A semana termina quente com informação exclusiva: a funcionária da agência de comunicação que contratou disparos em massa de mensagens de WhatsApp para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) vai ocupar um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência e deve despachar a poucos metros do presidente.
Segundo reportagem de Leandro Prazeres, Taíse de Almeida Feijó será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha. O salário dela será de cerca de R$ 10,3 mil.
Em nota, o órgão disse que a nomeação se deu por “critérios técnicos, após avaliação curricular e entrevista”.
O decreto assinado por Jair Bolsonaro facilitando a posse de armas de fogo é o cumprimento de promessa de campanha que agrada a uma classe média com sangue no olho, que acha que vai matar os bandidos no faroeste que sonha para o Brasil.
Os interessados não vão precisar mais do aval da Polícia Federal e, a partir de agora, bastará uma autodeclaração para que o direito seja concedido. Ainda é necessário apresentar atestados de aptidão física e condições psicológicas, mas isso pode ser falsificado.
Essa bandeira bolsonarista é antiga e os garotos de Jair também são apaixonados por um cano fumegante, mas o melhor testemunho sobre a estupidez dessa obsessão vem do próprio Jair, numa notícia que volta e meia reaparece.
Foi veiculada no dia 5 de julho de 1995 na falecida Tribuna da Imprensa, do Rio. O então deputado federal foi assaltado por dois criminosos que acabaram levando sua motocicleta e a pistola Glock calibre 380 que carregava debaixo da jaqueta. Eles eram jovens e aparentavam ser de classe média, contou.
“Mesmo armado me senti indefeso”, declarou Bolsonaro.
Filosoficamente, talvez tenha sido o melhor momento do capitão, um testemunho sobre a inutilidade da violência. Claro que foi um lapso (“fazer-se de idiota será sempre uma função da filosofia”, escreveu Gilles Deleuze).
Num Roda Viva do ano passado, ele lembrou do caso.
“Dois dias depois, juntamente com o 9º Batalhão da Polícia Militar, nós recuperamos a arma e a motocicleta e por coincidência — não é? — o dono da favela lá de Acari, onde foi pega… foi pego lá, lá estava lá, ele apareceu morto, um tempo depois, rápido.”
Continuou: “Não matei ninguém, não fui atrás de ninguém, mas aconteceu”.
Esse é o bangue bangue que Jair está instaurando no país. Ser covarde tendo costas quentes e amigos policiais (como o Queiroz) ou milicianos é moleza.
Especialistas dizem (aqui) que o decreto de Bolsonaro trará mais mortes e força ao crime organizado. As mulheres serão as primeiras vítimas, uma vez que a violência doméstica tende a aumentar. Com informações da Folha de S.Paulo:
A repercussão sobre a liberação da posse de armas no Brasil teve impacto negativo no mundo. O jornal americano New York Times escreveu que as leis foram afrouxadas na “capital mundial do assassinato”.
Já o Financial Times lembrou que 61% dos entrevistados pelo Datafolha em dezembro no país afirmaram ser contra a liberação da posse de armas de fogo. O britânico The Guardian afirmou, com base em um estudo da ONG Sou da Paz, que o volume de registro de novas armas no Brasil aumentou de 3.900 para 33 mil em dez anos.
A Folha diz ainda que “os jornais argentinos La Nación e Clarín foram outros que destacaram a medida. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta terça e tem efeito imediato. O texto estende o prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos e cria pré-requisitos objetivos que precisam ser apresentados a um delegado da Polícia Federal para autorização da posse.”
“Também limita para quatro a quantidade de armas que uma pessoa pode comprar, com exceção daqueles que comprovarem a necessidade de ter mais do que isso, e exige que aqueles que vivam com crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência apresentem uma declaração de que a residência possui cofre ou local seguro com tranca para guardar o armamento.”
O jornal destaca, também, que a posse de armas no Brasil é regulamentada pela lei federal 10.826, de 2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento. Ela prevê que apenas cidadãos com mais de 25 anos de idade, com residência certa e sem condenações criminais, entre outros pré-requisitos, podem ter arma em casa.
Em editorial publicado na tarde desta terça-feira 15, dia em que o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que flexibiliza a posse de armas, o jornal da família Marinho manifesta-se contra a decisão. “Difícil desmentir a relação entre mais armas e mais mortes”, defende o texto, que contesta ainda o argumento de Bolsonaro de que a população escolheu de tal forma, com base no plebiscito feito em 2005, conforme previsto pelo Estatuto do Desarmamento, em que a maioria decidiu pela manutenção do comércio de armas e munições. “Não é possível compartilhar com o presidente a certeza de que hoje o resultado da consulta seria o mesmo”, diz o Globo.
“Há debates apaixonados sobre o maior ou menor acesso a armas. Porém, existem fatos indiscutíveis. Dois deles: o precário sistema de vigilância de armamentos e a ausência de mecanismos de monitoramento previstos no Estatuto, jamais implementados como deveriam. Nada garante que a facilitação da posse terá algum controle eficaz”, aponta outro trecho do editorial.
“Outro aspecto do problema, além dos enormes riscos de se ter armas em casa — compreensível em regiões isoladas no interior — , é a constatação de que boa parte das armas em circulação na bandidagem tem origem legal. Segundo a CPI do Tráfico de Armas, 86% delas foram adquiridas conforme a lei, e, depois, desviadas”, destaca ainda.
Na cabeça de alguns imbecis – como parece ser o caso da ministra Damares – as feministas não gostam de homem, são mal-amadas e não querem saber de sexo. Deu no Brasil 247:
Nesse domingo (13), o Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria para traçar o perfil da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Entre as declarações polêmicas levantadas na reportagem estava a que afirma que as feministas supostamente não gostam de homens “porque são feias”.
“Sabem por que elas (feministas) não gostam de homem? Porque são feias e nós somos lindas“, disse Damares. A afirmação foi feita durante um culto e o vídeo foi reproduzido pelo Diário do Centro do Mundo. Damares é pastora em uma igreja evangélica em Brasília.
A afirmação segue a mesa lógica de pensamento do atual presidente Jair Bolsonaro que disse a deputada Maria do Rosário que ela não merece ser estuprada por ser ‘muito feia’. Por tais declarações, Bolsonaro se tornou réu e foi condenadol por ofensa à parlamentar.
Para quem passou por uma delicada cirurgia para retirada de um tumor, o moço está bem serelepe. Deu no Brasil 247:
O ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro gravou um vídeo no hospital com a família em que debocha do povo brasileiro, num misto de escárnio explícito e humilhação. O vídeo viralizou nas redes sociais. Com uma música de fundo, a filha de Queiroz, de celular em punho, diz: “Agora é vídeo, pai!”. E prossegue: “Pega teu amigo, pega teu amigo!”.
Queiroz e família dançam em meio a gargalhadas e sorrisos, tripudiando com olhares de deboche, num claro recado à críticas que vêm sofrendo em função do não comparecimento aos depoimentos convocados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
O ano não começou bem para o vereador Macetão(PP). O Tribunal de Contas do Estado (TCE) acaba de aplicar uma multa de 300 Ufesps (R$ 7.959,00) ao vereador por conta de irregularidades no balanço de 2015 da falecida Fundação “Masaru Kitayama”. Naquele ano, Macetão era o presidente da Fundação, àquela altura já inativa.
Na sentença, assinada pelo auditor e substituto de conselheiro Samy Wurmam, o TCE diz que Macetão foi alertado sobre as irregularidades apontadas pela fiscalização do Tribunal, mas não se deu ao trabalho de apresentar uma defesa.
Fundada durante o governo Parini, a Fundação “Massaru Kitayama” abrigou o Ambulatório de Câncer, primeiro passo para a vinda do Hospital de Câncer. Registre-se que a instalação do Ambulatório – e o efetivo funcionamento da Fundação – foi possível graças a uma emenda de R$ 400 mil, do então deputado federal José Dílson(PDT).
José Dílson – que era conhecido como “médico do programa do Ratinho” – tinha uma propriedade rural em Pontalinda e, sempre que vinha à região, hospedava-se no Hotel Grandes Lagos, do empresário Durvalino Fernandes Gouveia. Em uma dessas vindas de José Dílson a Jales, Durvalino aproveitou para – juntamente com o vereador Gilbertão, que era do mesmo partido do deputado – solicitar a verba para o Ambulatório.
A ideia inicial da Fundação de Educação, Saúde e Comunicação “Masaru Kitayama”, instalada no prédio cedido pela Unimed, onde hoje funciona o Hospital de Amor, era abrigar – além do Ambulatório de Câncer – uma Universidade e um canal de TV local.
A Universidade e o canal de TV ficaram pelo caminho, mas não se pode dizer que a Fundação “Masaru Kitayama” deixou de cumprir um importante papel. Como mantenedora do Ambulatório de Câncer, ela foi, como já se disse, o embrião da instalação da Unidade de Jales do Hospital de Câncer.
Voltando ao Macetão, o TCE está alegando que as irregularidades no balanço de 2015 teriam inclusive impedido o encerramento das atividades da entidade, daí a multa ao moço dos cabelos encaracolados.
O decreto que vem sendo gestado pelo herói da Pátria, Sérgio Moro, a pedido do salvador da Pátria, Jair Bolsonaro, não deverá beneficiar os moradores da zona urbana de Jales e da maioria das cidades da região, caso se confirmem as versões que vem sendo ventiladas pela imprensa.
Anteontem, o Sistema Bolsonaro de Televisão (SBT) noticiou que teve acesso ao rascunho do decreto. E hoje foi a vez de O Globo publicar reportagem sobre o tal decreto. Segundo ambas as notícias, somente os moradores das cidades com taxas de homicídios superiores a 10 para cada 100 mil habitantes terão facilidades para obter a posse de armas.
Nas contas do jornal O Globo, a regra vai facilitar a posse de armas em 3.179 dos 5.570 municípios brasileiros. Jales não estará entre os municípios beneficiados, uma vez que, por aqui, a taxa de homicídios está bem abaixo de 10 para cada 100 mil habitantes. No ano passado, nossa cidade, que possui quase 50 mil habitantes, teve dois homicídios, o que significa uma taxa de 04 para cada 100 mil. A última vez que a taxa de homicídios quase alcançou 10 para cada 100 mil em Jales, foi em 2009, quando tivemos cinco homicídios.
Por sinal, na quarta-feira, 09, algumas comentaristas da Globonews diziam que no estado de São Paulo – onde Bolsonaro obteve estrondosa vitória – a maioria das cidades, incluindo a capital, onde a taxa de homicídio é de 8,5 para cada 100 mil (segundo as comentaristas), ficariam fora das facilidades criadas por Bolsonaro. As moças da Globonews disseram, ainda, que o decreto só leva em consideração os homicídios por armas de fogo, o que pode excluir outras cidades, uma vez que, segundo elas, apenas 75% dos homicídios são cometidos com arma de fogo.
O decreto estabelece, ainda, que os menores de 25 anos e os que possuem antecedentes criminais ficam impossibilitados de possuir armas. E prevê, também, que nas residências onde morem crianças e deficientes mentais, as armas terão que ficar guardadas em cofres. Ou seja, além das ações da Taurus, também as ações das fabricantes de cofres poderão experimentar forte valorização.