PRIMEIROS 196 “ESCRAVOS” JÁ RETORNARAM A CUBA

Os primeiros 196 médicos cubanos chegaram na madrugada de quinta-feira (15) a Cuba depois que o Ministério da Saúde Pública daquele país tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos no Brasil por causa de referências “depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O médico José Angel Véliz afirmou que concorda com a decisão do governo de Cuba e que Bolsonaro é um “lacaio do império”.

“Nós ratificamos a decisão do nosso governo de não seguir participando do programa Mais Médicos no Brasil devido às manifestações servis desse lacaio do império, o novo presidente eleito do Brasil, que não tem preparação para ser presidente daquele grande país”, criticou o Dr. Véliz ao chegar a Cuba.

A Dra. Leidis Caballero, outra que integrou o voo de retorno, disse que vai sentir falta do povo brasileiro, “que é uma gente muito querida”.

Enquanto isso, aqui em terras tupiniquins, o futuro presidente Bolsonaro diz – e os bolsominions acreditam! – que está preocupado com os direitos humanos dos médicos cubanos, submetidos, segundo ele, a uma “situação de prática de escravidão”. Isso porque os médicos ficam com apenas 30% dos salários pagos a eles, enquanto os outros 70% vão para a “ditadura” de Cuba.

Bolsonaro, bom samaritano que é, defende que os médicos devem ficar com todo o salário e que deveriam ter o direito de trazer a família para o Brasil. Detalhe: Cuba não proíbe que eles tragam a família, como bem explicou a médica cubana Tatiana Lago (ao lado), em entrevista ao Diário de Olímpia.

Mas, será que Bolsonaro gosta tanto assim dos cubanos? Aumentem o volume e ouçam, no vídeo abaixo, o que ele disse há exatamente um mês atrás sobre os médicos cubanos:

 

 

5 comentários

  • Brasil já era

    SOCIALISTAS PRESTEM ATENÇÃO—–

    Prefeitos estão irados com Bolsonaro pela mancada do “menos médicos”.
    Os prefeitos de milhares de municípios brasileiros, muitos deles que apoiaram efusivamente a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), estão desesperados com a saída dos médicos cubanos do país. Eles estão irados, com razão, pois suas cidades vão perder parte importante da atenção básica na saúde.
    Um dos casos é o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PSDB). A Cidade do Paraná deu 74% dos votos a Bolsonaro vai perder 75% dos médicos.
    Rangel afirmou que este é o problema mais grave que ele enfrentou em sua administração. Segundo ele, a administração está trabalhando em regime emergencial para fazer contratações emergenciais de médicos que substituam os cubanos.
    “Estamos muito preocupados, a situação é muito grave. Esse é o primeiro grande baque, o primeiro imbróglio do novo governo”. Completou.
    Defensoria Pública da União pede à Justiça manutenção das regras atuais do Mais Médicos.
    O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) Frank Schiavini, enviou ofício ao ministro da Saúde, Gilmar Occhi. Schiavini pede esclarecimentos sobre como agir e pede que o programa continue.
    A realidade é que as cidades pequenas e médias têm dificuldades para contratar médicos para a atenção básica no SUS. Os concursos são são atrativos para os profissionais que ganham salários muito maiores nas cidades grandes e no atendimento particular.
    Com a vinda do programa mais médicos no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), o governo federal resolveu, de uma só vez, diversos problemas. Isso melhorou muito a qualidade de vida no interior e nas regiões mais pobres.
    Nem que o governo federal queira, não existe mão de obra para substituir os cubanos, que começam a deixar o país já neste dia 25 de novembro.
    O Barco já começou a afundar seus facínoras.

  • Era uma vez

    AOS FACIONARAS COMANDADOS POR BOLSONARO

    De Leonardo Sakamato

    Com a saída não-planejada dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, Jair Bolsonaro vê a primeira grande crise social de seu governo – que ainda nem começou – entrar em gestação.
    Ele tem o direito, como presidente eleito, de propor mudanças no acordo com o governo de Cuba e, quando assumir, atuar por sua revogação. Mas, na política, declarações e ações que não pesam as consequências sociais e econômicas têm um custo. Que, neste caso, será pago, sem aviso prévio, por 30 milhões de brasileiros que se acostumaram a ter um médico à sua disposição. E, sinceramente, não se importam se ele fala português ou ”portunhol”.
    ”Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, afirmou Bolsonaro, pelo Twitter, nesta quarta (14).
    O governo da ilha avisou que está retirando seus quase 8,4 mil médicos do Brasil (mais de 45% do Mais Médicos) até o final do ano por conta de declarações de Bolsonaro que considerou agressivas. A saída, inesperada, acendeu a luz amarela em municípios e Estados que dependem do programa para garantir um mínimo de dignidade à população, provocando pânico em prefeitos
    Criado em 2013 pelo governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos convocou profissionais brasileiros e estrangeiros para trabalharem em locais carentes de atendimento pagando a eles uma bolsa. Se por um lado, isso gerou o descontentamento por parte dos médicos brasileiros (com argumentos que vão do fato de que o programa não resolve o déficit estrutural, material e de equipamentos até o corporativismo), por outro as manifestações de apoio mostram que ele foi bem recebido pela camada mais pobre da população.
    ”Fiz supervisão de médicos cubanos em área indígena. Nesses locais, o impacto foi muito grande, tanto quanto nos rincões do país. A quantidade de consultas aumentou de 1000% a 2000%, conta Marco Antonio Silva dos Santos, médico de Família e Comunidade e especialista em saúde indígena. ”Não há perspectivas dessas vagas serem ocupadas por médicos brasileiros e de outras nacionalidades. O impacto será gigantesco. Haverá uma desassistência médica muito grande.”
    Marco, que hoje atua na Unidade Básica de Saúde (UBS) Real Parque, na capital paulista, para atender a população indígena Pankararu que vive nessa comunidade, trabalhou na região Norte do país. ”No Amapá e no Norte do Pará, havia sete vagas para médicos pagando R$ 14 mil cada que não eram preenchidas em 2012. Ninguém queria ir para lá”, explica. Após o programa, a assistência médica chegou
    Situação trabalhista
    O acordo com a instituição cubana responsável pelos profissionais, firmado via Organização Panamericana de Saúde (Opas), prevê que um ”imposto” seja cobrado dos médicos que estiverem em missão no Brasil. O valor líquido repassado é de R$ 3 mil, enquanto o governo cubano fica com R$ 8,8 mil, pagos mensalmente – menos uma taxa operacional que fica com a Opas. Além desse valor, os médicos também recebem auxílio-moradia e auxílio-alimentação das prefeituras.
    Essa forma de remuneração gerou polêmica, uma vez que os demais participantes do programa, brasileiros e estrangeiros, recebem o valor integral de R$ 11.865,60, via um contrato individual e não coletivo. De um lado, defensores desse modelo apontam que ele é correto por ser o pagamento por uma missão médica contratada de outro país e que o valor da dedução não é tão maior que os impostos sobre renda cobrados em alguns países. De outro, críticos afirmam que o ideal seria que os médicos recebessem o mesmo que profissionais de outras nacionalidades e, caso necessário, o Brasil pagaria, à parte, pelo serviço da empresa cubana de saúde.
    Uma investigação conduzida pela Procuradoria Regional do Trabalho da 10a Região considerou que o modelo de remuneração representa discriminação de trabalhadores cubanos, uma vez que, no Brasil, a lei garante a isonomia salarial e direitos trabalhistas. Em minha opinião, o MPT está correto, como já defendi aqui anteriormente. O governo Dilma errou ao ter firmado o acordo nesses moldes, em um formato que fere a legislação brasileira – situação que já deveria ter sido corrigida.
    Contudo, a mesma investigação do Ministério Público do Trabalho afirmou que, nem de longe, a situação assemelha-se a trabalho escravo – como tachou Bolsonaro, nesta quarta (14), e outros críticos ao programa desde 2013. O MPT, junto com o Ministério do Trabalho, já libertou mais de 53 mil pessoas, desde 1995, e, portanto, está mais qualificado que o presidente eleito para afirmar o que se enquadra ou não nesse crime. De acordo com o artigo 149 do Código Penal, isso se configura por trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes ou jornada exaustiva.
    Entrevistei dois médicos cubanos que faziam parte do programa e atuavam em um município na Grande São Paulo. Bem quistos pelos moradores no posto de saúde, rechaçaram as denúncias de que estariam submetidos a esse tipo de exploração. ”Escravos não têm esses privilégios”, afirmou um deles, Mario. Ele disse que como sua família tem à disposição um sistema educacional e de saúde gratuitos em Cuba, que funcionam, e que fez faculdade de medicina, residência e mestrado sem ter que pagar pelos cursos, livros ou materiais, acha justo colaborar para que esse sistema continue funcionando.
    Não existe qualquer impedimento legal para que os médicos cubanos tragam suas famílias enquanto estiverem no Brasil, como Bolsonaro afirmou. De acordo com a lei 12.871, de 22 de outubro de 2013, que regulamenta o programa, não apenas vistos podem ser concedidos aos dependentes como eles também estão autorizados a trabalhar formalmente no país. A resolução de entraves para que isso aconteça deveria contar com uma ação firme do governo, porque se trata de uma questão de direitos humanos que o país tem a obrigação de proteger, e que passa, necessariamente, pelos canais da diplomacia.
    E, ao contrário do que disse o presidente eleito, os médicos devem comprovar sua diplomação e habilitação para exercer a medicina em seu país de origem. Hoje, os contratados pelo programa que se formaram no exterior são dispensados apenas de revalidar o diploma por três anos. Entidades de classe médicas defendem a revalidação obrigatória – o que a maioria dos médicos cubanos não seria contra, mas seu governo sim.
    Sobram vagas de médicos em locais pobres.
    Mudanças no Mais Médicos eram esperadas com a entrada de um governo crítico ao programa e de extrema direita. O que não era previsto era que Bolsonaro fosse entrar em atrito com Cuba logo de cara, impactando negativamente um programa consolidado e enraizado em mais de 3 mil cidades, sem ter uma alternativa para preencher o vazio deixado.
    Como o Brasil vai garantir que, em um curto espaço de tempo, os postos hoje ocupados pelos médicos cubanos sejam preenchidos por brasileiros ou por pessoas de outras nacionalidades é uma incógnita. Até porque, nas últimas seleções, sobraram vagas – elas são primeiro preenchidas por brasileiros que estudaram aqui e no exterior e, depois, por estrangeiros. O Ministério da Saúde avisou que abrirá edital – lembrando que o governo Temer levou dois anos para reduzir os cubanos no programa de 11,4 mil para 8,4 mil. Outra possibilidade que está sendo discutida é propor que alunos recém-formados que cursaram medicina apoiados pelo Fies sejam alocados nesses postos, o que é uma ação complexa.
    Temos mais de 440 mil médicos com registro ativo no Conselho Federal de Medicina, mas eles estão concentrados nas grandes cidades e capitais. Incentivos para interiorizar essa mão de obra incluem melhorar a estrutura e garantir remuneração mais atrativa. Mas mesmo quando localidades pobres contam com recursos para pagar um médico regular, não chegam a preencher vagas, como foi o caso do atendimento a indígenas descrito acima. Isso sem contar que poucos são capacitados para trabalhar na atenção básica de saúde, diferentemente da maioria dos cubanos do Mais Médicos.
    ”Temos uma massa amorfa de médicos no Brasil, não temos um grupo organizado para que dê conta de toda a população. A vinda dos cubanos tem um potencial transformador porque entraram em um lugar em que existe uma falta importante”, afirma Janos Valery Gyuricza, médico de Família e Comunidade e que também foi supervisor de cubanos no programa Mais Médicos. ”Não acho que isso seja a única coisa que deva ser feita, é uma ação emergencial, mas que tem o potencial de mudar o entendimento da população em geral sobre o que é ter um sistema de saúde.”
    E nisso reside um ponto importante: o Mais Médicos é um programa emergencial, não era para durar indefinidamente. O objetivo era paulatinamente substituir estrangeiros por novos profissionais formados em medicina de Família e Comunidade. A mudança, de acordo com Janos, passa por alterar a matriz da formação de especialistas. ”Hoje, ela é regulada pelo mercado, não pela demanda do sistema”, explica. Há muitos cirurgiões sendo formados anualmente e poucos médicos de família para atuar na atenção básica de saúde. No total, representam menos de 1% dos profissionais.
    O problema é que isso não ocorreu da forma prevista por falta de gestão e de recursos e não há como substitui-lo com eficácia no curto prazo. A própria lei que trata do Mais Médicos prevê a obrigatoriedade que o programa de residência em Medicina Geral de Família e Comunidade seja etapa obrigatória para uma série de outras especialidades. Isso envolve a garantia de estruturas física, como postos de saúde, e organização da estrutura médica, como supervisores para esses novos profissionais e recursos a fim de suprir a falta de residentes nos hospitais decorrente da alocação deles na atenção básica.
    Como alocar mais recursos para a Saúde com a vigência da Emenda do Teto dos Gastos, aprovada por Michel Temer, que limita o aumento de gastos públicos acima da inflação por 20 anos, é outra incógnita.
    Bolsonaro, como dito no início, pode propor a mudança de rumo na política de saúde da forma que achar melhor. Mas cavalos de pau como esse, com o carro andando, podem terminar com mais mortos e feridos sem atendimento.
    O presidente e o autor deste texto já ficaram internados em hospitais públicos, mas também recorrem ao serviço de bons hospitais particulares. A saída dos cubanos não será, portanto, sentida por nós ou por nossa classe social, mas pelas pessoas que não tinham acesso a médicos e agora têm. Ao final, diante da reclamação dessa população mais pobre, que, em sua maioria, não foi seu eleitorado, mas o de seu adversário, talvez Bolsonaro tenha que fazer o impensável: pedir à Cuba para aceitar uma transição programada.
    O problema é que o novo chanceler, anunciado nesta quarta, fã de Donald Trump, ao defender que “o globalismo é a globalização econômica que passou a ser pilotada pelo marxismo cultural”, talvez não seja a melhor pessoa para negociar isso com a ditadura cubana.

    BOLSONARO O CAPETA BRASILEIRO.

  • Quando o gato chega! Os ratos somem

    Todos sabem que o governo Lula e do PT, em 13 anos, era um balcão de negócios onde a moeda de troca era a propina, geralmente com as empreiteiras. Por isso, ele perdeu a eleição e está preso.
    Lula fez grandes negócios em Cuba, onde emprestou dinheiro do BNDES ao governo cubano, para construir um porto e aeroportos pois envolvia a garantia de receber grandes propinas, com a execução de Odebrecht. Agora, com Bolsonaro, os cubanos não vão pagar estes “emprestimos”.
    O programa “+ médicos” foi um grande negocio onde Dilma contratou uma empresa que fornecia médicos para a metade do programa ou melhor, essa empresa cubana enviou mais de 8 mil médicos e ela receberia em torno de R$ 9 a 10 mil por medico. Grande negocio para os cubanos?
    Certamente seria mas não se sabe quanto os cubanos pagaram a propina dos petistas!
    Agora, com a saída dos cubanos vamos contratar médicos brasileiros
    Os petistas choram porque acabou a boquinha

  • A Verdade

    BOLSONARO ESTA COM SEU PRESTIGIO NAS ALTURA.

    Os prefeitos de milhares de municípios brasileiros, muitos deles que apoiaram efusivamente a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), estão desesperados com a saída dos médicos cubanos do país; eles estão irados, com razão, pois suas cidades vão perder parte importante da atenção básica na saúde
    Um dos casos é o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PSDB). A Cidade do Paraná deu 74% dos votos a Bolsonaro vai perder 75% dos médicos.
    Rangel afirmou que este é o problema mais grave que ele enfrentou em sua administração. Segundo ele, a administração está trabalhando em regime emergencial para fazer contratações emergenciais de médicos que substituam os cubanos.
    “Estamos muito preocupados, a situação é muito grave. Esse é o primeiro grande baque, o primeiro imbróglio do novo governo”. Completou.
    O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) Frank Schiavini, enviou ofício ao ministro da Saúde, Gilmar Occhi. Schiavini pede esclarecimentos sobre como agir e pede que o programa continue.
    A realidade é que as cidades pequenas e médias têm dificuldades para contratar médicos para a atenção básica no SUS. Os concursos são são atrativos para os profissionais que ganham salários muito maiores nas cidades grandes e no atendimento particular.
    Com a vinda do programa mais médicos no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), o governo federal resolveu, de uma só vez, diversos problemas. Isso melhorou muito a qualidade de vida no interior e nas regiões mais pobres.
    Nem que o governo federal queira, não existe mão de obra para substituir os cubanos, que começam a deixar o país já neste dia 25 de novembro.
    E VIVA O SOCIALISMO DE BOLSONARO.

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