CITADA POR BOLSONARO COMO EXEMPLO, BÉLGICA ENCARA RECESSÃO E MORTES EM ALTA

A notícia é do UOL:

Citada por Jair Bolsonaro como exemplo por não impor isolamento duro contra o coronavírus, a Suécia enfrenta uma recessão econômica similar ao restante da Europa, além de ter mais mortes do que outros países nórdicos. Se o Brasil tivesse índice de mortalidade similar ao país europeu para a covid-19, já teria em torno de 76 mil óbitos (atualmente, são 14,8 mil).

Na quinta-feira (14), Bolsonaro citou duas vezes a Suécia como exemplo —o país adotou distanciamento social leve, com apenas recomendação à população de evitar aglomerações. Estabelecimentos comerciais seguem abertos.

“Não precisa dessa gana toda para conter a expansão. Conter por um tempo, porque o vírus vai atingir pelo menos 70% da população. Essa maneira radical de proporcionar lockdown… Eu não falo inglês, como é? Lockdown. Não dá certo, e não deu certo em lugar algum do mundo. A Suécia está bem com sua economia. Se morrem cem pessoas aqui e cem no Uruguai, há uma diferença enorme. Lá a população é 30 ou 40 vezes menor do que a nossa”, afirmou Bolsonaro, em sua live.

A economia sueca, no entanto, não está bem. A Comissão Europeia elaborou um documento com previsão para o desempenho da economia no continente em que estima queda geral de 7,4% do PIB na região.

No caso sueco, a estimativa é de que a economia tenha contração de 6,1%, ou seja, pouco melhor do que o restante da Europa. O Riksbank, banco central sueco, é mais pessimista: estima queda do PIB de 7,1%.

Em relação ao aspecto de saúde, de combate efetivo ao coronavírus, a Suécia tem um número de mortes pela epidemia superior aos outros países nórdicos e até em relação ao Brasil. Foram 3.646 óbitos, o que representa 361 por cada milhão de habitantes. Na Finlândia, esse número é de 54 e, na Dinamarca, de 93 (são países com perfil de população similar ao sueco).

Já o Brasil tem um índice de 68 mortes por milhão de habitantes. Se repetisse a proporção de mortes da Suécia, o país teria em torno de 76,5 mil óbitos atualmente, em vez dos cerca de 14,8 mil atuais.

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