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DEPUTADO BOLSONARISTA É CONDENADO A INDENIZAR ALEXANDRE DE MORAES EM R$ 50 MIL
A notícia é do Conjur:
A 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) a indenizar o ministro do STF Alexandre de Moraes por ofensas nas redes sociais.
Nas postagens, em texto e vídeo, o deputado se referiu ao ministro do Supremo com expressões de baixo calão e extremamente ofensivas. A turma julgadora apenas reduziu o valor da reparação, que passou de R$ 70 mil para R$ 50 mil.
Para o relator, desembargador Mônaco da Silva, o comportamento do parlamentar ultrapassou os limites da manifestação do pensamento e da liberdade de expressão, “uma vez que humilha, ofende e ataca, diretamente, a honra e a imagem do autor”.
O magistrado também afastou o argumento de Otoni de Paula sobre imunidade parlamentar. Citando a sentença de primeiro grau, o relator afirmou que a imunidade parlamentar não pode justificar manifestações ofensivas, proferidas com intuito de atacar à honra e a dignidade da pessoa humana.
“De fato, as expressões ofensivas (…) constantes das manifestações do parlamentar nas mídias sociais não podem ser consideradas um mero dissabor e tampouco conduta de caráter inofensivo, existindo efetiva lesão à honra. Não bastasse isso, não guardam pertinência e/ou nexo causal com o exercício do mandato, extrapolando a atividade parlamentar exercida”, afirmou Silva.
Assim, o desembargador concluiu que as palavras proferidas pelo deputado não estão sob o manto da imunidade parlamentar, justificando a condenação. Porém, ele reduziu a indenização para R$ 50 mil, uma vez que Otoni de Paula cumpriu liminar de primeira instância e apagou os vídeos com as ofensas ao ministro.
FUNCIONÁRIOS FANTASMAS DE CARLUXO TINHAM COMO ENDEREÇO CASA DE JAIR BOLSONARO
Ana Cristina Valle, que teria comprado uma mansão de R$ 3,2 milhões há algumas semanas, já revelava sua vocação para negócios imobiliários durante o casamento com Jaír Bolsonaro. No período em que estiveram casados, eles compraram 14 imóveis, dos quais 7 em dinheiro vivo.
A casa em questão é um desses imóveis. Deu no Brasil de Fato:
Os endereços de quatro funcionários fantasmas do gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) estão registrados no endereço de uma casa do presidente Jair Bolsonaro na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As localizações estão cadastradas na Receita Federal e na Câmara Municipal do Rio e eram utilizadas para envios de comunicações fiscais e administrativas dos funcionários.
O acesso aos dados foi possível a partir da quebra dos sigilos fiscal e bancário de Carlos Bolsonaro (Republicanos), autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a pedido do Ministério Público do Estado (MP-RJ). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) no jornal Folha de S.Paulo.
O acesso aos dados foi possível a partir da quebra dos sigilos fiscal e bancário de Carlos Bolsonaro (Republicanos), autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a pedido do Ministério Público do Estado (MP-RJ). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) no jornal Folha de S.Paulo.
O imóvel foi adquirido em 2002 por Jair Bolsonaro e pela então mulher do presidente, a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, que também é investigada no inquérito sobre funcionários fantasmas. Após a separação do casal, a casa se tornou propriedade de Bolsonaro em 2008 e foi vendida no ano seguinte.
Segundo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), os funcionários Gilmar Marques (ex-cunhado de Ana Cristina), André Luís Procópio (irmão de Ana Cristina), Andrea Siqueira Valle (irmã de Ana Cristina) e Marta da Silva Valle (cunhada de Ana Cristina) estão cadastrados no endereço e estiveram lotados no gabinete no mesmo período em que Bolsonaro e a ex-mulher viveram na casa.
CHARGE
FRASE
“Como se sabe, a palavra de Bolsonaro não vale nada!”
(Do jornal O Estado de São Paulo, no editorial de sábado, 11)
JORNAL DE JALES: EM MANIFESTAÇÃO, BOLSONARISTAS DE JALES PEDEM INTERVENÇÃO MILITAR E EVANGÉLICOS PEDEM INTERVENÇÃO DIVINA
Eis a capa do Jornal de Jales deste domingo, cujo principal destaque é a manifestação bolsominion realizada em Jales no sete de setembro, em apoio a Jair Bolsonaro e contra o STF, o comunismo, a venezualização e outras besteiras. A foto da capa mostra alguns crentes ajoelhados em torno de duas bandeiras do Brasil e pedindo a Deus que “nos livre de todo mal que possa afligir nossa pátria”. Ao contrário de outros manifestantes, os evangélicos da igreja “Creio Eu na Bíblia” não pediram intervenção militar, mas intervenção divina: “queremos mudança e pedimos sua intervenção divina”. Depois de orações e discursos, os apoiadores de Bolsonaro promoveram uma carreata.
O jornal está destacando, também, o trabalho da nossa simpática primeira-dama, Alziane Rossafa Moreira, à frente do Fundo Social de Solidariedade. Entrevistada pelo jornal, Alziane fez um balanço das atividades desenvolvidas desde o dia de sua posse, em janeiro deste ano. Ela anunciou que os próximos projetos a sair do papel terão como foco a comemoração do Dia da Criança, em outubro, e a campanha “Natal que Acolhe”, em dezembro, com entrega de alimentos a famílias carentes entre outros itens. Por fim, a primeira-dama agradeceu o apoio recebido ao longo dos seus oito meses como presidente do FSS.
A comemoração dos 14 anos da instalação da Fatec em Jales; os dois jovens advogados jalesenses que, depois de aprovados em concurso com 5.200 inscritos, tomarão posse como juízes de direito em Mato Grosso do Sul; o exemplo deixado pela passeata dos 8 mil, realizada em Jales em setembro de 2003; as melhorias no convênio da Atividade Delegada, que inclui melhores salários e ampliação do horário de trabalho de policiais e bombeiros; o início da aplicação da chamada dose de reforço da vacinação contra a covid; e a contratação de uma empresa terceirizada para ajudar no combate ao mosquito Aedes, são outros assuntos do JJ.
Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior deu destaque ao advogado José Luiz Penariol, que viajou a Brasília para participar das manifestações pró-Bolsonaro e ouvir os quatro minutos do discurso presidencial. Segundo José Luiz, a maioria dos manifestantes tinha mais de 40 anos. Ainda nessa seara, Deonel informa que um grande número de oradores utilizou o microfone da manifestação realizada em Jales, incluindo um capitão da reserva, chamado José Rossi, uma garotinha de 11 anos, a advogada Alzira Mara, e uma professora aposentada, de nome Osmarina Almeida de Souza, que defendeu o lançamento de um representante da direita na eleição municipal de Jales em 2024.
MARIA BETHÂNIA – “MENSAGEM / TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS”
Aos 5 anos de idade, ele ficou órfão de pai. Sua mãe, então, casou-se com um militar, um cônsul da África do Sul, lugar onde Fernando Pessoa deu início aos seus estudos, em inglês. Voltou para Portugal aos 17 anos, onde morou até seu falecimento, em 1935.
Sua produção literária era tão múltipla que ele utilizou o recurso de criar diversos heterônimos, ou seja, criar e assumir outras personalidades literárias para assinar diferentes obras escritas por ele. Os heterônimos mais usados pelo poeta, cada qual com seu próprio estilo, foram três: Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis.
Fernando Pessoa chegou a criar uma biografia para cada um deles, dando-lhes vida própria. Alberto Caeiro, por exemplo, era órfão e vivia com uma tia camponesa. Recebeu apenas a instrução primária e, por isso, sua poesia era caracterizada, aparentemente, pela simplicidade. Ele era conhecido como o poeta da natureza.
Já Ricardo Reis era o contrário de Caeiro. Na biografia criada por Pessoa, ele foi educado em um colégio de jesuítas, tornou-se médico, monarquista e revelava-se um verdadeiro apreciador da cultura clássica. Sua poesia é caracterizada pela racionalidade, linguagem clássica e vocabulário erudito. Por isso mesmo, era chamado de o poeta erudito.
Por fim, o terceiro heterônimo, Álvaro de Campos que, na biografia criada por Pessoa, era engenheiro naval mas nunca exerceu a profissão. Campos era considerado o alter ego de Pessoa, já que, assim como o poeta, foi educado em inglês. A poesia de Campos valorizava a modernidade e, ao mesmo tempo, era pessimista. Ele ficou conhecido como o poeta da vida moderna.
Além dos três mais famosos, Pessoa assinou obras com o pseudônimo de Bernardo Soares, considerado um semi-heterônimo, pois sua poesia tinha características muito parecidas com as do próprio Fernando Pessoa. Com o nome de Bernardo Soares, Pessoa escreveu um único livro: “O Livro do Desassossego”, de onde Maria Bethânia retirou algumas poesias declamadas no disco “Imitação da Vida”, de 1998.
A conhecidíssima frase “tudo vale a pena se a alma não é pequena” é de uma poesia de Fernando Pessoa (“Mar Português”). Outra frase icônica, “navegar é preciso, viver não é preciso”, também é atribuída ao poeta português, assim como a Caetano Veloso, mas, embora esteja presente em uma poesia de Pessoa e em uma música de Caetano (“Os Argonautas”), não pertence nem a um, nem a outro. A frase teria surgido no Império Romano.
Segundo li, há mais de 20 anos, em uma crônica do Carlos Heitor Cony, a frase é de um general romano chamado Pompeo. Ele teria sido encarregado de levar alimentos a soldados romanos em guerra, que estavam ficando sem comida.
Pompeo encheu um navio de mantimentos, mas, na hora de partir, os marinheiros se negaram a entrar no mar, que estava revolto. O general, então, ergueu sua espada e, mais bravo que o Bolsonaro no cercadinho, decretou que “navegar era preciso, viver nem tanto”.
No vídeo, Bethânia canta “Mensagem”, dos compositores Aldo Cabral e Cícero Nunes, lançada originalmente em 1946 pela cantora Isaurinha Garcia, considerada a Edith Piaf brasileira. A gravação de Bethânia inclui “Todas as Cartas de Amor São Ridículas”, poema de Fernando Pessoa, assinado por seu heterônimo Álvaro de Campos.






