JUSTIÇA FEDERAL DE JALES CONDENA MAIS DOIS NO CASO DENACOOP

Está na edição do jornal Folha Regional, deste final de semana:

O ex-presidente da Avirjal – Associação dos Viticultores de Jales, Carlos Roberto Morandim e o ex-assessor parlamentar Jonas Martins Arruda, foram condenados pela Justiça Federal de Jales a ressarcir os cofres públicos em cerca de R$ 159 mil, em função de fraude em dois convênios do Denacoop – Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural.

Segundo o Ministério Público Federal, o ex-presidente da Avirjal pediu R$ 33,4 mil para promover o setor de fruticultura de Palmeira D’Oeste, mas a verba acabou sendo desviada para a Festa da Uva de Jales, tendo inclusive um trator sendo sorteado na época. Quanto a Jonas, foi acusado de utilizar-se do livre trânsito que tinha junto ao Ministério da Agricultura para elaborar as propostas dos convênios, recebendo 10% da verba liberada como contraprestação pelos serviços prestados. Os advogados de ambos disseram que vão recorrer.

Observações do blogueiro: o “Caso Denacoop” veio à tona em dezembro de 1996, após matéria da revista IstoÉ, escrita pelo jornalista Gilberto Nascimento.  Várias cooperativas de Jales e região, além de figuras conhecidas aqui em nossa cidade, estão envolvidas no caso que se arrasta há 15 anos. Eis um trecho da reportagem “Cooperativa da corrupção”, da IstoÉ:

“Estima-se que o rombo some pelo menos R$ 10 milhões. Boa parte do dinheiro destinado às cooperativas acabou sendo usada para obras particulares, viagens internacionais, festas do peão de boiadeiro e até compra de meias-calças, saias e blazers numa boutique de Copacabana. Para prestar contas, as entidades alegam a realização de cursos fictícios e usam notas fiscais de empresas fantasmas”

A matéria ainda está dando muitas dores de cabeça, inclusive à IstoÉ, que, em junho de 2008, foi condenada ao pagamento de R$ 250 mil de indenização por danos morais à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e ao então presidente da entidade e ex-ministro da Agricultura, Dejandir Dalpasquale. A OCB foi acusada, na reportagem da IstoÉ, de irregularidades que não ficaram comprovadas. 

Em Tempo: eu mesmo já tive que ir à Polícia Federal e à Justiça Federal para dar algumas explicações. Como caixa da Tesouraria do Banco do Brasil, aqui em Jales, eu paguei alguns cheques de uma cooperativa da cidade e acabei, de certa forma, sendo envolvido no “Caso Denacoop”. Como testemunha.

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