COM MEDO DE PROTESTOS, BOLSONARO CANCELA VISITA AO MACKENZIE

Enquanto os estudantes ensaiavam o coro “ô Bolsonaro, seu fascistinha; os mackenzistas vão botar você na linha!” (vídeos aqui), o capitão ensaiava uma fuga. Deu no Diário do Centro do Mundo:

Na manhã desta quarta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro cancelou uma visita que faria à Universidade Mackenzie, em São Paulo, junto ao ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para conhecer o centro de pesquisa de grafeno da faculdade.

Conforme noticiou o DCM, alunos organizaram uma manifestação contra a visita do presidente. Assessores já vinham tentando convencer Bolsonaro a suspender o encontro desde o início da semana, temendo pela sua segurança.

O Mackenzie é um lugar perigoso para Bolsonaro por conta de seu papel na luta contra a ditadura. A rua Maria Antônia foi palco de um confronto político-ideológico entre estudantes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ocorrido em 2 de outubro de 1968.

4 comentários

  • Marreta

    Chantagem inédita de empresários da Havan e Riachuelo ameaça deixar pessoas sem empregos, caso a Reforma da Previdência não passe

    https://i1.wp.com/urbsmagna.com/wp-content/uploads/2019/03/empresarios-luciano-hang-flavio-riachuelo-havan.jpg?resize=900%2C500&ssl=1

    Liderados por donos da Havan e da Riachuelo, empresários bolsonaristas chantageiam: Sem reforma não haverá empregos.
    O grupo é o mesmo que em dezembro do ano passado lançou o projeto Empregue Mais Um, para estimular a criação de vagas e turbinar o início do governo Bolsonaro.
    Liderados por Flávio Rocha, da Riachuelo, e Luciano Hang, Havan, um grupo de empresários iniciaram uma chantagem para aprovação da reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL): não vai ter emprego se não sair a reforma, dizem, segundo a coluna Painel S.A., na edição desta quarta-feira (27) da Folha de S.Paulo.
    Porta-voz do grupo, Gabriel Kanner transmitiu o recado, em clara sinalização de chantagem aos deputados. “Temos de focar a aprovação (da reforma), porque se não passar, não há milagre”.
    O grupo é o mesmo que em dezembro do ano passado lançou o projeto Empregue Mais Um em dezembro, para estimular a criação de vagas e turbinar o início do governo. “Não terá geração de emprego, não terá dinheiro para nada. Qualquer coisa que planejarmos serão só sonhos utópicos sem dinheiro em caixa. A prioridade zero é a nova Previdência”, disse Kanner.
    Liderados por Flávio Rocha, da Riachuelo, e Luciano Hang, Havan, um grupo de empresários iniciaram uma chantagem para aprovação da reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL): não vai ter emprego se não sair a reforma, dizem, segundo a coluna Painel S.A., na edição desta quarta-feira (27) da Folha de S.Paulo.
    Porta-voz do grupo, Gabriel Kanner transmitiu o recado, em clara sinalização de chantagem aos deputados. “Temos de focar a aprovação (da reforma), porque se não passar, não há milagre”.
    O grupo é o mesmo que em dezembro do ano passado lançou o projeto Empregue Mais Um em dezembro, para estimular a criação de vagas e turbinar o início do governo. “Não terá geração de emprego, não terá dinheiro para nada. Qualquer coisa que planejarmos serão só sonhos utópicos sem dinheiro em caixa. A prioridade zero é a nova Previdência”, disse Kanner.

  • Enfermeiro cubano

    BLOG DO SAKAMOTTO:

    Jair Bolsonaro perdeu mais do que poder sobre o orçamento federal com a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de uma Proposta de Emenda Constitucional em duas rápidas e acachapantes votações nesta terça (26). Perdeu também parte do respeito que tinha junto a uma parte dos deputados federais e, muito provavelmente, dos senadores.
    Com 448 votos a favor, no primeiro turno, e 453, no segundo, os deputados, em pouco mais de uma hora, tornaram obrigatório o pagamento de investimentos em obras e emendas de bancadas estaduais, que hoje podem ser adiadas. Com isso, a margem de manobra do governo federal no orçamento passará de 7% a 3%. O cumprimento do fatídico Teto dos Gastos pode virar mingau.
    Para efeito de comparação: aprovar a abertura de um processo de impeachment de um presidente da República demanda 342 votos de deputados federais. O de Dilma Rousseff recebeu 367.
    Claro que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mas a vida dela azedou com pautas-bomba, um comandante da Câmara descontente com o Planalto e a falta de apoio político no Congresso. Razão sempre se cria, como em 2016. A questão principal é que, ao perder apoio político dos parlamentares, um presidente dança.
    A decisão sobre o orçamento contou com o voto de alguns deputados do PSL, entre eles, Eduardo Bolsonaro – que lembrou que ele e o pai eram favoráveis à matéria anos atrás e que, portanto, isso não seria uma derrota. Claro! Tanto que o ministro da Economia, Paulo Guedes, que propõe o contrário, a desvinculação do Orçamento da União, deve estar sorrindo de orelha a orelha. Ele iria à Comissão de Constituição e Justiça falar sobre a Reforma da Previdência, nesta terça, mas cancelou.
    Cansados de serem criticados pelo presidente via redes sociais e em entrevistas para veículos de comunicação, nos quais Bolsonaro repete incessantemente que não se curvará ao tomaladacá da “velha política” no Congresso Nacional, os deputados do centrão foram à forra junto com os partidos de oposição – que segue sentada no banco do passageiro. E, claro, o presidente da Câmara, pois jabuti não sobe em árvore sozinho.
    Bolsonaro passa seus dias na Presidência da República mais interessado em denunciar golden showers, cartilhas que ensinam adolescentes a fazer higiene das partes íntimas e importação de bananas do Equador, mas também em agradar Donald Trump, Olavo de Carvalho e a memória de golpistas de 1964. Acha que deve continuar agindo assim para ser o antissistêmico que a ala radical de seus seguidores elegeu, pois assim terá apoio para permanecer no cargo.
    Não se deu conta que sua incapacidade política, a falta de vontade em construir uma relação com o Congresso Nacional e a arrogância que isso transmite, vai minando o (pouco) respeito que têm junto aos parlamentares. Respeito que não é oriundo das relações que construiu em quase três décadas de baixo clero, mas da legitimidade dos votos que recebeu nas eleições de outubro. Com sua aprovação em queda, conforme a última pesquisa Ibope, deputados percebem que o respaldo popular está sumindo muito antes da hora.
    E, como um tubarão, deram uma mordida para ver o que acontecia.
    Se Bolsonaro continuar se mostrando um presidente ausente do ponto de vista da articulação, que depende do suporte dado pela ala militar de seu governo e da mobilização constante nas redes sociais de seus seguidores mais fiéis, o Congresso vai tomar gosto pela coisa. Após terem percebido que a Presidência também sangra, um dos deputados cujo partido apoia a reforma conversou com blog. Brincou com a possibilidade de implementar um parlamentarismo mambembe, em que as grandes decisões ficariam com eles e Bolsonaro seria reduzido a chefe de Estado e YouTuber.
    Claro que isso é exagero de deputado empolgado, o presidente pode retomar sua dignidade se quiser. A questão é se ele percebe a gravidade do que aconteceu. E, percebendo, se realmente se importa. E, se importando, se é capaz de voltar atras .

  • Enfermeiro cubano

    O PRESIDENTE CAGÃO DO BRASIL INFELIZMENTE

    https://abrilexame.files.wordpress.com/2019/03/macjenzie.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453

    Em meio a protestos de estudantes, Bolsonaro cancela visita ao Mackenzie.
    Os protestos, que têm como tema central críticas à ordem de celebrar o Golpe de 1964, estão marcados para todo o dia.
    O presidente Jair Bolsonaro cancelou a visita que faria nesta quarta-feira (27) na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
    Bolsonaro está na capital paulista para fazer exames médicos e havia a expectativa de que ele comparecesse ao lançamento da Mackgraphe, centro de pesquisas sobre grafeno da universidade.
    O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, deveria acompanhar o presidente. No entanto, o encontro não consta mais na agenda de ambos.
    Durante todo o dia, estudantes da faculdade organizam protestos contra o presidente. Pela manhã, compareceram cerca de mil pessoas, de acordo com o Diretório Central dos Estudantes do Mackenzie, que organiza os atos.
    “Mostramos que a resistência a este governo corrupto e intolerante está presente dentro das universidades por meio do movimento estudantil. Estaremos sob vigília o dia todo dentro e fora do campus a fim de garantir que nossas pautas e reivindicações sejam ouvidas, tanto pelos governantes quanto pela universidade”, diz comunicado do grupo.
    A principal crítica dos estudantes é pela ordem de Bolsonaro para que os militares comemorem o Golpe Militar de 1964, que faz aniversário no próximo domingo (31).
    São esperados pelo menos mais dois atos na universidade ainda nesta quarta-feira, um às 13h e outro às 18h.
    “O reitor está ciente da mobilização e, conforme conversado, a participação dos alunos e alunas no ato não refletirá em nenhuma medida repressiva por parte da UPM, desde que o ato ocorra pacificamente”, diz outro trecho do comunicado. “Qualquer ato de vandalismo ou agressão por parte de algum indivíduo ou grupo não será tolerado e nem apoiado pelo DCE (Diretório Central de Estudantes) e pela reitoria.”
    Outro ponto reivindicado envolve a prioridade do governo para a educação. Em uma carta lançada na noite desta terça-feira (26), os estudantes afirmam que a educação para Bolsonaro “é concebida como ‘perigosa’”.
    PRESIDENTE FUJÃO E CAGÃO.

  • Pegando Fogo

    BOLSONARO E MAIA VOLTAM A BATER BOCA E AGRAVAM DESGASTES ENTRE OS PODERES

    BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS).

    Em novo capítulo da crise política, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), protagonizaram mais um embate público, agravando o mal-estar entre o Executivo e o Legislativo.
    Num contraponto à equipe ministerial e às lideranças do governo, que passaram a quarta (27) tentando arrefecer o clima de incômodo e restaurar canais de diálogo, Bolsonaro voltou a fazer uma provocação a Maia, o que irritou novamente o deputado federal.
    m entrevista à TV Bandeirantes, o presidente disse que Maia foi infeliz ao ter atacado o ministro da Justiça, Sergio Moro, e disse que o deputado está “um pouco abalado com questões pessoais que vêm acontecendo” em sua vida.
    Bolsonaro fazia referência ao incômodo de Maia com os pedidos de Moro para pautar o pacote anticrime e à prisão na semana passada do ex-ministro da Secretaria-Geral Moreira Franco, sogro do deputado.
    “Não tenho problema algum com o Rodrigo Maia. Nada, zero problema com ele. Ele está um pouco abalado por questões pessoais que vêm acontecendo na vida dele”, disse. “Ele foi infeliz. Pelo que vi, já se acertou, quando fez uma crítica a Sergio Moro, dizendo que é meu funcionário. Aquilo ele levou pancada da mídia.”
    Os comentários de Bolsonaro tiveram reação imediata de Maia, que, pela manhã, havia tentado colocar panos quentes na relação com o Planalto após a aprovação de emenda constitucional que diminui o poder do Executivo sobre as emendas de bancada.
    O presidente da Câmara disse que Bolsonaro está “brincando de presidir o país” e que está na hora de ele “parar de brincadeira”. Segundo ele, “abalados” estão os brasileiros que aguardam que o governo federal “comece a funcionar”.
    “São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza e o presidente brincando de presidir o Brasil”, afirmou. “Agora, está na hora de a gente parar de brincadeira e está na hora de ele sentar na cadeira dele, de o Parlamento sentar aqui e a gente resolver em conjunto os problemas do Brasil”, disse.
    No final da tarde, em encontro com empresários em São Paulo, Bolsonaro rebateu Maia em entrevista a redes autorizadas a participar do evento -Bandeirantes, SBT, NBR, Record, Rede TV e TV Cultura; a Folha de S.Paulo não foi incluída.
    “Se foi isso mesmo [que Maia falou] eu lamento, porque não é uma palavra de alguém que conduz uma Casa. É uma irresponsabilidade. A nossa forma de governar é respeitando todo mundo e o povo brasileiro. Não existe brincadeira da minha parte, muito pelo contrário. Até quero acreditar que ele não tenha falado isso”, disse o presidente.
    Ele disse ainda que há uma “tentativa de envenenar” sua relação com o Congresso.
    O governador de São Paulo, João Doria, também participou do encontro e tentou apaziguar o conflito. “Esse é um momento de paz, de tolerância, não é um momento de beligerância. Não é o momento de estabelecermos cisões entre o Legislativo, o Executivo e nem o Judiciário.”
    O presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foram recebidos na casa do empresário Elie Horn, fundador do grupo imobiliário Cyrela.
    A troca de farpas desanimou integrantes da equipe do presidente. Segundo eles, Bolsonaro havia sido recomendado na terça-feira (26) que não fizesse mais provocações a Maia para viabilizar um encontro entre ambos em abril.
    Nas palavras de um auxiliar palaciano, agora, a operação para arrefecer a crise política “terá de ser reiniciada” e exigirá uma participação maior de interlocutores do Planalto e de senadores aliados. A avaliação foi de que as declarações ofuscaram a fala pacificadora adotada nesta quarta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).
    Na entrevista à TV Bandeirantes, o presidente disse que, na volta de viagem a Israel, programada para a quinta (4), ele encontraria Maia e acrescentou que está com a mão “sempre estendida”. “O que eu tenho feito de errado? Onde tem um ataque meu ao Congresso Nacional e ao Rodrigo Maia? Não tem um ataque.”
    À noite, o vice-presidente, Hamilton Mourão, tentou arrefecer a polêmica. “Houve algum ruído na comunicação entre os dois. Eu julgo que Maia é imprescindível no processo que estamos vivendo atualmente no Brasil”, disse, em referência à aprovação da reforma da Previdência.
    O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, minimizou a troca de farpas. “O presidente Bolsonaro, ao longo de sua historia política, sempre disse em algum momento sobre suas caneladas e ele, naquela sua simplicidade que lhe é característica, diz: desculpa aí, ok? Ele é assim. Eu acho que a gente precisa de um tempo de apaziguamento”, afirmou.

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