ZÉLIA DUNCAN – “JANELAS ABERTAS”

Pretendo ver um filme ainda neste sábado, com uma de minhas atrizes favoritas – a Rachel McAdams –  de modo que não vou escrever muito sobre “Janelas Abertas”, obra-prima de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Eu quase não não toco essa música lá no Brasil & Cia, o programa que apresento todos os domingos na Regional FM, mas eu a ouço muito aqui em casa. E com fone de ouvido, que é como se deve ouvir as boas canções. Agora, por exemplo, enquanto escrevo, estou ouvindo o Milton e sua versão definitiva da maravilhosa “Beatriz”

A bem da verdade, nós temos duas “Janelas Abertas”. A do Tom e do Vinícius e a do Caetano Veloso, que é a número 2. Nas duas canções os compositores deixaram para os versos finais a explicação do porquê – me perdoem se estiver errado; eu esqueci a regra dos porquês – eles optaram por deixar as janelas abertas.

Na canção de Tom e Vinícius, o objetivo de abrir as janelas era permitir “que o sol possa vir iluminar nosso amor”. Já o Caetano diz que “prefiro abrir as janelas prá que entrem todos os insetos”. Deve ser porque ele não conhece os pernilongos aqui de Jales.

“Janelas Abertas” (a do Tom e do Vinícius) já foi gravada por cantoras da estirpe de Áurea Martins, Gal Costa, Nana Caymmi e a Elizeth Cardoso, esta última divinamente acompanhada pelo mágico violão sete cordas do saudoso Raphael Rabello. Todas lindíssimas. E de quebra tem também uma versão muito bonita do Quarteto em Cy, que ouço frequentemente.

Eu escolhi, porém, a versão da companheira Zélia Duncan (ela detesta o Bozo), lançada no CD “Eu Me Transformo em Outras”, de 2004. É uma bonita versão mas não se pode dizer que esteja no mesmo nível das outras citadas. Zélia inclui em sua releitura, como música incidental, o clássico “El Dia Que Me Quieras”, do Carlos Gardel.

Confiram o vídeo da Zélia. O rapaz da gaita se chama Gabriel Grossi:  

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