HASHTAG “BOLSONARO VAGABUNDO” É O ASSUNTO MAIS COMENTADO NO TWITTER NESTA TERÇA-FEIRA

Deu no DCM:

O presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo chamado de “vagabundo” nas redes sociais. Nesta terça-feira (28), a hashtag ‘Bolsonaro vagabundo’ chegou aos assuntos mais comentados do Twitter.

O motivo são as férias sem fim do mandatário da República. Ele está viajando sem parar há mais de 10 dias, e voltou a Brasília apenas para comemorar o Natal com a família. No dia seguinte, já partiu para a cidade litorânea de São Francisco do Sul, a 189km de Florianópolis, onde passará o Réveillon.

Às vésperas do Natal, o presidente esteve de folga na praia do Guarujá, litoral de São Paulo, onde apareceu em um vídeo numa lancha dançando funk. A viagem também incluiu passeio de motocicleta e moto aquática, lanche com pastel, jantar em pizzaria, presença em culto evangélico e pescaria.

Enquanto Bolsonaro sai para o recesso, o sul da Bahia sofre com fortes chuvas. Estima-se que mais de 430 mil pessoas já foram afetadas pelos temporais. O estado tem 16.001 desabrigados, 19.580 desalojados, dois desaparecidos e 18 mortos.

ALICE E THEO LIDERAM O RANKING DOS NOMES MAIS REGISTRADOS EM JALES EM 2021

Deu no portal eNoroeste:

Alice e Theo foram os nomes mais escolhidos pelos jalesenses em 2021, de acordo com dados do Portal da Transparência de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).
 
Segundo o levantamento, 226 recém nascidos foram registrados no cartório de Jales neste ano, e a preferência dos papais e mamães foi por nomes simples e curtos.

Na lista de nomes masculinos, Theo lidera o ranking com 12 registros, seguido por Miguel com 9. Dos nomes femininos Alice lidera com 13 registros seguida por Helena com 10.

No Brasil, pelo segundo ano consecutivo, Miguel e Helena são os nomes masculino e feminino mais registrados. O levantamento foi feito pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil), que levou em conta registros em 7.658 cartórios em todo o Brasil. Foram mais de 2,5 milhões de nascimentos neste ano. 

Uma curiosidade é que entre os nomes mais comuns, Gael, que se encontra na quarta colocação em 2021, não estava nem entre os 50 em 2019. Theo, que caiu uma posição esse ano e está na sétima colocação, era o 36o nome mais comum dois anos atrás.

Entre os nomes femininos, Maria e suas variações ainda são os mais populares. Maria Alice, Maria Clara, Maria Cecília e Maria Júlia estão entre os 10 mais populares. Já Sophia apareceu pela primeira vez na parte de cima da lista.

GOVERNO ESTADUAL ANUNCIA INSTALAÇÃO DE CONSULTÓRIOS VETERINÁRIOS EM 130 CIDADES. JALES FICOU DE FORA

Os prezados e poucos leitores deste modesto blog devem estar lembrados de que, em novembro passado, a nossa imprensa domesticada divulgou com entusiasmo o anúncio feito pelo vereador Ricardo Gouveia(PP), dando conta de mais uma importante conquista junto ao governo estadual.

Tratava-se da inclusão de Jales no programa “Meu Pet” e, em consequência, a instalação de um consultório veterinário público em nossa cidade, o que iria proporcionar tratamento gratuito aos cães e gatos que habitam esta pacata urbe.

Pois bem, na quarta-feira, 22, o governador em exercício, Rodrigo Garcia, anunciou a instalação dos tais consultórios veterinários públicos em 130 cidades paulistas, a partir de 2022. Os consultórios – que custarão, cada um, R$ 385 mil ao governo do estado – funcionarão em contêineres. Bem diferente da clínica veterinária que está sendo construída em Votuporanga, que custará – só a construção – R$ 3,5 milhões.

Agora a má notícia: entre as 130 cidades contempladas não consta o nome de Jales. A menos que seja divulgada uma segunda lista, Jales, por enquanto, ficará fora do programa. Na região de São José do Rio Preto, da qual fazemos parte, apenas 07 cidades foram contempladas: Elisiário, Fernando Prestes, Magda, Mendonça, Nova Granada, Santa Fé do Sul e Valentim Gentil.

MILITARES GASTARAM VERBAS DA COVID COM PICANHA, FILÉ MIGNON, CAMARÃO E BEBIDAS

Vida boa a dos nossos militares, que não precisam entrar na fila do osso. Deu no portal Congresso em Foco:

O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o Ministério da Defesa, responsável pelas Forças Armadas, gastou cerca de meio milhão de reais dos recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19 com itens alimentícios de luxo em 2020. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog), militares investiram na compra de itens considerados não essenciais, como bacalhau, salmão, camarão e bebidas alcoólicas.

A verba usada para a aquisição foi obtida da ação orçamentária “21C0 – Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decorrente do Coronavírus”, criada para custear políticas públicas de saúde de combate à Covid.

“Ressalte-se que, dos recursos destinados ao combate à pandemia Covid-19 utilizados indevidamente para aquisição de itens não essenciais (aproximadamente R$ 557 mil), 96% foram despendidos pelo Ministério da Defesa”, diz o documento.

Em nota, a pasta da Defesa informou que os militares atuaram no combate à pandemia e que relatório apontando os gastos é “preliminar”. “Ainda será apreciado por ministros do Tribunal de Contas da União, no qual esta pasta já apresentou os devidos esclarecimentos”, diz.

PREFEITURA COMPRA CRECHE QUE PERTENCEU À CASA DA CRIANÇA POR R$ 3 MILHÕES

Ao contrário do que diz o triste personagem da música do Assis Valente, postada aí pra baixo, que reclama da falta de atenção do Papai Noel – “já faz tempo que eu pedi, mas o meu Papai Noel não vem” – aqui em Jales o bom velhinho chegou com a antecedência de dois dias para os sócios da empresa Além dos Sonhos Empreendimentos e Participações Ltda.

E o que é melhor: chegou com um saco vermelho cheio de dinheiro. Na quinta-feira, 23, a Prefeitura depositou R$ 3 milhões na conta da citada empresa, referente à desapropriação do imóvel onde funciona a creche “Profª Vera Lúcia de Oliveira Vilela”, na Rua do Estado, que até 2016 pertenceu à Casa da Criança.

No início daquele ano, a Casa da Criança – irremediavelmente debilitada pela gestão temerária do seu então presidente, Renato Preto – se viu obrigada a vender parte de seu patrimônio para a Além dos Sonhos Ltda. Segundo noticiou à época o Jornal de Jales, o imóvel foi vendido por R$ 900 mil.

Transcorridos quase seis anos, a comissão especial nomeada no início deste mês pelo prefeito Luís Henrique Moreira para avaliar o preço do imóvel, que tem 814,47m² de área construída, concluiu que ele está valendo os R$ 3 milhões, pagos à vista.

A Prefeitura estava pagando R$ 5,8 mil mensais pelo aluguel do prédio, de modo que, feitas as contas, os R$ 3 milhões correspondem a mais de 43 anos de aluguel. Com esse dinheiro, o ex-prefeito Humberto Parini – que não foi nenhum modelo de administrador, mas construiu 3 creches (São Judas, Municipal e Oiti) e 1 escola (JACB) com recursos da Prefeitura – construiria pelo menos duas modernas creches. 

Isso sem contar que Prefeitura mantém uma creche desativada – a do Jardim São Jorge – que, por muito menos, poderia ser colocada em condições de uso. Mas o prefeito deve ter lá seus motivos para, sem nenhum alarde, investir os R$ 3 milhões em uma creche que nem é tão moderna assim.

É interessante lembrar que parte dos imóveis vendidos pela Casa da Criança já estiveram no centro de uma questão judicial. Em fevereiro de 2017, a Justiça local, atendendo pedido do Ministério Público, concedeu uma liminar bloqueando os imóveis.

Segundo o promotor, todo o quarteirão onde funcionava a Casa da Criança teria sido doado de forma irregular pela Prefeitura à entidade, em 1980. O promotor argumentava que a Prefeitura, governada à época da doação pelo ex-prefeito Caparroz, não tinha autorização da Câmara para doar o imóvel.

Não se tem notícia sobre o resultado da ação do Ministério Público, mas é provável que tenha sido julgada improcedente, uma vez que em um dos terrenos bloqueados está sendo construída uma igreja. Por fim, é curioso notar que, 41 anos depois, a Prefeitura está pagando R$ 3 milhões por um prédio antigo, construído em um terreno supostamente doado por ela própria.   

O FELIZ NATAL DO PROFESSOR VILLA

O professor Marco Antonio Villa está otimista. Ele acha que o Natal de 2022 será bem melhor que o deste ano, porque estaremos a uma semana de nos livrar do Bozo. E pra você que não está acostumado a ouvir os comentários do professor, “mandrião” (vagabundo) e “asmodeu” (príncipe das trevas, espírito mau) são duas formas como ele se refere a Bolsonaro. Eis o comentário de hoje:

BOLSONARO USA MICHELLE COMO ESCUDO HUMANO PARA NÃO SER ATACADO

Do blogueiro Ricardo Noblat, no portal Metrópoles:

É ou não coisa de gênio fechar o ano mais tenebroso da recente história da Humanidade como potencial assassino de crianças? Ou, na versão mais amena, como o único chefe de Estado que se opôs à vacinação de crianças entre 5 e 11 anos de idade ameaçadas pela nova variante da Covid-19?

Bolsonaro comporta-se como se nadasse em um oceano de votos, a ponto de dar-se ao luxo de abrir mão de uma boa parte deles. Sabe, porém, que não é assim. Se a eleição fosse hoje, até João Doria (PSDB) o derrotaria, quanto mais Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos).

Dirigir-se à nação na companhia de sua mulher para desejar feliz Natal não foi só jogada de marketing político – – foi também de desespero. Ele está mal entre as mulheres que o rejeitam em grande maioria. Apresentar-se ao lado de Michelle quem sabe, por ora, não o pouparia de críticas mais acerbas?

O pronunciamento do casal presidencial durou 1 minuto e 34 segundos. Do total de 158 palavras, 55 foram ditas por Bolsonaro, 73 por Michelle. Nenhuma sobre a pandemia que por aqui matou mais de 618 mil pessoas. Nenhuma de conforto para os que perderam parentes e amigos. Nenhuma para os que passam fome. Sobre a vacinação infantil, apenas o silêncio.

Verdade que pela manhã, em mais um encontro com devotos no cercadinho do Palácio da Alvorada, Bolsonaro repetiu:

“Não tá havendo morte de criança que justifique algo emergencial. Tá morrendo criança de 5 a 11 anos que justifique algo emergencial? É pai que decide, em primeiro lugar. […]Se tem um problema na Saúde, vão me culpar. Quando quero dar uma opinião, estou interferindo. Situação minha é complicada”.

Complicada é a situação das crianças e dos seus pais, que querem vaciná-las. De acordo com dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe, do começo da pandemia até o último dia 6 foram registradas 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos por Covid-19 no país. E ainda não havia Ômicron no pedaço.

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