Categoria: Política

A LICITAÇÃO QUE NÃO FOI REALIZADA

No post anterior, dei alguns detalhes sobre a licitação que, segundo matéria do Jornal de Jales, não teria sido realizada. E, para que não pairem dúvidas, estou reproduzindo abaixo, as publicações do Diário Oficial do Estado sobre o assunto. A primeira delas, o aviso da abertura da licitação, foi feita no dia 12 de março de 2009:

PREFEITURA MUNICIPAL DE JALES – Aviso de Licitação – Modalidade Tomada de Preços – Processo nº 028/09 – Tomada de Preços nº  04/09 – Encontra-se aberta nesta Municipalidade a Tomada de Preços acima citada visando a contratação de Instituição de Ensino Superior para elaborar e ministrar curso de Pós-Graduação em Educação Inclusiva. Data para apresentação de propostas: até às 14:00 horas do dia 27 de março de 2009. O Edital completo encontra-se à disposição dos interessados para retirada na Divisão de Licitação, Compras e Materiais desta Municipalidade, situada à Rua Cinco, nº 2266, ao custo de R$ 30,00 (trinta reais). Todos os esclarecimentos poderão ser obtidos no endereço supra ou pelo telefone (17) 3622-3000 – Ramais 3033 ou 3056. Jales-SP, 06 de março de 2009. Humberto Parini – Prefeito Municipal.

A abertura dos envelopes contendo a documentação das empresas participantes aconteceu no dia 27/03/09, mesmo dia em que o prefeito assinou a famosa Certidão. Nesse dia, o representante da outra empresa, senhor Aroldo Antonio, que veio de Belo Horizonte especialmente para participar da licitação, questionou a falta de alguns documentos nos papéis da Instituição Soler de Ensino. Transcorridos os prazos para apresentação de defesa, a Comissão de Licitação concluiu que o senhor Aroldo Antonio tinha razão, e inabilitou a Instituição Soler. Reparem no nome do presidente da Comissão de Licitação e vocês descobrirão porque este aprendiz de blogueiro sabe de tantos detalhes:  

Habilitação/Inabilitação – Processo nº. 028/09 – Tomada de Preços nº. 04/09 – Ante o exame dos documentos de habilitação apresentados na Tomada de Preços acima e o parecer exarado pela Procuradoria Geral do Município, a Comissão Julgadora de Licitação decide HABILITAR a licitante Pitágoras Sistemas de Educação Superior S/Ltda e INABILITAR a licitante Instituição Soler de Ensino, ficando aberto o prazo recursal de 05 (cinco) dias úteis. Em não havendo interposição de recursos, fica, desde já, designado o dia 29 de abril de 2009 para abertura do envelope proposta. Jales-SP, 14 de abril de 2009. Valdir José Cardozo – Presidente da Comissão Julgadora de Licitação.

Finalmente, depois de toda a confusão que se armou por conta dos boatos sobre a Certidão, o senhor prefeito buscou uma saída e a encontrou em alguns cursos que seriam oferecidos, gratuitamente, pela UAB. O representante da Pitágoras, senhor Aroldo Antonio, chegou a questionar verbalmente a decisão do prefeito, alegando que os cursos da UAB não tinham a mesma validade dos cursos de pós-graduação que estavam sendo licitados, mas, depois de algumas conversas, ele decidiu esquecer Jales. A revogação da licitação foi publicada no dia 09/05/09:

REVOGAÇÃO – Processo nº 028/09 – Tomada de Preços 04/09 – Em razão da ocorrência de fato superveniente e ante o interesse público, conforme parecer da Procuradoria Geral do Município. REVOGO o presente processo. Jales, 08 de Maio de 2009 – Humberto Parini – Prefeito Municipal.

Um último detalhe: no dia em que o prefeito emitiu a Certidão, a dívida da Instituição Soler, com IPTU, era de R$ 48.991,01, sendo que parte já estava na Dívida Ativa e outra parte já estava sendo ajuizada. A exceção que se pretendia conceder à empresa é tão mais grave, quando se sabe que, apesar de a Prefeitura estar devendo para muitos fornecedores, o secretário de Finanças, Rubens Chaparim, não admite que o Departamento de Compras do Município adquira um parafuso sequer de alguma empresa que esteja em débito com a municipalidade. Muitas vezes, os rapazes do Departamento de Compras são obrigados a comprar por preços mais altos e em empresas de outras cidades, por conta desse critério. Mas toda regra, como se pode perceber, tem exceção.

O FATO E AS VERSÕES

No jornalismo existe uma máxima, segundo a qual, em muitos casos, a versão interessa mais do que o fato. Neste domingo, dois jornais locais publicaram matérias sobre o pedido de abertura de uma CEI na Câmara Municipal para investigar a emissão de Certidão Negativa de Débitos, com declaração supostamente falsa.

No jornal A Tribuna, a informação de que os vereadores, apesar das pressões para que retirassem suas assinaturas, acabaram confirmando o pedido de CEI. A informação veio acompanhada de declarações de três dos cinco vereadores que assinaram o pedido – Jota Erre, Tatinha e Macetão – onde eles deram suas justificativas. A matéria traz também a opinião do vereador Luís Especiato e as conclusões do delegado José da Cruz Almeida, mas, de outro lado, mostra as incoerências entre os depoimentos do prefeito Humberto Parini e do funcionário Ailton Vieira de Souza, e, no mínimo, duas inverdades do prefeito que ficaram como verdadeiras.

O jornal informou que a compensação de créditos alegada pelo prefeito, ao contrário do que ele afirmou ao delegado, não foi formalizada. Informou, igualmente, que a compensação de créditos está prevista no Código Tributário Nacional, mas necessita ser autorizada por lei aprovada pela Câmara, o que não ocorreu. Por fim, a Tribuna publicou, na íntegra, a nota distribuída pela Prefeitura, com a versão do prefeito a respeito do assunto. Praticamente, todos os ângulos do caso foram abordados na matéria de A Tribuna, cabendo ao leitor tirar suas próprias conclusões.

No Jornal de Jales, nós tivemos uma versão, digamos assim, mais palaciana. O jornal deu destaque para o discurso do vereador Luís Especiato, que considerou a abertura da CEI uma irresponsabilidade e uma falta de respeito  para com a polícia. Da mesma forma, o JJ também realçou o relatório do delegado, destacando que o inquérito ouviu o prefeito, um servidor público e diretores da empresa beneficiária da Certidão. Na chamada para a nota distribuída pela Prefeitura, o jornal repetiu o velho bordão do prefeito sobre “interesses inconfessáveis e chantagens”. E os vereadores que solicitaram a CEI não foram ouvidos. Enfim, quem leu apenas a matéria do Jornal de Jales, deve estar, a essa altura do campeonato, condenando os vereadores e canonizando o prefeito, um santo homem.

Mas o Jornal de Jales acabou prestando um grande serviço ao citar os nomes das empresas envolvidas, coisa que vinha sendo evitada, inclusive por este blogueiro. De agora em diante, as informações sobre o caso não precisarão mais omitir que a Instituição Soler de Ensino foi a empresa favorecida com a questionada Certidão. Por outro lado, em certo ponto de sua matéria, o Jornal de Jales informou que a Certidão não teve qualquer efeito prático, já que seria utilizada para que a ISE participasse de uma licitação que não se realizou. Ledo e Ivo engano! 

Se essa informação partiu do prefeito, mais uma vez ele faltou com a verdade. A licitação foi realizada, sim senhor, e a Certidão com declaração falsa foi utilizada pela Instituição Soler de Ensino na fase de habilitação. E mais: assim que o caso começou a ecoar pelos corredores da Prefeitura, um dos principais assessores do prefeito chegou a sugerir que a Certidão fosse “retirada” do processo licitatório, o que não foi aceito pela Comissão de Licitação. E mais: o prefeito tinha um grande interesse – não sei se inconfessável ou não – em que a Instituição Soler de Ensino ganhasse a licitação, por isso forneceu a Certidão. Até o preço, algo em torno de R$ 145 mil, já estava mais ou menos acertado.

E mais ainda: a Instituição Soler de Ensino acabou inabilitada (desclassificada) pela Comissão de Licitação por falta de outros documentos. Com a inabilitação da Instituição Soler, restou apenas uma concorrente na licitação, a Pitágoras Sistemas de Ensino Superior S/C Ltda, de Belo Horizonte. E ainda mais: com a desclassificação da Instituição Soler e mais os boatos sobre a Certidão, o prefeito arrumou um pretexto oficial para revogar a licitação. Ele alegou que a UAB iria oferecer, gratuitamente, cursos de Gêneros e Diversidades, os quais, em tese, substituiam os cursos de pós-graduação em Educação Inclusiva objeto da licitação. A revogação foi efetivada no dia 08/05/09, quarenta e um dias depois dos fatos.

Resumo da ópera: na minha opinião, Salvo Melhor Juízo, tentou-se fraudar uma licitação com uma Certidão que trazia declaração falsa. O resto é resto! Mas o assunto ainda não está esgotado.

ATRASO NAS OBRAS DA EUCLIDES DA CUNHA AFASTA ALCKMIN DE AGENDA NA REGIÃO

A notícia está no jornal eletrônico DiárioWeb, edição deste domingo:

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), só visitará a região de Rio Preto após o início das obras de duplicação dos 191,4 quilômetros da rodovia Euclides da Cunha entre Mirassol a Rubinéia. O governo vai descumprir a promessa assumida pelo secretário Estadual de Transportes, Saulo de Abreu, de que a obra seria iniciada até a próxima quarta-feira, dia 9. A obra, que já foi licitada, vai custar R$ 773,7 milhões. “O Alckmin só virá à região com máquinas e homens trabalhando”, diz um interlocutor do governador.

Alckmin afirmou a aliados próximos, durante a semana passada, que só virá à região depois de iniciada a obra. Enquanto isso, mesmo com outros projetos já concluídos e à espera de inauguração, o governador quer evitar desgaste junto à população, já que sabe que as cobranças virão. No ano passado, durante o processo eleitoral, o ex-governador Alberto Goldman assinou ordem de serviço para o início imediato da obra, o que só ficou no papel. A duplicação não foi iniciada e o ato soou como eleitoreiro até mesmo para aliados tucanos.

A justificativa para os atrasos é que o governo promove “ajustes burocráticos” para iniciar oficialmente as obras da duplicação da SP-320. “Um ano e meio e não desenrolam essas questões burocráticas”, afirmou o deputado estadual eleito Carlão Pignatari (PSDB), ex-prefeito de Votuporanga. De acordo com Pignatari, algumas prefeituras ainda não aprovaram leis municipais repassando ao Estado áreas que serão usadas para a duplicação da rodovia. Esse fato foi confirmado ainda pelo secretário estadual de Gestão, Julio Semeghini. “Se não estiver enganado faltam duas prefeituras promoveram a transferência de imóveis para o Estado”, disse Semeghini.

Entre os municípios que teriam de repassar imóveis ao Estado estão uma área em Bálsamo, duas em Tanabi, uma em Votuporanga, uma em Valentim Gentil, três em Fernandópolis, uma em Estrela d’Oeste, uma em Jales, uma em Urânia e cinco em Santa Salete. Em relação as áreas particulares, serão desapropriadas cerca de 500 imóveis, que custarão R$ 26 milhões ao governo estadual.

Alckmin tenta fechar a documentação exigida para iniciar a obra que tem como objetivo reduzir o número de acidentes na rodovia SP-320. Após as desapropiações serem finalizadas, a Cetesb dará sinal verde para o início da duplicação. Segundo Semeghini, a meta prevista pelo governo é que a obra seja iniciada nos próximos 15 dias. “As empresas que venceram a licitação já estão contratando mão-de-obra”, afirmou o secretário Estadual de Gestão.

CARNAVAL, FEIJOADA E POLÍTICA

Hoje fui ao Clube do Ipê para registrar fotograficamente a decoração do Carnalegria que acontece a partir desta noite chuvosa de sábado. Encontrei por lá o Paulinho Viana, o Fábio Lima e o Cléber Marcato, da Banda Vip. A presença da Banda Vip, com o Paulinho e a Isa Frassato nos vocais é garantia de qualidade para os bailes de carnaval promovidos pela Prefeitura, em parceria com o Clube do Ipê. Segundo me informaram, serão três bailes noturnos – hoje, amanhã e segunda-feira – e duas matinês – domingo e terça. E uma parcial da decoração, muito bonita, pode ser vista na foto aí do lado.

E já que eu estava lá no Clube do Ipê, aproveitei também para marcar presença na reunião do “senadinho”, que acontece todas as manhãs/tardes de sábado lá no bar do clube, sob a coordenação do presidente Martini. Entre os prefeituráveis, apenas o Garça e o favorito Paulinho Mariani foram apreciar a deliciosa feijoada preparada pela Neca e pelo Ruy Xavier. Os outros prováveis candidatos – Nice, Flá, Clóvis e Especiato – não apareceram.

Entre os “senadores” presentes, estavam o presidente do PMDB, João Missoni Filho; o secretário do partido, Paulo Sérgio Silva; o virtual presidente do PSDB, Carlos Roberto Cardoso da Silva,  Cardosão; o Toninho Cruz, do PPS; o vereador Serginho Nishimoto, do PTB; o Juliano Matos, o Ricardo Junqueira, o Nadilson Leonel, o Jesus Henrique Zupirolli, e outros.

O assunto principal foi, é claro, política. E, pelo que eu pude sentir, parece que o Garça está mesmo bastante animado com a possibilidade de ser candidato a prefeito. João Missoni, ali do lado, garantiu que, dessa vez, Garça terá o apoio do partido. E o Cardosão me confidenciou que a idéia é tentar fazer uma frente ampla para desbancar o PT. “O mais difícil vai ser convencer a Nice a vir com a gente; os demais (Clóvis e Flá) aceitam dialogar”, me disse o tucano.

Pois é, estamos a dezessete meses das eleições municipais, mas a disputa pela sucessão do prefeito Parini já está começando a esquentar. Ah!, ia me esquecendo de dizer que o vereador Rivelino Rodrigues está bem cotado para vice. É isso.

BRUNA FURLAN, A NOVA MUSA DO CONGRESSO

A bela deputada paulista ocupa o mesmo gabinete que foi de Rita Camata, e buscará seguir o exemplo dela para provar que não é só um rosto bonito.

(por Fábio Góis, do Congresso em Foco)

É quase unanimidade: Bruna Furlan (PSDB) é uma bela parlamentar. A paulista de 27 anos, terceira deputada federal mais votada de São Paulo (décima em todo o país, com 270.611 votos), acomoda sua beleza no mesmo recinto em que outra deputada-musa o fazia em Brasília, em legislaturas anteriores: o gabinete 836 da Câmara dos Deputados, usado em cinco mandatos por Rita Camata, que não conseguiu se eleger senadora pelo PSDB do Espírito Santo.

Mas Bruna diz que o rótulo de beldade também atribuído à “musa da Constituinte”, como Rita era costumeiramente chamada, não tem a menor importância. “Quero ser conhecida pelo meu trabalho. O que é bonito para um não é para outro, então eu procuro não me apegar à questão da vaidade”, sentenciou a tucana, formada em Direito e diretora da Associação dos Amigos de Crianças com Deficiências Físicas e Mentais (AACD). O amparo às pessoas com necessidades especiais será o eixo da atuação parlamentar de Bruna.

Há ainda outro detalhe curioso: há dez anos, o gabinete havia sido ocupado pelo pai de Bruna, Rubens Furlan, hoje prefeito de Barueri (SP). “Fizemos um requerimento, não houve objeção e a gente conseguiu [ocupar o gabinete]. O que me deixa muito feliz, porque eu trilhei os caminhos por onde meu pai passou, e isso me dá muita honra”, declarou Bruna, que demonstra a fidelidade à tradição política da família em vídeo postado no Youtube, à época da campanha eleitoral. “Eu costumo dizer que respiro política porque meu pai exala política.”

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CEI DA FALSIDADE IDEOLÓGICA: PREFEITURA DIVULGA NOTA À IMPRENSA

A Prefeitura de Jales distribuiu, na manhã desta sexta-feira, nota à imprensa onde contesta o pedido de abertura da CEI da Falsidade Ideológica. Nem vou perder tempo contestando as mentiras que estão colocadas sobre a vereadora do PT. Mas, vejam vocês o nível de alguns professores universitários. É a segunda vez que o professor Léo Huber – chefe de gabinete do prefeito e, muito provavelmente, o autor das mal-traçadas que reproduzo abaixo – grafa a expressão “caçar o mandato” assim mesmo, com o cê cedilha. Tenho apenas o terceiro colegial, mas, desde o ginasial, aprendi com o saudoso professor José Camargo a diferença entre “caçar” e “cassar”. Vamos à Nota:  

Nota a Imprensa:

CEI DA CERTIDÃO.

 Considerando a criação de mais uma CEI na Câmara Municipal de Jales, em consideração aos jalesenses, tomamos a liberdade de reproduzir a conclusão do inquérito policial sobre o assunto de emissão de Certidão Negativa da Prefeitura em benefício de instituição tradicional de Jales. Sobre o assunto o inquérito policial concluiu que não houve “… prática de falsificação de documento público…, nem tampouco certidão ou atestado ideológicamente falsos”. Nesta segunda parte da conclusão o inquérito policial lembra que para tal falsidade ocorrer, seria necessário “… o dolo específico” o que é previsto, ainda segundo o inquérito, pelo Art. 299 do Código Penal.

Sobre a intempestiva mobilização dos vereadores de oposição em propor a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o assunto da Certidão dois anos após a emissão desta, da qual já tinham conhecimento por igual período e, considerando que a data da finalização do inquérito foi no dia 04 de Fevereiro de 2011, tudo sugere que vereadores estavam na “espreita” do resultado do Inquérito Policial. Como este frustrou as expectativas de alguns, imediatamente protocolaram o pedido de criação da CEI.

            Os interesses envolvidos na criação desta nova CEI, nem sempre são publicáveis, mas não custa lembrar que a vereadora do PT há tempos se declarou inimiga pessoal do Prefeito e que não descansará enquanto não caçar seu mandato. Tal determinação sugere que recursos estranhos podem também ser utilizados, inclusive esta CEI. A ira da vereadora tem a ver com a negativa do Prefeito em não atender sua chantagem de torná-la Presidente da Câmara Municipal de Jales no exercício de 2009. Caso o Prefeito não a atendesse esta não devolveria no prazo combinado recursos financeiros que sobraram na câmara a tempo da Prefeitura saldar compromissos financeiros já programados, o que poderia tornar o Prefeito inelegível.

Ainda em torno desta mesma CEI, na última semana o Prefeito foi procurado pelo irmão do vereador Henrique Vioto, que em troca da retirada de sua assinatura no pedido da CEI, exigia documento escrito, assinado e reconhecido firma onde o Prefeito se comprometesse a retirar da justiça o processo de cassação de seu mandato por infidelidade partidária por desfiliar-se do partido pelo qual foi eleito. Como se fosse pouco, o irmão em nome de Vioto, pediu também participação no governo, o que na prática poderia significar a indicação de alguém da confiança do Vereador, possivelmente o próprio irmão, em cargo de livre nomeação. Evidentemente o Prefeito não atendeu a mais esta chantagem.

            O empresário jalesense que necessitava da Certidão expedida, e que agora querem questionar, representa instituição de referência, tradição e respeito. Este se empenhou seriamente em convencer os vereadores de desistirem da CEI, mas, mesmo diante das evidências da ausência de crime também não foi atendido. Infelizmente o que observamos são interesses menores influenciando a ação política de vereadores. Normalmente estes se escondem atrás de bandeiras como zelo do bem público, defesa dos interesses do município e do povo de Jales. São bandeiras nobres com as quais o Prefeito tem compromisso efetivo, mas que não podem servir de esconderijo para interesses particulares, que, como diz o filósofo Locke, muitas vezes são inconfessáveis.

            A ação inconseqüente de alguns vereadores gera graves prejuízos à administração municipal e aos interesses da cidade, criando obstáculos para o desenvolvimento de Jales.

BOA NOTÍCIA: BEIJOQUEIRO ITAMAR BORGES RECUPERA CADEIRA NA ASSEMBLÉIA

Deu no site de notícias Correio Santa Fé, ontem:

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Superior Tribunal Federal) concedeu liminar favorável ao recurso de Uebe Rezeck, que havia sido condenado em processo da lei de “ficha limpa”, o que tirava os votos do partido e, consequentemente, diminuía uma vaga do PMDB para a Assembleia Legislativa, vaga essa que seria atribuída ao Itamar Borges.

Com essa decisão, o STF já comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (Brasília) e ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, solicitando a diplomação de Uebe Reseck como primeiro suplente do PMDB ao cargo de Deputado Estadual de São Paulo.

Significa dizer que os votos atribuídos ao candidato Uebe Rezeck são devolvidos ao partido, garantindo a 5ª vaga de deputado ao PMDB, fato que coloca novamente Itamar Borges como eleito para ocupar essa 5ª vaga de deputado estadual.

Assim, está garantida a diplomação de Itamar como deputado eleito e sua posse, numa das 94 cadeiras da ALESP, no próximo dia 15 de março.

DILMA EXCLUI PDT DE REUNIÃO COM LÍDERES ALIADOS

E a presidenta Dilma dá mais uma demonstração de que, com ela, o buraco é mais embaixo. Vejam a notícia do site Congresso em Foco, veiculada agora há pouco:

A presidenta Dilma Rousseff está reunida, no Palácio do Planalto, com 15 líderes de partidos da base aliada na Câmara. Dilma excluiu da lista de convidados o líder do PDT na Casa, Giovani Queiroz (PDT-PA). Ao todo, nove deputados do partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, votaram contra a proposta que elevou o salário mínimo para R$ 545.
 
No encontro, segundo as lideranças, Dilma deve agradecer pela votação maciça da base ao salário mínimo e pedir apoio à correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5%. Uma medida provisória está para ser enviada ao Congresso reajustando a tabela em percentual inferior aos 6,46% reivindicado pelos sindicalistas.

Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), a presidenta admitiu na semana passada retomar as negociações com as centrais, mas só após o envio da proposta à Câmara. Com a MP, a faixa de isenção do IR deve passar de R$ 1.499 para R$ 1.566.

LÉO HUBER DIZ QUE VOTAÇÃO DOS ALIADOS DE PARINI ATRAPALHA LIBERAÇÃO DE VERBAS

O assunto já foi abordado em matéria do jornal A Tribuna, mas vale a pena repetir. Léo Huber, o chefe de gabinete do prefeito Humberto Parini, colocou no papel aquilo que todo mundo já desconfiava: a pífia votação alcançada pelos deputados do PT e outros aliados do prefeito Parini, nas eleições de 2010, aqui em Jales, estaria criando dificuldades extras para a liberação de recursos federais pleiteados pela nossa cidade.

Foi isso que Huber afirmou no memorando 103/2011, que ele enviou à Câmara em resposta ao questionamento que alguns vereadores fizeram a respeito dos dois viadutos prometidos por Parini na campanha eleitoral de 2008.

Como se sabe, nas eleições de 2010, os candidatos a deputado federal pelo PT obtiveram, todos juntos, apenas 1.770 votos em Jales. Já os candidatos a deputado estadual ficaram com menos ainda: apenas 1.500 votos. Em ambos os casos, votações ridículas. Registre-se que, depois das eleições, não se tem notícia sobre a vinda de algum deputado do PT a Jales. Há uns quinze dias, o deputado federal Devanir Ribeiro, que vinha frequentemente a Jales, esteve em Fernandópolis, mas, até onde se sabe, não deu o ar de sua graça por aqui.

O gabinete do deputado Devanir Ribeiro, em Brasília, era praticamente uma embaixada de Jales, onde o prefeito Parini recebia tratamento vip, sempre muito bem ciceroneado pela simpática Graça, uma eficiente assessora do deputado. E o que o deputado ganhou com isso? 131 votos! Isto é, quase nada.

E isso tem explicação: durante a campanha eleitoral, o nosso prefeito não se empenhou em pedir votos para Devanir. Muito pelo contrário! Ele preferiu destacar alguns de seus principais assessores para pedir votos pro mensaleiro Valdemar da Costa Neto(PR). E o que é pior: com apenas 186 votos em Jales, Valdemar também ficou descontente com o “apoio” do prefeito.

Outro que parece ter ficado descontente é o deputado federal Arlindo Chinaglia(PT). Ele foi um dos deputados que mais deu respaldo aos pleitos de Parini, em Brasília. Quando era presidente da Câmara Federal, o terceiro cargo mais importante da República, Chinaglia pegou um avião em Brasília e veio a Jales para apoiar Parini, àquela altura disputando a reeleição. E qual foi a retribuição do prefeito? Quase nenhuma! Chinaglia obteve, em Jales, parcos 183 votos. Consta que, depois das eleições, Parini ainda teve coragem de passar pelo gabinete de Chinaglia e, segundo fontes, teria ouvido de um assessor do deputado uma pergunta inesperada:

 – O senhor tem certeza de que está no lugar certo? – teria perguntado o assessor ao nosso prefeito.

Deve ser por isso que até o Léo Huber, o mais próximo assessor do prefeito, já está admitindo que o Ibope de Parini, em Brasília, não é dos mais altos.

CIDINHA CAMPOS

Nos últimos dias, pelo menos três pessoas – o Chico Melfi, o Célio e a Márcia – me mandaram o vídeo com o famoso discurso da Cidinha Campos, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Por conta desse discurso, em março do ano passado a Cidinha virou um fenômeno nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook, além do Youtube, com repercussão inclusive em outros países de língua portuguesa, como Portugal, Moçambique e Angola.

Os mais novos talvez não saibam, mas, ao contrário do que o vídeo deixa transparecer, Cidinha Campos já foi uma moça delicada e de fala suave. Mas sempre foi muito corajosa. Nos anos 70, as tardes de domingo eram preenchidas pelo programa Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi, onde a Cidinha Campos – ao lado de outras figuras como o maestro Erlon Chaves, o Sérgio Bittencourt, o Clécius Ribeiro e a Márcia de Windsor – era uma das juradas. Ela era uma das encarregadas de julgar os calouros que apareciam no programa. Alcione e Emílio Santiago, por exemplo, foram revelados pelo programa Flávio Cavalcanti.

Antes do programa Flávio Cavalcanti, ela já havia participado de novelas, mas só ficou mais conhecida em 1967, como uma das protagonistas do humorístico “Família Trapo“, da TV Record. No rádio, ela fez de tudo, inclusive jornalismo esportivo. No dia em que Pelé fez o milésimo gol, Cidinha Campos o entrevistou no gramado, uma coisa impensável para uma mulher, naquela época.

Na política, ela começou em 1990, como deputada federal. Em 1992, Cidinha Campos denunciou a máfia do INSS, que terminou com algumas pessoas – inclusive juízes – na cadeia. Em 1998, ela foi eleita deputada estadual no Rio de Janeiro e depois reeleita em 2002 e 2006. Em 2010, Cidinha foi novamente reeleita. Já o deputado José Nader, a quem ela espinafra no vídeo, não conseguiu a reeleição. Se você ainda não viu o vídeo, vale a pena ver. São só 7 minutos.

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