JOSÉ SHIMOMURA QUER SER CANDIDATO A VEREADOR

O indefectível José Shimomura, o secretário preferido da primeira-dama, estaria prestes a assinar sua ficha de filiação ao PMDB para, segundo os bem informados, disputar uma vaga na Câmara Municipal. Há, porém, um problema: parece que os peemedebistas até estariam dispostos a aceitar a filiação de Shimomura, mas a candidatura dele à vereança é outra história e já teria sido vetada pela cúpula do PMDB local. “Filiação, vá lá; legenda, nem pensar”, teriam gritado alguns manda-brasas.

Mas, como em política nada é definitivo, não está totalmente descartada a possibilidade de Shimomura ser candidato. Principalmente, depois da festa de aniversário que ele ofereceu na sexta-feira passada, 16, na sede da Associação dos Servidores Públicos Municipais. Algumas pessoas que estiveram por lá ficaram agradavelmente surpreendidas com a quantidade de comensais e o tamanho da fila de cumprimentos. Segundo  um amigo deste aprendiz de blogueiro, era tanta gente querendo cumprimentar Shimomura, que os organizadores do regabofes tiveram até que distribuir senhas.

Caso consiga ser candidato a vereador, não será a primeira vez que Shimomura estará concorrendo a uma das cadeiras da Câmara. Em 1992, quando Esmarlei Melfi foi candidata a prefeita, Shimomura era o principal nome do PT entre os candidatos a vereador. Ligado à Igreja Católica, ele já era dado como eleito, mas sua quase eleição foi para o vinagre depois que um outro candidato a vereador do PCdoB, parceiro do PT naquela campanha, deu uma entrevista à Rádio Assunção.

A entrevista, realizada pelo repórter Artur Filho, foi ao ar a uma semana das eleições e teve Shimomura como principal alvo do entrevistado maluco. O sujeito queria receber um aparelho telefônico que ele havia ganhado em uma rifa do PT. E, como a Rádio Assunção era ouvida por muitos católicos, adivinhem o que aconteceu…

Além disso, um outro fator atrapalhou Shimomura, naquela ocasião. Ele era funcionário do Banco do Brasil e alguns colegas de trabalho – ainda acostumados aos resquícios maléficos da ditadura – fizeram campanha contra sua candidatura. Naquele época, não era fácil ser funcionário do Banco do Brasil e petista. O próprio Shimomura chegou a sofrer algumas perseguições e a sua candidatura, em 1992, não se pode negar, foi um ato de coragem.    

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