Um dia desses, um comentarista sugeriu que o blog mostrasse a situação da Rua Dezessete, logo após a Rua Dois, no Jardim América. Ontem, resolvi dar um pulo até lá, mas, ao que parece, cheguei um pouquinho tarde: a eficiente equipe de tapa-buracos da Prefeitura já estava por lá jogando um piche nos buracos.
Mesmo assim, foi possível registrar a foto acima, que serve para mostrar como estava o resto da rua, antes do tapa-buracos.
Pessoalmente, acho que os nossos cidadãos andam exigindo demais da prefeita, com essas reclamações a respeito de buracos no asfalto. Afinal, todo mundo está sujeito a morar em algum lugar com ruas esburacadas.
Vejam, por exemplo, o caso da rua da foto abaixo. Ela se chama Rua Oswaldo Cruz. É a rua onde mora, atualmente, Sua Excelência, a Ungida. Convenhamos, se a prefeita não consegue melhorar nem a rua da casa dela, o que é que se pode esperar de um governo desses?
Vejam a que ponto chegamos! A pretexto de justificar os preços dos uniformes escolares de 2013, o chefe de gabinete da Secretaria de Fazenda, Adriano Lisboa – homem de confiança da prefeita Nice – verbalizou uma grave denúncia a respeito dos uniformes de 2012.
Durante a reunião de terça-feira, na Câmara, ele afirmou categoricamente, diante de sete vereadores, de membros da imprensa e de outros integrantes do governo Nice, que os uniformes fornecidos pela empresa ganhadora, em 2012, não correspondiam ao que foi licitado.
A afirmação coloca muita gente em cheque, inclusive a ex-secretária Élida Barison. Dois motivos me levam a duvidar da acusação do assessor da prefeita: 1º) a empresa que confeccionou os uniformes é idônea; 2º) a ex-secretária Élida jamais aceitaria receber os uniformes se eles não estivessem de acordo com o que foi licitado.
Um vereador presente à reunião disse ao blogueiro que a acusação de Adriano pode ser uma estratégia para tentar intimidar alguns de seus colegas – principalmente os do PT – que cogitam abrir uma CEI para investigar o caso dos uniformes deste ano.
Não bastasse a afirmação pública de Adriano, um dos representantes da Hebrom Confecções, de nome Leandro, confirmou, em privado, a acusação. A este aprendiz de blogueiro, Leandro disse que o tecido utilizado na confecção não correspondia ao que foi licitado e nem mesmo ao que constava da etiqueta grudada nos uniformes.
São acusações, repito, gravíssimas. Pra dizer a verdade, eu nem ia tocar nesse assunto, mas, diante da direção que o caso está tomando, creio ser de minha obrigação trazê-lo ao conhecimento dos leitores do blog. Da mesma forma, a Câmara também tem o dever de esclarecer o assunto, até para que os envolvidos possam se defender.
Sabe-se que alguns vereadores pretendem protocolar um requerimento, solicitando que Adriano confirme as acusações e apresente as provas do que está dizendo. Como se vê, o governo Nice pode não estar sendo lá grande coisa, mas é pródigo em produzir notícias.
Eu não recebi a Nota de Esclarecimento sobre o caso da Rua 22, mas, ao que parece, ela está rodando numa rede social desde ontem. Confiram:
NOTA DE ESCLARECIMENTO DA PREFEITURA:
No mês de abril, após reunião entre dois moradores das proximidades da Rua 22 – esquina com a Av. Francisco Jalles, em conjunto com o vereador Tiago Abra e os representantes da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Trânsito (SMPDET), a pasta decidiu por bem, para proteger e salvaguardar a vida dos usuários das vias daquela região, além dos próprios moradores, a mudança no sentido de direção da Rua 22, levando em consideração o elevado número de acidentes no local.
No entanto, a mudança de direção não surtiu o efeito para a diminuição dos acidentes no local. Sendo assim, a secretaria decidiu por retornar para a mão dupla de direção da Rua 22, e propor ao Conselho Municipal de Trânsito, um estudo mais adequado e apropriado para apontar qual a melhor solução para minimizar os riscos de acidentes, evitando colocar em perigo a vida de moradores, motoristas e pedestres que utilizam a região.
Reparem que a Nota menciona um número elevado de acidentes no local, que, segundo o esclarecimento, continuou elevado mesmo com a alteração que transformou a rua em via de mão única. Talvez fosse mais convincente se a explicação viesse acompanhada dos tais números.
Representantes da empresa Hebrom Distribuidora e Confecções Ltda, de Campo Mourão(PR), estiveram em Jales nesta terça-feira, para uma reunião com os vereadores. O assunto? Os polêmicos uniformes escolares que estão sendo comprados pela Prefeitura.
Além deles, participaram do encontro a secretária de Educação, Simone Aranda, o chefe de gabinete da Secretaria de Fazenda, Adriano Lisboa, e o responsável pela licitação, o baiano Alencar Lopes de Carvalho.
Como se pode ver na foto, o ex-procurador-geral do Município, Izaias Barbosa de Lima Filho, também esteve presente. Ele deverá voltar ao cargo assim que se recuperar de uma nova cirurgia à qual terá que se submeter nos próximos dias.
Entre os vereadores, faltaram apenas três – Tiquinho, Nishimoto e Claudir Aranda. Pelo que se observou, toda a argumentação se baseou na questão da qualidade dos uniformes. Uma coisa, porém, é certa: a quantidade de bermudas e calças deverá cair de 5.000, cada, para 3.800.
Segundo explicou a secretária Simone Aranda, algumas escolas teriam passado informações erradas sobre a quantidade de uniformes, daí a disparidade entre o número de bermudas e calças licitadas e a quantidade de alunos (3.560).
Aparentemente, alguns vereadores não se deram por convencidos. Eu cheguei atrasado à reunião, mas um vereador me disse que o representante da empresa teria contestado uma informação do blog sobre os preços dos uniformes de Maringá.
Conversei com o representante da Hebrom e, em momento algum ele contestou a informação. Apenas argumentou que os uniformes de Maringá são de qualidade bem inferior. A ata da licitação realizada em Maringá pode ser vista aqui. O resultado final do pregão está na página 07 da ata.
Segundo me disseram, o assunto “bombou”, ontem, no Facebook. A nossa Secretaria Municipal de Planejamento e Trânsito, ao que parece, voltou atrás e liberou o tráfego de veículos nos dois sentidos da Rua Vinte e Dois, entre a Avenida Francisco Jalles e a Rua Treze.
Há algum tempo, a Prefeitura colocou duas placas no local, transformando a rua – que era de mão dupla – em via de mão única. Da mesma maneira que colocou as placas, a Prefeitura as retirou, sem dar nenhuma explicação.
Um dos assuntos trazidos à luz durante a sessão da Câmara desta segunda-feira foi o contrato de aluguel firmado entre a Prefeitura de Jales e os proprietários de uma casa localizada na Rua Oito, esquina com a Três, ali pertinho do Paço.
O contrato, de maio deste ano, prevê que o município pagará R$ 1,8 mil mensais pelo aluguel da casa para onde serão – ou já foram, sei lá! – transferidos a Procuradoria Geral do Município e o Procon. Nos últimos anos, os dois órgãos funcionaram em um imóvel da Rua Seis, também pertinho do Paço, pelo qual se pagava R$ 985,00 de aluguel.
Agora o detalhe curioso: a mesma casa que está sendo alugada por R$ 1,8 mil já esteve locada para a mesmíssima Prefeitura de Jales, até março de 2012, por… R$ 670,70 mensais. Lá funcionava o Serviço de Atenção em Infectologia (DST/Aids), como se pode ver na foto lá de cima.
Ou seja, o governo Nice – de tão bom que está sendo – parece ter causado uma onda de otimismo no mercado imobiliário local e uma pequena inflação nos valores dos aluguéis.
Quem foi de carro ao centro da cidade, neste sábado, e tentou pagar a Zona Azul, acabou tendo uma surpresa agradável. Os fiscais não estão podendo cobrar, simplesmente porque acabou o estoque de cartões.
Tudo indica que a falta de cartões seja resultado dos desentendimentos entre a empresa responsável – a Tetran – e a nossa Prefeitura. Como se sabe, a confecção dos cartões é uma responsabilidade do município, até para que a Prefeitura tenha um controle da quantidade que está sendo vendida e possa receber o seu percentual sobre as vendas.
Segundo informações, a empresa solicitou novos cartões desde abril passado, mas, até ontem, a Prefeitura não os havia disponibilizado. Claro que essa deve ter sido a maneira que a prefeita Nice Mistilides encontrou para forçar a empresa a pagar os R$ 70 mil que deve ao município.
Sabia-se, desde abril, que o pastor Luciano Ferreira Nunes estava a fim de deixar o governo Nice. Ele só permaneceu mais dois meses para atender um pedido da prefeita, cujo governo já contabilizava outras três ou quatro baixas em seu primeiro escalão. Vejam, agora, a notícia enviada pela Secretaria Municipal de Comunicação:
A partir do dia 10 de junho, Luciano Ferreira Nunes não responderá mais pela Secretaria Municipal de Administração da Prefeitura de Jales. O empresário que continuará contribuindo voluntariamente com a cidade decidiu por buscar novas parcerias com o empresariado jalesense e atrair novas empresas para a cidade.
Formado em Teologia, o ex-secretário possui 15 anos de experiência em administração de empresas e é proprietário de duas farmácias em Jales e quatro empresas do ramo de baterias na região.
“Preciso de mais tempo para me dedicar às minhas empresas e minha prioridade é me doar 100% às atividades que desenvolvo. Optei por me afastar da secretaria, cuidar de perto das minhas empresas e, a pedido da prefeita Nice vou buscar novas empresas que queiram vim para Jales e investir na nossa cidade”.
Para a prefeita Eunice Mistilides Silva – Nice “é claro que será uma grande baixa, mas o Luciano vai desenvolver um papel muito importante para nós na busca de empresas que queiram investir na cidade e gerar emprego para a nossa população. Logo anunciaremos o nome do novo secretário de administração que dará sequência ao brilhante trabalho que estava sendo desenvolvido pelo nosso ex-secretário”, ressaltou a prefeita.
Em campanha, Nice prometeu o melhor dos mundos para os servidores municipais. Eleita, ela já está, em menos de seis meses, dando mostras de que pretende seguir a receita de FHC: “esqueçam o que eu escrevi!”, ou, no caso dela, “esqueçam o que eu prometi!”.
Nesta semana, assustada com o crescimento da Folha de Pagamento, que ela mesma tratou de inchar, a prefeita comunicou ao funcionalismo que estavam suspensas as horas extras e os pedidos de férias. Segundo me disseram, até o adicional de insalubridade teria sido cortado, o que seria o fim do mundo.
A novidade causou rebuliço entre os servidores, que trataram de se pintar para a guerra. Acionado, o presidente do Sindicato, José Luiz Francisco, foi à prefeita e prometeu uma paralisação geral. Mais uma vez assustada, a Ungida cuidou de dar um passo atrás.
Ao presidente do Sindicato, ela teria dito que não tocaria nas horas extras, nem na insalubridade. Aos vereadores Gilbertão, Luís Rosalino e Jesus Batista, que também foram acionados pelos servidores, Nice confirmou que não cortaria as horas extras, mas deixou mais ou menos claro que elas seriam admitidas apenas em alguns setores, a critério dela.
Quem pretendia sair em férias, no entanto, terá que mudar os planos. Dona prefeita já confirmou às várias secretarias que o “dolce far niente” está suspenso na Prefeitura, a menos que o servidor tenha alguma licença-prêmio para gozar. Férias – que importam em despesas para a Prefeitura – nem pensar.
Agora, vejam vocês, nós estamos em junho, ainda, e a prefeita, depois de encher a Prefeitura de apaniguados – alguns deles competentes – já está tomando medidas que, normalmente, são tomadas apenas no último trimestre de cada ano. Consequência, é claro, do despreparo da prefeita.
Em tempo: mesmo promovendo cortes, a prefeita continua contratando assessores. Nesta semana, o engenheiro Raul Lázaro de Mello – que esteve cotado para ser o secretário de Obras – começou a dar expediente na Prefeitura. O cargo que ele ocupa ainda não foi divulgado.
Vejam como esta cidade é cheia de surpresas! Sabe-se agora que foi o ex-prefeito Humberto Parini quem assinou o decreto que autoriza a Caixa Econômica Federal a instalar um posto bancário na Praça “João Mariano de Freitas”, chamada pelos íntimos de Praça do Jacaré.
Por sinal, são dois postos bancários: o estadista autorizou, também, a instalação de um posto na abandonada Praça do Jardim Arapuã, cujas obras também já foram iniciadas, como se pode ver na foto lá de cima.
Pessoalmente, acho interessante que aquele setor da cidade tenha um terminal de autoatendimento, o que vai facilitar a vida de muitos moradores e evitar que eles tenham que vir ao centro da cidade. Já o posto da Praça do Jacaré…
O decreto assinado pelo estadista recebeu o número 5.875, de 28 de setembro de 2012. Eis o artigo 1º do decreto:
Art. 1.º Fica permitida à Caixa Econômica Federal a utilização de áreas públicas necessárias para a colocação de 2 (dois) “quiosques” pré-montados, para instalação de terminais de auto atendimento de serviços bancários, sendo:
I – 1 (um) na Praça João Mariano de Freitas, na parte que confronta com a Avenida Francisco Jalles, com área de 16,80m² (Dezesseis metros e oitenta centímetros quadrados);
II – 1 (um) na Praça João Diego Caparroz, na parte que confronta com a Avenida Arapuá, com área de 9,40m² (nove metros e quarenta centímetros quadrados);
Parágrafo único. Os “quiosques pré-montados” a serem colocados nas áreas previstas neste artigo destinam-se a instalação e funcionamento de terminais de auto atendimento para prestação de serviços bancários, tais como saques e pagamentos de benefícios sociais de INSS, FGTS, Seguro Desemprego, dentre outros.
Retiremos, então, as críticas que fizemos à nossa Ungida prefeita Nice, que, neste caso, não teve culpa. Aliás, pelo que fiquei sabendo, ela também foi apanhada de surpresa pela novidade.