SOBRE OS 180 PETISTAS DO COAF QUE SERÃO DEMITIDOS POR SÉRGIO MORO

Ontem, um amigo deste aprendiz de blogueiro que já foi petista – nós nos filiamos ao PT em um mesmo dia de 1988 – e, atualmente, é bolsonarista convicto, expressou sua indignação contra o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo ele, o órgão que produziu um relatório implicando o assessor de Flávio Bolsonaro, está cheio de petistas interessados em colocar pedras no caminho de um governo que nem começou.

Ele, provavelmente, deve ter recebido pelo whatsapp ou pelo facebook uma mensagem que circulou nos últimos dias, dando conta de que o Coaf possui 180 petistas que ganham entre R$ 18 mil e R$ 61 mil, os quais serão demitidos por Sérgio Moro assim que o governo bolsonarista começar. É incrível – e lamentável – que, passadas as eleições, pessoas razoavelmente bem informadas continuem acreditando no besteirol divulgado via redes sociais.

Basta ler fontes confiáveis para se descobrir que o Coaf tem apenas 37 funcionários, dos quais 19 ganham remuneração abaixo de R$ 16 mil. Como se trata de um Conselho vinculado, por enquanto, ao Ministério da Fazenda, o Coaf tem servidores concursados cedidos pelo próprio Ministério da Fazenda, e outros órgãos como o Banco do Brasil, Banco Central, Caixa Federal, etc. Desmentidos sobre os “180 petistas” podem ser encontrados no G1 (aqui), na Folha/UOL (aqui), e no site especializado Boatos.org (aqui).

Outra coisa que se descobre lendo fontes sérias, é que o relatório do Coaf “petista” não cita apenas o amigo dos Bolsonaros. Menciona, na verdade, 75 pessoas ligadas a 20 deputados cariocas de 14 partidos de diferentes matizes ideológicas. Inclusive a assessora de um deputado do PT, que movimentou valores bem maiores que os do motorista de Flávio Bolsonaro.

Um detalhe final: o relatório não é de agora, mas de janeiro deste ano. E o próprio Jair Bolsonaro já disse, em entrevista, que as informações do relatório não foram vazadas pelo Coaf, mas, segundo ele, por advogados de outras pessoas citadas no documento. O problema é que os bolsonaristas só acreditam naquilo que lhes chega pelo whatsapp ou pelo face.   

10 comentários

  • Márcio Luis

    E petistas só no que o barbudo diz, ora ora, vc não se cansa…

  • Vizinho do aeroporto

    A muito tempo sentimos o mesmo Cardosinho.
    Pessoas bem instruídas, estudadas e BITOLADAS no maior ladrao do Brasil chamado LULA.

  • Lucrativo salário de assessor

    Pra quem tá confuso e não entendeu como um motorista-assessor-laranja que tb é policial movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta corrente, eu explico:
    1) A família Bolsonaro tinha 4 políticos nas câmaras ou assembleias em que atuavam.
    2) Cada um com direito a verba pública para contratar assessores.
    3) Imagina que cada um deles contratasse esses assessores e usasse toda a verba para contratação mas que fizessem a contratação dos que aceitassem repassar metade do salário depositando na conta do motorista-assessor-laranja, que repassaria de volta aos Bolsonaros. Coisa comum entre deputados mequetrefes do baixo clero.
    4) Imagina que o salário médio de cada assessor girasse em torno de R$ 9 mil.
    5) Assim teríamos:
    – 4 deputados ou vereadores x 5 assessores + motorista-assessor-laranja totalizando 21 assessores
    – 21 assessores x R$ 9 mil de salário totalizando R$ 189 mil por mês
    – 12 meses + 13º salário = 13 salários por ano
    – 13 salários x R$ 189 mil = R$ 2,457 milhões
    – R$ 2,457 milhões x 50% devolvidos à família Bolsonaro via conta do motorista-assessor-laranja = R$ 1.228.500,00
    Viu como é perfeitamente possível um motorista movimentar R$ 1,2 milhão num ano?
    E vc aí acreditando que o valor que o motorista depositou na conta da 1ª dama era o pagamento de um empréstimo que o honesto, pobre e bondoso presidente mito tinha feito ao motorista, afinal foi o próprio mito que disse isso depois de passar mal e sumir um dia todo….

  • Onde é que o Coaf estava no Mensalão e Petrolão?

    Eu não sei quantos funcionários? O Coaf tem? E nem o seus partidos? Mas o boato é falso. Fake news! Porem demonstra que tem gente com medo da “caneta de Moro”. kkkkkkk
    O que muita gente não sabe é que o Coaf andou entregando muitos políticos petistas. Os relatórios do Coaf apontaram “transações suspeitas” que resultaram na unica delação do mensalão, do corretor Lucio Funaro.
    Como também as investigações contra Lula, Palocci e Mantega (petistas) e Paulo Preto (tucano), entre outros, no Petrolão.
    É logico que o Coaf poderia ter feito mais diante de tanta roubalheira. Com tanto dinheiro voando por ai.
    Mas agora está denunciando 20 deputados cariocas do PT,PSC e PSOL de movimentação atípica que provavelmente arrecadavam uma parte dos salários de seus funcionários.
    Essa estoria é velha. Todos sabem mas fazem de conta que não sabem

  • Achei o Coaf

    ONDE É QUE A COAF ESTAVA? creio eu que estava em sua residência.

    O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão criado no âmbito do Ministério da Fazenda, foi instituído pela Lei 9.613, de 1998, e atua eminentemente na prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
    As competências do Coaf estão definidas nos artigos 14 e 15 da referida lei, quais sejam:
    ***Receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas;
    ***Comunicar às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis nas situações em que o Conselho concluir pela existência, ou fundados indícios, de crimes de “lavagem”, ocultação de bens, direitos e valores, ou de qualquer outro ilícito;
    ***Coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores;
    ***Disciplinar e aplicar penas administrativas.
    O plenário é composto:
    ***Pelo presidente do Coaf, nomeado pelo presidente da República por indicação do ministro da Fazenda e que exerce a presidência do plenário
    ***por 11 conselheiros, designados em ato do ministro da Fazenda
    ***Órgãos: Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Banco Central do Brasil (BCB), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Departamento de Polícia Federal (DPF), Ministério da Justiça (MJ), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Ministério da Fazenda.
    Os conselheiros devem ser servidores públicos de reputação ilibada e de reconhecida competência, integrantes do quadro de pessoal efetivo dos órgãos.
    Participam os seguinte elementos das seguintes Instituições:
    ***Agência Brasileira de Inteligência – Abin: Gustavo Leal de Albuquerque
    ***Banco Central do Brasil – BCB: Rafael Bezerra Ximenes de Vasconcelos
    ***Comissão de Valores Mobiliários – CVM: Marcus Vinicius de Carvalho
    ***Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União – CGU: Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega
    ***Departamento de Polícia Federal – DPF: Márcio Adriano Anselmo
    ***Ministério da Justiça – MJ: Camila Colares Bezerra
    ***Ministério das Relações Exteriores – MRE: Eric do Val Lacerda Sogocio
    ***Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN: Virgílio Porto Linhares Teixeira
    ***Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB: Gerson D’Agord Schaan
    ***Superintendência de Seguros Privados – Susep: Gustavo da Silva Dias
    ***Ministério da Fazenda – MF: Sérgio Djundi Taniguchi
    Participam também das sessões como convidados, sem direito a voto, representantes dos seguintes órgãos:
    1.Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela assistência jurídica aos conselheiros;
    2.Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), responsável por regular o setor de promoção imobiliária;
    3.Conselho Federal de Contabilidade (CFC), responsável por regular profissionais e organizações contábeis, quando no exercício de suas funções;
    3.Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria (Sefel), responsável por regular exploração de loterias;
    4.Conselho Federal de Economia (Cofecon), responsável por regular pessoas físicas e jurídicas que exploram atividades de economia e finanças;
    5.Departamento de Registro Empresarial e Integração (Drei), responsável por regular as juntas comerciais.
    Se o Órgão entregou todos esses políticos, me responda seu entendido, por que não pode entregar agora o Bolsonaro e sua gangue ( seus filhos,motorista e os deputados laranjas? ).Políticos do PSDB e do MDB o senhor não coloca . Por que? são Anjinhos?

  • Onde estava o COAF no mensalão e petrolão

    Achei o coaf
    Bonito texto copiado da internet parabéns
    Acho que o coaf demorou muito para aparecer pois deveria ter denunciado na época do mensalão e do petrolão.
    Todos denunciados tem que se defender diante da lei

    • Buuuu

      Vocês não queriam um Brasil passado a limpo e com razão?ai esta a resposta até o Mito esta metido em falcatruas e o Brasil será passado a limpo sim vai doer no mito mas vai pagar sim.

  • Não Achei a Coaf

    ONDE É QUE O COAF ESTAVA meu caro se foi copiado ou não, esse não é o problema e sim que o senhor leu e prestou muito atenção e apreendeu alguma coisa boa, para não falar asneiras.
    Agora lhe pergunto onde estava a COAF neste tempo:—
    Governo de FHC——–
    1) Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias.
    2) Caso Sivam: Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.
    3) Pasta Rosa: Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, G
    4) Compra de votos: A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI.
    5) Vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD.
    6) Privatização da Telebrás: O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada.
    7) Ex-caixa de FHC: A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais.
    8) Juiz Lalau: A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”.
    9) Farra do Proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.
    10) Desvalorização do real: De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado.
    11) Sudam e Sudene: De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.
    Quando achar a COAF me avise.

    • Onde estava o COAF no mensalão e petrolhao

      Não achei o COAF
      Onde estava o PT que não conseguiu provar nada contra FHC
      Belo texto copiado da internet petista

    • João Alexandre C Pena

      Excelente comentário, quanto conhecimento!
      Aproveitando um pouco de sua boa vontade e conhecimento, nos relate todas as falcatruas do PT. Incluindo o financiamento para governos Ditadores.
      Desde já agradeço.

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