QUEM É A ADVOGADA BOLSONARISTA QUE PREGOU O ESTUPRO E A MORTE DE FILHAS DE MINISTROS DO STF

Em agosto de 1989, o então candidato a presidente da República Paulo Maluf foi trucidado pela imprensa por conta de uma frase célebre e infeliz, dita durante uma palestra na UFMG, em Belo Horizonte: “tá bom, tá com desejo sexual, então estupra, mas não mata”. A advogada gaúcha foi mais longe. Para ela, não basta estuprar.

Deu no Diário do Centro do Mundo:

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou a favor da continuidade e legalidade do inquérito das fake news nesta quarta, dia 17.

Na argumentação, deu exemplos de ameaças feitas por bolsonaristas.

“’Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do STF’. Em nenhum lugar do mundo isso é liberdade de expressão. Isso é bandidagem, criminalidade. Postado por uma advogada do Rio Grande do Sul, incitando o estupro”, disse.

“Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, instituições e honra alheia”.

O julgamento analisa uma ação do partido Rede Sustentabilidade, que contestou a abertura do inquérito.

A própria Rede mudou de ideia depois e pediu pela continuidade do caso.

Moraes estava citando a advogada Cláudia Teixeira Gomes, do Rio Grande do Sul, cidadã de bem, seguidora de Jair Bolsonaro.

Essa canalhice foi publicada por ela logo depois que o Supremo enterrou a prisão na segunda instância por seis votos a cinco em 2019.

O presidente da OAB no Rio Grande do Sul, Ricardo Breier, encaminhou um ofício ao Tribunal de Ética e Disciplina da entidade para cobrar ‘providências imediatas’ sobre a manifestação de Cláudia.

“Incitar, publicamente, a violência é atentar contra as boas práticas de conduta que regem o Estado Democrático de Direito, ainda mais vindo de uma advogada que presta juramento no qual está decretado o seu papel em defesa da constituição”, apontou o presidente da OAB.

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