A charge do Frank ironiza o presidente Bolsonaro, que foi desmentido duas ou três vezes por subordinados em seus quatro primeiros dias de governo. A charge brinca, também, com os coxinhas paneleiros:
Convenhamos, nestes primeiros quatro dias de governo só tivemos caneladas e desencontros. E o site ultradireitista O Antagonista está noticiando que Paulo Guedes espera que seu colega Onyx Lorenzoni caia antes de 90 dias. Ou seja, esse início de governo Bolsonaro parece mesmo uma baderna. Deu no blog do Esmael:
O senador Roberto Requião (MDB-PR) afirmou neste sábado (5) que o Brasil está sem comando e que o país está sendo dirigido pelo capital vadio.
“Brasil está sem comando. Dirigido pelo capital vadio e pelas asneiras de ministros tresloucados. Alguns querem base americana, outros apenas a Disneylândia”, disse o parlamentar.
Para Requião, se “Brasil” na língua guarani significa “Vermelho”, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) poderia rebatizar a nação como nome de “Sbornia”.
“Se em guarani Brasil quer dizer vermelho, no governo deles não há mais Brasil, o país deles é a SBORNIA!”, tuitou.
Para Requião, já está bem claro que Bolsonaro não sabe o que está fazendo no governo e não tem a mínima noção do que assina.
Parece que a preferência do Coiso pelo Twitter e pelo Sistema Bolsonaro de Televisão (SBT) não está agradando o pessoal da Vênus Platinada. Deu no Brasil 247:
Após os protestos feitos por artistas, personalidades e cidadão comuns que tomaram conta das redes sociais acerca da declaração feita pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que “azul é cor de menino e rosa de menina”, os jornalistas Renata Lo Prete e Jorge Pontual, do Jornal da Globo, também demonstraram sua indignação no ultimo telejornal da noite transmitido pela emissora. Ali, Renata usou um vestido azul, enquanto Pontual, que é correspondente da Globo em Nova York, usou um terno rosa.
A notícia deve interessar aos professores de Jales e região que votaram no mito. Deu em o Globo:
Indicado para a diretoria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que cuida do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), Murilo Resende Ferreira afirmou que os professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a ideologia de gênero. As declarações foram dadas em uma audiência no Ministério Público Federal sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino”, em 2016.
Resende, que já faz reuniões no Inep, onde assumirá a Diretoria de Avaliação da Educação Básica, responsável também por outros exames oficiais do governo, foi indicado ao cargo pelo movimento Escola sem Partido, do qual é adepto. Na audiência pública realizada em Goiás, onde leciona em faculdades, ele propôs uma prova de português e matemática para a categoria, a quem chamou de “gente que não quer estudar de verdade”.
“É impressionante a maneira como os professores são incapazes de perceberem que eles têm alguma coisa a ver com o mal da educação brasileira, como eles creditam tudo à sociedade, à ausência de dinheiro” — afirma Resende, continuando: — “Relembrando meu grande professor Olavo de Carvalho, eu acho que talvez não seja nem necessário um Escola sem Partido, se a gente puder realizar simplesmente uma coisa no nosso ensino: uma prova de português e matemática para os professores”, conclui.
A ministra Damares é menina ou menino? A se julgar pela foto acima, é menino, mas, aparentemente, é apenas uma imbecil deslumbrada com o poder.
Ontem, ela visitou uma loja de Brasília vestida de azul e o vendedor viu-se no direito de perguntar-lhe: “e aí ministra, você é menino ou menina?”. A reação de Damares e suas acompanhantes foi filmar o rapaz, tentando, talvez, intimidá-lo. Mas… (veja aqui).
A polêmica me fez lembrar de um velho sucesso de Wilson Simonal, “Vesti Azul”. Apesar de ter ficado mais conhecida na voz de Simonal, a música, na verdade, foi feita para uma menina. Em 1968 – o ano que não acabou – o compositor Nonato Buzar recebeu a incumbência de fazer um música para a cantora Adriana, então com apenas 14 anos.
Em menos de meia hora Nonato compôs a música, cujo nome original era “Anjo Azul”, em homenagem a um filme de Marlene Dietrich. Ocorre que alguém, sem o conhecimento do autor, mostrou a música a Simonal que ouviu, gostou e também gravou, só que com o nome “Vesti Azul”.
As duas gravações saíram ao mesmo tempo, mas a de Simonal – que tinha um programa na TV Record – fez mais sucesso. “Vesti Azul” seria gravada também no exterior, em versão de Paul Anka e Sammy Cahn, com o nome de “Something Else”.
Um dos artistas mais bem pagos da época, Simonal viu sua carreira entrar em declínio após um episódio em que seu contador foi torturado pelo regime militar. Simonal acabou sendo processado e condenado e, para tirar os militares de sua cola, redigiu um documento dizendo-se delator.
Depois disso, ele passou a ser considerado “dedo-duro” pelo pessoal da MPB e foi marginalizado. Morreu em 2000, ainda com a pecha de “traidor” e “dedo-duro”. No vídeo abaixo, “Vesti Azul” é cantada pelo ex-Barão Vermelho Roberto Frejat, em show realizado em homenagem a Simonal:
Trecho da mensagem de final de ano do ex-presidente Lula:
Não vamos desistir de lutar por um Brasil melhor e por um mundo de paz. Ao longo da história, o povo brasileiro soube enfrentar grandes desafios e injustiças. Por mais duras que fossem as condições, jamais nos curvamos às tiranias.
Eles podem prender uma pessoa, como fizeram comigo, mas não podem encarcerar nossas ideias, muito menos impedir o futuro. 2019 será um ano de muita resistência e muita luta, para impedir que o nosso povo seja ainda mais castigado do que já foi. O Brasil precisa mudar, sim, mas mudar para melhor.
Precisamos retomar o caminho do desenvolvimento com inclusão social. E isso se faz com transferência de renda, com geração de empregos, com investimento público e privado; isso se faz tratando os trabalhadores e os mais pobres como solução e não como problema.
Nosso objetivo em 2019 deve ser a defesa do povo brasileiro. Defender o direito à saúde e educação de qualidade. Ao emprego e à oportunidade de estudar e trabalhar em paz por um Brasil melhor.
E isso só vai ser possível garantindo a democracia plena; em que seja livre o direito de organização, de manifestação e de expressão. Em que todos sejam reconhecidos como cidadãos e cidadãs. Em que se pratique a verdadeira Justiça, sem perseguição política, ódio ou preconceito.
Eu continuo tendo fé em Deus e no povo brasileiro. Não vamos baixar a cabeça nem deixar que tirem nossa alegria de viver e de batalhar por dias melhores. Nós sempre tivemos coragem de lutar e temos coragem de recomeçar.
Desejo que o ano de 2019 seja o início de uma nova caminhada por um Brasil sem fome e sem pobreza, com emprego digno, saúde e educação para todos.
Como diz a canção do grande Chico Buarque: “Amanhã vai ser outro dia”.
Acusado de ter sido funcionário fantasma, o comerciante Renato Bolsonaro, um dos irmãos do presidente eleito, foi tratado como celebridade na entrada da Granja do Torto, nesta segunda-feira (31). Ele saiu da Granja, onde está hospedado com o irmão e a família, apenas para cumprimentar os apoiadores do irmão.
Renato passou pelo menos meia hora tirando fotos e gravando vídeos com bolsonaristas direcionados para diferentes Estados. Em certo momento, disse brincando que serviria como “genérico” do irmão, caso ele não possa conhecer os apoiadores pessoalmente.
Além das selfies, ele tirou fotos com um cartaz de apoio ao futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, com os dizeres: “O homem mais odiado do Brasil pelos petistas e pelos corruptos. Mas é o mais respeitado pelo povo brasileiro”. Fez também registros dentro do Fiat modelo 147 que veio de Paramoti (CE) para a posse presidencial.
Em 2016, Renato foi exonerado do cargo de assessor especial parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), após reportagem do canal SBT revelar que ele não aparecia para trabalhar, embora constasse como funcionário do gabinete do deputado estadual André do Prado (PR) por três anos. O salário era de R$ 17 mil. Ao invés de comparecer para o expediente, de acordo com a reportagem, ele trabalhava em uma de suas lojas de imóveis.
Hoje, ele contou que o clima dentro da Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência, é “tranquilo” e “familiar” e que toda a família está reunida, inclusive a mãe, Olinda, de 91 anos. Segundo Renato, Jair Bolsonaro está preparando o discurso que fará amanhã, na cerimônia de posse.
Aos 54 anos, Renato Bolsonaro já tentou seguir os passos do irmão e entrar para a política, mas sem sucesso. Há dois anos, disputou a prefeitura de Miracatu, em São Paulo, pelo PR, mas não foi eleito.
A má notícia é que o ex-urubólogo vai continuar puxando o saco do “Coiso” em seus comentários radiofônicos. O texto é do jornalista Kiko Nogueira, no DCM:
Alexandre Garcia deixou a Rede Globo nesta sexta-feira, dia 28, e livrou a Globo de um constrangimento, que era sua militância bolsonarista.
Em um comunicado interno, o diretor de jornalismo Ali Kamel, aquele do clássico “Não Somos Racistas”, prestou uma espécie de homenagem ao antigo funcionário:
“Em nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas não o jornalismo. Ele continuará a ter seus comentários políticos transmitidos por duzentas e oitenta rádios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuará a escrever artigos para um sem número de jornais por todo o país”, diz o comunicado.
Blablablá.
Em abril, áudios vazados de Chico Pinheiro criticando Sergio Moro e desejando “paz e sabedoria” a Lula levaram Kamel a enviar à equipe um email sobre o uso das redes sociais.
“O maior patrimônio do jornalista é a isenção. Na vida privada, como cidadão, pode-se acreditar em qualquer tese, pode-se ter preferências partidárias, pode-se aderir a qualquer ideologia. Mas tudo isso deve ser posto de lado no trabalho jornalístico”, pontuou.
“A Globo é apartidária, independente, isenta e correta (sic). Cada vez que isso acontece, o dano não é apenas de quem se comportou de forma inapropriada nas redes sociais. O dano atinge a Globo. E minha missão é zelar para que isso não aconteça.”
Garcia vai poder agora abraçar o bolsonarismo à vontade.
Há rumores de que engate um cargo na comunicação do novo governo. Eduardo Bolsonaro o considera “brilhante”.
Recentemente, Alexandre publicou no Facebook um texto puxando o saco de Bolsonaro.
Ganhou o elogio sincero do personagem: “Grato pela menção e reflexão, @alexandregarcia! Um forte abraço!”, mandou no Twitter.
A peça de Garcia é constrangedoramente sabuja, mas não exatamente surpreendente vinda de um ex-porta voz de João Figueiredo que nunca deixou de gostar de homens de uniforme.
Jair, na opinião de Garcia, é o messias que veio para nos salvar para sempre do comunismo. Faltou falar do “marxismo cultural”, mas isso não demora.