Esta não é a primeira vez que o prefeito de Mauá é preso. Em maio deste ano, ele foi preso em operação que investigou desvios de recursos da merenda escolar e permaneceu 37 dias na cadeia, até ser solto por Gilmar Mendes. A notícia é do portal da Jovem Pan:
A Polícia Federal de São Paulo prendeu na manhã desta quinta-feira (13) o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi (PSB) durante a Operação Trato Feito. Outro alvo de prisão é o ex-secretário de governo da cidade João Eduardo Gaspar.
Segundo as investigações, nove empresas, de diferentes ramos, pagavam propina mensalmente para o prefeito.
Também são cumpridos mandados de busca e apreensão em gabinetes de 22 dos 23 vereadores da cidade. A PF cumpre ainda mandados na Prefeitura de Mauá, na sede da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), e na casa da coordenadora da Secretaria de governo de Mauá, Ione Scapinelli.
A ação de hoje é um desdobramento da Operação Prato Feito deflagrada em maio deste ano e que investigou desvios de verbas federais destinadas à compra de merenda escolar em três Estados (SP, PR e BA) e no DF.
De acordo com a PF, as nove empresas que mantêm contratos de prestação de serviço ou fornecimento de materiais para a Prefeitura pagavam propina ao prefeito. O ex-secretário de governo redistribuía os valores a outros integrantes do grupo. Os valores variavam de 10% a 20% dos valores dos contratos. Os escritórios das empresas também são alvos de buscas.
Ontem, um amigo deste aprendiz de blogueiro que já foi petista – nós nos filiamos ao PT em um mesmo dia de 1988 – e, atualmente, é bolsonarista convicto, expressou sua indignação contra o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo ele, o órgão que produziu um relatório implicando o assessor de Flávio Bolsonaro, está cheio de petistas interessados em colocar pedras no caminho de um governo que nem começou.
Ele, provavelmente, deve ter recebido pelo whatsapp ou pelo facebook uma mensagem que circulou nos últimos dias, dando conta de que o Coaf possui 180 petistas que ganham entre R$ 18 mil e R$ 61 mil, os quais serão demitidos por Sérgio Moro assim que o governo bolsonarista começar. É incrível – e lamentável – que, passadas as eleições, pessoas razoavelmente bem informadas continuem acreditando no besteirol divulgado via redes sociais.
Basta ler fontes confiáveis para se descobrir que o Coaf tem apenas 37 funcionários, dos quais 19 ganham remuneração abaixo de R$ 16 mil. Como se trata de um Conselho vinculado, por enquanto, ao Ministério da Fazenda, o Coaf tem servidores concursados cedidos pelo próprio Ministério da Fazenda, e outros órgãos como o Banco do Brasil, Banco Central, Caixa Federal, etc. Desmentidos sobre os “180 petistas” podem ser encontrados no G1 (aqui), na Folha/UOL (aqui), e no site especializado Boatos.org (aqui).
Outra coisa que se descobre lendo fontes sérias, é que o relatório do Coaf “petista” não cita apenas o amigo dos Bolsonaros. Menciona, na verdade, 75 pessoas ligadas a 20 deputados cariocas de 14 partidos de diferentes matizes ideológicas. Inclusive a assessora de um deputado do PT, que movimentou valores bem maiores que os do motorista de Flávio Bolsonaro.
Um detalhe final: o relatório não é de agora, mas de janeiro deste ano. E o próprio Jair Bolsonaro já disse, em entrevista, que as informações do relatório não foram vazadas pelo Coaf, mas, segundo ele, por advogados de outras pessoas citadas no documento. O problema é que os bolsonaristas só acreditam naquilo que lhes chega pelo whatsapp ou pelo face.
A futura ministra dos Direitos Humanos, da Mulher e da Família, Damares Alves, que tem protagonizado a defesa de pautas contra os direitos das mulheres, dos LGBT e indígenas, aparece em vídeo afirmando ter visto Jesus Cristo em pé de goiaba.
No vídeo, que viralizou nas redes sociais, a pastora evangélica conta que tentava tirar a própria vida com veneno teve a “visão”. “Aconteceu algo extraordinário. Eu vi Jesus se aproximando de um pé de goiaba”, disse a futura ministra em culto evangélico, num episódio em que pode ter demonstrado surto psicótico ou intencionalmente ter tentado ludibriar a plateia.
Damares é o retrato mais que perfeito de um Brasil grotesco.
O ex-presidente Lula foi premiado pelo Festival de Cinema e Direitos Humanos de Madrid cuja premiação foi entregue na segunda-feira (10) na capital da Espanha.
Sem poder receber a premiação pessoalmente, por estar preso há 8 meses, Lula mandou uma carta lamentando a ausência no festival por conta de “uma sentença kafkania que o condenou por ‘atos indeterminados’”.
Além de Lula, o festival premiou também a família de Santiago Maldonado, ativista político desaparecido na Argentina em 2017.
O patrimônio do papai Bolsonaro e seus pimpolhos aumentou consideravelmente nos últimos anos. Enquanto isso, o amigo e ex-assessor que movimentou mais de um milhão não parece morar bem. A notícia é do Brasil 247:
Apontado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como responsável pela movimentação atípica de R$ 1,2 milhão apenas no ano de 2016, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mora em uma casa simples, pobre, na zona oeste do Rio. Se fosse dono do dinheiro, Fabrício Queiroz seria um milionário. O “faz tudo” do clã Bolsonaro está sumido.
De acordo com o jornal O Globo, Queiroz reside em uma casa sem pintura externa, localizada em uma viela no bairro da Taquara. A residência, que fica em uma espécie de conjunto habitacional com cerca de 70 unidades, é colada com os demais imóveis e os fios e canos são expostos. Na casa do ex-assessor, a única lembrança da campanha eleitoral de outubro é um adesivo rasgado com as fotos de Bolsonaro ao lado do filho.
De acordo com o Coaf, Queiroz teria recebido repasses de oito funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro. O documento foi anexado à Operação Furna da Onça, que prendeu deputados estaduais do Rio sob a suspeita de corrupção. O Ministério Público também abriu procedimentos para investigar a suspeita de irregularidades por parte de servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
As transações foram informadas ao Coaf porque são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” de Fabrício José Carlos de Queiroz, que foi assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro até outubro deste ano, com salário de R$ 8.517. Uma das transações listadas é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito. Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do presidente eleito e foi eleito senador no pleito de outubro.
Nivaldo Batista de Oliveira(PSD), o Tiquinho – que já foi presidente da Câmara no conturbado biênio 2015-2016, quando tivemos as cassações da prefeita Nice Mistilides e do vereador André Ricardo Viotto – será presidente novamente, agora para o mandato que vai do dia 1º de janeiro de 2019 até 31 de dezembro de 2020.
Tiquinho foi eleito com oito votos. Chico do Cartório se absteve de votar para presidente, enquanto Tiago Abra votou apenas para os demais cargos, anulando o voto para presidente. João Zanetoni foi eleito vice-presidente por unanimidade, ou seja, com dez votos.
Bismark, que não teve a unanimidade porque não votou em si mesmo, obteve nove votos e será o 1º secretário da nova Mesa Diretora. Já o atual presidente, Pintinho, continuará na Mesa Diretora. Ele teve nove votos e vai ocupar o cargo de 2º secretário. Pintinho não teve os dez votos porque Bismark votou nele para 1º secretário.
Aqui em Jales – uma das maiores concentrações de coxinhas por metro quadrado – tem muita gente que melhorou de vida durante o governo Lula e agora vive amaldiçoando o “sapo barbudo”. A notícia é do portal MSN:
O Troféu Domingão, prêmio entregue pelo programa da Globo aos melhores do ano no domingo (9), foi marcado por um tom politizado. Vencedora de uma categoria especial, Fernanda Montenegro defendeu a classe artística diante das críticas à Lei Rouanet. Já Patrícia Pillar afirmou não estar otimista com os rumos do País. Mas foi Alexandre Nero quem surpreendeu por, em tom enfático, mencionar o nome do ex-presidente Lula, ao vivo, deixando o sempre atento apresentador Fausto Silva sem uma reação imediata.
Indicado ao prêmio de melhor ator em série – troféu que ele acabou ganhando -, Nero falou em Lula ao lembrar a experiência de gravar a série Onde Nascem os Fortes na Paraíba. “A gente visualizou ali uma situação bastante precária, porém aquela situação precária já é cem vezes melhor do que era há quinze, vinte anos atrás. Eles têm uma admiração, não à toa, do Lula, que, com todos os defeitos que tem, a gente sabe disso, o Lula é admirado por lá porque ele reviveu a vida pra esses caras, né. Eles não tinham nada, absolutamente nada. Eles são muito gratos a essa situação”, disse.
Enquanto a Câmara Municipal de Aspásia recebe a visita da Polícia, que foi até em busca de documentos para comprovar denúncias de mau uso do dinheiro público, incluindo gastos exorbitantes com combustíveis e transporte de vereadores, aqui em Jales os vereadores diminuíram drasticamente as despesas com diárias de viagens, em 2018.
No ano passado, nossos vereadores fizeram 18 viagens a São Paulo, Brasília e outros destinos, com as quais gastaram cerca de R$ 18,2 mil. Neste ano, até a semana passada, as viagens diminuíram para apenas 10, que custaram algo em torno de R$ 6,2 mil, um redução de 66% nesse tipo de despesa. O fato de 2018 ter sido um ano eleitoral colaborou para a diminuição das viagens.
O valor gasto em 2018 – R$ 6,2 mil – foi o menor dos últimos dez anos. Em 2013, por exemplo, a Câmara gastou R$ 31,4 mil com viagens. A viagem mais cara dos últimos dez anos – R$ 5,1 mil – ocorreu em 2017, quando quatro ou cinco vereadores estiveram em Brasília. Individualmente, o vereador Tiago Abra foi quem fez a viagem mais cara: R$ 1,6 mil, em 2015.
Neste ano de 2018, como já ocorrera em 2017, quem mais viajou foi o vereador Macetão. Ele fez cinco viagens, algumas delas sozinho e outras acompanhado por colegas. Depois de Macetão, quem mais pegou a estrada foram os vereadores Bismark, Deley, Zanetoni e Pintinho, com três viagens, cada. Já Tiago Abra e Chico do Cartório não viajaram nenhuma vez.
A proposta de reforma da Previdência elaborada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), prevê que servidores públicos que ingressaram na carreira antes de 2003 só poderão se aposentar com salários integrais e tendo direito ao mesmo reajuste que os ativos (paridade) se atingirem idade mínima de 65 anos.
De acordo com reportagem publicada pelo O Globo, ainda não se sabe se haverá diferença de idade para homens e mulheres. O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou na segunda-feira (3/12) que a ideia do novo presidente é fazer a reforma da Previdência sem correria. Segundo ele, o governo não quer um remendo, mas um modelo que dure 30 anos.
A proposta de limitar a aposentadoria do funcionalismo público não é nova, ela fazia parte da reforma que foi apresentada pelo presidente Michel Temer (MDB) ao Congresso, porém, sofreu forte resistência e não avançou. No entanto, a nova equipe econômica avalia que é preciso manter o discurso de combate aos privilégios para ganhar apoio para as mudanças.