A EVOLUÇÃO DO PT EM JALES, SEGUNDO MURILO PHOL

O petista Murilo Pohl publicou uma interessante e trabalhosa análise sobre a performance do PT em Jales, onde ele compara a votação alcançada em nossa cidade pelos candidatos do partido a deputado estadual e federal, nas eleições de 2002, 2006 e 2010.  Murilo, como se sabe, foi um dos principais  conselheiros do prefeito Humberto Parini, durante os dois ou três  primeiros anos da administração petista de Jales. Eles acabaram, no entanto, entrando em rota de colisão, depois de desentendimentos por conta dos recursos liberados pela Petrobrás para aplicação em projetos de proteção a crianças e adolescentes.

Essa, pelo menos, foi a versão oficial para o rompimento, mas, observadores bem informados garantem que o verdadeiro mote para a desavença entre os dois teria sido o fato de Murilo, então presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, não ter dado muita atenção a um projeto apresentado pela filha do prefeito, Maria Gabriela Parini. Na época, a filha do prefeito era funcionária da ADERJ e prestava serviços no Projeto Sentinela, vinculado à Prefeitura.  Competente e bem apadrinhada, a filha do prefeito não ficou mais do que dois anos pendurada à folha-de-pagamento da ADERJ. No dia 15 de abril do ano passado, enquanto nossa cidade comemorava o seu sugestivo 69º. aniversário, Gabriela recebeu como presente a sua nomeação para um cargo comissionado na inventariança da extinta Rede Ferroviária Federal, com um salário razoavelmente atrativo. Uma considerável evolução, sem dúvida. 

Mas, voltando à evolução citada por Murilo em seu blog, o estudo elaborado pelo ex-conselheiro do prefeito demonstra claramente que o petismo de Jales, depois da ascensão ao poder municipal, sofreu um processo de encolhimento nas urnas. Senão vejamos: em 2002, quando Parini ainda se dedicava às suas atividades de fiscal e dentista, os candidatos a deputados federais do PT saíram das urnas jalesenses com 5.289 votos, boa parte deles confiados aos conhecidos Luciano Zica e Padre Sardinha.  Em 2006, os votos nos federais petistas caíram para 3.311, mas o fundo do poço parece ter sido alcançado em 2010, quando apenas 1.770 eleitores jalesenses se dispuseram a votar nos candidatos estrelados.

Seguindo no mesmo diapasão, o gráfico com a votação dos candidatos petistas a deputado estadual, também apresenta uma curva descendente.  Em 2002, quando Parini ainda não era prefeito, foram 3.582 votos nominais em candidatos petistas. Em 2006, com Parini no poder, os estaduais do PT caíram prá 1.829 votos e, finalmente, em 2010, um número redondo: apenas 1.500 eleitores jalesenses apertaram a tecla verde depois de ver aparecer na urna eletrônica a foto de um candidato petista à Assembléia do Estado. O estudo completo e a análise feitos por Murilo Pohl, com direito a gráfico no final, podem ser vistos aqui. Ele não contabiliza os votos dados na legenda do PT, o que não altera o quadro. Boa leitura!

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