MARQUETEIRO DE TEMER CONFESSA: FOI PAGO PELA JBS PARA GOLPEAR DILMA
Elsinho Mouco, o rapaz da foto acima, é de São José do Rio Preto. No domingo passado, o Diário da Região (aqui) escreveu extensa matéria sobre os altos e baixos do marqueteiro de Temer. A notícia é do Brasil 247:
O golpe contra a democracia brasileira e contra a presidente legítima Dilma Rousseff foi pago com dinheiro de propinas da JBS, do empresário Joesley Batista.
A revelação foi feita pelo publicitário Elsinho Mouco, um dos assessores mais próximos de Michel Temer, que está acossado pelas delações da empresa – segundo os delatores, Mouco foi o beneficiário de um pagamento de R$ 300 mil em dinheiro.
Em entrevista ao jornalista Pedro Venceslau, Mouco revelou a natureza do seu trabalho nas redes sociais, contratado por Joesley. “Para minha surpresa, ele chamou Dilma de ingrata, grossa e incompetente. E disse: temos que tirá-la”, afirma.
Ou seja: um dos assessores mais próximos de Temer aceitou o dinheiro para um trabalho de ataque a Dilma na internet.
Mouco confidenciou ainda que muita gente financiou o golpe. “Em 2016, empresários, sindicatos patronais, movimentos sociais (MBL, Vemprarua, Endireita Brasil etc), muita gente queria o impeachment da Dilma. Uns contrataram carro de som, uns contrataram bandanas, pagaram por bandeiras, assessoria de imprensa. Teve gente que comprou camisa da seleção brasileira e foi pra rua. O Joesley estava nessa lista. Ele se ofereceu para custear o monitoramento digital nessa fase”, revela.
O publicitário também admitiu ter sido pago em dinheiro, ao saber que o serviço custaria R$ 300 mil. “Eu pago isso. Vamos derrubar essa mulher”, teria dito Joesley, antes de ordenar a um mordomo que pegasse o dinheiro e colocasse numa pasta. Mouco afirma ter contratado uma grande assessoria de imprensa, pago impostos e ficado com uma margem pequena de lucro.
Sua versão, no entanto, contradiz nota que ele próprio divulgou no dia 19 de maio, quando as delações da JBS e a história dos R$ 300 mil em dinheiro vieram a público. Naquele momento, Elsinho disse ter sido contratado para fazer campanha para Júnior Friboi, que tentou concorreu ao governo de Goiás, e também serviços digitais para a JBS, emitindo notas fiscais.












