Arquivos mensais: julho 2019

JORNAL DE JALES: SIMPÓSIO REALIZADO EM JALES, NO ANO PASSADO, JÁ QUESTIONAVA MÉTODOS DA LAVA JATO

Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, que está destacando a confraternização de antigos alunos do Centro Específico de Formação e Aprimoramento do Magistério (CEFAM), em comemoração aos 25 anos de conclusão do curso. O CEFAM foi considerado pelos especialistas como o mais revolucionário projeto pedagógico da história da educação paulista entre os anos 80 e 90. Professores, autoridades educacionais e convidados marcaram presença no encontro em que colocaram o papo em dia e relembraram a importância do CEFAM como instrumento de formação de futuros docentes.

Destaque, também, para entrevista da jovem Ana Eduarda Bazzo Pupim, filha de tradicional família jalesense e graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá em 2018. Ana Eduarda resolveu transformar sua formação acadêmica em alavanca para contar a história de sua família. O resultado foi o livro “Memórias da família Bazzo Pupim”, com 170 páginas, baseado em depoimentos colhidos ao longo de dois anos. Ela não encerrou sua carreira de estudante com o curso de História e, atualmente, faz Direito na Unicesumar. Ana Eduarda já morou um ano na Suíça, fez curso de Inglês na Universidade de Limerick, na Irlanda, além de uma série de cursos de extensão referentes à graduação que vai concluir em 2021.

A suspensão das atividades do Teatro Municipal, por falta de segurança; a inauguração da agência do Sicredi em Jales; o aumento da adesão ao aplicativo da nova Zona Azul, que, após nove meses de implantação, já alcança 15% dos usuários do sistema de estacionamento rotativo; a iniciativa do poeta Newton César Thiago, que está doando o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros para o Hospital de Amor; e o início das atividades do Via Mobb, o primeiro aplicativo de mobilidade urbana de Jales, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior comenta que o Simpósio “30 anos de Constituição – Combate à Corrupção”, realizado em agosto do ano passado, por iniciativa do Ministério Público Federal em Jales, teria antecipado, de certa forma, os questionamentos a que está sendo submetida a Operação Lava Jato, por força dos diálogos divulgados pelo site The Intercept Brasil. Na ocasião, o advogado Guilherme Batocchio já insinuava que havia pressão disfarçada dos procuradores para obrigar os réus presos – e os que estavam em vias de serem presos – a fazerem delações premiadas.

ÁUREA MARTINS E ALCIONE: “PELA RUA”

Áurea Martins, eis aí uma cantora veterana (79 anos) que o prezado leitor ou a estimada leitora provavelmente não conhece. Não se apoquente, porém, que a culpa não é sua, mas dos nossos meios de comunicação – rádio e TV – que raramente mostram o trabalho de artistas como Áurea.

Nas palavras de Álvaro Costa e Silva, jornalista e crítico musical, “Áurea é um dos segredos mais bem guardados da música brasileira. Quem ainda não a descobriu, não imagina o que está perdendo: uma cantora elegante, sensual, de timbre rouco e quente, afinação absurda e interpretação sem exageros”.

Com o nome Áldima Pereira dos Santos na certidão de nascimento, Áurea Martins ganhou esse nome artístico do ator Paulo Gracindo, que não achava Áldima muito apropriado para a cantora. Paulo entendia do assunto, já que o nome verdadeiro dele era Pelópidas. Musicalmente, Áurea teve como madrinha a “Divina” Elizeth Cardoso, de quem era amiga.

Para aqueles que desejarem saber mais sobre Áurea, o melhor é ler a biografia dela em livro – “Áurea Martins: A Invisibilidade Visível” – lançado em 2017. Por enquanto, o melhor a fazer é ouvi-la. No vídeo abaixo, ela participa como convidada de show da Alcione, a nova “melhor amiga” do Bozo.

Juntas elas cantam “Pela Rua“, uma melancólica canção, cuja letra é de outra grande mulher: Dolores Duran, que, por sinal, se chamava Adiléia.

 

A TRIBUNA: LEI DE GILBERTÃO QUE PROÍBE BUZINA DO TREM EM JALES É JULGADA INCONSTITUCIONAL

No jornal A Tribuna deste final de semana, o principal destaque é a interdição do Teatro Municipal. Matéria do repórter Alexandre Ribeiro, o Carioca – que, há um bom tempo, vem acompanhando a falta de alvarás em prédios públicos – explica que a interdição se deu por conta de um diagnóstico do Corpo de Bombeiros, que constatou infração gravíssima no prédio. Apenas o teatro foi interditado, mas os bombeiros encontraram irregularidades em todos os prédios vistoriados, incluindo o próprio Paço Municipal e a Biblioteca Municipal. Segundo a matéria, o município foi advertido e, caso não regularize a situação, poderá ser multado em valores que variam de R$ 265,30 a R$ 265.300,00.

Destaque, igualmente, para a famosa “Lei do Apito do Trem”, de autoria do ex-vereador Gilbertão, aprovada pela Câmara em 2015. O TJ-SP confirmou, há alguns dias, sentença do juiz Adílson Vagner Ballotti, de 2016, que julgou a lei inconstitucional. A lei, para quem não se lembra, proíbe os trens da ALL de usar a buzina ao atravessar o perímetro urbano de Jales, durante o horário noturno. A Justiça concordou com as alegações da ALL, segundo a qual os trens estão obrigados, por medida de segurança, a utilizar a buzina para alertar os mais distraídos sobre a aproximação da composição.

A inauguração da agência da Sicredi em Jales, que ocorreu na sexta-feira, 19; a licitação aberta pela Prefeitura visando a instalação de galerias em três ruas do Jardim do Bosque; a suspensão, pela Justiça de Estrela D’Oeste, do processo aberto pelos vereadores de Turmalina, com o intuito de cassar o mandato do prefeito Alex Ribeiro; a palestra realizada pela Associação dos Engenheiros da Região de Jales, cujo tema é a influência do clima na engenharia; e o alerta da polícia de Jales para os golpes que estão acontecendo na região, relacionados com a venda de carros pela internet, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, informações sobre a invertida que o juiz de Estrela D’Oeste, Mateus Lucato de Campos, aplicou em alguns vereadores de Turmalina que estão querendo cassar o prefeito Alex Ribeiro. Decisão do juiz suspende o processo e, além disso, determina que pelo menos dois dos nobres edis sejam investigados por suposto crime de falsidade ideológica. Na página de opinião, artigos do Valmor Bolan sobre influenciadores digitais e do padre Antônio de Jesus Sardinha sobre causas de trabalhadores. No caderno social, destaque para a esperada coluna do Douglas Zílio e para o enlace dos jovens Lúcia Elena e Sandro Pretto.  

POLÍCIA MILITAR DE BATAGUASSU(MS) APREENDE MERCADORIAS ILEGAIS QUE SERIAM ENTREGUES EM JALES

Pelo visto, havia um relógio para cada um de nossos habitantes. A notícia é do portal Nova News:

Policiais militares apreenderam vários volumes contendo mercadoria oriunda do Paraguai, sem a documentação legal de importação, na madrugada de sexta-feira (19), em Bataguassu.

A guarnição realizava rondas ostensivas pelo Bairro Jardim Santa Luzia, quando avistou um veículo GM Montana com placas de Bauru (SP) e realizou a abordagem.

Foi constatado pelos policiais que o veículo estava carregado com 17 volumes de relógios diversos. O condutor de 28 anos relatou que carregou o veículo em Dourados e entregaria na cidade de Jales (SP).

Diante dos fatos, a mercadoria foi apreendida mediante termo e encaminhada para a Receita Federal em Campo Grande. O condutor foi qualificado e responderá pelo crime de descaminho.

DEU NA FOLHA NOROESTE DE HOJE

No jornal Folha Noroeste, edição digital deste sábado, a manchete principal destaca o curso de formação continuada destinado aos profissionais do ensino municipal de Jales. O curso está programado para os dias 29 e 30 de julho, no plenário da Câmara Municipal e na EM “Profª Elza Pirro Viana”, com palestras e oficinas que visam transmitir conhecimento e enriquecimento pessoal aos dirigentes municipais de educação, gestores educacionais e professores da rede municipal. Segundo a secretária de Educação, Lourdes Marcondes Rezende, “esses eventos têm muito a oferecer porque ajuda o professor a melhorar cada vez mais suas práticas pedagógicas e com isso apoiar os alunos na construção de conhecimentos e não apenas no acúmulo de informações”.

O jornal está destacando, também, o número de inscrições para o Enem deste ano, cujas provas serão realizadas nos dias 03 e 10 de novembro. Em todo o país, o Enem 2019 tem 5.095.382 inscritos, dos quais, 816.014 são do estado de São Paulo. A região de São José do Rio Preto teve mais de 31 mil inscrições, ou 3% do total de inscritos no estado. E nas quatro principais cidades da nossa região – Votuporanga, Fernandópolis, Jales e Santa Fé do Sul – são 6.566 inscritos, dos quais 1.449 são de Jales. Em Santa Fé do Sul foram apenas 621 inscrições.

Na coluna FolhaGeral, o intempestivo redator-chefe Roberto Carvalho, o Pestinha, comenta a interdição parcial do Centro Cultural “Edílio Ridolfo”, comunicada à imprensa durante a semana pela Prefeitura. O colunista aproveitou para comentar as péssimas condições em que se encontram alguns bens públicos, como é o caso do Estádio Municipal “Roberto do Valle Rollemberg”, o qual, segundo o Pestinha – que, nunca é demais relembrar, já brilhou naquele gramado vestindo a gloriosa camisa do CAJ – estaria caindo aos pedaços. Sobrou também para o Ginásio de Esportes “Waldemar Lopes Ferraz” que, de acordo com o colunista, necessita urgentemente de investimentos.

BOLSONARO USA INFORMAÇÕES FALSAS PARA ATACAR JORNALISTA MÍRIAM LEITÃO

Bolsonaro acredita nas mentiras que inventa. É um caso a ser estudado. A notícia é do jornal O Globo:

Em café da manhã com jornalistas da mídia estrangeira, na manhã desta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro usou informações falsas para atacar a colunista do GLOBO Míriam Leitão . Ele afirmou que a jornalista integrou a luta armada contra a ditadura militar instalada no país em 1964 e dirigia-se à guerrilha do Araguaia quando foi presa, na década de 1970. Disse ainda que Míriam mente ao afirmar que sofreu abusos e foi torturada na prisão.

Na última terça-feira, a 13ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, anunciou ter cancelado a participação da jornalista e de seu marido, o sociólogo Sérgio Abranches, “para garantir a segurança dos convidados” no evento, após receberem uma petição de repúdio à presença deles devido a seu “viés ideológico e posicionamento”.

Na entrevista desta sexta, ao ser questionado sobre o episódio da feira, Bolsonaro se disse “completamente aberto à liberdade de imprensa”. Em seguida, acrescentou que Míriam Leitão deveria aprender a receber críticas — como ele, sustentou o presidente, teria aprendido. E, de forma equivocada, afirmou que a jornalista “tentou impor a ditadura no Brasil na luta armada”.

— Ela estava indo para a guerrilha do Araguaia quando foi presa em Vitória. E depois (Míriam) conta um drama todo, mentiroso, que teria sido torturada , sofreu abuso etc. Mentira. Mentira — disse ele aos correspondentes de veículos estrangeiros.

O caso de Miriam:

Em 1972, Míriam Leitão era, aos 19 anos, estudante universitária e militante do PCdoB, atuando no Espírito Santo. Suas atividades consistiam em reuniões, distribuição de panfletos e pichação de muros com palavras de ordem contra a ditadura militar instalada no país em 1964, após golpe de Estado. Durante sua militância, Míriam não integrou nem cogitou integrar a guerrilha do Araguaia.

— Não estava indo para a guerrilha do Araguaia. Nunca fiz qualquer ação armada — afirma a colunista.

Míriam foi presa em 3 de dezembro de 1972 quando ia para a praia com o então companheiro e levada para o 38º Batalhão de Infantaria do Exército, instalado no Forte de Piratininga, em Vila Velha, cidade vizinha a Vitória. Lá, grávida, foi torturada por diversos métodos e ficou encarcerada por três meses.

Em 1973, no Rio, Míriam Leitão prestou depoimento à Primeira Auditoria da Aeronáutica, onde foi julgada. Grávida então de sete meses, ela denunciou a brutalidade a qual foi submetida, mesmo correndo riscos.

— Narrei a tortura aos militares e ao juiz auditor, que fez constar nos autos um trecho do relato. Fui absolvida (das acusações) em todas as instâncias — afirmou Míriam Leitão, que, apesar da legislação após a redemocratização permitir, nunca pediu indenização pela perseguição política, a prisão e a tortura por agentes do Estado brasileiro.

FROTA DIZ QUE O BRASIL VAI BEM QUANDO BOLSONARO SE CALA

Deu no Brasil 247:

O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) bateu duro no presidente Jair Bolsonaro, seu colega de partido. 

Questionado pela Veja como é sua relação com o chefe do Planalto, o parlamentar respondeu: “Já foi melhor. Um dia desses ele até me mandou calar a boca. Eu também acho que Jair fala muito. Você vê, ele arrancou um dente agora, ficou três dias sem dizer nada, e a gente ficou três dias sem problema”.

Segundo o congressista, quando Jair Bolsonaro “abre a boca no Twitter, ultrapassa limites que deveria respeitar como presidente”. 

“Digo isso na cara dele, porque, quando Jair ainda era o candidato-comédia, quem o carregava para todo lugar em São Paulo era eu. Quando ele ia dar palestra e tinha medo de que a CUT ou o MTST atrapalhassem, quem chamava dez, quinze amigos da academia para fazer a segurança, buscar no aeroporto, levar para almoçar era eu. Parece que ele se esqueceu de tudo isso no dia em que chegou ao Planalto. Hoje, temos uma relação de deputado federal e presidente”.

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