VISITE ARAÇATUBA

O amigo Eduardo Britto, comentando post anterior, diz que poderia nos mandar algumas fotos de Campo Grande(MS), onde ele reside atualmente, para demonstrar que buracos no asfalto não é um privilégio de Jales. E nem queremos que seja!  Aqui mesmo, neste blog, nós já mostramos casos de carros sendo engolidos por crateras em Votuporanga, Fernandópolis e São José do Rio Preto. Já falamos também do ciclista que foi surpreendido por um buraco em São José do Rio Preto, e, por conta da queda, ficou vários dias em coma.

Agora vejam o caso de Araçatuba, administrada pelo petista Cido Sério. A situação por lá deve estar tão desesperadora que o prefeito, há alguns dias, nomeou a própria primeira-dama para cuidar de uma operação tapa-buracos na cidade. E alguns carros, como esse da foto acima, já circulam com adesivos que, aparentemente, protestam contra o governo municipal. Tais adesivos vêm gerando algumas discussões em Araçatuba e algumas pessoas defendem a tese de que eles sujam a imagem da cidade e afugentam possíveis investidores. Por conta disso, o professor e apresentador do programa “Questão de Opinião”Arthur Leandro Lopes, publicou um interessante artigo no jornal Folha da Região, que o prezado leitor poderá ler clicando em

Caso dos adesivos: suja ou não suja? Eis a questão.

Li, com interesse, a matéria “Adesivos sujam nome de Araçatuba”, na página B1 de 6/3 (edição impressa da Folha da Região). Na frente da Prefeitura, da Câmara e com artigos neste jornal, participamos de manifestações por um asfalto digno. Fomos a São José do Rio Preto estudar as usinas de asfalto e de reciclagem adquiridas por aquela cidade, com a intenção de que a administração de Araçatuba se motivasse a adquirir tais usinas, tendo esse exemplo tão próximo e comprovadamente bem sucedido. Não conseguimos.Não entendo como o prefeito Cido Sério (que continua meu amigo, apesar das minhas críticas) expôs e expõe sua administração com um problema tão visível, palpável, perigoso, crescente e politicamente devastador, já que, ele mesmo, antes de ser eleito, havia reconhecido o asfalto como prioridade máxima da população. Alguns dirão que o prefeito está mal assessorado e eu direi que isso não o isenta de responsabilidade porque é ele quem escolhe, num processo sempre reversível, seus assessores.Quanto aos adesivos, a historiadora Ângela Liberati afirma que a ação é cidadã e que os ocupantes de cargos públicos sabem que seus atos serão julgados pelo povo. Entretanto, o especialista em economia Henrique Pedroso Mazzei alerta que investidores podem pensar que investir na cidade não é um bom negócio.Entendo que não podemos curar o câncer (asfalto), matando o paciente (Araçatuba). Precisamos “analisar o caráter de nossa motivação” e o possível alcance colateral de nossos atos. É necessário bom senso e foco pra atingirmos “só” o alvo a ser atingido.

A “lei de responsabilidade fiscal” foi uma evolução. Precisamos agora de uma lei pra que os “planos de governo” sejam registrados em cartório e que haja punição proporcional pro prefeito que não cumprir os planos que o elegeram: “lei de responsabilidade por promessas”. Se tal lei já existisse, teríamos conseguido o asfalto prometido em oito meses de gestão ou teria havido punição adequada. (Isso prá nos atermos só à gestão atual.)

Enquanto o Congresso Nacional não se move nesse sentido, que tal nossa Câmara Municipal sair na frente e “tentar” aprovar uma lei com esse teor, já pra próxima eleição? Seremos cidadãos protegidos contra promessas sem lastro e não precisaremos sujar o nome da cidade!

* Arthur Leandro Lopes é professor em Araçatuba e apresentador do programa “Questão de Opinião” no Canal 21 (Net). 
       

2 comentários

  • Postado na minha página do Facebook.

    Alexandre Ribeiro escreveu: “Jales atrasa votação de leis para liberar duplicação Alexandre Ribeiro Três semanas depois da reunião na qual o Governo do Estado explicou que a duplicação da rodovia Euclides da Cunha dependia de leis municipais que precisavam ser aprovadas por nove cidades da região, a Câmara de Jales aprovou, na segunda-feira, 28, apenas o primeiro projeto de lei sobre o assunto. O que transforma área do bairro rural do Jataí em área do perímetro urbano. Depois disso, ainda será necessário votar e aprovar um segundo projeto de lei para autorizar a doação do terreno ao Governo do Estado, mas a proposta sequer foi enviada para a Câmara. E não há previsão para que isso ocorra, já que a Prefeitura e Câmara folgam no Carnaval. O legislativo só volta a se reunir no dia 14, quando já terão se passado os 30 dias previstos para o inicio da obra. Segundo a vereadora Aracy Murari de Oliveira Cardoso, a Tatinha (PT), pode ser que o projeto só seja analisado pelos vereadores no dia 21 de março, porque a proposta precisa passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação Participativa. “Se ele vier sob regime de urgência e for votado na mesma sessão em que for lido, tudo bem. Mas se vier com dúvidas, pode ser que demore ainda mais”. Cumprindo-se a previsão da vereadora, há tempo para o projeto ser aprovado no dia 21e ser publicado no dia 23, ou seja, 42 dias depois da reunião com o Governo Estadual. O presidente da Câmara reconhece a demora e admite que está sendo cobrado por isso. Claudir Aranda (PDT), diz que Jales é uma das últimas cidades no processo. “Me ligaram de Votuporanga e perguntaram em que pé estava a coisa e reclamaram que estava demorando muito”. Tatinha (PT), entretanto, lembra que nada impede que o presidente da Câmara convoque um secretário municipal para dar esclarecimentos ou que realize uma sessão extraordinária para ganhar tempo no processo. “A burocracia é muito grande e não acredito que os 30 dias previstos pelo Governo do Estado sejam suficientes para vencer essas etapas. Além do mais, existem outras cidades que precisavam aprovar leis semelhantes. Santa Salete, por exemplo, tinha cinco áreas a serem doadas”. ALERTA Durante a reunião, na qual o Governo do Estado previu que a duplicação começaria em março, o secretário de Gestão Pública, Júlio Semeghini, avisou que seria necessário que as prefeituras das cidades por onde a duplicação passará teriam que doar as áreas para o Governo do Estado, através de lei aprovada pelas câmaras. De acordo com ele, todas as outras etapas da obra foram vencidas e cabe ao Governo Estadual apenas publicar o Decreto de Utilidade Pública [das áreas privadas que serão desapropriadas] para que a CETESB aprove a liberação. O decreto, entretanto, está condicionado à doação por parte das prefeituras. Há terras públicas a serem doadas pelas prefeituras de Jales, Estrela d´Oeste, Urânia, Bálsamo, Votuporanga, Valentim Gentil, Tanabi (2 áreas) Fernandópolis (3 áreas) e Santa Salete (5 áreas). Semeghini previu que essa seria a parte mais demorada e conclamou o empenho dos prefeitos dessas cidades. “O início ficou estimado em 30 dias, mas pode ser alguns dias antes ou depois. Acho que a maior dificuldade estará em ajudar os prefeitos e as câmaras a fazerem essas doações. Com isso resolvido, nós poderemos começar imediatamente a duplicação da rodovia em todos os oito trechos, ao mesmo tempo”. DEMORA O projeto de lei 12/2011 aprovado na última segunda-feira, tem data de 17 de janeiro e foi lido na sessão do dia 7 de fevereiro, dois dias antes da reunião com o governo do Estado, e discutido na sessão do dia 14, portanto, não foi motivada pelo alerta dos secretários de Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, e de gestão Pública, Júlio Semeghini. A tramitação é anterior à reunião e isso mostra que as autoridades jalesenses ainda não começaram a fazer a sua parte. Entretanto, os vereadores tinham dúvidas e pediram que a votação fosse adiada. Como não havia sessão marcada para a semana seguinte, o projeto só voltou a ser analisado na segunda-feira, dia 28.”

  • Manoel Oliveira da SIlva

    O que adianta duplicar, se depois da duplicacao a populacao geral vai reclamar dos preços do pedagio…….O povo nunca ta contente com nada

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