TRF-4 MANDA SOLTAR EMPRESÁRIO WALTER FARIA

Do Diário da Região:

A Oitava Turma do TRF-4 concedeu nesta quarta-feira, 11, um habeas corpus ao empresário de Fernandópolis Walter Faria, dono do grupo Petrópolis preso em agosto na Lava Jato. Ele é acusado de lavar dinheiro para a Odebrecht na distribuição de propinas por meio de contas no exterior.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), entre 2006 e 2007, Faria e dois sobrinhos teriam recebido de operadores financeiros mais de US$ 3,6 milhões em contas secretas mantidas na Suíça. As investigações apontam que executivos do grupo são suspeitos de lavar R$ 329 milhões entre 2006 e 2014 no interesse da construtora.

Faria teve a prisão preventiva decretada no final de julho, em nova fase da Operação Lava Jato suspeito de comandar suposto esquema de pagamento de propinas e doações para campanhas eleitorais a pedido do Grupo Odebrecht entre 2006 e 2014.

Segundo informações da Lava Jato, integrantes do Grupo Petrópolis foram presos pela lavagem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014 em doações eleitorais, consideradas propinas de interesse da Odebrecht.

Equipes da PF de Jales foram mobilizadas naquela ocasião para cumprir as decisões da Lava Jato na região de Rio Preto. Segundo a força-tarefa, Walter Faria, que seria “grande operador de propina”, foi considerado foragido até se apresentar à Polícia Federal, em Curitiba, no dia 5 de agosto e estava preso desde então.

1 comentário

  • O STF abriu a porta da cadeia

    Cadeia não foi feita para os ricos ficarem presos principalmente os políticos ricos que tem dinheiro para pagar advogados caríssimos. Ainda, cultuamos os políticos de estimação.
    No mesmo dia em que o Lula deixou a prisão, outros políticos presos foram à Justiça pedir o cumprimento da decisão do STF contra a prisão de condenados em segunda instância.
    Os dois beneficiados mais conhecidos foram Eduardo Azeredo (PSDB), e o petista José Dirceu.
    As duas decisões são do novo entendimento do Supremo sobre a prisão de condenados em segunda instância. Os ex-tesoureiros do PT João Vaccari Neto e Delúbio Soares, que estão no regime semiaberto, vão sair. Assim como. ex-diretor da Petrobras Renato Duque.
    O desfecho do julgamento no Supremo não provocará a soltura de todos os presos da Lava Jato no Paraná, já que ainda há detidos preventivamente. Entre eles, por exemplo, estão o ex-diretor da estatal paulista Dersa, Paulo Preto, suspeito de ser operador do PSDB, e o empresário Wálter Faria, da cervejaria Petrópolis.
    No Rio de Janeiro, o novo entendimento do STF também não afeta o ex-governador Sérgio Cabral, que está detido há quase três anos.

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