GOLPE TIRA 60 MIL DÓLARES DE POLÍTICOS DA REGIÃO

A notícia do Diário da Região é bem extensa e conta os detalhes sobre o golpe e sobre os depoimentos de estelionatários e vítimas à Polícia Federal de Jales. Eis alguns trechos: 

Dois candidatos a vereador na eleição de 2012, um de Mirassol e outro de Guaira – próxima a Barretos -, caíram no golpe aplicado por uma quadrilha presa pela Polícia Federal (PF) de Jales acusada de estelionato contra políticos da região de Rio Preto.

Os candidatos entregaram ao grupo US$ 30 mil cada um com a promessa de que receberiam malas recheadas com R$ 200 mil. O dinheiro, porém, era falso. A quadrilha alegava que tinha sobra de campanhas eleitorais e oferecia cotação vantajosa para o câmbio, o que despertava interesse dos políticos. A oferta chegava a R$ 4 por cada dólar, sendo que a cotação hoje está em torno de R$ 2,20. 

Em seus depoimentos na Polícia Federal, os candidatos a vereador em Mirassol e Guaira que caíram no golpe dizem que tiveram reações distintas após descobrir que os R$ 200 mil que cada um recebeu eram falsos. Um deles tentou remarcar um novo encontro com o grupo de estelionatários quando recebeu a seguinte mensagem de deboche por parte do bando: “Boa tarde. Sr ….. Kkkkk. No aguardo? Ainda…”. 

Já o político de Guaira admitiu em depoimento à Polícia Federal que ficou tão furioso que decidiu queimar as cédulas falsas em uma churrasqueira. Desse total haviam apenas R$ 1,5 mil em notas verdadeiras. Ele vendeu uma casa para comprar os US$ 30 mil dólares que entregou a Anunciada Christiane Queiroz de Macedo e José Marcos Morau, que se apresentava como sendo Francisco José Tavares.

O político de Mirassol, que terá seu nome preservado pelo Diário, afirmou que vendeu um Corolla no valor de R$ 45 mil, uma mesa de som avaliada em R$ 8 mil, pegou mais R$ 7 mil emprestado com o sogro, além de R$ 10 mil do seu cheque especial e levantou os US$ 30 mil dólares. No dia em que efetuou a troca com os integrantes da quadrilha, ele afirmou que foi impedido pelo consultor de pegar os maços de dinheiro falsos. “Francisco impediu, fechou e lacrou a mala e disse que poderia levar a mala junto, mas que era perigoso contar o dinheiro no hotel”, consta no depoimento da vítima que recebeu um pedido do golpista para ligar quando chegasse em casa “para avisar que tinha dado tudo certo.”

A agenda dos estelionatários tinha os nomes de 127 políticos de 63 cidades. A notícia completa e a relação de cidades onde a quadrilha teria feito contatos podem vistas aqui

 

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