MPF DE JALES DENUNCIA DOIS MÉDICOS E TRÊS FISIOTERAPEUTAS POR EMITIREM RECIBOS FALSOS

A notícia é do jornal santista Diário do Litoral:

O Ministério Público Federal em Jales denunciou dois médicos e três fisioterapeutas pela emissão de recibos médicos falsos em Urânia, cidade localizada a 597 quilômetros de São Paulo. As notas fiscais, referentes a tratamentos que não haviam sido efetivamente prestados pelos profissionais, foram utilizadas por uma contribuinte para redução indevida da base de cálculo do Imposto de Renda entre os anos de 2006 e 2009. Por conta das falsas despesas com serviços médicos, R$ 26.152,25 deixaram de ser pagos à Receita Federal.

Segundo o procurador da República Carlos Alberto dos Rios Junior, diversos indícios evidenciam que os tratamentos citados nos recibos não foram realizados de fato. Em primeiro lugar, nenhum dos profissionais denunciados apresentou à Receita Federal o livro-caixa nem comprovou o recebimento dos referidos valores. Além disso, apenas no ano de 2008, a contribuinte declarou vultosos gastos com três fisioterapeutas distintas, o que parece improvável.

CONFISSÃO. Uma delas, denunciada por emitir notas fiscais falsas no valor de R$ 4 mil, confessou em depoimento à Polícia Federal que nunca atendeu à suposta paciente e que os recibos foram confeccionados em troca de 6% a 7% dos valores declarados. Já outra denunciada emitiu 26 notas fiscais referentes a tratamentos fisioterápicos no valor de R$ 5.980, sendo que em quatro delas constavam datas de domingo. No caso do médico denunciado por fornecer recibos que somavam R$ 6.780, os supostos gastos da contribuinte representariam cerca de 120 consultas médicas em um ano.

Também são citadas na denúncia uma fisioterapeuta que forneceu notas no valor de R$ 8.300, e uma médica cujos recibos médicos somaram R$ 7.010. Os exames periciais realizados comprovaram que as assinaturas presentes nas notas fiscais eram autênticas. Os cinco profissionais foram denunciados pelo crime de falsidade ideológica, previsto no art. 299 do Código Penal, com pena de um a três anos de reclusão e multa.

A notícia completa pode ser lida aqui.

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