INVESTIGADO EM VÁRIAS OPERAÇÕES, DOLEIRO QUE TERIA PAGO PROPINA A PROCURADOR DA LAVA JATO NUNCA FOI DENUNCIADO

E essa notícia também é do UOL

Dario Messer (ao lado), conhecido com o “doleiro dos doleiros”, é investigado desde a década de 1980 por suspeitas envolvendo operações financeiras ilegais. No início dos anos 2000, seu nome apareceu naquele que é considerado um dos maiores escândalos de lavagem de dinheiro do país, o caso Banestado.

A investigação foi conduzida pelo MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) e por procuradores que hoje fazem parte da Lava Jato. Messer, porém, nunca foi acusado na Justiça por eles.

Anos depois, em 2015, quando suas operações financeiras viraram motivo de processo criminal, o mesmo MPF-PR pediu sua absolvição por dúvidas sobre sua culpa.

Ao analisar a história do doleiro em investigações do MPF-PR, vê-se que em diversas situações ele esteve em meio aos casos, mas, mesmo com testemunhos e outras evidências, nunca foi sequer denunciado.

A Lava Jato argumenta que as decisões não sofreram nenhuma influência e seguiram a lógica judicial.

Ainda em 2005, Messer e outros doleiros tiveram suas prisões requeridas na operação Zero Absoluto, considerada uma das mais importantes do caso Banestado. Ao menos 106 pessoas investigadas na mesma operação foram denunciadas. O doleiro, não.

Três ex-investigadores do caso Banestado trabalham hoje na Lava Jato: Deltan Dallagnol (coordenador da força-tarefa), Orlando Martello Junior e Januário Paludo.

Paludo foi citado num relatório recente da Polícia Federal como suspeito de ter recebido propina de Messer para protegê-lo em investigações. A informação foi dada com exclusividade pelo UOL.

1 comentário

  • A guerra petista a Deltan e Moro

    O PT continua a investigar a vida profissional de Deltan Dallagnol (coordenador da força-tarefa). Ele foi um dos três ex-investigadores do caso Banestado que trabalham hoje na Lava Jato.
    Alem de Moro que, segundo o Datafolha, tem 53% de boa/ótima popularidade e pode ser candidato a presidente.
    O PT denunciou através de parte das mensagens de Telegram obtidas pelo site petista The Intercept Brasil e noticiadas por vários veículos, incluindo a Folha que agora trabalha para o PT.
    As mensagens de Telegram, que levaram a suspeita de combinação entre procuradores e juiz, também estão sendo analisadas pela PGR em outro procedimento.
    O PT quer chegar a Deltan e Moro, com essas denuncias

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