FAGNER E ZÉ RAMALHO – “ETERNAS ONDAS”

“Eternas Ondas” era a música preferida de um falecido amigo deste aprendiz de blogueiro, de nome estranho: Hodofildo Félix Nogueira Filho. De vez em quando, ele reclamava do pai. “Meu pai bem que podia ter colocado Hodofildo Júnior… Aí o pessoal me chamaria de Juninho“.

Centroavante de ofício, o mineiro Nogueira – como o Hodofildo era conhecido – começou a carreira de jogador na Ponte Preta de Carlos, Oscar, Polozi, Roberto Pinto, Dicá, etc., passou por vários times, inclusive do exterior, e veio terminar sua carreira no glorioso CAJ. Notívago inveterado, ele sabia muita coisa de música.

O que ele, provavelmente, não sabia, é que sua música preferida foi composta pelo Zé Ramalho especialmente para o Roberto Carlos, que nunca a gravou. A informação consta de trecho do livro A Canção no Tempo, que transcrevo:

Como vários outros compositores, Zé Ramalho também fez uma música para Roberto Carlos gravar. Então, participando de um passeio no iate do Roberto, o “Lady Laura”, Zé Ramalho aproveitou para apresentar-lhe “Eternas Ondas”, uma canção inspirada no tema bíblico do dilúvio, que expõe o contraste entre a grande força da natureza e a fragilidade humana.

Roberto, porém, não aproveitou a composição, talvez um tanto trágica para o seu estilo, mas Zé Ramalho não se deu por achado e decidiu, então, passar a música para o amigo Fagner. Faixa de abertura do álbum Raimundo Fagner, lançado no final de 1980, “Eternas Ondas” ganhou do cantor cearense uma interpretação definitiva, bem ao seu jeito, intensa e emocionada.

Na foto acima, Roberto e Zé Ramalho na segunda metade dos anos setenta. E no vídeo abaixo, Zé Ramalho e Fagner cantam “Eternas Ondas”:

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