RIO PRETO: ATIRADOR DISPARA CONTRA TRAVESTIS; DOIS MORRERAM

Vejam a notícia do Diário da Região:

A noite passada foi violenta para os profissionais do sexo, em Rio Preto. Um atirador disparou contra quatro travestis que ofereciam seus serviços, em dois pontos diferentes da cidade, e matou dois deles. Os outros dois foram baleados na mão e estão internados no Hospital de Base e Santa Casa de Rio Preto.

O crime em série foi deflagrado por volta da 0h40 de hoje, quando o atirador, ocupando uma motocicleta vermelha se aproximou de dois travestis que estavam no cruzamento da avenida Cenobelino de Barros Serra com a São João.

Ele combinou um programa com Carlos Eduardo Vasconcelos, 30 anos, e os dois saíram rumo à estradinha de terra Santa Terezinha. No local, Eduardo foi morto com pelo menos um tiro à queima roupa. A polícia não informou se o encontro sexual chegou a acontecer.

Em seguida, o atirador voltou ao cruzamento na Cenobelino de Barros Serra, onde disparou contra mais dois travestis que estavam no local. Abelardo dos Santos Freier, 24 anos, vulgo Isabeli, teve morte instantânea e Júlio César Bercelini, 21 anos, ficou ferido na mão. Ele foi socorrido no Hospital de Base, onde passou por uma cirurgia de reconstituição.

Na sequência, o atirador seguiu para o Centro da cidade. Na esquina da rua Prudente de Morais com a General Glicério, ele efetuou mais dois disparos contra Gledston Quintino Zequini, 25 anos, vulgo Renata, atingindo-o também na mão esquerda. Na sequência desapareceu.

Gledson, que está internado na Santa Casa, informou aos policiais que o atirador é um homem, tem entre 40 e 50 anos, cabelo grisalho, cavanhaque, e pilotava uma moto Honda/CG vermelha, com uma pequena faixa verde. Segundo a polícia, outras testemunhas afirmaram que ele passou várias vezes pela avenida Cenobelino.

De acordo com a perícia, Carlos Eduardo levou um tiro de cima para baixo, logo, estava agachado. O atirador, além de disparar contra os travestis, fugiu mandando beijos.

O Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) investiga se o crime foi motivado por intolerância homofóbica ou algum tipo de vingança. A Polícia Militar informou já ter pistas da autoria dos crimes.

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