IBAMA DEMITE SERVIDOR QUE MULTOU BOLSONARO POR PESCA IRREGULAR

Segundo a risível argumentação do ministro do Meio Ambiente, o Bolsonaro estava com a vara (de pescar) na mão, mas não estava pescando. Deu no Brasil 247, com informações da Folha de S.Paulo:

O governo começa a efetivar a perseguição contra servidores que, no passado, causaram algum tipo de incômodo a Jair Bolosnaro. O Ibama, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, exonerou nesta quinta-feira (28) o servidor que multou o presidente Jair Bolsonaro em R$ 10 mil por pescar em área protegida, em 2012.

José Olímpio Augusto Morelli é funcionário concursado e ocupava o cargo de chefe do Centro de Operações Aéreas do Ibama, subordinado à Diretoria de Proteção Ambiental. Ele foi o único dos nove funcionários do mesmo nível hierárquico dessa diretoria a ser exonerado, reforçando a tese de perseguição.

A demissão, que é um recado a todos os servidores, já estava na programação do governo desde a posse. Ele foi chamado para ser informado de sua demissão em 25 de janeiro, dia do desastre em Brumadinho (MG). O presidente do Ibama, Eduardo Bim, acabou convencido a adiar a exoneração da função, responsável pela operação das seis aeronaves do Ibama.

Segundo apuração da Folha, o servidor estava no cargo desde 2017. Assumiu a coordenação das operações aéreas após um acidente com um avião fretado pelo Exército que matou três servidores do órgão. Sua missão incluía aprimorar os protocolos de segurança de operações aéreas. Morelli ainda não tem uma nova função no órgão.

Funcionário concursado, ele é o fiscal que assina o auto de infração e o relatório do flagrante de Bolsonaro quando pescava dentro da Esec (Estação Ecológica) de Tamoios, categoria de área protegida que não permite a presença humana, em Angra dos Reis (RJ).

Há alguns anos, o Ibama é um dos alvos de críticas de Bolsonaro que acusa o órgão de aplicar uma “indústria da multa”. Em dezembro, a superintendência do órgão no Rio de Janeiro anulou a multa, e o processo voltou à estaca zero. A decisão está sendo investigada pelo Ministério Público Federal.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, saiu em defesa do presidente dizendo que o fato de ele estar com uma vara na mão em área protegida não era evidência suficiente para a autuação. Ele atribuiu a multa à “questão ideológica”.

3 comentários

  • eu

    “A menos que Bolsonaro aprenda a governar, seu mandato será curto”, diz Economist.
    “Muitos supunham que a chegada do governo de Bolsonaro por si só daria vida à economia. Mas três meses depois, ela continua tão moribunda quanto sempre”, diz a revista.
    .Após a duras críticas do Financial Times no início da semana, agora é a vez da The Economist tecer comentários sobre a atual crise do governo. Sob o título “Jair Bolsonaro, aprendiz de presidente do Brasil”, a revista diz que “a menos que ele pare de provocar e aprenda a governar, seu mandato poderá ser curto”.
    A matéria começa destacando que uma das principais razões para a vitória da Bolsonaro na eleição do ano passado é que ele prometeu colocar a economia nacional em movimento, após quatro anos de queda. E ao nomear Paulo Guedes como seu super-ministro da Economia, ele ainda ganhou apoio de empresários e do mercado.
    “Muitos supunham que a chegada do governo de Bolsonaro por si só daria vida à economia. Mas três meses depois, ela continua tão moribunda quanto sempre”, afirma a Economist ressaltando que Bolsonaro não está ajudando nada na tarefa de Guedes para aprovar a reforma da Previdência.
    A publicação diz que para aprovar a Previdência é preciso uma “liderança do topo” e que isso está ausente no governo até agora. “Em sua campanha, Bolsonaro denunciou a ‘velha política’ corrupta da barganha no congresso. No entanto, ele não tem nenhuma estratégia alternativa para comandar a legislatura”, afirma o texto.
    Em seguida, a Economist diz que Bolsonaro “desafiou desnecessariamente alguns aliados”, e relembra a confusão com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e as declarações do filho Carlos Bolsonaro, que incomodou o deputado e atiçou os ânimos entre Executivo e Legislativo. “Mas a reforma previdenciária parece certa que vai sofrer atrasos e diluição”, diz.
    “O maior problema é que Bolsonaro ainda não mostrou que entende seu novo emprego”, segue a publicação destacando o pedido do presidente para que as Forças Armadas comemorem o aniversário do golpe militar de 1964.
    Por fim, a Economist diz que “por mais que detestem Bolsonaro, a oposição não deveria querer que ele não consiga concluir seu mandato”. “Ainda é cedo. Mas a sua presidência já enfrenta um teste crucial. ‘Temos duas alternativas’, disse seu porta-voz nesta semana. ‘Aprovar a reforma previdenciária ou afundar em um poço sem fundo’. Se ao menos o chefe dele fosse tão claro”, conclui a matéria.

  • eu

    SR. MINISTRO DO MEIO AMBIENTE RICARDO SALLES******então o mafioso e miliciano não esta com a vara na mão para pescar? Já entendi ele estava então com minha vara não mão, pois o delinquente é enrustido.

  • mané

    MINISTRO QUER BAIXAR IMPOSTO DO CIGARRO, E REMÉDIOS TERÃO REAJUSTES, ESSE MORO SEMPRE FOI MUITO JUSTO–MAS A REALIDADE É QUE O MESMO ESTA LEVANDO $$$$$$$$$$ DAS FABRICAS DO CIGARRO.

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