VERBAS DO MINISTÉRIO DO TURISMO: IMPRENSA COMEÇA A INVESTIGAR

O premiado jornalista Amaury Ribeiro Júnior – aquele que esteve envolvido na celeuma sobre a quebra do sigilo fiscal da Verônica Serra, filha do ex-candidato José Serra – telefonou um dia desses para um amigo aqui em Jales, em busca de algumas novidades. E aproveitou para contar que o próximo foco de alguns setores da imprensa investigativa deverá ser as generosas verbas que o Ministério do Turismo distribuiu nos últimos anos para festas de peão e correlatas. Que, por sinal, já estão sendo alvo das atenções da Procuradoria Geral da União.

E já que estamos falando nessas verbas, enganam-se aqueles que pensam que o caso da Facip 2009 caiu no esquecimento. Para quem não se lembra, naquele ano o Ministério do Turismo enviou R$ 600 mil para a Feira, dos quais, R$ 177 mil deveriam ser investidos na publicidade da festa. O caso continua sendo investigado pelo Ministério Público e, a qualquer hora, pode ser que tenhamos novidades.

Sabe-se, por exemplo, que a Prefeitura aceitou na prestação de contas da empresa contratada para cuidar da publicidade, uma nota fiscal de cerca de R$ 20 mil, emitida por uma Editora de Fernandópolis, cujo talão de notas era de 2002. Segundo fontes fidedignas, a polícia teria ido ao endereço que consta da nota, mas nenhum vizinho soube informar sobre a existência da Editora. Essa seria apenas uma das constatações da investigação que está sendo feita pelo Ministério Público, mas existiriam outras.

Eu já disse isso aqui, mas não custa repetir: Rubens Chaparim, o czar das finanças no governo Parini, é sempre muito exigente quando o assunto é nota fiscal. Uma vírgula fora do lugar é mais do que suficiente para ele fazer com que a nota seja devolvida. Curiosamente, no caso da Editora de Fernandópolis, o criterioso assessor de Parini aceitou, numa boa, a nota tirada de um talão tão antigo e, aparentemente, em desuso.

Em tempo: a Câmara de Jales esteve a pique de abrir uma CEI para investigar a Facip 2009, mas alguns vereadores, penalizados com o estado depressivo em que ficou um dos dirigentes da Feira, acabaram desistindo da investigação. Cumpre esclarecer, no entanto, que o tal dirigente não tinha muita coisa a ver com os R$ 177 mil, já que a fiscalização sobre a aplicação dos recursos era uma obrigação da Prefeitura.

1 comentário

  • BX

    O Alessandro Ramalho foi o legitimo ´´boi de piranha´´
    aproveitaram sua injenuidade (um pouco também culpa de sua arrogância) e lhe meteram um abacaxi enorme pra ele descascar. Os grandes usufruidores desse dinheiro foram o prefeito e o vadão, e o alessandro ficou com o pepino.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *