CONSELHEIRO TUCANO ACUSADO DE RECEBER PROPINA VOLTA AO TCE-SP

Enquanto o Aécio está de volta ao Senado – com a cumplicidade de Temer e sob o silêncio ensurdecedor dos paneleiros – aqui mesmo no Coxinistão (ou Tucanistão, se preferirem) um outro tucano acusado de corrupção também está voltando ao cargo. Trata-se do conselheiro do TCE, Robson Marinho.

Fundador do PSDB, ele foi instalado no TCE pelo falecido grão-tucano Mário Covas. Em 2014, depois e seis anos de investigação, ele foi afastado do cargo através de liminar concedida pela Justiça, sob acusação de ter recebido 2,7 milhões de dólares em propinas, que teriam sido movimentados na Suíça e na França.

Ocorre que, transcorridos três anos, o processo – como sempre acontece quando tem algum tucano envolvido – não andou e, por conta disso, Marinho será reintegrado ao cargo por decisão do TJ-SP.

A 12ª Câmara de Direito Público acatou as alegações do advogado de Marinho de que o afastamento ocorreu há três anos e até hoje o caso não foi julgado. A decisão foi apertada: três votos a favor da reintegração e dois contra.

Mesmo afastado sob acusação de corrupção, Marinho continuou a receber seu salário nesses três anos. Neste mês os ganhos brutos dele foram de R$ 30.471.

Enquanto isso, os coxinhas paulistas – sempre cheios de certezas – estão ocupados em discutir se os recibos de aluguel do Lula são falsos ou falsificados.

1 comentário

  • Criam asas e voam

    O conselheiro entrou no TCE, por indicação de Mario Covas em 1900 “e bolinhas” e esteve envolvido em falcatruas “não provadas”. Isso não quer dizer que ele é protegido do Alckimin conforme os petistas dizem.
    Temos varios casos de juizes, ministros e conselheiros indicados pelo PT que votam contra o partido sendo o mais conhecido foi o Joaquim Barbosa (indicado por Lula) que julgou o mensalão e condenou Lula e o PT.
    O fato de que o conselheiro não foi julgado demonstra que existe uma proteção (propinoduto) dentro destes tribunais. Esse conselheiro deveria ser preso como tantos outros : Gilmar Mendes, etc
    A maioria destes maiorais entram por indicação dos partidos e depois criam “asas” e voam

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