O retorno da fome e da miséria no Brasil alavancou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que aponta um dos cortes da pesquisa Datafolha. “O ex-presidente Lula tem ampla liderança entre os eleitores que se consideram sob insegurança alimentar, aponta pesquisa divulgada na semana passada pelo Datafolha.
O petista tem 62% da preferência entre os eleitores que declararam ter menos quantidade de comida em casa do que o necessário. Neste grupo, Jair Bolsonaro (PL) alcança apenas 11%”, relata a coluna Painel, da Folha de S. Paulo
“Bolsonaro tem melhor resultado entre aqueles que consideram ter mais comida do que o suficiente em casa. Nesse eleitorado, Bolsonaro fica tecnicamente empatado com Lula, chegando a 35% contra 37% do ex-presidente”, aponta ainda a coluna.
A marchinha “Boas Festas” – que eu já postei aqui no blog em 2017, cantada pelo Zeca Baleiro – é considerada o hino do Natal brasileiro. E se o Natal é uma época de presentes, festas e alegria, “Boas Festas”, contraditoriamente, é uma música triste.
Seu autor, o baiano José de Assis Valente, era um sujeito que vivia entre a alegria e a tristeza, mas há quem diga que “Boas Festas” foi sua única música triste. Ele a compôs na véspera do Natal de 1932, quando já morava no Rio de Janeiro. Assis estava sozinho e deprimido na noite de 24 de dezembro, no quarto de uma pensão, quando pegou lápis e papel e começou a escrever.
Naquela noite solitária estava nascendo uma das mais conhecidas canções de Natal, que Assis Valente escreveu pensando em entregar para Carmem Miranda, mas, para sua decepção, ela não gravou sua música. Quem a gravou primeiro foi o grupo Anjos do Inferno, mas foi com a gravação de Carlos Galhardo, no ano seguinte, que “Boas Festas” fez sucesso.
Assis começou a compor em 1930, dois anos antes de escrever “Boas Festas”, e uma de suas primeiras músicas recebeu o sugestivo nome de “A Infelicidade me Persegue”. Em 1940, com a infelicidade ainda no seu encalço, ele se casou com uma datilógrafa, mas foi, provavelmente, um casamento de aparências, já que era homossexual.
Em conflito com sua sexualidade, o compositor tentou o suicídio pela primeira vez alguns meses depois do casamento, mas fracassou. Assis pulou em um precipício de 800 metros, mas foi salvo por um galho onde se enroscou e acabou resgatado pelos bombeiros. Alguns anos depois, ele tentou se matar novamente, dessa vez cortando os pulsos.
Em uma tarde chuvosa do dia 11 março de 1958, alguns meses antes de Pelé e Garrincha conquistarem o caneco pela primeira vez, Assis Valente, bastante endividado (ele ganhava a vida fazendo dentaduras), veio a terceira tentativa de deixar este mundo cruel, dessa vez exitosa. Depois de engolir uma dose de formicida com guaraná, ele finalmente conseguiu passar a outro plano.
Antes do ato tresloucado, Assis ainda se deu ao trabalho de avisar a várias pessoas que aquele era o seu último dia. Em seu bolso, encontraram um bilhete endereçado a Ary Barroso, onde Assis pedia que o amigo fizesse o favor de pagar os dois meses de aluguel que devia ao dono da pensão.
Uma das versões mais famosas de “Boas Festas” é a dos Novos Baianos, gravada em disco de 1970. Além da já citada releitura de Zeca Baleiro, a música de Assis foi regravada também por Ivan Lins, Simone, João Gilberto, Maria Bethânia e Gaby Amarantos, entre outros.
Assis não deixou apenas “Boas Festas”. Bethânia, por exemplo, regravou “Camisa Listrada”, outro clássico do compositor. E quem não conhece “Brasil Pandeiro”, cuja versão mais famosa também é dos Novos Baianos? Deixou também “E o Mundo Não Se Acabou…”, uma sátira ao fim do mundo, regravada por artistas como Adriana Calcanhoto, Ney Matogrosso, Eliete Negreiros e Paula Toller.
No vídeo abaixo, quem canta “Boas Festas” é Caetano Veloso, em trecho de sua live de Natal do ano passado. Não foi a primeira vez que Caetano cantou a música do conterrâneo Assis Valente. Em 1996, ele gravou “Boas Festas”, em bonito dueto com Gilberto Gil (aqui), no disco “World Christmas”.
No jornal Folha Noroeste, edição digital desta sexta-feira, véspera de Natal, a principal manchete diz que “os apaixonados pelo universo sertanejo estão exultantes com a volta da Facip”. Na matéria de primeira página, o jornal informa que ao anunciar a volta da Feira Agrícola, Comercial, Industrial e Pecuária – Facip de Jales, o prefeito Luís Henrique Moreira (PSDB) disse que está resgatando tradições da cidade. “Retomaremos a Facip, em novo local, com portões abertos todas as noites, rodeio em touros e cavalos, shows de projeção nacional e até internacional e diversas atrações para as famílias”, disse o prefeito. O anúncio foi feito na noite de terça-feira, 21, quando, na presença de um grande público, houve a exibição de um vídeo produzido pela Secretaria Municipal de Comunicação, divulgando a grade de shows.
Destaque, igualmente, para o anúncio do governo estadual feito na quarta-feira, 22, sobre a instalação de consultórios veterinários públicos em 130 cidades paulistas, entre elas a nossa vizinha Santa Fé do Sul. Os novos serviços funcionarão em contêineres do programa estadual Meu Pet, que também prevê clínicas de alvenaria regionais em dez municípios, chegando ao total de 140 cidades contempladas com serviços voltados à saúde de cães e gatos. O detalhe curioso é que, em novembro passado, o vereador Ricardo Gouveia anunciou que Jales tinha sido incluída no programa Meu Pet e receberia, em 60 dias, um consultório veterinário, mas, no anúncio desta semana, o nome da nossa cidade não aparece na relação das 130 cidades contempladas.
Na coluna FolhaGeral, o tautalógico redator-chefe Roberto Carvalho, o Pestinha, comenta que o prefeito Luís Henrique Moreira está cumprindo o que prometeu, ao anunciar a retomada da Facip de portões abertos, que já foi uma das festas mais populares do Brasil. O colunista ressalta, porém, que o prefeito deveria ouvir com mais atenção o que dizem as pessoas de bom senso. E as pessoas sensatas estão dizendo, ao que parece, que a periferia da cidade está pedindo socorro e que o prefeito, festas à parte, deveria priorizar a execução urgente de algumas melhorias reclamadas pela população. Ou seja, circo é bom mas não deveria ser prioridade.
O mês de novembro foi o que apresentou o melhor índice na geração de empregos em 2021 em Jales. É o que aponta o levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, divulgado na quinta-feira, 23 de dezembro.
O desempenho positivo foi puxado pelo setor do comércio, que foi o que mais contratou colaboradores com carteira assinada. Foram 196 admissões, contra 119 demissões, o que resultou no saldo de 77 vagas.
A indústria veio logo em seguida, com 84 contratações e 56 desligamentos, saldo positivo de 28 vagas. Já o setor da construção ficou com o saldo de 11 novas vagas criadas, resultado das 16 admissões e cinco demissões formais registradas na cidade.
O setor da agropecuária também teve resultado positivo, mas de apenas uma nova vaga criada, resultado de duas contratações e uma demissão, enquanto o setor de serviços foi o único que demitiu mais do que contratou. Foram 84 admissões e 93 desligamentos, saldo negativo de nove postos de trabalho.
No geral, somando todos os setores, Jales terminou novembro com um saldo positivo de 108 pessoas que ganharam uma nova oportunidade de emprego formal, resultado das 382 admissões e 274 demissões.
Acumulado do ano:
No acumulado de 2021, Jales também apresenta saldo satisfatório. Foram 3.632 pessoas contratadas, contra 3.299 demitidas, restando saldo positivo de 333 vagas.
No mesmo período do ano passado, o cenário não era muito animador. De janeiro a novembro de 2020, foram 2.961 admissões e 2.870 demissões. O saldo da época foi de 91 vagas criadas.
Pesquisa PoderData realizada de 19 a 22 de dezembro de 2021 mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), são os 2 candidatos mais rejeitados na disputa pelo Planalto em 2022.
Para medir o potencial de votos e rejeição, o PoderData perguntou aos entrevistados sobre cada um dos pré-candidatos, individualmente –se consideram que ele é o “único em quem votaria”, se “poderia votar nele” ou se não votaria nele “de jeito nenhum”.
No caso de Bolsonaro e Doria, a última resposta foi a mais frequente: cada um tem uma parcela de 60% do eleitorado que diz negar o voto neles em qualquer circunstância.
Lula (PT) é o candidato menos rejeitado dentre os mais competitivos até agora, com uma taxa de 39%. É seguido por Sergio Moro (Podemos), que é rejeitado por 51%, e Ciro Gomes (PDT), que tem uma taxa de 53%.
ÚNICO EM QUEM VOTARIA: LULA LIDERA
São 4 em cada 10 eleitores que dizem que o petista é o “único em quem votariam”. Bolsonaro aparece em seguida, com 27%. Em 3º lugar, empatam tecnicamente Moro (11%), Doria (8%) e Ciro (7%).
A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 494 municípios nas 27 unidades da Federação de 19 a 21 de dezembro de 2021. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
A alpinista americana Laura Jasorka ficou famosa por escalar difíceis regiões rochosas completamente nua. Aos 38 anos e gestante, ela não abandonou o esporte (e o hábito de praticá-lo sem roupa) nem mesmo durante a gravidez.
Laura está grávida de cinco meses. Acostumada a não usar cordas e nem equipamentos de segurança, Jasorka desafia um comportamento comum que se espera do período, no qual as mulheres não costumam se movimentar bastante, muito menos praticar esportes radicais.
“As mulheres grávidas ouvem com frequência que não podem fazer isso ou comer aquilo, mas, na realidade, você pode fazer o que quiser”, disse a alpinista.
“Meu médico me alertou que eu deveria continuar a me manter ativa, e se isso significa praticar um esporte que eu adoro, então eu o faço. Basta ser inteligente. E eu levei isso muito a sério”, contou.
Apesar de esperar por críticas, ela salienta: “Estranhamente, os únicos comentários negativos que recebi foram de homens. Acho que é porque eles não têm a menor ideia de como é carregar uma criança no útero.”
Ela ainda aconselha mamães que têm vontade de se movimentar ou continuar a vida ativa mesmo durante a gravidez: “Se dê uma chance”. Segundo a americana, é preciso ter consciência do potencial do próprio corpo, que é “forte, incrível e poderoso”.
Apesar de sua experiência, Jasorka admite que tem feito escaladas “familiares” ou “mais fáceis” desde que engravidou, com receio de colocar sua vida e seu bebê em risco.
No jornal A Tribuna, que está circulando excepcionalmente nesta quinta-feira, o principal destaque é o anúncio do prefeito Luís Henrique Moreira(PSDB) informando ao mundo a volta da Facip – aquela festa de peão que não fez falta nenhuma nos últimos anos – já em abril do ano que vem. O anúncio foi feito durante o show dos palhaços Patati Patatá, uma das grandes atrações do projeto “Natal, Tempo de Esperança”. O prefeito afirmou que a festa será realizada com portões abertos e terá – menos mal – apenas quatro dias de duração. O local escolhido para abrigar o evento, já que o recinto da Facip foi vendido, é um terreno de 7 alqueires próximo ao aeroporto.
Destaque para a opinião do presidente do Sindicato dos Servidores, José Luiz Francisco, sobre o déficit do Instituto Municipal de Previdência que está obrigando a Prefeitura a promover a reforma das regras para concessão de aposentadorias. Segundo Zé Luiz, o problema está nas aposentadorias com valores exorbitantes, nas portarias irregulares concedidas a apadrinhados e no excesso de terceirização na Prefeitura. De seu lado, o superintendente do Instituto, Claudir Balestrero disse ao jornal que inexistem aposentadorias que extrapolam o teto constitucional, de R$ 17,8 mil.
O trabalho voluntário de um casal que está transformando a paisagem de um trecho à margem da linha férrea; a desativação dos leitos para tratamento de pacientes com covid, na Santa Casa de Jales; os horários de atendimento nas repartições públicas, bancos e comércio durante o período de festejos de fim de ano; o trabalho do Fundo Social de Solidariedade do município, que distribuiu mais de 800 cestas de Natal às famílias carentes, além de brinquedos para a criançada; e o novo aparelho de ultrassonografia do Consirj, que foi apresentado aos prefeitos do consórcio na segunda-feira, 20, são outros assuntos de A Tribuna.
Na coluna Enfoque, destaque para o preço da gasolina em Jales, que até a terça-feira estava custando entre R$ 6,78 e R$ 6,80 por litro. O preço médio da gasolina em Jales constatado em pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP) é terceiro mais caro do estado, ficando atrás apenas de Cubatão e Itanhaém. A pesquisa da ANP foi feita em 1.444 postos de combustíveis de 103 cidades, o que significa que em pelo menos 100 cidades pesquisadas a gasolina está mais barata que em Jales. Em Rio Preto e Votuporanga, a gasolina pode ser encontrada em alguns postos a menos de R$ 6,00. Entre 2016 e 2018, a gasolina vendida em Jales era uma das mais baratas o estado, mas tudo mudou durante da greve dos caminhoneiros, quando os preços dispararam. E depois, veio o governo Bolsonaro…
Karina Bacchi revelou que largou a profissão de atriz por sua interpretação do que está escrito na Bíblia sobre adultério. Ela, que trabalhou em novelas como “Da Cor do Pecado”, da Globo, não se sentia mais à vontade de continuar na profissão.
“Na Bíblia, a gente vê que Deus não se agrada do adultério. Uma atriz casada que vai interpretar uma cena na qual ela vai ter que beijar, abraçar… Aquilo não é considerado adultério? Acho que estaria sendo contra o que a Bíblia diz. Isso é algo que me conflitou demais”, disse Karina em conversa com o pastor Rodrigo Silva no canal Positivamente Podcast, do YouTube.
Ela disse que decidiu deixar de atuar por levar em consideração o conteúdo bíblico. “Eu deixei a minha carreira por conta não só da Bíblia, mas também porque eu não me sentia à vontade em estar atuando, mesmo sabendo que aquilo não era eu, era um personagem. Eu deixei de atuar por opção, por escolha, por causa disso”, declarou.
Dado como acabado pelos adversários, o PT continua sendo o partido mais lembrado nas pesquisas sobre as siglas preferidas pelos eleitores. Do PSL, ex-partido do Bozo, ninguém se lembra. E o PL, atual partido do presidente, é o preferido de 1% dos eleitores. Deu no portal da revista Fórum:
O crescimento da adesão à candidatura do ex-presidente Lula (PT) para as eleições de 2022 fez o Partido dos Trabalhadores (PT) atingir sua segunda melhor marca na preferência do eleitorado na série histórica do Datafolha.
Levantamento feito pelo Datafolha entre os dias 13 e 16 de dezembro mostra que o PT chegou a 28% da preferência do eleitorado, um recorde histórico. Desde março de 2013, quando bateu 29% de adesão do eleitorado ainda no primeiro governo Dilma Rousseff (PT), o partido não conquistava um percentual tão alto.
A marca registrada pelo PT em dezembro de 2021 supera a de dezembro de 2012, 27%, e se torna o segunda maior adesão do eleitorado ao partido. Desde 2001, a legenda é líder isolada na pesquisa.
O demais partidos, somados, possuem 7% da preferência do eleitor, são eles: MDB (2%), PSDB (2%), PL (1%), PSOL (1%) e PDT (1%).