IVAN LINS E SIMONE – “COMEÇAR DE NOVO”

Para muita gente, começo de ano é tempo de recomeçar e, por isso mesmo, uma das canções mais lembradas nessa época de cada ano é “Começar de Novo”, música do Ivan Lins (melodia) e do Vítor Martins (letra), cuja versão mais famosa é a da cantora Simone, ex-seleção brasileira de basquete.

Essa canção foi feita sob encomenda para a trilha sonora do seriado global “Malu Mulher”, estrelado pela Regina Duarte, ambos – a música e o seriado – lançados em 1979. O seriado abordava temas polêmicos da época, como o aborto, a pílula anticoncepcional, o divórcio, a violência doméstica, etc. Fosse hoje, certamente discutiria assuntos como as tatuagens da Anitta, a mudança de sexo e a vacinação de crianças.

Ivan Lins conta que a música foi encomendada pelo diretor de séries da Globo, Daniel Filho, para a abertura de “Malu Mulher”. De posse da sinopse do seriado, Vítor Martins escreveu a letra falando sobre recomeços de vida após o fim de uma relação, que era, afinal de contas, o assunto principal da série, cuja personagem central, a Malu, era uma mulher separada.

No entanto, nas entrelinhas, a letra de Vítor dizia também que nós brasileiros precisávamos recomeçar uma nova vida, sem as amarras e as esporas do regime militar. Na época, o Brasil era presidido pelo general João Figueiredo, que dizia gostar mais de cheiro de cavalo do que do cheiro do povo.

Segundo Ivan, assim que recebeu a letra de Vítor, ele começou a musicá-la e demorou quase um mês para deixar a música pronta. “Levei uma surra. Foi realmente difícil”, diz Ivan.

Em princípio, três cantoras estavam cotadas para gravar a canção: Elis Regina, Maria Bethânia e Simone. Por algum motivo ainda não explicado, Simone foi a escolhida. De qualquer forma, Elis e Bethânia também foram incluídas na trilha sonora da série. Elis, com o hino da anistia, “O Bêbado e a Equilibrista”, e Bethânia com “Álibi”, uma das primeiras músicas do Djavan interpretada por ela.

“Começar de Novo” é a música da dupla Ivan e Vítor mais gravada mundo afora, com versões em várias línguas. Em inglês, a música recebeu o nome de “The Island” (A Ilha) e foi gravada por ícones como Barbra Streisand (aqui) e Sarah Vaughan, além de outros menos votados.

Como o nome indica, a versão em inglês não tem nada a ver com a letra de Vítor Martins. Tampouco com a lindíssima “A Ilha”, que o Djavan compôs em 1980 para atender a um pedido do Roberto Carlos, gravada pelo rei em seu LP daquele ano.

No vídeo, o Ivan Lins e a Simone cantam “Começar de Novo”:

 

GASTOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE JALES DIMINUÍRAM EM 2021

A imprensa de Votuporanga está noticiando que o Legislativo daquela cidade devolveu R$ 175 mil à Prefeitura, referente ao dinheiro que sobrou no caixa da Câmara Municipal ao final de 2021. Enquanto isso, aqui em Jales ainda não se sabe qual o valor que a nossa Câmara devolveu ao prefeito Luís Henrique.

O que se sabe, após uma espiadela no Portal da Transparência do Legislativo, é que os gastos da Câmara de Jales atingiram, ao final de 2021, a marca de R$ 2,5 milhões. Desse total, R$ 996 mil foram gastos com os servidores efetivos e R$ 619,2 mil gastos com os salários dos nossos ilustres vereadores, que estão congelados desde 2017.

Naquele ano, cada vereador ganhava R$ 5 mil, enquanto o presidente da Câmara recebia R$ 6,6 mil. Em 2018, bem que os vereadores tentaram conceder um reajuste a si mesmos, mas uma liminar concedida pela Justiça suspendeu a reposição salarial dos nobres edis, de modo que eles continuam, até hoje, recebendo os mesmos R$ 5 mil (vereadores) e R$ 6,6 mil (presidente).

Voltando aos R$ 2,5 milhões gastos em 2021, é importante ressaltar que o valor é inferior em quase 7% aos R$ 2,7 milhões gastos pelo Legislativo no ano anterior, 2020. Não é nada, não é nada, a economia foi de R$ 200 mil ao longo de 2021.

Enquanto Jales gastou R$ 2,5 milhões, os legislativos vizinhos gastaram R$ 5,5 milhões (Votuporanga), R$ 5,3 milhões (Fernandópolis) e R$ 1,5 milhão (Santa Fé do Sul). 

BOLSONARISTA MOBILIZA ALIADOS CONTRA JUIZ DE RIO PRETO QUE DEFENDE VACINA PARA CRIANÇAS

O juiz Evandro Pelarin atuou em Estrela D’Oeste, antes de se transferir para São José do Rio Preto. A notícia é do portal do jornal Extra, de Fernandópolis:

A militante da base bolsonarista em Rio Preto, Danila Azevedo, mobilizou aliados da região contra o juiz da Vara da Infância e Juventude, Evando Pelarin.

Danila distribuiu entre os seguidores do presidente da República uma cartilha, na qual orienta aliados sobre como pedir a instauração de processo administrativo disciplinar e de inquérito policial junto ao corregedor-geral do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A reação ocorre após o juiz Pelarin dizer que os pais podem ser penalizados em caso de omissão na imunização dos filhos.

O juiz Evandro Pelarin ressalta que apenas deixou claro o que a legislação determina, e não sua posição pessoal.

“Eu disse que depende de cada caso e, se a Justiça for acionada, as consequências vão de multas à suspensão ou perda do poder familiar”, destacou o juiz.

FINANCIAL TIMES PREVÊ QUE BOLSONARO PERDERÁ ELEIÇÃO EM 2022

Deu no portal Poder360:

O jornal britânico Financial Times prevê que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não conseguirá se reeleger em 2022. Em uma série de previsões para o próximo ano, a publicação aposta em um “fim prosaico” para a gestão do atual presidente.

“A inflação alta e uma economia estagnada conspirarão contra sua vitória de outro mandato nas eleições presidenciais de outubro”, afirma o FT. As previsões são realizadas pelos colunistas e editores do jornal, que é uma das publicações econômicas mais conhecidas do mundo.

A inflação oficial brasileira chegou a 10,74% em novembro no acumulado de 12 meses, último dado disponível. O acumulado é o maior desde novembro de 2003, quando estava em 11,02%. A alta do índice de preços é uma das ameaças ao crescimento do Brasil no ano eleitoral….

O FT afirma ainda que Bolsonaro não deve conseguir tomar o poder em caso de derrota por meio de ações armadas ou antidemocráticas. Segundo o jornal, nem a população nem as Forças Armadas brasileiras embarcariam em algo como a invasão do Capitólio, realizada depois de Donald Trump perder a corrida para presidência nos Estados Unidos.

O jornal britânico chama a atenção para o fato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicado como “ícone da esquerda”, estar a frente de Bolsonaro nas pesquisas.

Segundo pesquisa PoderData realizada de 19 a 21 de dezembro de 2021, Lula teria 40% dos votos em eventual 1º turno, contra 30% de Bolsonaro. O ex-presidente também venceria todos os prováveis adversários em um eventual 2º turno das eleições presidenciais de 2022.

MICHELLE PERDE AÇÃO CONTRA REVISTA QUE INSINUOU CASO EXTRACONJUGAL COM OSMAR TERRA

Antes, em maio deste ano, a Micheque já tinha perdido outra ação contra a revista em que pedia R$ 100 mil de indenização, por conta da reportagem “O esforço de Bolsonaro para vigiar a mulher de perto”. Além de perder a ação, ela foi condenada a pagar R$ 15 mil de custas processuais.

Deu no DCM:

A primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, foi derrotada em ação na Justiça de São Paulo contra o jornalista Germano Oliveira e a revista “Isto É”. Michelle buscava a condenação dos acusados por injúria e difamação, alegando que o jornalista teria insinuado, em reportagem publicada no dia 21 de fevereiro de 2020, que ela manteria um caso extraconjugal com o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS), o que seria mentira.

No último dia 17, no entanto, a 1ª Vara Criminal de São Paulo rejeitou a denúncia (queixa-crime) e extinguiu a ação antes mesmo de chamar o jornalista para se defender.

É que a Justiça entendeu que Michelle Bolsonaro e Osmar Terra (que também é autor da denúncia) não conseguiram demonstrar qualquer mentira, injúria ou difamação que tenha sido publicada pela revista e por Germano Oliveira, muito embora classifique a reportagem como “fofoca”. Eis dois trechos da sentença: 

“Não se nega que a matéria mais se pareça com uma espécie de ‘fofoca’, mas não está apta a ensejar a condenação do querelado por prática do crime de injúria, nem mesmo a dar início a uma ação penal.”

“Ainda que os querelantes (Michelle e Osmar Terra) tenham se sentido ofendidos, no cotejo entre o direito à honra e o direito de informar, este último prepondera sobre o primeiro, posto que não se comprovou com a inicial (denúncia) que as informações transmitidas são inverídicas.”

Na queixa-crime de Michelle e Osmar, os dois já admitiam que a publicação da revista não afirmava com todas as letras que eles estavam tendo um caso amoroso. Ainda assim, segundo afirmavam, a construção textual utilizada por Germano Oliveira teria como objetivo insinuar que a primeira-dama estaria sendo infiel em relação ao marido.

LULA TEM QUASE 60% DE INTENÇÕES DE VOTO NO RIO GRANDE DO NORTE. E SÉRGIO MORO TEM POUCO MAIS DE 1%

Se depender do povo nordestino, o Marreco de Maringá e a conja já podem voltar pra boa vida deles nos Estados Unidos. Deu no DCM:

Segundo pesquisa estimulada Sensatus/Band divulgada nesta quinta-feira (30), o ex-presidente Lula tem 57,4% das intenções de voto no Rio Grande do Norte. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 21,2% das preferências, seguido por Ciro Gomes (PDT) com 7%.

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) pontuou apenas 1,1%, e João Doria (PSDB) não chegou a 1%. Segundo a pesquisa, 8,4% não souberam responder e 4,6% disseram votar branco ou nulo.

Na pergunta espontânea, Lula tem 49,6%, Bolsonaro 19,3%, Ciro Gomes 4,2% e os demais nomes não chegaram a 1%. De acordo com os dados, 21,5% não sabem e 4,1% disseram votar em branco ou nulo.

Na projeção de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 60,2% a 21,9%. Se o confronto for com Ciro Gomes, o petista vence por 57,7% a 11,4%.

A pesquisa Sensatus/Band ouviu 1.666 eleitores em 55 municípios do Estado, entre os dias 17 e 21 de dezembro. A margem de erro é de 2,4% pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

EDUARDO BOLSONARO ESPALHOU FAKE NEWS SOBRE SERTANEJO MAURÍLIO ANTES DA MORTE DO CANTOR

Mais uma demonstração de que a família Bolsonaro não tem escrúpulos. Deu no portal da revista Fórum:

O cantor sertanejo Maurílio, que fazia dupla com Luiza e morreu depois de sofrer um tromboembolismo pulmonar, foi vítima de fake news por parte do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Como de praxe, o filho 03 fez uma associação sem quaisquer provas entre o quadro de saúde que Maurílio se encontrava e a vacina contra a Covid-19, que ele havia tomado um mês antes. Em uma publicação na sua página oficial no Twitter, Eduardo colocou uma foto do sertanejo recebendo a segunda dose do imunizante e, ao lado, a notícia de que tinha sofrido uma parada cardíaca: “Mais um caso isolado”, escreveu.

No entanto, o cantor foi diagnosticado com tromboembolismo pulmonar, uma complicação da trombose na região do pulmão, a qual o artista já tinha predisposição genética.

fake news revoltou a médica e influencer Marcela Mc Gowan, namorada da cantora Luiza. “Eduardo não tenho palavras pro tamanho do desrespeito e desserviço do seu post. Você usa a imagem de uma pessoa enferma pra fazer uma associação baseada em NADA, desconhecendo todo histórico médico pessoal e familiar dele, ignorando as recomendações MUNDIAIS sobre vacinação”, escreveu.

“Em mais uma estratégia ridícula de captação de votos e aliados através da desinformação, fake news e medo, que é a característica principal do governo que vocês promovem. Além do desserviço social ambulante que você é, ainda expõe a dor e momento de vulnerabilidade de uma pessoa”, continuou a médica.

O cantor já tinha histórico com a doença devido a um acidente automobilístico há cinco anos, como revelou seu médico, Wandervam Azevedo.

Maurílio foi internado na madrugada de 15 de dezembro, depois de passar mal durante a gravação de um DVD de outra dupla sertaneja. Ele chegou a cair no palco e foi socorrido pelo produtor e pela parceira Luiza.

SÉRGIO MORO CONFESSA QUE LAVA JATO COMBATEU O PT E DEPOIS TENTA SE CORRIGIR

Em meio a críticas ao governo Bolsonaro, que ele ajudou a eleger e do qual foi ministro da Justiça, Moro confessa que a Lava Jato agiu politicamente para enfraquecer o PT. A notícia é do site jurídico Conjur:

O ex-juiz Sérgio Moro, atualmente pleiteando uma candidatura à presidência nas eleições de 2022 pelo Podemos, cometeu ato falho nesta quarta-feira (29/12), em entrevista à rádio Capital FM, de Mato Grosso.

Segundo ele, a autodenominada operação “lava jato” combateu o PT de forma “efetiva e eficaz”. Considerado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal, Moro sempre negou que tivesse agido contra partidos políticos. Depois, emendou uma explicação.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a declaração foi feita quando o ex-juiz tratava de apoio de parlamentares de seu atual partido ao governo do presidente Jair Bolsonaro. “Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] da fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate a corrupção.”

E foi adiante: “Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A ‘lava jato'”, disse Moro na entrevista.

Logo em seguida, porém, o ex-ministro de Bolsonaro recuou e disse que a “lava jato” apenas descobriu “os esquemas de corrupção e mostrou o que o PT verdadeiramente é”.

“Agora vai apoiar o presidente atual pra quê? Por quê? Qual que é o motivo? Se é uma questão meramente política? O objetivo é ganhar eleições? Eu acho que tem que ser para servir e proteger a população brasileira, e o nosso projeto vai nessa linha”, completou.

Atualmente, Moro nem sequer aparece com dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da República. O último levantamento feito pelo IPEC, sucessor do Ibope, e divulgado no último dia 14, mostra o ex-juiz com 6% das preferências do eleitorado, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (48%%) e do atual mandatário, que tem 21%.

POLICIAIS VIRAM INFLUENCIADORAS E EXIBEM ARMAS E FARDAS NAS REDES

Com informações da Folhapress:

Armas de fogo, fardas, distintivos e até vídeos disparando com metralhadoras são postagens cada vez mais comuns nas redes sociais de policiais civis pelo Brasil, que usam seus perfis para mostrar o que consideram o glamour da profissão.

As influenciadoras são agentes e até investigadoras da polícia, e podem estar transgredindo leis e códigos de conduta ao utilizar materiais e símbolos das corporações em benefício próprio. Elas também costumam mostrar suas vidas pessoais nas redes, incluindo fotos de viagens, restaurantes e passeios.

Uma delas é a ex-agente da Polícia Civil de Pernambuco Gabriela Queiroz (ao lado), que acumula 234 mil seguidores em seu perfil no Instagram. A maior parte das publicações remetem à época em que trabalhava na instituição, embora hoje atue como analista no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

Presença frequente nas fotos de Queiroz, a investigadora da Polícia Civil de Minas Gerais Nathália Bueno possui 177 mil seguidores, e tem como um dos principais atrativos as dicas e frases motivacionais para aqueles que desejam passar nos concursos da polícia.

Já a agente Adrielle Vieira, de Alagoas, acumula 140 mil seguidores em seu perfil no Instagram em uma conta que segue a mesma receita: armas e lazer. A servidora também usa seu perfil para fazer publicidade de sua própria marca, uma loja online que oferece produtos femininos, entre eles, um colar com pingente de algemas.

A investigadora Paula Barreira, da Polícia Civil de São Paulo, é outra que possui um perfil nas redes sociais, com 87 mil seguidores. Além de fotos com insígnias da polícia, distintivos e armas, Barreira também faz publicidade em suas redes. Uma dessas publicidades oferece cupom de desconto para uma linha de coldres.

As policiais “celebridades” podem estar transgredindo regras para o uso de redes sociais impostas pela Polícia Civil de seus respectivos estados. A polícia paulista, por exemplo, proíbe aos servidores possuir perfis de natureza institucional ou que possam induzir os seguidores a acreditar que seja uma conta funcional. 

A investigadora afirma que seus seguidores se formaram ao longo de nove anos que antecederam o ingresso na corporação, quando compartilhava sua admiração pela segurança pública. Declara também que as postagens relacionadas a sua atuação foram devido ao “orgulho e satisfação profissional”.

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