Categoria: Política

PRIMEIRA-DAMA ASSUME OPERAÇÃO TAPA-BURACOS

Vejam vocês como é grave e quase geral o problema dos buracos nas cidades da região. Em Araçatuba, o prefeito Cido Sério(PT) resolveu escalar a própria primeira-dama, Cidinha Lacerda, para cuidar da operação tapa-buracos promovida pela Secretaria de Obras de lá. E a escalação da primeira-dama já tá gerando uma crise institucional. Pelo jeito, não é só no governo petista de Jales que a primeira-dama é polivalente. Isso já está me parecendo uma síndrome do PT.  Vejam a matéria do jornal Folha da Região, de Araçatuba:

Primeira-dama evita falar sobre nova função na Sosp

SERGIO GUZZI – Sexta-Feira – 25/02/2011 – 10h58

Pivô da crise instalada na Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos), a secretária de Assistência Social, Cidinha Lacerda, recusou-se a falar ontem sobre a função para a qual foi escalada: assumir a gerência dos serviços de tapa-buracos em Araçatuba.

A Folha da Região tentou ouvir Cidinha ontem à tarde, na Câmara, ao final de distribuição de recursos para entidades do município, promovida pelo Comdica (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente).

Cidinha estava sentada em uma das poltronas do auditório do Legislativo. Ao ser abordada, disse que não concederia entrevista. A reportagem insistiu em ouvir da primeira-dama sobre a gerência dos serviços de tapa-buracos, que assumiu na segunda-feira após reunião de secretários na Prefeitura.

“Você já falou com o Tadami (Kawata). Você está mais que informado”, disse a secretária, referindo-se à matéria publicada na edição de ontem da Folha, em que o responsável pela Sosp diz que não será subordinado à primeira-dama nem que abrirá mão de ditar os serviços a serem executados pela pasta. A reportagem tentou mais uma vez obter de Cidinha seu pensamento sobre o assunto. “Não tenho nada a dizer. Só lhe desejar um bom dia. Nada a dizer”, finalizou ela, retirando-se em seguida.

CEI DA FALSIDADE IDEOLÓGICA: VEREADORES SOFREM PRESSÃO PARA RETIRAR ASSINATURA

Os cinco vereadores – Macetão, Tatinha, Salatiel, Jota Erre e Nishimoto – que assinaram o pedido de abertura de uma CEI para investigar suposto crime de falsidade ideológica, cometido pelo prefeito Parini, reuniram-se ontem, na Câmara. Na pauta, uma conversa sobre tudo o que vem acontecendo desde que a notícia da CEI saiu na imprensa. Os relatos de telefonemas e de “pressão” sobre alguns vereadores, para que retirem suas assinaturas do pedido,  vem de todos os lados e das mais variadas formas.

A acusação de falsidade ideológica é contra o prefeito Parini, mas o empresário envolvido no caso – reparem que eu ainda não citei o nome dele – já ligou várias vezes para quatro dos cinco vereadores acima citados, para tentar convencê-los a desistir da investigação. Na Câmara, os vereadores Luís Especiato(PT) e Claudir Aranda(PDT) também tentam, em reuniões fechadas, impedir que o suposto crime seja devidamente investigado. 

Resumindo: o principal defensor do prefeito – que, de vez em quando, acusa os governos tucanos de São Paulo de impedir a instalação de CPIs – e o presidente da Câmara, que deveria se preocupar em zelar pela imagem do Legislativo, estão empenhados em  pedir para que os seus colegas sejam omissos. É de se perguntar, por que eles não tentam ser omissos sozinhos? É de se perguntar também, se eles foram eleitos para defender os interesses do prefeito ou da população?

E ontem, fiquei sabendo que o prefeito Humberto Parini convidou o vereador Macetão para uma reunião hoje, quinta-feira, às 18:00 horas. Vejam bem, faz uns quatro ou cinco anos que o prefeito não chama Macetão para um bate-papo. Nas conversas de gabinete, Parini sempre se refere ao vereador Macetão e ao irmão dele, o André, com um certo desdém. Por que será que ele quer conversar agora? Alguém aí é capaz de adivinhar?

Será que o processo que o PMDB – representado pelos advogados de Parini – move contra o vereador Macetão vai estar na mesa? Ou será que o prefeito resolveu contar para o Macetão quem foram os autores daquele panfleto nojento que circulou às vésperas das eleições de 2008, onde toda a família do vereador foi ofendida? Bem, melhor esperar. Afinal, quando o prefeito vai ao rádio, ele sempre diz que não tem medo de ser investigado. Quem sabe ele não esteja convidando o Macetão apenas para tomar um chá das seis, enquanto discutem o filme sobre a vida da Bruna Surfistinha? Nunca se sabe.

FLÁ BOTA O BLOCO NA RUA, ENQUANTO ESPERA DEFINIÇÃO DE KASSAB

Muita gente ainda não percebeu, mas a briga pela sucessão do prefeito Parini já começou e promete ser das mais renhidas. Sabe-se que José Devanir Rodrigues, o Garça, já tem o apoio do vice-presidente Michel Temer(PMDB) para uma eventual candidatura a prefeito de Jales. E Garça, pelo que se comenta, está muito a fim de ser candidato. Resta saber qual vai ser a posição do PMDB local, já que o partido faz parte da base de apoio ao prefeito Humberto Parini e este – embora tenha esquecido o PT durante seu governo – afirmou um dia desses, em uma reunião interna do seu partido, que a sigla petista vai ter, sim senhor, candidato próprio nas eleições de 2012. Uma tentativa, é claro, de afagar os companheiros, principalmente o pretenso candidato Luís Especiato

Outro que já botou o bloco na rua é o ex-vereador Flávio Prandi Franco, a quem flagrei um dia desses na esquina da Via Pães, na companhia do professor Paulo César Turazza e do ex-prefeito de Estrela D’Oeste, Pedro Itiro. Enquanto muita gente se distrai com suas brigas internas, Flá está andando atrás de fortalecer a sua bancada de candidatos a vereador, além de fazer muita política. Durante a semana, ele tem feito reuniões com possíveis aliados e, nos finais de semana, tem frequentado churrascos, rodas de sambas, festas de aniversários, jogos de futebol, casamentos e o que mais aparecer.

Flá terá, no entanto, dois problemas para administrar. O primeiro deles é a possível candidatura do seu amigo Garça. Ambos – ele e Garça – sempre disseram que não seriam adversários em corridas eleitorais, mas, se o quadro continuar do jeito que está pintando, a disputa vai ser inevitável. O segundo problema de Flá é a divisão do seu próprio partido, o DEM, que espera uma definição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab

Em função de sua ligação com Rodrigo Garcia, antigo aliado de Kassab, é mais do que provável que Flá – e mais um bocado de gente – acompanhe o prefeito de São Paulo para onde ele for. No momento, Kassab está sendo cortejado pelo PSB e pelo PMDB, mas tudo indica que ele prefira fundar um novo partido para acomodar os seus aliados, conforme a notícia da Agência Estado, reproduzida pelo Blog do Murilo Pohl.  

Em Tempo: a aposentadoria do juiz Pedro Manoel Callado Moraes já anda mexendo com a libido de muita gente, principalmente dos tucanos locais, que exergam nele a possibilidade de ter um candidato com chances de chegar à Prefeitura de Jales. Já os outros candidatos a candidatos sonham com o doutor Callado como vice de suas respectivas candidaturas. É esperar prá ver no que vai dar, mas uma coisa é certa: se o governo Parini continuar no ritmo em que está, o nosso prefeito – ao contrário do Lula – pouco influirá na sua sucessão. Ou, pior ainda, influenciará negativamente na performance dos candidatos que ele “apoiar”. Mas isso é problema do Especiato.

MPF ACUSA LULA DE IMPROBIDADE POR SUPOSTO FAVORECIMENTO AO BMG

A vida depois do poder não é fácil prá ninguém. Nem para o presidente Lula, que apeou do poder com quase 90% de aprovação. Imaginem então para os prefeitos com a síndrome do Pato Manco. Vejam a notícia de hoje, do site Congresso em Foco:

(por Eduardo Militão)

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra o ex-presidente Lula e o ex-ministro da Previdência Amir Lando. Eles são acusados de gastarem R$ 9,5 milhões com promoção pessoal  e favorecimento ao Banco BMG, um dos envolvidos no caso do mensalão. No final de 2004, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enviou cartas aos 10,6 milhões de aposentados informando-lhes dos empréstimos consignados para os segurados  e das taxas de juros disponíveis. À época, o único operador do crédito para aposentados era o BMG.

O Ministério Público quer a devolução dos valores e suspensão dos direitos políticos de Lula e Lando. A assessoria do ex-presidente não retornou pedido de esclarecimentos feito pelo Congresso em Foco. Amir Lando não foi localizado. O caso será julgado pelo juiz Paulo César Lopes, da 13ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

As cartas eram assinadas por Lula e seu então ministro da Previdência. “Diante do apurado, podemos concluir facilmente que a finalidade pretendida com envio das correspondências era, primeiramente, promover as autoridades que assinavam a carta, enaltecendo seus feitos”, diz a ação da procuradora Luciana Loureiro, resultado de investigação do MPF e do Tribunal de Contas da União iniciada em 2004, quando Lula ainda era presidente.

O outro objetivo era “favorecer o banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo”. Segundo o MPF, a novidade no envio das cartas era o convênio entre o INSS e o banco privado, recém-aprovado. Chamou a atenção da procuradora Luciana Loureiro a rapidez no processo que selou o acordo entre o BMG e a Previdência. “Durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses”, informou comunicado do Ministério Público.

A Procuradoria da República apurou que o valor da postagem das correspondências foi mais caro do que o normalmente cobrado pelos Correios.

DILMA VETA R$ 1,8 BILHÃO DE EMENDAS PARLAMENTARES

Construção da Ferrovia Norte-Sul, ligando Belém(PA) a Estrela D´Oeste(SP), teve emenda de R$ 50 milhões vetada por Dilma.

O site de notícias Congresso em Foco divulgou, hoje, a relação de emendas vetadas pelo Poder Executivo. O corte atingiu, indiscriminadamente, as emendas de parlamentares da base aliada e da oposição. Relativamente ao estado de São Paulo – que é o que nos interessa – foram cortados R$ 75 milhões em emendas individuais, R$ 42 milhões em emendas de bancadas e mais R$ 50 milhões da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, referentes à construção da Ferrovia Norte-Sul, que ligaria Belém(PA) a Estrela D´Oeste(SP), totalizando um corte R$ 167 milhões.

“Nunca houve um corte como esse”, diz o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). “A maioria dos parlamentares nem sabe que suas emendas foram canceladas. Geralmente, o que há é contingenciamento. Nesse caso, é possível recuperar mais adiante. Mas, agora, não. Elas foram canceladas. Não tem volta”, reclama o tucano.

O montante de R$ 1,8 bilhão de emendas canceladas faz parte de um grupo maior (R$ 18 bilhões) de emendas parlamentares bloqueadas pelo Executivo. Ao contrário das emendas vetadas, as que são alvo do bloqueio ainda podem ser liberadas ao longo do ano.

Entre os deputados que tiveram emendas vetadas, estão João Dado-PDT (R$ 1,6 milhão), Valdemar Costa Neto-PR (R$ 530 mil), Dimas Ramalho-PPS (R$ 3,3 milhões), Júlio Semeghini-PSDB (R$ 500 mil), Arlindo Chinaglia-PT (R$ 2,1 milhões), Devanir Ribeiro-PT (R$ 800 mil), José Genoíno-PT (R$ 2 milhões) e Ricardo Berzoini-PT (R$ 3,1 milhões), além do senador Eduardo Suplicy-PT (R$ 500 mil).

Entre as emendas vetadas, a única especificamente direcionada a Jales, era de R$ 100 mil, para estruturação da rede de serviços de proteção básica, do deputado João Dado-PDT. Mas é possível que existam outras emendas direcionadas para Jales, entre as cortadas, uma vez que muitos deputados reservam verbas para o estado de São Paulo, mas não especificam as cidades a serem beneficiadas. Além disso, tem também uma emenda de bancada – de R$ 30 milhões – para implantação de projetos de inclusão digital, onde Jales poderia estar sendo beneficiada.

CARDOSÃO NA PRESIDÊNCIA DO PSDB DE JALES

O ex-vereador Carlos Roberto Cardoso da Silva, o Cardosão, foi escolhido pelos seus colegas do bico grande para ocupar o posto de presidente do diretório municipal do PSDB de Jales. A escolha, por consenso, aconteceu no início da noite de ontem, sexta-feira, em uma reunião no Hotel Geraldelli Center.

O novo presidente vai ter muito trabalho pela frente, já que o PSDB de Jales é um partido dividido em várias tribos. Uma das missões quase impossíveis de Cardosão vai ser encontrar um candidato tucano à Prefeitura de Jales. Nas eleições de 2008, o médico Ivo Batista Ramos foi para o sacrifício como candidato do partido, mas não chegou nem aos 2.000 votos.

Há algum tempo, corriam boatos de que o vereador Rivelino Rodrigues – que é muito ligado ao deputado estadual Carlão Pignatari – estaria se preparando para deixar o PPS e desembarcar no barco tucano. Os boatos aumentaram depois que Rivelino, na última sessão da Câmara, andou dando umas estocadas no prefeito Parini. Outro que pode, a qualquer momento, obter cidadania tucana é o ex-peemedebista Luiz Henrique Macetão, também ligado ao Carlão.

Por outro lado, o único vereador do partido em Jales, José Roberto Fávaro, corre o risco de ficar fora da disputa em 2012, uma vez que a CPI do Lixo Reciclável – urdida pelo prefeito Parini – rendeu ao Jota Erre uma condenação em segunda instância. A condenação, proferida por órgão colegiado do Tribunal de Justiça manchou a alva ficha de Jota Erre e, se ele não conseguir virar o jogo em Brasília, poderá ser defenestrado das próximas eleições pela polêmica “Lei da Ficha Limpa”.

Boa sorte ao Cardosão. Ele vai precisar!

VEM AÍ UMA NOVA CEI PARA INVESTIGAR PARINI

A Câmara ainda nem começou a investigar os supostos malfeitos da merenda escolar e os vereadores já estão propondo uma nova CEI. Dessa vez a tentativa de investigação envolve crime de falsidade ideológica, supostamente cometido pelo prefeito Humberto Parini que, em março de 2009, presenteou uma empresa de Jales com uma Certidão Negativa de Débitos contendo informação inverídica. O pedido de abertura da CEI foi protocolado ontem, sexta-feira, na Câmara Municipal, com a assinatura dos vereadores Luiz Henrique Macetão(sem partido), Salatiel de Oliveira(DEM), Aracy Cardoso(PT), Sérgio Nishimoto(PTB) e José Roberto Fávaro(PSDB). Os detalhes do caso poderão ser lidos em matéria exclusiva do jornal A Tribuna, edição de amanhã, domingo.

JOTA ERRE SERÁ O PRESIDENTE DA CEI DA MERENDA ESCOLAR

O tucano José Roberto Fávaro, o Jota Erre, foi escolhido para presidir a CEI da Merenda Escolar, que vai investigar os indícios de superfaturamento na quantidade de refeições fornecidas nas escolas de Jales e as supostas irregularidades no cardápio da alimentação escolar. O cargo mais importante da CEI, o de relator, foi entregue ao petista Luís Especiato, o principal defensor do prefeito Humberto Parini na Câmara. Já o pepessista Rivelino Rodrigues foi escolhido para a vice-presidência, mas poderá ser substituído, caso seja levantada a hipótese de suspeição do vereador. Uma irmã de Rivelino  ocupou o cargo de chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação – setor responsável pela fiscalização da merenda escolar – até agosto de 2009. 

A CEI deverá investigar o fornecimento da merenda, desde o início da terceirização, em abril de 2006, até o final de 2010. O contrato com a empresa Gente Nutrição Ltda previa o fornecimento de 5.300 refeições diárias, mas, no segundo semestre de 2008 e no primeiro semestre de 2009, a média diária ficou acima de 8.500 refeições. Em setembro e novembro de 2008, os alunos das escolas municipais “consumiram” mais de 9.000 refeições diárias. Provavelmente, a “fome” aumentou por conta das eleições municipais daquele ano.

Curiosamente, um ano depois, nos mesmos meses de setembro e novembro, só que de 2010, a média caiu para cerca de 6.100 refeições diárias, ou seja, por volta de 2.900 refeições a menos, POR DIA. Sabem quanto significa isso no final do mês, a preços de hoje? Significa a bagatela de R$ 100 mil. Querem mais um indício de que houve superfaturamento? A própria Prefeitura, ao abrir uma nova licitação, em 2010, calculou o consumo diário em 6.450 refeições. Foi em cima desse número (6.450 refeições diárias) que a nova contratada – a Starbene Refeições Ltda – apresentou sua proposta.

Como se vê, o relator Luís Especiato – o principal defensor do prefeito, sempre é bom repetir – vai ter que fazer muita mágica, se quiser nos chamar de idiotas.

Em tempo: Na foto lá de cima, Jota Erre aparece ao lado do assessor da Secretaria Estadual dos Transportes, Leandro Mendes, quando reiterava o pedido de uma verba de R$ 75 mil para obras de guias, sarjetas e asfaltamento da Rua Formosa, na Cohab Roque Viola. O pedido foi reiterado por Jota Erre, na segunda-feira, em São Paulo.

RIVELINO VAI PRÁ CIMA

Parece que o vereador Rivelino Rodrigues não está mesmo feliz com os rumos da administração Parini. Depois de liderar a elaboração de um requerimento baseado na penúltima trapalhada do nosso prefeito – aquela diarréia verbal no Antena Ligada – o vereador do PPS fez questão de, sozinho, encaminhar um outro pedido de informações com algumas perguntinhas incômodas sobre a Universidade Aberta do Brasil – UAB.

A peça trata também de uma outra antiga promessa do nosso prefeito: o campus da Universidade Federal de São Carlos, que, pelo andar da carruagem, é mais um sonho que vamos ser obrigados a continuar sonhando por muito tempo. O ex-reitor da Universidade e deputado federal Newton Lima(PT), que prometeu ajudar o prefeito nessa empreitada, não voltou a pisar seus pés em Jales, depois das eleições. Nem ele, nem os outros deputados do PT. E o pior é que nem podemos criticar os deputados petistas que desapareceram destas plagas. Afinal, todos eles juntos não chegaram nem a 1.800 votos em Jales. Uma mixórdia que mostra bem o prestígio do nosso prefeito.

Mas o vereador Rivelino tem toda a razão em propor as perguntinhas incômodas que está fazendo ao prefeito. Afinal, quem lançou o tema “estelionato eleitoral” em hora totalmente imprópria foi sua excelência o senhor Humberto Parini. Quem sabe assim o nosso prefeito se convença de que, calado, é um poeta.

CEI DA MERENDA ESCOLAR AGUARDA ESCOLHA DO TERCEIRO INTEGRANTE

Na sessão da Câmara de segunda-feira passada, a vereadora Pérola Cardoso(PT) usou a tribuna para anunciar que estava desistindo de participar da CEI da Merenda Escolar. A alegação oficial, que a vereadora teria apresentado inclusive à direção do seu partido, é de que ela está assumindo novas funções no Hospital de Câncer, às quais precisará dedicar mais tempo.

Até as criancinhas do pré-primário sabiam que Pérola seria substituída por Especiato. A demora em instalar a CEI da Merenda tinha como objetivo – além de tentar esfriar o assunto – dar um tempo para que Luís Especiato, o mais notório defensor do prefeito, deixasse a presidência da Câmara e ficasse desimpedido de assumir uma vaga na Comissão de Investigação. Todo o resto é conversa prá boi dormir.

Resta saber agora, quem vai ser o indicado para a terceira vaga, já que, além de Especiato, o tucano Jota Erre também está escalado para a CEI. Existem apenas duas alternativas na base de apoio ao prefeito Humberto Parini: o peemedebista Osmar Rezende e o pepessista Rivelino Rodrigues. Para a oposição, talvez fosse mais interessante a nomeação de Rivelino, já que, ultimamente, ele tem dado pinta de que não anda lá muito contente com a administração Parini.

No entanto, se tiver bom senso, Rivelino – que já participou das duas CEIs anteriores, a da Petrobrás e a do Asfalto – pedirá prá ficar fora dessa. Afinal, uma irmã do vereador ocupava o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Educação até agosto de 2009 e, de certa forma, ela também era responsável pela fiscalização da alimentação escolar. Além disso, um irmão do vereador presta serviços à empresa Gente Ltda, na distribuição da merenda.

Seja lá quem for o escolhido, a Câmara terá uma enorme responsabilidade, principalmente o petista Luís Especiato, que, a despeito de defender o prefeito a qualquer custo, não poderá fechar os olhos às evidências. Afinal, nem é preciso ser um grande matemático para perceber que alguma coisa estranha aconteceu na merenda escolar de Jales. Em 2006, quando tudo começou, a média de refeições diárias passava um pouco de 5.000, e – apesar de o número de alunos matriculados no município ter diminuído ano a ano –  no segundo semestre de 2008, por exemplo, a merenda alcançou a estratosférica média de 9.000 refeições diárias.

Some-se a tudo isso, as denúncias feitas por algumas merendeiras ao Ministério Público Federal. Volto ao assunto mais tarde.

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