Arquivos mensais: janeiro 2019

MÃE E MULHER DE SUSPEITO DE ENVOLVIMENTO NA MORTE DE MARIELLE FRANCO TRABALHARAM NO GABINETE DE FLÁVIO BOLSONARO

Deu no G1:

A mãe de um dos denunciados na operação contra milicianos deflagrada nesta terça-feira (22) foi lotada no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual.

Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega – que ainda é procurado -, aparece em relatório do Coaf como uma das remetentes de depósitos para Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio.

Raimunda, de acordo com o relatório do Coaf, depositou R$ 4,6 mil na conta de Fabrício Queiroz. Ela aparece na folha da Alerj com salário líquido de R$ 5.124,62.

Mulher de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega também foi lotada no gabinete de Flávio na Alerj, com o mesmo salário da sogra.

O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro também homenageou o filho dela, Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, que está foragido. Em 2003, o então deputado propôs moção de louvor e congratulações a Adriano por prestar “serviços à sociedade com absoluta presteza e excepcional comportamento nas suas atividades”.

Ex-capitão do Bope, Adriano foi preso duas vezes, suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis. Em 2011, Adriano foi capturado na Operação Tempestade no Deserto, que mirou o jogo do bicho. Segundo o MP, o capitão era o responsável pela segurança da chefe da quadrilha, Shanna Harrouche Garcia, filha do bicheiro Waldomir Paes Garcia, o “Maninho”, morto em 2004.

Três anos depois, Adriano e o primeiro-tenente João André Ferreira Martins foram demitidos da PM, considerados culpados nas acusações de associação com a contravenção.

Adriano não foi o único alvo da operação do MP hoje agraciado com uma moção na Alerj. Flávio Bolsonaro fez a mesma homenagem ao major Ronald Paulo Alves Pereira, quando era lotado no 16º BPM.

A condecoração aconteceu meses depois de ele ser apontado como um dos autores da Chacina da Via Show, que deixou cinco jovens mortos após a saída de uma casa de festas em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Até hoje o major – agora apontado como chefe da milícia da Favela da Muzema – não foi julgado pelo crime.

FLÁVIO BOLSONARO FICOU RICO ANTES DE SE TORNAR EMPRESÁRIO

A charge é do Ykenga. E as informações são da Folha de S.Paulo:

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) acumulou seu patrimônio antes de se tornar empresário, conforme informações cartoriais, da Justiça Eleitoral e da Junta Comercial do Rio de Janeiro, informa o jornal Folha de S. Paulo. Flávio é sócio da Bolsotini Chocolates e Café Ltda, uma franquia da Kopenhagen no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ao responder sobre suas transações financeiras, o filho do presidente disse que era ‘empresário’ e que o que ele ganhava ‘na sua empresa’ era muito mais do que o salário de deputado. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que “a empresa foi aberta em 7 de janeiro de 2015 e tem mais um sócio” e que “essa foi a única atividade empresarial que o senador eleito declarou em toda a sua trajetória política, desde 2002.”

O jornal lembra do assessor Fabrício Queiroz: “Fabrício Queiroz, ex-motorista do deputado estadual, é investigado sob suspeita de ser o pivô de um esquema ilegal de arrecadação de parte dos salários de servidores do gabinete, prática conhecida como rachadinha. A partir da investigação, o Ministério Público do Rio solicitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) relatório sobre as contas de Flávio. O levantamento apontou 48 depósitos de R$ 2.000 para o deputado entre junho e julho de 2017.”

Segundo a matéria, “Flávio fez pelo menos 20 transações imobiliárias em 14 anos, entre compras, vendas e permutas. A maior parte das aquisições ocorreu antes de 2015, segundo dados de cartório. Em alguns casos, o parlamentar fez dívidas e só as quitou depois, quando já tinha a loja.”

Ainda há a informação de que o negócio de Flávio Bolsonaro não gera lucros tão grandes: “segundo a assessoria da Kopenhagen, ‘o retorno do investimento aplicado ocorre de dois a três anos após o início das atividades’. Ou seja, no caso de Flávio, só começaria a ocorrer em 2017 ou 2018.”

Segundo o jornal, o faturamento com esse tipo de franquia é de R$ 60 mil ao mês. 

Na declaração de bens mais recente, de 2018, Flávio disse ter R$ 1,74 milhão — levando-se em conta o fato de que ele diz ser dono de apenas 50% dos imóveis, já que é casado em regime de separação de bens.

O filho do presidente entrou na vida política em 2002, com apenas um carro Gol 1.0, declarado por R$ 25,5 mil.

Segundo a reportagem, Flávio teve uma intensa movimentação imobiliária entre os anos de 2012 e 2014. As duas últimas aquisições, um apartamento no bairro de Laranjeiras e outro na Barra da Tijuca, no Rio, ocorreram antes de 2015. Os dois imóveis foram registrados sob o valor de R$ 4,2 milhões. Em ambos os casos, o filho de Bolsonaro pediu empréstimos, um na Caixa e outro no Itaú, respectivamente.

EX-PREFEITO DE DOLCINÓPOLIS CONDENADO A DEVOLVER DINHEIRO DE CONVÊNIO DESCUMPRIDO

O ex-prefeito de Dolcinópolis – que está preso – responde a mais de 30 processos. Este é apenas um deles. A notícia está pendurada no portal do Tribunal de Justiça:

O ex-prefeito da cidade de Dolcinópolis José Luiz Reis Inácio de Azevedo foi condenado a pagar R$ 57.321,05, valor correspondente ao que o município deve desembolsar para quitar débito decorrente de descumprimento de convênio celebrado com o Governo Estadual. A decisão é da 1ª Vara da Comarca de Estrela D’Oeste.

De acordo com o processo, o ex-prefeito firmou convênio com a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado para executar projeto denominado “Esporte Social”. No entanto, o dinheiro foi utilizado para outra finalidade, sem execução do projeto, gerando o valor a ser restituído ao Tesouro Estadual. O próprio município reconheceu o descumprimento do convênio.

“Resta patente a desídia e indiferença com que o ex-prefeito municipal procedeu ao gerir os recursos públicos recebidos do Estado, o que implica em sua responsabilização pessoal pelos prejuízos causados. Conforme mencionado pelas defesas, não há comprovação de que os valores foram efetivamente desviados em proveito próprio. Todavia, inegável que os recursos foram aplicados em finalidades diversas (fato não impugnado), em nítido desvio de finalidade e contrariedade ao instrumento do convênio”, afirmou na sentença o  juiz Mateus Lucatto de Campos.

O magistrado completou: “A população, a um só tempo, ficou privada do serviço/programa vinculado ao convênio e também suportou a perda do dinheiro. Não desejasse a utilização da verba do convênio conforme sua finalidade, não deveria o ex-prefeito ter diligenciado para obtenção desse dinheiro”.

Cabe recurso da decisão

ESTADÃO DESMENTE FAKE NEWS DISSEMINADA POR BOLSOMINIONS E REPERCUTIDA POR FLÁVIO BOLSONARO

A campanha já acabou, mas os bolsominions continuam espalhando mentiras nas redes sociais.

O senador eleito Flávio Bolsonaro – também conhecido como Zero Um – insinuou, em entrevista “chapa-branca” na RedeTV, que está sendo perseguido por setores petistas do Ministério Público do Rio de Janeiro. A versão do ex-chefe do Queiroz está sendo desmentida pelo Estadão.

Enquanto isso, o deputado federal e ministro informal das Más Relações Exteriores, Eduardo Bolsonaro, que está acompanhando o “papi” em Davos, criticou uma medida – por sinal, tardia – do Whatsapp, que restringe o reenvio de mensagens a no máximo cinco destinatários, com o objetivo de combater a disseminação de notícias falsas.

Mas, vamos à notícia – verdadeira – do Estadão:

Imagens de integrantes do Ministério Público usando camisetas com os dizeres “MP contra o golpe” têm circulado nas redes sociais com mensagens que sugerem que os promotores envolvidos nas investigações do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz estariam politicamente motivados. No entanto, as fotos são de protestos em Belo Horizonte, Minas Gerais, e não têm relação com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), responsável pelo caso.

Os registros são de manifestações contra o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, em março de 2016. Em nota enviada ao Estadão Verifica, o MPRJ confirmou que as imagens mostram promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Ao fazer uma busca por imagens com as palavras-chave “MP contra o golpe” é possível encontrar outras evidências que corroboram este fato: uma publicação do site Jornal GGN e um tweet de um perfil verificado de Belo Horizonte.

O próprio Flávio Bolsonaro repercutiu, em entrevista à Rede TV neste domingo, 20, as imagens com contexto falso. “Está circulando imagem de supostos promotores com camisas dizendo ‘sou do MP e sou contra o golpe’. É uma clara evidência de simpatia com o PT”, disse. “Na verdade, estão vendendo uma narrativa de que meu ex-assessor (Fabrício Queiroz) que pegava tudo (salário de assessores) e depositava na minha conta”, completou.

O procurador geral do MPERJ, Eduardo Gussem, afirmou nesta segunda-feira, 21, que o filho do presidente Jair Bolsonaro e outros 26 deputados estaduais fluminenses citados em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) são investigados na esfera civil por suspeita de improbidade administrativa.

NOS JORNAIS: PREFEITO FLÁ PRANDI TENTA REVERTER REBAIXAMENTO DA POLÍCIA AMBIENTAL DE JALES

O rebaixamento do Pelotão da Polícia Ambiental de Jales foi assunto em pelo menos dois jornais da cidade, neste final de semana. Esta não é, no entanto, a primeira vez que tentam acabar com o Pelotão de Jales. Em maio de 2014, uma decisão do Comando Geral da Polícia Militar transferiu o nosso Pelotão para Votuporanga.

A decisão obrigou a então prefeita Nice Mistilides a mobilizar prefeitos da região que, em junho daquele ano, foram até São Paulo, onde se reuniram com o então subsecretário da Casa Cilvil, Rubens Cury (foto acima), para solicitar que a medida fosse revista. Nice alegou, na ocasião, que a extinção do Pelotão inviabilizaria a fiscalização dos 4.155 quilômetros quadrados de 23 municípios da região, cobertos pela Polícia Ambiental de Jales.

Ainda em junho de 2014, o então presidente da Câmara, Gilbertão, também esteve em São Paulo para reunião com o secretário de Meio Ambiente, Rubens Risek Júnior, a quem solicitou intervenção para que o Pelotão de Jales não fosse desativado. Gilbertão estava acompanhado pelo deputado Itamar Borges e pelo advogado Carlos Alberto Britto Neto, o Betinho, como mostra a foto ao lado.

Em setembro de 2014, veio o resultado das peregrinações a São Paulo: o governo do Estado confirmou a criação do Pelotão de Votuporanga, mas decidiu, de outro lado, manter ativo o Pelotão de Jales. Quase cinco anos depois, os políticos locais são surpreendidos com um novo ataque à Polícia Ambiental de Jales. 

Eis o que escreveu, sobre o caso, o jornalista Deonel Rosa Júnior, na coluna Fique Sabendo, do Jornal de Jales:

CORRENDO ATRÁS – O prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) passou a semana em São Paulo. Uma de suas preocupações foi levar às esferas governamentais a insatisfação das lideranças jalesenses em face da anunciada transformação do Pelotão da Polícia Ambiental de Jales em Base.

BOLA NAS COSTAS – Como o segundo turno da eleição foi disputado em 28 de outubro e a decisão teria sido tomada em novembro do ano passado, há quem não descarte a possibilidade de que seja retaliação da equipe do então governador Márcio França (PSB) pelo apoio que as lideranças de Jales deram a João Dória (PSDB). 

No jornal A Tribuna, o assunto foi abordado na coluna Enfoque:

O fechamento da subdelegacia do Cremesp de Jales, inaugurada em setembro de 2017, não foi a única notícia negativa deste início de ano. Logo no primeiro dia útil do ano, o Diário Oficial do Estado trouxe outra preocupante novidade: o rebaixamento do Pelotão da Polícia Ambiental de Jales para uma simples base.

O detalhe é que a alteração, embora publicada depois da posse do novo governador, João Dória, teria sido arquitetada pelo governo anterior, de Márcio França. A novidade é ruim para Jales, na medida em que nossos policiais ambientais ficarão diretamente ligados à Companhia de Fernandópolis.

Se a medida for confirmada, o número de policiais ambientais – atualmente, quase quarenta – encarregados da fiscalização dos 23 municípios da região coberta pelo Pelotão de Jales, diminuirá substancialmente. E não é só isso: consta que até o número de viaturas utilizadas na fiscalização – hoje entre 08 e 10 – cairia para apenas duas, enquanto a área a ser fiscalizada nos 23 municípios continuaria a mesma.

Politicamente, a perda do Pelotão significaria uma bola nas costas dos políticos locais, principalmente se for levado em conta o fato de que beneficiaria Fernandópolis, cidade do deputado federal Fausto Pinato(PP), que apoiou o candidato derrotado – Márcio França(PSB) – nas eleições de 2018.

Por isso mesmo, o prefeito Flá Prandi(DEM), que apoiou o candidato vencedor – o governador João Dória(PSDB) – já tratou de se movimentar. Na terça-feira, 15, ele reuniu-se, em São Paulo, com o vice-governador e secretário de governo Rodrigo Garcia, seu padrinho político. Rodrigo não deu como certa a reversão da medida que transformou o Pelotão de Jales em uma Base da Polícia Ambiental, mas o prefeito voltou otimista.

REDE GLOBO ACUSA TV RECORD DE CUMPLICIDADE COM ESQUEMA BOLSONARO

Deu no Brasil 247:

Um fato raro, quase inédito: a Globo partiu para o confronto público com a Rede Record do bispo Edir Macedo. O governo Bolsonaro está no centro da ofensiva da emissora dos Marinho contra a concorrente. Enquanto a Globo distancia-se cada vez mais do governo de extrema-direita, a Record (ao lado do SBT) tornaram-se as emissoras extraoficiais do novo regime.

O jornalista Maurício Stycer, um dos maiores especialistas em TV do país, apontou em seu blog: “Fato muito incomum, neste domingo (20) a Globo fez uma crítica pública ao jornalismo praticado pela concorrente Record. Deu-se durante o ‘Fantástico’ e fez menção a uma entrevista exibida minutos antes por seu concorrente direto, o ‘Domingo Espetacular'”.

Os apresentadores do “Fantástico”, Ana Paula Araújo e Tadeu Schmidt, resumiram em 60 segundos o conteúdo das respostas dadas por Flávio Bolsonaro à Record.

Em seguida – anotou Stycer em seu blog – Ana Paula detonou o programa concorrente. Com ironia, registrou que o senador eleito não respondeu a uma questão essencial por que não foi questionado a respeito:

“Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta. Também não foi questionado por que preferiu receber parte do pagamento da venda em dinheiro e não em cheque administrativo ou transferência bancária”.

Uma critica desse gênero na Globo não seria veiculada sem autorização expressa da cúpula da emissora e sem a concordância dos Marinho. A guerra cada vez mais aberta entre a Globo e o clã e governo Bolsonaro começa a se tornar também uma guerra que está demolindo a unidade que a mídia conservadora construiu nos últimos anos ao redor da perseguição ao PT.

De um lado, Globo e Folha começam a ter uma postura crítica e de oposição cada dia mais agressiva a Bolsonaro. Do outro lado, com Record e SBT à frente, Rede TV, Band e Jovem Pan têm alinhamento integral ao novo regime -com o provável reforço em breve da versão brasileira da rede norte-americana CNN. O conservador O Estado de S.Paulo tem oscilado entre os dois grupos. 

O GLOBO: QUEIROZ MOVIMENTOU SETE MILHÕES EM TRÊS ANOS

Querer tratar a Globo no bico da chuteira não é pra qualquer um. Na sexta, os depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro. No sábado, um pagamento de R$ 1 milhão, feito pelo filhoco nº 01, igualmente suspeito. E no domingo… Deu no Brasil 247:

 “O Coaf sabe muito mais do que já foi revelado sobre o caso Fabrício Queiroz, o ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Nos arquivos do órgão federal de controle de atividades financeiras consta que Queiroz transacionou um volume de dinheiro substancialmente maior do que veio a público até dezembro. Além dos famigerados R$ 1,2 milhão movimentados atipicamente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, passaram por sua conta mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios imediatamente anteriores. Ou seja, no total Queiroz movimentou R$ 7 milhões em apenas três anos. Segundo o próprio Jair Bolsonaro, Queiroz ‘fazia rolo’. Haja rolo”, informa o colunista Lauro Jardim, em nota publicada neste domingo no jornal O Globo.

Em sua coluna, Lauro Jardim cita o fato de o ministro Luiz Fux ter trancado as investigações, numa decisão contestada por todo o meio jurídico, mas diz que o caso será retomado assim que terminar o recesso judicial. O ministro Marco Aurélio Mello, que é relator do caso, já disse que a decisão ilegal, imoral e inconstitucional de Fux irá para a lata de lixo. Segundo Lauro Jardim, as explicações de Flávio Bolsonaro sobre as movimentações de Queiroz terão que ser mais convincentes do que as até agora apresentadas.

JORNAL DE JALES: EX-TESOUREIRA ÉRICA CARPI ESTÁ TENTANDO SE REDIMIR DOS PECADOS EM UMA IGREJA EVANGÉLICA

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cuja principal manchete destaca a tragédia que matou três jovens profissionais da saúde e enlutou três cidades – Jales, Mesópolis e Marinópolis. Duas delas -a médica Chimeni Campos e a dentista Luciane Leiko Suegai Kanawa – moravam em Jales, enquanto a terceira vítima, Luély Carla de Souza, era de Marinópolis. Em Mesópolis, onde elas prestavam serviços à Prefeitura da cidade, foi decretado luto oficial. O acidente que matou as três ocorreu em uma vicinal que leva a Mesópolis, quando elas estavam indo para o trabalho. O veículo em que viajavam levava mais duas pessoas, que escaparam com vida: o ex-vereador de Jales, Sérgio Nishimoto, e o funcionário da Sucen, Guilherme Matos Motta.

Destaque, igualmente, para o Sindicato dos Comerciários de Jales e região, que distribuiu mais de 800 kits escolares para filhos de comerciários de Jales e Santa Fé do Sul, com o objetivo de contribuir para a redução de gastos das famílias neste início de ano. O projeto educacional do Sindicato inclui, ainda, outros benefícios, como o curso de inglês de alto nível totalmente gratuito para filhos de associados com idade entre 09 e 16 anos. Os filhos de comerciários que não se encaixam na faixa de idade entre 09 e 16 anos também podem curso de inglês, com desconto de 50% nas mensalidades, conforme destacou a presidente do Sindicato, Maria Ramires.

O lançamento, no sábado, 12, de dois loteamentos de alto nível que irão comercializar quase 180 lotes nas proximidades do Hospital de Amor; a posse do novo presidente da Associação dos Engenheiros da Região de Jales, Fábio Andreu de Aro, que assumiu o cargo pregando a união regional; as experiências vivenciadas pelos 36 voluntários que participaram da 1ª Missão Univida na Amazônia; e os falecimentos da professora Jandyra Graziani Polizio, a dona Janda, aos 100 anos, e do radialista Nelson Iglesias, aos 76 anos, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o bem informado jornalista Deonel Rosa Júnior relata que a ex-tesoureira da Prefeitura de Jales, Érica Cristina Carpi, figura central na Operação “Farra no Tesouro”, estaria tentando espiar seus pecados em uma tradicional e rigorosa igreja evangélica da cidade. Fontes do colunista garantem que ela estaria se convertendo e frequentando os cultos da Congregação Cristã do Brasil, no templo da Avenida “Francisco Jalles”, ao lado do viaduto. Deonel está informando, ainda, que a irmã de Érica – Simone Carpi, igualmente envolvida nos malfeitos contra os cofres públicos – também estaria se voltando para a espiritualidade.

MARIA BETHÂNIA – “GRITO DE ALERTA”

Quem ouve Maria Bethânia cantando a dramática “Grito de Alerta” – uma canção de amor e de desamor também – jamais poderia imaginar que ela foi inspirada em, digamos assim, “uma baitolagem”.

Não por acaso, Nelsinho Motta, um grande conhecedor da música popular brasileira, classifica essa canção de Gonzaguinha, composta em 1979, como um “hino gay”, mas o tema homoafetivo passa despercebido a quem não conhece a história.

Dolorida e queixosa, “Grito de Alerta” foi inspirada nos desencontros amorosos de Agnaldo Timóteo – de quem Gonzaguinha era muito amigo – que, àquela altura do campeonato, vivia uma relação conturbada com seu namorado. No livro “Eu Não Sou Cachorro Não”, o autor Paulo César Araújo conta que foi o próprio Timóteo quem relatou a Gonzaguinha, em uma madrugada, suas brigas com o rapaz, também chamado Paulo César.

Comovido com a situação do amigo, Gonzaguinha escreveu “Grito de Alerta“, na qual uma personagem cheia de amor para dar suplica ao amado por paz no relacionamento.

Apesar de inspirada em Timóteo, a música foi entregue a Maria Bethânia, que, no ano anterior, tinha feito enorme sucesso com “Explode Coração“, também de Gonzaguinha. Não deu outra: o sucesso se repetiu e, no ano seguinte, “Grito de Alerta” foi incluída na trilha sonora da novela “Água Viva”.

Timóteo – que só ficou sabendo que a música era sobre ele quando já tinha sido gravada por Bethânia – foi o segundo a gravar “Grito de Alerta“, mas sem o mesmo sucesso da irmã de Caetano. Gonzaguinha, o compositor, foi o terceiro.

No vídeo abaixo, Bethânia, ainda sem cabelos brancos, interpreta “Grito de Alerta”. 

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