Arquivos mensais: agosto 2020

IMAGEM

Quem disse que vereador não trabalha? Olha aí o vereador Deley “dando duro” na revitalização da Praça “Antonio Pedro da Silva”, no Jardim Novo Mundo. Roubei a foto do feiçibuque da minha amiga e comunicadora Mariângela Vergílio, que também ajudou a repaginar a praça.

Falando em Deley, ele está prometendo surpresas na sessão de segunda-feira. As surpresas, segundo fontes fidedignas, terão a ver com a chamada “CEI das Casinhas”. Aguardemos!

JORNAL DE JALES: CARTA DA CNBB COM CRÍTICAS AO GOVERNO BOLSONARO FOI ASSINADA PELOS BISPOS DE JALES

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cuja principal manchete – “Choque de requerimentos de informações faz Câmara instalar CEI” – destaca a iniciativa dos vereadores jalesenses que resolveram abrir uma investigação a respeito de supostas irregularidades na construção das 99 moradias do problemático conjunto habitacional “Honório Amadeu”. Segundo a matéria, antes da sessão camarária de segunda-feira, a hipótese da instalação de uma CEI era considerada improvável, mas dois requerimentos que solicitavam informações a respeito do caso acabaram desaguando na abertura de uma investigação. Além da matéria, o jornal traz entrevista com o ex-vereador Júnior Rodrigues, um dos personagens dessa história.

Destaque, igualmente, para matéria sobre a carta assinada por 152 bispos da Igreja Católica, com pesadas críticas ao governo de Jair Bolsonaro. Segundo o jornal, entre os 152 signatários da carta, que foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, estão o bispo diocesano de Jales, dom Reginaldo Andrietta, e o bispo emérito, dom Demétrio Valentini. Na carta, os bispos criticam a incapacidade e a inabilidade do governo federal no enfrentamento de crises. “Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo das milhares de mortes pela covid-19”, diz um trecho da carta.

A sentença da Justiça Federal de Jales, que condenou a União e dois estados a pagar indenização de R$ 500 mil à família do militante Ruy Carlos Berbet, morto pela ditadura militar em 1972; os números da covid em Jales e a taxa de ocupação dos leitos da Santa Casa; as emendas impositivas aprovadas pela Câmara, que irã destinar R$ 1,5 milhão do orçamento municipal para entidades de Jales; o artigo da professora Ayne Regina Gonçalves Salviano sobre piratas pós-modernos; e as reminiscências do nosso historiador Genésio Mendes Seixas – hoje um pacato e ilustre cidadão de Tanabi – sobre fogões de lenha, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior comenta a estranheza do meu ex-companheiro de trabalho no Banco do Brasil, o padre Valdair Rodrigues, diante do reduzido número de caminhoneiros que foram receber a tradicional benção ministrada há 32 anos no Dia do Motorista, em 25 de julho.  Deonel relata que o sacerdote postou, em suas redes sociais, uma reflexão mesclada com leve alfinetada: “Hoje, me questionei sobre a benção dos veículos. Será a pandemia ou pela ausência da festa que muitos caminhoneiros não compareceram? Qual é então a motivação maior: a benção ou o festejo?”.

GAL COSTA E RUBEL – “BABY”

Composta por Caetano Veloso a pedido de sua irmã Maria Bethânia, a música “Baby” acabou sendo associada à voz de Gal Costa. Em seu livro “Verdade tropical”, Caetano conta que Bethânia, ao encomendar-lhe a música, sugeriu que ela se chamasse “Baby” e terminasse com a frase “leia na minha camisa, Baby, I love you”.

 

A sugestão de Bethânia foi inspirada nas camisetas utilizadas por jovens da época, estampadas com a frase “I love you”. Corria o ano de 1968 e Caetano resolveu que a canção seria incluída no icônico LP coletivo “Tropicália” ou “Panis et Circences”, que inaugurou o movimento tropicalista, com Caetano, Gil, Tom Zé, Mutantes, Nara Leão e Gal Costa.

 

Maria Bethânia preferiu ficar de fora do disco. Ela – que não gostou de ter sido taxada de musa da canção de protesto, por “Carcará”, não queria se vincular a nenhum movimento artístico. Sobrou, então, para Gal gravar “Baby”, que se transformou no seu primeiro grande sucesso.

 

Depois disso, Gal incluiu outras versões dessa canção em outros quatro discos – a maioria ao vivo, como é o caso do seu “Acústico” – todas muito bonitas, mas nenhuma tão significativa quanto a versão original, que teve arranjo do maestro Rogério Duprat e uma pequena participação de Caetano ao final, com um contracanto de “Diana”, o sucesso de Paul Anka.

 

Maria Bethânia não participou do disco “Tropicália”, mas, naquele mesmo ano de 1968 incluiu “Baby” no histórico show “Recital na Boate Barroco”, que virou disco. No show, antes de cantar a música, Bethânia faz questão de dizer: “vou cantar uma música que o Caetano fez pra mim; o nome dela é Baby”.

 

Rita Lee, que participou do disco “Tropicália”, também a gravou, mas “Baby”, definitivamente, é de Gal. Tanto que ela está lançando uma nova versão – a sexta – dessa vez com a participação do cantor e compositor fluminense Rubel, em gravação mais uma vez ao vivo, registrada em fevereiro passado. O single foi lançado ontem, 31 de julho. Vejam – e ouçam – o vídeo:

EM TEMPOS DE PANDEMIA, JULHO FOI, POR ENQUANTO, O MÊS MAIS CRUEL

Na poesia de Vinícius de Moraes (“Soneto de Maio”), abril é o mês cruel. Não se sabe exatamente por quais motivos o poetinha carregava essa má impressão de abril, mas é possível que, se vivo fosse, concordaria conosco que neste 2020 – um ano pra esquecer – julho foi, por conta do coronavírus, o mês mais cruel. Pelo menos, por enquanto.

No dizer do jornal O Extra, de Fernandópolis, “julho escancarou o peso da pandemia na região”. Para chegar a essa conclusão, o jornal esgrimiu números. Segundo a matéria, assinada pelo jornalista Gustavo Jesus, Fernandópolis saltou de 499 casos positivos da covid ao final de junho, para 1.229 casos, ao final de julho. Já os óbitos eram 05 em 30 de junho. Ontem, 31 de julho, já eram 18.

A matéria do Gustavo não cita os números de Jales, mas eu fui atrás deles. Em 30 de junho, nossa pacata urbe contabilizava 216 casos positivos e 02 óbitos. Ontem, 31 de julho, o boletim distribuído pela Prefeitura registrava 605 casos positivos e 08 óbitos. Menos mal que a taxa de letalidade de Jales é uma das menores do estado, mas, mesmo assim, lá se foram 06 vidas em julho, levadas por essa cruel “gripezinha”.

Em Votuporanga, o mês de julho foi muito mais cruel. Quando junho findou, Votuporanga tinha apenas 01 óbito pela covid. Ontem, a cidade já registrava 43 óbitos causados pelo coronavírus e mais 01 sob suspeita. Ou seja, nos 31 dias de julho, pelo menos 42 vidas foram ceifadas pela covid. Já os casos positivos, em Votuporanga, foram de 493 para 1.606 em julho.

Em Santa Fé do Sul, julho foi igualmente cruel. Em 30 de junho, a vizinha estância turística tinha 83 casos confirmados e 03 óbitos causados pela covid. Ontem, quando julho terminou, Santa Fé do Sul contabilizava 430 casos positivos e 18 óbitos.

Em seu soneto, Vinícius dizia que os irmãos junho e julho morriam de inveja de maio, enquanto este, friamente, preparava as catástrofes de agosto. Tomara que o Vininha esteja errado e que agosto não seja ainda mais catastrófico do que já foi julho.

Em tempo: Como se pode ver no boletim lá de cima, Jales chegou aos 625 casos positivos neste 1º de agosto. Dos 20 casos confirmados nas últimas 24 horas, 09 se referem a mulheres e 11 são homens, incluindo um adolescente de 12 anos. Agosto começou sem nenhum óbito, felizmente.

A TRIBUNA: ÍNDICE DE MORTES PELA COVID EM JALES É QUATRO VEZES MENOR QUE A TAXA DE LETALIDADE ESTADUAL

No jornal A Tribuna deste final de semana, a manchete principal destaca a abertura da chamada “CEI das Casinhas”. A notícia diz que, finalmente, a Câmara Municipal de Jales abriu, na segunda-feira, 27, uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os múltiplos problemas do conjunto habitacional “Honório Amadeu”, que atingem pelo menos 40 das 99 moradias. A matéria informa que, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, são necessárias quatro assinaturas para a abertura de uma investigação, sendo que a “CEI das Casinhas” já tinha a adesão de três vereadores – Macetão, Tupete e Zanetoni – mas só se tornou realidade depois da adesão do vereador Chico do Cartório, que deu a quarta assinatura. Depois dele, todos os demais vereadores decidiram apoiar a criação da CEI.

O jornal está destacando, também, que a taxa de letalidade da covid-19 em Jales está abaixo das médias estadual, nacional e mundial. De acordo com a matéria, Jales tem uma taxa de mortes por casos positivos de coronavírus quatro vezes menor do que a média registrada no estado de São Paulo. No município, apenas 1,1% das pessoas infectadas evoluíram para óbito, enquanto no estado a taxa de letalidade é de 4,3% dos contaminados. Em Fernandópolis (1,6%) Votuporanga (2,3%), São José do Rio Preto (2,7%) e Santa Fé do Sul (4,4%) as taxas são maiores que a de Jales. 

A testagem em massa nos servidores municipais que trabalham no Paço Municipal; a decisão da Justiça Federal de Jales, que determinou o pagamento de indenização de R$ 500 mil à família do Ruy Carlos Berbet, morto pela ditadura militar em 1972; a pressão de comerciantes para a flexibilização da abertura do comércio em Santa Fé do Sul; a morte de Marcinho Costa, um dos radialistas mais queridos da região, vítima da covid; a campanha de carinho virtual aos idosos do Lar dos Velhinhos de Jales; a atuação da Polícia Civil de Jales, que recuperou gado furtado e prendeu um dos ladrões; e o Dia D da vacinação contra o sarampo, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, informações sobre os rumores que correm pela cidade, dando conta de que a secretária de Agricultura e Pecuária, Sílvia Avelhaneda Pigari, teria procurado o prefeito Flá Prandi para pedir demissão do cargo, depois de um suposto desentendimento com o vereador Deley. O vereador confirma que esteve com a secretária para pedir melhorias em um estrada rural, mas nega que tivesse qualquer atrito com ela. Se Sílvia pediu ou não demissão, não se sabe. O que se sabe é que ela, dizendo-se cansada, solicitou férias. Na página de opinião, artigo do advogado Gustavo Alves Balbino trata do novo marco regulatório do Saneamento Básico.

EX-ALIADO ACUSA EDUARDO BOLSONARO DE FAZER RACHADINHA COM ADVOGADA E USAR DINHEIRO PÚBLICO PARA COMPRAR APARTAMENTO

Trecho inicial de reportagem da revista IstoÉ, desta semana, com o título “As estrepolias de Eduardo malvadeza”:

O tempo fechou no último final de semana entre os deputados Eduardo Bolsonaro (suspenso do PSL-SP) e Julian Lemos (PSL-PB), vice-presidente nacional do partido pelo qual o presidente Bolsonaro elegeu-se presidente da República e o 03 tornou-se o deputado federal mais bem votado da história do País, com 1,8 milhão de votos.

A troca de ataques começou com Eduardo humilhando Julian, que é uma espécie de tesoureiro do PSL e principal aliado do deputado Luciano Bivar, presidente nacional da legenda: ambos romperam com o presidente e seus familiares, o que levou-os a deixarem o partido e tentarem criar o Aliança pelo Brasil, que não saiu do papel.

Dudu malvadeza, como é conhecido no PSL de oposição aos Bolsonaros, disse que Julian era “pau de arara, favelado e traíra”. Tudo porque Julian é paraibano e a família presidencial não prezaria muito quem nasce nesse estado.

Julian ficou ofendido. “Sabe qual problema de um ladrão arrogante? É achar que um nordestino como eu tem medo de algo ou de alguém. Pela minha honra eu não tenho limites. Ela é a única coisa que eu tenho. Em setembro eu avisei. Não mexe comigo”, foi como Julian reagiu aos ataques de Eduardo.

Mas, logo na sequência, o parlamentar paraibano começou a metralhar o filho do presidente, numa profusão de mensagens no Twitter, de corar de vergonha o mais pacato cidadão. A maioria das mensagens traz acusações gravíssimas a Eduardo, a quem Julian chama de “demagogo, ladrão e hipócrita”.

Mas o dirigente nacional do PSL não fica só em revides inconsequentes. O mais grave são as denúncias de que o filho do presidente usou recursos milionários do fundo partidário (dinheiro público) para financiar atividades particulares de uma entidade em defesa de interesses conservadores e também verbas do auxílio-moradia e auxílio-mudança da Câmara, recebidos irregularmente, para dar de entrada na compra de um apartamento.

A reportagem completa da IstoÉ pode ser lida aqui.

DEU NA FOLHA NOROESTE DE HOJE

No jornal Folha Noroeste, edição digital deste sábado, destaque para a Comissão Especial de Inquérito(CEI) aberta pela Câmara Municipal para investigar supostos malfeitos na construção das moradias do conjunto habitacional “Honório Amadeu”. A construção das 99 casas populares teve início em 2012 e foi entregue aos mutuários em fevereiro de 2019. Durante a construção que durou 7 anos, o custo da obra subiu de R$ 6,6 milhões para R$ 12 milhões, pagos com recursos da CDHU. A empresa construtora, escolhida por licitação, foi a Tecnicon Engenharia e Construção Ltda. Já no primeiro ano de posse das casas, os moradores tiveram problemas, como goteiras nos tetos, infiltrações nas paredes, rachaduras, etc, que foram confirmados em vistoria de técnicos da CDHU.

Outro destaque do jornal é o julgamento ocorrido no Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidiu pela inconstitucionalidade de artigos de duas leis aprovadas pela Câmara Municipal de Jales. A primeira, de 1991, criou o cargo de procurador-geral do município, a ser preenchido por livre nomeação do prefeito. A segunda, de 2006, criou 08 cargos de procurador jurídico concursado e manteve o cargo de procurador-geral como cargo de confiança. A notícia diz que houve muito debate durante o julgamento do TJ. De um lado, desembargadores entendiam que o TJ estaria violando a autonomia do município ao anular as normas. De outro lado, a corrente vencedora defendeu a tese de que a função de procurador-chefe do município deve ser reservada a profissionais investidos em cargos públicos, mediante aprovação em concurso.

Na coluna FolhaGeral, o destemido redator-chefe Roberto Carvalho, o Neco, está comentando a abertura da chamada CEI das Casinhas, na Câmara de Jales. Segundo o colunista, a iniciativa dos vereadores se deve, em boa parte, ao fato deles, em pleno ano eleitoral, estarem em baixa junto à população de Jales. De outro lado, Roberto comenta que, segundo conversas de bastidores, muita gente poderá sair arranhada do emaranhado de citações feitas pelo engenheiro Antonio Marcos Miranda – o filho predileto do querido e saudoso inspetor de alunos, Otávio Miranda – em documento entregue à Prefeitura recentemente.

1 10 11 12