João José

    Vide artigo 34 e 35 da CF, esse caso seria de bom censo e nao de STF, quanta borracha junto………..
    gostei mais da criacao da sumula vinculante
    que é para os leigos de direito um mecanismo pelo qual os juízes são obrigados a seguir o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ou pelos tribunais superiores, sobre temas que já tenham jurisprudência consolidada “. Em suma ele busca conferir celeridade às decisões judiciais.
    É fruto da Reforma do Judiciário, promovida pela EC 45.

  • João José

    Juliano MAtos tu acredita também em saci perere, mula sem cabeça, corinthians campeao da libertadores????

  • Saci pererê, mula sem cabeça acredito. Agora corinthians campeão da libertadores é complicado.

    É mais fácil sair os viadutos sobre a linha da fepasa

    kkkkkkkkk

  • Lisandra

    Cardoso e demais colegas,

    Realmente isso não poderia estar acontecendo nos ESFs, primeiro pq os médicos não são contratos por número de atendimento, e sim por horas trabalhadas. Segundo pq esse tema ja foi pauta do CMS e ali foi deliberado que seguisse o que lei exige, não limitando o número de pacientes atendidos por dia.
    Na realidade eu mesma já fiz uma denúcia ao MP sobre o assunto citado.
    Deve-se sim garantir nossos direitos de toda forma que for possível e necessária.
    Enquanto presidenta do Conselho de Saúde, me coloco a inteira disposição para ajudar no que for preciso.
    Vamos nos mobilizar! Audiência Pública, fiscalizações, pauta para reunião do CMS. O que não podemos é deixar nossa população ainda sofrendo desse MAL (MÁFIA)!

  • Julia

    Gostaria que o prefeito de Jales, fosse atendido uma vez so apenas no PSF do Arapuã para ver a falta de organização, ao menos sabiam o periodo que o médico iria atender (ai vc perde tempo na fila para descobrir o que medico so atende no periodo da tarde, a ainda chega com atrasos de 02 horas ou mais, resumo o trabalhador que passa seus imposto normalmente acaba perdendo um dia de serviço), sem contar a demora para autorizar um exame, a falta de compromisso, um descaso ao tratar como os pacientes. E para conseguir uma guia, tem que madrugar na fila… Realmente uma falta de respeito e compromisso com as pessoas que utilizam o serviço… e como sempre num há ninguem para ver!!!! É uma vergonha!!!!

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