MORO E DALLAGNOL DISCUTIRAM USAR DINHEIRO DE DEPÓSITOS JUDICIAIS PARA FAZER PROPAGANDA DA LAVA JATO

Deu no portal de notícias jurídicas Conjur:

O procurador Deltan Dallagnol pediu que o ex-juiz Sergio Moro autorizasse o uso de dinheiro em poder da 13ª Vara Federal de Curitiba para bancar uma campanha publicitária a favor da “lava jato”. A ideia de Deltan era que a vara financiasse a produção de um vídeo a ser veiculado na TV Globo para divulgar os projetos de reformas legais que os procuradores chamaram de “dez medidas contra a corrupção”.

A ideia foi apresentada a Moro pelo Telegram no dia 16 de janeiro de 2016: “Vc acha que seria possível a destinação de valores da Vara, daqueles mais antigos, se estiverem disponíveis, para um vídeo contra a corrupção, pelas 10 medidas, que será veiculado na globo?? A produtora está cobrando apenas custos de terceiros, o que daria uns 38 mil. Se achar ruim em algum aspecto, há alternativas que estamos avaliando, como crowdfunding e cotização entre as pessoas envolvidas na campanha”.

A conversa foi divulgada nesta segunda-feira (15/7) pelo jornalista Reinaldo Azevedo, da rádio BandNews FM, em parceria com o site The Intercept Brasil.

Depois de expor sua ideia a Moro, Deltan enviou ao ex-juiz o roteiro do vídeo. A propaganda seria um ladrão de terno e grava invadindo “uma casa de família de classe média” e roubando coisas, para dar ideia de que “a corrupção atinge a sua vida de tantas formas que você nem percebe”, como diria uma narração.

Um dia depois, Moro respondeu a Deltan que achava possível aquele valor, mas iria avaliar e respondeu depois. “Se for so uns 38 mil achi [quis escrever “acho”] que é possível. Deixe ver na terça e te respondo”.

O vídeo foi produzido, mas, ao que tudo indica, não foi veiculado na Globo [veja no final do texto]. Mas a destinação de dinheiro em poder de varas judiciais para campanhas publicitárias é ilegal. Esse dinheiro, proveniente de multas, custas e outras verbas, embora fique em poder do Judiciário, pertence ao Tesouro. No caso da Justiça Federal, ao Tesouro Nacional.

A divulgação acontece um dia após uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrar que Deltan queria abrir empresas de eventos para lucrar com a fama obtida na operação “lava jato” dando palestras.

Para evitar questionamentos legais e críticas, a ideia era que as empresas fossem gerenciadas pelas mulheres dele e do procurador Roberson Pozzobon.

24 comentários

  • Sérgio

    Dois bandidos e corruptos. Fingiram o tempo todo pregando moralidade que não têm. A terra gira, acharam que nunca iriam serem pegos. Vem mais por aí. O Intercept que o diga. Já já vem mais áudios e, inclusive, vídeos.

  • Enfermeiro cubano

    DELATOR: “FUI QUASE COAGIDO A FAZER RELATO” SOBRE O SÍTIIO USADO POR LULA -NATHAN LOPES*

    Este conteúdo foi alterado o ex-diretor-superintendente da Odebrecht Carlos Armando Paschoal disse à Justiça de São Paulo que foi “quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido” e que teve que “construir um relato” no caso do sítio de Atibaia. O processo, proposto pela Operação Lava Jato, rendeu a segunda condenação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-diretor, que também foi condenado no mesmo processo, ainda fez uma crítica aos procuradores da força-tarefa. Paschoal prestou d… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/07/16/delator-odebrecht-sitio-atibaia-lava-jato.htm?cmpid=copiaecola

  • Não irá dar em NADA

    Existe uma proposta legislativa para acabar com auxílio-moradia de políticos e juízes, esta em consulta no site do senado, mas até agora apenas pouco mais de 1 milhão de brasileiros se manifestaram.
    Nós somos um pouco mais de 220 milhões de brasileiros, e ainda nem 1% dessa população votou.
    Então muito se fala, esse é o assunto do momento (vazamento da lava jato), até chegar um novo, assim que isso acontecer, tudo se esquece, e novamente não irá dar em NADA.

    • Rapizodia

      Não é que você tem razão! Nesta semana, um ministro francês perdeu o cargo e salvo engano também o mandato de deputado que detinha por mau uso de verbas públicas, mesmo que lícitas. Foi uma crise de uma semaninha e pronto! Ferrou o Macri e tal! Aqui no Brasil é uma tortura sem fim, o juiz faz o que quer e o Presidente o esconde embaixo de suas asas! Usa artifício nepotista para nomear parente! Seus comandados estão envolvidos em diversas irregularidades e não tem o preparo técnico que alardeiam e nada acontece! Pior, há quem o apoie e dê sustentação numa situação deliberadamente subserviente. As situações vão se avolumando e sendo cozidas e nenhuma providência é tomada! Parece que vivemos na idade média, onde a lei era aplicada somente a sociedade comum e sem qualquer ordenança! É incrível que brasileiros achem normal o que Sérgio Moro e Delagnol fizeram! Que magistrados do STF interfiram em investigações! Que inaptos representem o país em defesa de seus interesses! Talvez seja a nova política e não estamos entendendo! Como se dizia antes, é o fim da picada!

  • Enfermeiro cubano

    EM NOVA MENSAGEM DIVULGADA POR SITE DALLAGNOL DIZ QUE FUX APOIOU MORO EM QUEDA DE BRAÇO COM TEORI

    O site Intercept divulgou na noite desta quarta-feira (12) em redes sociais novas mensagens atribuídas ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, e ao então juiz Sérgio Moro. As primeiras mensagens haviam sido publicadas no domingo (9).
    Segundo o Intercept, numa conversa em abril de 2016, Dallagnol teria mencionado o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao grupo de procuradores da Lava Jato.
    Nessa conversa, segundo o relato divulgado pelo site, Dallagnol diz que Fux declarou apoiou a Moro – que, à época, era o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná – em uma “queda de braço” com o então ministro do Supremo Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017 em um acidente aéreo. Na ocasião, Teori era o relator da Lava Jato no STF.
    Depois, o procurador, segundo o site, teria encaminhado a mesma mensagem para o então juiz Sérgio Moro, que teria respondido: “Excelente. In Fux we trust” (que quer dizer “No Fux, nós confiamos”).
    O diálogo divulgado pelo site é:

    “Mensagem de 22 de abril de 2016

    13:04:13 Deltan – Caros, conversei com o Fux mais uma vez hoje

    13:04:13 Deltan – Reservado, é claro. O Min Fux disse quase espontaneamente que Teori fez queda de braço com Moro e viu que se queimou, e que o tom da resposta do Moro depois foi ótimo. Disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me pra ir à casa dele rs. Mas os sinais foram ótimos. Falei da importância de nos protegermos como instituições

    13:04:13 Deltan – Em especial no novo governo

    13:06:55 Moro – Excelente. In Fux we trust

    13:13:48 Deltan – Kkk”

    Site Intercept divulga novas conversas atribuídas a Sérgio Moro e a Deltan Dallagnol

    Ao falar em novo governo, Deltan se refere ao fato de que a então presidente Dilma Rousseff poderia ser afastada do Palácio do Planalto por um processo de impeachment, o que acabou ocorrendo em 12 de maio.
    Exatamente um mês antes do suposto diálogo, em 22 de março de 2016, Teori Zavascki havia determinado que Moro enviasse ao STF as investigações da Operação Lava Jato que envolviam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    O então ministro do Supremo tomou a decisão depois que Moro autorizou a divulgação de conversas telefônicas interceptadas, por ordem judicial, entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, o governo federal apontou ao tribunal ilegalidade na divulgação das escutas feitas pela Polícia Federal envolvendo a presidente da República, que ainda tinha foro privilegiado no STF.
    No mesmo despacho, Teori criticou a decisão do então juiz federal, afirmando que, na avaliação dele, eram relevantes os fundamentos que classificavam de ilegítima a decisão de Moro, na medida em que ele não tinha competência para tomar uma decisão envolvendo autoridades com prerrogativa de foro, como a presidente da República.
    Uma semana depois, Sérgio Moro enviou ofício ao Supremo pedindo “respeitosas escusas” à Corte pelas consequências da retirada do sigilo das escutas telefônicas envolvendo Lula e autoridades, incluindo Dilma. No ofício, o então magistrado afirmou que a decisão foi tomada com base na Constituição e que os diálogos revelaram uma tentativa de obstruir a Justiça.
    Esse ofício é a resposta que supostamente Fux elogiou na conversa com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato.
    Fux, Moro e MPF
    Procuradas, as assessorias de Fux, Moro e do Ministério Público Federal disseram que não comentariam o caso.
    Trechos completos
    Na quarta, o Intercept também publicou trechos completos de conversas que já tinham sido divulgadas. Leia: “Site publica trechos completos de diálogos atribuídos a Moro e a Deltan”.
    Caso das mensagens sobre a Lava Jato
    Site divulga trechos de mensagens atribuídas a procuradores da Lava Lato e a Sérgio Moro
    No último domingo (9), o site The Intercept divulgou trechos de mensagens atribuídas a procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e a Moro extraídas do aplicativo Telegram.
    Os alvos dessas conversas denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados ilegalmente, o que é crime.
    O Intercept, no entanto, disse que obteve os diálogos antes dessa invasão. Segundo o site, as informações foram obtidas de uma fonte anônima. O site diz que procuradores, entre eles Deltan Dallagnol, trocaram mensagens com Moro sobre alguns assuntos investigados.
    De acordo com o The Intercept, o então juiz federal orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores. Em um dos diálogos, Moro pergunta a Dallagnol, segundo o site: “Não é muito tempo sem operação?”. O chefe da força-tarefa concorda: “É, sim”.
    Em uma outra conversa, o site diz que é Dallagnol que pede a Moro para decidir rapidamente sobre um pedido de prisão: “Seria possível apreciar hoje?”. E Moro responde: “Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem bem se é uma boa ideia”.
    Nove minutos depois, Moro, segundo o Intercept, adverte a Dallagnol: “Teriam que ser fatos graves”.
    O site também disse que os procuradores da Lava Jato, em conversas no Telegram, trocaram mensagens expressando indignação quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi autorizado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), a dar uma entrevista à “Folha de S.Paulo”.
    Isso demonstraria, segundo o Intercept, um viés partidário nas ações contra o ex-presidente Lula, cuja eleição, diz o site, os procuradores queriam evitar.

  • Enfermeiro cubano

    A
    LAVA JATO; CONDUTA SUSPEITA ENSEJA NULIDADE, DIZ PROCURADOR DO MPF

    Órgão emite primeira nota do Ministério Público Federal em tom de crítica à condução da Operação Lava Jato.
    A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), divulgou uma nota em tom de crítica à Operação Lava Jato, acerca dos diálogos revelados pelo site The Intercept Brasil. A PFDC repreendeu a atuação de magistrados que emitem juízos prévios em processos jurídicos e defendeu a liberdade de imprensa na veiculação de mensagens, mesmo que tenham sido obtidas de forma ilegal.
    É o primeiro setor do MPF a emitir nota crítica sobre a condução da operação. O documento, no início, classifica a corrupção como um grave obstáculo do Estado Democrático de Direito, por ampliar a desigualdade, deslegitimar instituições e reduzir a capacidade dos governos em oferecer serviços essenciais. Porém, o texto afirma que os esforços para combater a corrupção devem seguir parâmetros que assegurem o cumprimento dos direitos humanos.
    “É inadmissível que o Estado, para reprimir um crime, por mais grave que seja, se transforme, ele mesmo, em um agente violador de direitos fundamentais”, diz a Procuradoria. “A investigação, acusação e punição de crimes em situação alguma podem se confundir com uma cruzada moral ou se transformar num instrumento de perseguição de qualquer natureza.”
    *****Glenn sobre Moro: “Fiquei chocado, é impensável que um juiz faça isso”.
    *****Revelações do Intercept jogam pá de cal nos planos de Sérgio Moro.
    Entenda o relatório que acusa os EUA de cooperação ilegal na Lava Jato
    A nota pública faz defesa clara à competência, independência e imparcialidade por parte dos juízes que conduzem o processo legal. “É vedado ao magistrado participar da definição de estratégias da acusação, aconselhar o acusador ou interferir para dificultar ou criar animosidade com a defesa”, diz o documento. Um trecho seguinte diz que, segundo o Código de Processo Penal e o Código de Processo Civil, a emissão de juízos prévios define a conduta do processo como suspeita, “dando ensejo ao afastamento do juiz do caso e à nulidade dos atos por ele praticados”.
    Uma seção final da nota pública protege, ainda, o direito à liberdade de imprensa como alicerce à democracia. Além disso, argumenta que a ilegalidade na obtenção das mensagens não obstrui o direito de publicação. O órgão defende que a eventual responsabilidade pela invasão indevida de privacidade deve ser investigada, no entanto, não pode interferir na liberdade de publicação dos conteúdos.

    *****Intercept: Moro sugeriu poupar FHC de investigação na Lava Jato
    *****Intercept: enquanto zombava de Lula, Moro dava instruções à acusação
    *****Dallagnol quis lucrar com exposição da Lava Jato, segundo mensagens vazadas

    Há pouco mais de um mês, o site The Intercept Brasil começou a revelar diálogos em série, envolvendo o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Segundo as mensagens noticiadas, Moro teria faltado com imparcialidade na condução da Operação, principalmente no processo do tríplex do Guarujá, que resultou na prisão do ex-presidente Lula.
    Os vazamentos mostram que o então juiz deu conselhos estratégicos aos procuradores da Lava Jato, zombou da defesa do réu, interferiu na composição da bancada acusatória, sugeriu testemunha, orientou o conteúdo de uma nota e se manifestou contrário à investigação de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para não “melindrar alguém cujo apoio é importante”.
    Em audiências na Câmara e no Senado, o ministro da Justiça disse não reconhecer a autenticidade das mensagens veiculadas, atribuiu o escândalo à ação de hackers criminosos e acusou as publicações do Intercept de “sensacionalismo”.

  • Enfermeiro cubano

    COORDENADOR DA FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO NA PGR PEDE DEMISSÃO

    Notícia vem à tona no mesmo dia que Dodge se reúne com equipe da operação de Curitiba para discutir vazamentos de mensagens pelo Intercept
    Dodge e Silva: sua saída amplia o desgaste interno de Dodge, uma vez que Silva ocupava um dos cargos mais importantes da sua gestão (Agência Brasil/Montagem/EXAME)
    O procurador José Alfredo de Paula Silva, coordenador do grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), pediu demissão do cargo.
    A informação, antecipada pelo jornal O Globo, foi confirmada a EXAME pela equipe de comunicação do órgão. Silva pediu exoneração na última sexta-feira (12) alegando “motivos pessoais”.
    Segundo O Globo, no entanto, ele estava insatisfeito com o ritmo lento das investigações da Operação, emperradas devido ao excesso de centralização do gabinete de Raquel Dodge, e com a tentativa dela de se reconduzir fora da lista tríplice.
    Duas importantes delações estavam em banho-maria na PGR: a do delator da Operação Carne Fraca, Daniel Gonçalves, e da operadora do PT na Bahia, Dalva Sele Paiva. Ambas, apesar de homologadas, não tiveram desdobramentos em operações, informou a VEJA recentemente.
    A saída de Silva amplia o desgaste interno de Dodge, uma vez que ele ocupava um dos cargos mais importantes da sua gestão.
    O procurador era responsável pelas articulações das investigações com políticos com foro privilegiado na Lava Jato e fazia a ponte da PGR com as forças-tarefas da operação nos estados. Delação premiada, oferecimentos de denúncias, pedidos de operações policiais e de quebras de sigilo estavam no escopo de suas funções dentro da PGR.
    Reunião
    Nesta terça-feira (16), Dodge receberá integrantes da força-tarefa da Lava Jato, sediada em Curitiba, para avaliar os recentes vazamentos de mensagens entre procuradores da operação com o então juiz Sergio Moro, divulgadas pelo site The Intercept.
    As reportagens põem em xeque a conduta dos envolvidos, ao revelar supostos diálogos travados entre Deltan Dallagnol e outros integrantes do MPF e do próprio ex-juiz federal.
    Os citados afirmam não reconhecerem a autenticidade das mensagens, negam irregularidades e se dizem vítimas de crime de hackers que tentam manchar os feitos e anular processos ligados à operação.
    Neste mês, a PGR já se manifestou contra pedidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aponta suspeição do então juiz Sergio Moro na condução de ações penais contra si.
    A PGR já afirmou que houve atuação criminosa contra integrantes do Ministério Público Federal, no ofício enviado em junho à Polícia Federal pedindo uma investigação sobre os motivos e eventuais contratantes do “ataque cibernético sistemático”.
    Alguns procuradores, no entanto, entendem que falta fazer uma defesa pública mais enfática dos integrantes da Força-Tarefa. A expectativa de procuradores é que, depois da reunião, a PGR possa apresentar uma posição da instituição.
    A informação na Procuradoria-Geral da República é que a reunião já estava sendo articulada há semanas e não se deve a nenhum conteúdo específico divulgado na imprensa recentemente.
    Órgão do MPF critica Lava Jato
    A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFCD), do Ministério Público Federal, divulgou nesta segunda-feira (15) uma nota pública com duras críticas a procuradores da Lava Jato.
    A instituição demonstra preocupação com a eventual ocorrência de abusos a direitos legais e humanos em nome do combate à corrupção, após as revelações do Intercept. Essa foi a primeira vez que um órgão ligado ao MPF se pronuncia publicamente sobre os vazamentos.
    “A revelação pela imprensa de diálogos mantidos entre agentes públicos do sistema de Justiça no contexto da Operação Lava-Jato reforça a necessidade de compreensão das diversas dimensões dos direitos humanos e de promoção conjunta do enfrentamento à corrupção, do devido processo legal, do direito à informação e da liberdade de imprensa”, afirma a PFDC. Leia a nota na íntegra.

  • Noticia requentada

    A noticia já foi publicada pelos jornais de SP. Acho a ideia muito boa. Pelo que a Lava Jato arrecadou certamente os R$ 38 mil é muito pouco. Porem a Lava Jato e seus procuradores junto com Moro adquiriram uma “fama” muito boa.
    Certamente os petistas querem denegrir a imagem de tudo isso para soltar Lula. Até agora não conseguiram! Compraram as gravações que até agora não teve resultado. Jogo sujo ou desespero?

  • Enfermeiro cubano

    OMISSÃO DE RAQUEL DODGEÉ VERGONHOS

    É estarrecedor o silêncio da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge acerca do escândalo que atinge em cheio o coordenador da autodenominada força-tarefa da Lava Jato e vários procuradores e procuradoras.
    É inquestionável que estamos diante de um abrangente e corrosivo escândalo de corrupção no Ministério Público brasileiro, com respingos escabrosos sobre desembargadores, juízes e ministros das instâncias superiores do judiciário.

    No mínimo, trata-se de improbidade administrativa, desvio funcional, organização criminosa e aparelhamento do Estado para satisfazer interesses privados, políticos e de um projeto de poder coordenado desde os EUA.

    Tudo documentalmente provado e trazido ao público pelo Intercept com o apoio de outros órgãos de imprensa.
    Os/as procuradores/as responsáveis pelos graves desvios, ao invés de já estarem afastados e submetidos aos procedimentos da Lei e aos códigos legais e de ética da corporação, seguem, entretanto, nos respectivos cargos públicos, recebendo os mais altos salários do país, destruindo provas e obstruindo as investigações.
    Além do inacreditável silêncio diante deste escândalo que ultrapassa as fronteiras nacionais e espanta o mundo inteiro, a omissão da Raquel Dodge envergonha.
    A omissão da chefe da PGR só fortalece o corporativismo que protege os implicados – como no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público, que decidiu arquivar pedido de investigação do Deltan Dallagnol; e da Associação Nacional dos Procuradores da República, com seus comunicados que flertam com o delírio, tamanho nonsense.
    Com seu silêncio e sua omissão, Raquel Dodge descumpre seu dever funcional e, implicitamente, pode ser acusada de cumplicidade e conivência.
    Não há lugar para ilusões. Como o Estado de Direito foi estuprado e o Brasil está sob a vigência do regime de exceção, não surpreenderá se a própria Chefe do MP continuar prevaricando e descumprindo sua obrigação legal e funcional.
    Assim como já não surpreende a complacência dos órgãos judiciais de controle [CNJ, CNMP] e das instâncias superiores do judiciário.
    Essa inação, se não for revertida, não só manchará a gestão e a carreira da Raquel Dodge, mas afetará de modo indelével, e para pior, a imagem e a confiança no Ministério Público e da justiça

  • Enfermeiro cubano

    FOTOS E VÍDEOS DA VAZA JATO DARÃO MEDO: DIZ GLENN GREENWALD

    *****Glenn diz que tem fotos e vídeos “de dar medo” – Em palestra na UnB, durante o 57º Congresso da UNE, o jornalista estadunidense afirmou que “esse acervo que nós temos (da Vaza Jato) é muito poderoso. E o poder dos documentos, fotos e vídeos, e dos áudios que nós temos dá medo nas pessoas que têm mais poder”
    *****Depois de passar pela CCJ (Comissão de Consituição e Justiça) do Senado, o jornalista estadunidense Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, participou do debate com o tema “Poderes, segredos e democracia”, na UnB (Universidade de Brasília), na tarde desta quinta-feira (11). O evento foi parte da programação do 57º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes).
    Além de ser homenageado pelos organizadores, Greenwald deixou algumas declarações que entusiasmaram o público presente. Em uma delas, o convidado disse que “esse acervo que nós temos (da Vaza Jato) é muito poderoso. E o poder dos documentos, fotos e vídeos, e dos áudios que nós temos dá medo nas pessoas que têm mais poder. Esse acervo tem a capacidade de mostrar a verdade. Só isso. E isso está assustando a eles mais do que tudo”.
    Em outro momento, Greenwald falou sobre as ameaças que vem sofrendo desde o início da série de reportagens: “Quanto mais eles nos atacam, mais eles mostram o quanto esse tipo de jornalismo é importante”. Ele também se referiu às mesmas ameaças sofridas pelo seu marido, o também jornalista e deputado federal David Miranda (PSOL-RJ). “Eu quero falar uma coisa: meu marido, David Miranda, cresceu como órfão em Jacarezinho, como um garoto negro, obviamente com pobreza extrema, e como um menino LGBT. Ele não tem medo de nada, ele não tem medo de ninguém!”.
    Antes de terminar sua participação, o jornalista estadunidense deixou uma reflexão aos espectadores.”Qual tipo de país o Brasil vai ser no futuro? Vai ser uma democracia com uma Constituição, com um Judiciário que funcione junto com instituições que protegem os direitos constitucionais, como os do artigo 5º e todos os outros direitos? Ou vai escolher um outro caminho, um caminho autoritário e fascista e repressivo?”.
    Além de Greenwald, outras figuras importantes presentes no debate foram a presidente da UNE, Marianna Dias, a presidenta da UJS (União da Juventude Socialista), Carina Vitral, o presidente da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Pedro Gorki, e as deputadas federais Natália Bonavides (PT-RN) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

  • Enfermeiro cubano

    OS JUÍZES SE TORNARAM LADRÕES

    O Judiciário não poderia ser exceção no Brasil. Está cheio de ladrões. Vendem seus votos, absolvem, libertam os corruptos. Pela primeira vez consigo ver no jornal escrito com todas as letras: Eliana Calmon, corregedora nacional, afirmou que a magistratura “está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga“. ATÉ QUE ENFIM!!! Nunca vi ninguém, além de mim, dizer algo assim. Puxa, custamos mas chegamos lá. Quem se salva no país? Eu não sei. E o tal do Cezar Peluso, presidente do Conselho Nacional de Justiça ficou furioso. Convocou seus cupinchas e disse: ” Se os senhores não leram, leiam, porque nunca li uma coisa tão grave. É um atentado ao Estado Democrático de Direito”. A ministra, a corregedora, Eliana Calmon foi muito corajosa. Para começar pediu a palavra e disse que ainda não havia lido a entrevista e afirmou desconhecer sua repercussão. O que vocês esperavam depois disso ? Que ela dissesse que tinha sido mal interpretada, que suas palavras tinham sido colocadas fora do contexto, e outras desculpas vexatórias ? Nada disso, ela reafirmou o que pensava e daí o furibundo Peluso partiu para um bate-boca com essa mulher valente. Eu acho que Eliana Calmon, é uma exceção, uma pessoa diferente, que deveria ser preservada, protegida. Apenas acho que faltou a ministra ter pedido a ele uma definição de “Estado Democrático de Direito”. Qual a correlação entre se dizer que juízes podem ser bandidos com a gongórica frase do Peluso ? Quer dizer que só existem juizes honestos? Mas que atrevimento desse sujeitinho, e parabéns para Eliana que já se transformou em heroina nacional. NB:abaixo está a entrevista que motivou a “indignação”dos pilantras. #MoroLadrao & #GloboGolpista https://www.facebook.com/watch/?v=457510881693230

  • Abraham Lincoln

    Ahh, esse Moro…
    Suspeito que Moro arquitetou o assassinato de Marielle; suspeito que teve fundamental importância nos abusos cometidos por João de Deus (ou do Capeta); que contribuiu ativamente nos homicídios de Manfred, Marísia, Liana Friedenbach e Felipe Café. Alterou características importantes da Williams e, em via de consequência, assumiu o risco do evento que acabou por tirar a vida de Airton Senna. Severos indícios dão conta de que o ex juiz, já astucioso desde a tenra idade, tenha envenenado Tancredo às vésperas de sua posse. Há quem diga, ainda, que mesmo em sua vida celular, ainda dentro da bolsa escrotal de seu genitor, teria atirado contra o peito de Getulio. Eu mesmo, acho que Federer só perdeu esta semana em Wimbledon em função da atuação parcial do Ministro.
    É um monstro. Merece ser preso. Por outro lado, Lula deve ser libertado, a justiça deve indenizá-lo pelos erros cometidos e ressarci-lo com um apartamento em Paris, ao lado daquele do Chico.
    Bjos de Luz.

    • resumindo, as vezes...

      pensei que irias finalizar assim: a justiça deve indenizá-lo pelos erros cometidos e ressarcí-lo com um apartamento em Paris, ao lado daquele do Chico ou daquele da Avenida Foch de Fernando Henrique Cardoso, vulgo FFHHCC… cadeia para todos os corruptos, históricos ou atuais, de centro, de direita e de esquerda.

  • Anonimo

    TOFFOLI FAZ GESTÃO TEMERÁRIA NO STF PARA SALVAR FILHO DE BOLSONARO

    Está tudo dominado. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu monocraticamente os processos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e, por conexão, as investigações de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.
    Até aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) viram a manobra de Toffoli como ‘preocupante’ ou mesmo gestão temerária no STF.
    A deputada Janaia Paschoal (PSL-SP), por exemplo, disparou contra o trancamento das investigações do filho do presidente da República e de Queiroz.
    “Ainda é cedo para avaliar, mas a decisão prolatada pelo Ministro Toffoli, na data de hoje, pode significar uma derrota considerável na guerra contra a corrupção e um primeiro passo para anular processos e até condenações. Preocupante!”, escreveu a autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT).
    A decisão de Toffoli ocorreu durante o recesso no judiciário e paralisa as investigações iniciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro a partir de dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
    Resumo da ópera: Toffoli foi abduzido pelo bolsonarismo.

  • Corruptos, CADEIA neles.

    A Construtora Odebrecht leva mais um presidente “CORRUPTO” para as grades, desta vez foi o presidente do Perú.

  • O meu, o seu dinheiro indo pro ralo....

    Se os PTralhas tivessem contratado os advogados do FLAVINHO BOLSONARO, talvez o sapo barbudo poderia estar livre, porque os advogados do ex-presidente, até o momento não levaram nenhuma, perderam todas, tai a dica.

  • O meu, o seu dinheiro indo pro ralo....

    50% do noticiário denominado, JN é destinado a falar mal do governo Bolsonaro, porque será ?
    Seria porque a TETA “secou”.

  • Enfermeiro cubano

    ******”O ministro da Justiça, Sergio Moro, vai perder seu cargo e será severamente punido, previu nesta terça-feira o jornalista Glenn Greenwald, que nas últimas semanas revelou informações sobre a Operação Lava Jato que mostram viés do ex-juiz no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).”

    “Ele vai ser severamente punido, perdeu claramente a posição e, provavelmente, não pode praticar a lei”, previu Greenwald em uma audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília.
    O jornalista norte-americano lidera a equipe do The Intercept Brasil, que está revelando conversas privadas mantidas via Telegram entre Moro e promotores da Operação Lava Jato, apontando uma possível perseguição judicial contra o petista.
    Greenwald notou que o conteúdo é verdadeiro, que todas as verificações possíveis foram feitas e que ele foi obtido através de uma fonte secreta, e não através de um grupo organizado de hackers, como sugeriu recentemente Moro e outros membros do governo.
    A este respeito, o jornalista, que já revelou o escândalo de escutas ilegais pela Agência de Segurança Nacional (NSA, por sua sigla em Inglês), lamentou que Moro optou por uma estratégia de defesa “cínica”, tentando “enganar” os cidadãos para que pensem que o material não é autêntico.
    Greenwald também argumentou que, ao contrário do que dizem seus detratores, seu objetivo é fortalecer a luta contra a corrupção: “É impossível combater a corrupção mantendo um comportamento corrupto”.
    Moro apareceu na semana passada no Senado para dar explicações sobre o conteúdo das mensagens e salientou que não deve ser levado em conta porque elas foram obtidas ilegalmente, mas em qualquer caso, não se observa qualquer irregularidade neles. Ele era esperado na Câmara, mas adiou a sua ida para falar com os deputados.
    No momento, o presidente Jair Bolsonaro mostrou seu apoio a Moro e não há indicação de que ele pretenda demiti-lo no curto prazo.
    Os advogados do ex-presidente Lula usaram as informações reveladas pelo The Intercept Brasil para reforçar uma petição perante o Supremo Tribunal Federal (STF) que exige que Lula seja libertado.
    Eles argumentam que sua sentença deveria ser anulada porque ele foi julgado e condenado em primeira instância por Moro, que em sua opinião nunca teve um comportamento imparcial.

  • Enfermeiro cubano

    17 de julho de 2019 at 20:36
    POLÍTICA
    *****OAB contraria Moro e mantém recomendação de afastamento do ministro

    Em audiência na Câmara, ministro afirmou duvidar que a entidade mantenha a posição defendida nos primeiros dias do escândalo
    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou a CartaCapital que mantém a posição defendida em nota, em que recomenda o afastamento dos envolvidos nos vazamentos noticiados pelo site The Intercept Brasil. A manutenção do entendimento contraria a declaração do ministro da Justiça, Sérgio Moro, dada em audiência na Câmara nesta terça-feira 2. Na ocasião, o ministro afirmou duvidar que a OAB tenha a mesma opinião que apresentou nos primeiros dias do escândalo.
    O comentário do ex-juiz da Lava Jato ocorreu após pergunta do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE). O parlamentar questionou o que Moro pensa sobre o parecer da OAB em relação ao caso. O ministro fez críticas ao parecer e disse acreditar que a entidade teria mudado de ideia. “Respeito muito a OAB, mas ela embarcou no sensacionalismo barato dos primeiros dias. Duvido que teria hoje a mesma posição que teve nos primeiros dias”.
    Procurado, o Conselho Federal da entidade afirmou: “OAB mantém posição defendida na nota conforme deliberado no Conselho Pleno”. Na nota, publicada em 10 de junho, a instituição defende: “Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita”.
    Na audiência na Câmara, deputados da oposição pediram o afastamento do ministro da Justiça do cargo, a fim de que as investigações ocorram com lisura. A parlamentar Talíria Petrone (PSOL-RJ) também propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apure a conduta do então juiz da Lava Jato. Já o deputado Afonso Florence (PT-CE) foi mais longe e pediu a demissão de Moro do Ministério da Justiça.

  • Anonimo

    *******Glenn Greenwald diz que novo capítulo da Vaza Jato detona o TRF-4

    O jornalista Glenn Greenwald, editor do Intercept, avalia que a nova reportagem da Vaza Jato, sobre os encontros fortuitos entre Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato, e João Pedro Gebran, juiz do TRF4, derruba o argumento de que a condenação de Lula por Sergio Moro não estaria contaminada por também ter sido validada por outras instância
    O jornalista Glenn Greenwald publicou uma sequência de tweets sobre o novo capítulo da Vaza Jato, que agora atinge o TRF-4. “Nossa nova reportagem #VazaJato, desta vez em @VEJA: mensagens citam “encontros fortuitos” entre Deltan e desembargador do TRF4: ‘fortes indícios de que os diálogos impróprios com um dos membros do TRF4′”, escreveu.
    “Vale sempre lembrar que @VEJA foi um dos líderes da mídia na construção da mitologia de Sergio Moro e LJ. Agora que eles veem a evidência de quem eles realmente são, olhem o que estão dizendo. É por isso que uma imprensa livre é crucial para a democracia”, disse ainda. “O único argumento restante para os defensores de Moro foi que o processo corrompido que produziu suas decisões foi afirmado pelo TRF4. Esse novo material no @VEJA torna esse argumento muito duvidoso, na melhor das hipóteses. Publicaremos os chats usados em @TheInterceptBr.”

  • Anonimo

    ********New York Times: Moro É Imoral, Ilegal E Sujo

    New York Times, um dos mais importes jornais do mundo traz matéria com críticas acentuadas a Moro e a forma desonesta e suja como o ex-juiz conduziu a operação Lava Jato.
    “as mensagens vazadas mostram que Moro frequentemente ultrapassou seu papel de juiz”; “Os vazamentos revelam um juiz imoral, que se uniu a procuradores, a fim de prender e condenar indivíduos que já consideravam culpados”, diz o jornal.
    Segundo a reportagem: “Ele ofereceu conselhos estratégicos aos procuradores: eles deveriam, por exemplo, inverter a ordem das várias fases da investigação; rever moções específicas que planejavam arquivar; acelerar certos processos; desacelerar muitos outros. Moro passou informações sobre uma possível nova fonte para o MP; repreendeu os promotores quando demoraram demais para realizar novos ataques; endossou ou desaprovou suas táticas; e forneceu-lhes conhecimento antecipado de suas decisões”.
    E segue afirmando que: “Moro se envolveu em questões de cobertura da imprensa e se preocupou em obter apoio do público para a acusação”. “‘O que você acha dessas declarações malucas do comitê nacional do PT? Deveríamos refutar oficialmente?’ Ele perguntou uma vez ao promotor federal Deltan Dallagnol, referindo-se a uma declaração do Partido dos Trabalhadores de Lula, na qual a acusação era considerada uma perseguição política. Observe o uso da palavra ‘nós’ – como se o Sr. Moro e o Sr. Dallagnol estivessem no mesmo time”.
    O jornal não economizou críticas às ações de Sergio Moro enquanto juiz da Lava Jato:
    “Isso tudo é, claro, altamente imoral – se não totalmente ilegal. Não viola nada menos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: ‘Todos têm direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por um tribunal independente e imparcial, na determinação de seus direitos e obrigações e de qualquer acusação criminal contra ele. ‘De acordo com o Código de Processo Penal do Brasil, os juízes devem ser árbitros neutros e não podem dar conselhos a nenhuma das partes em um caso. Moro também violou muitas disposições do Código Brasileiro de Ética Judicial, particularmente uma que diz que o juiz deve manter “uma distância equivalente das partes’, evitando qualquer tipo de comportamento que possa refletir ‘favoritismo, predisposição ou preconceito’”.

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