MIRIAM LEITÃO, DA GLOBONEWS: “VOTAR EM BOLSONARO É VOTAR NO DESCONHECIDO”

Miriam Leitão não é petista, muito pelo contrário. Mas ela sabe bem o que é uma ditadura. Quando era estudante, foi presa pelo regime militar porque seu então namorado tinha participado de uma greve (ele também foi preso).

Entregue a um torturador, Miriam – que estava grávida – foi submetida a vários castigos. Num deles, ela foi trancada em uma sala escura com uma cobra. Sem enxergar o réptil e sabedora de que as cobras se orientam pelo movimento, ela teve que permanecer imóvel, de pé, por várias horas, para não ser picada.

São coisas desse tipo que o candidato Jair Bolsonaro defende. A notícia é do blog do Esmael:

A jornalista Miriam Leitão, colunista da GLOBO, afirma neste sábado (27) que votar em Bolsonaro seria votar em um desconhecido.

“Bolsonaro mandou seus assessores e seu candidato a vice ficarem no máximo de silêncio até depois das eleições. Ele está pedindo ao país que vote no desconhecido”, escreve a articulista ao relatar as idas e vindas do candidato do PSL sobre ONU, Amazônia, embaixada em Jerusalém, etc.

Segundo Miriam, Bolsonaro revela um desconhecimento constrangedor na área internacional. Ela explica que o Brasil foi um dos países fundadores da ONU. Como deferência é sempre o primeiro país a falar a cada Assembleia Geral, desde o chanceler Oswaldo Aranha.

“Como ele pode ter achado em algum momento que a ONU é uma “reunião de comunistas”?”, pergunta atônita.

Para Miriam Leitão, a eleição do deputado seria um salto no escuro porque “o programa do candidato Bolsonaro defende uma coisa e ele diz outra. Na área social, tem um discurso de exclusão. Na política externa, de isolamento. Na política ele promete não governar com as forças das quais já está se cercando.”

(…)

Em tempo: No cárcere, Miriam temeu, em vários momentos, perder o filho que esperava, mas ele resistiu às torturas impostas à mãe e também virou jornalista. Trata-se do conhecido repórter da Globo, Vladimir Neto.

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