Infelizmente, a medida só vale – por enquanto – para os parlamentares de Minas Gerais. O deputado Fausto Pinato(PP-SP), que já está em Brasília desde 2015, foi um dos que faturou os R$ 67 mil para auxiliar na mudança dele para… Brasília. Segundo o Diário da Região, Pinato argumentou que o benefício “é legal”. Legal pode até ser, mas é imoral.
Quando se noticiou que os parlamentares reeleitos receberiam essa imoralidade, os bolsominions espalharam nas redes sociais que “o Bolsonaro vai acabar com isso daí”. Como são inocentes os bolsominions…. Bolsonaro, que utilizava o auxílio-moradia para “comer gente”, foi um dos primeiros a embolsar R$ 33,7 mil para se mudar de Brasília para Brasília.
Bolsonaro, se fosse esse arauto da moralidade que os bolsonaristas acreditam que ele é, poderia ter feito como, por exemplo, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede), Reguffe (sem partido) e Eduardo Braga (MDB), que dispensaram o auxílio-mudança. Mas, vamos à notícia do Conjur:
O juiz Federal Alexandre Henry Alves, da vara Federal Cível e Criminal de Ituiutaba, em Minas Gerais, determinou que o Senado e a Câmara suspendam o pagamento de auxílio-mudança aos parlamentares que foram reeleitos para o Congresso Nacional. Além disso, no prazo de 15 dias, deve apresentar os nomes dos deputados e senadores que deverão fazer a devolução dos valores recebidos.
A decisão se baseou em uma ação popular contra ato do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Em dezembro de 2017, Maia antecipou o pagamento de verba indenizatória de “auxílio-mudança” para 505 parlamentares, no valor de R$33,7 mil para cada, o que totaliza a importância de R$17 milhões aos cofres públicos. O valor do benefício seria pago em dobro aos oito senadores e 270 deputados reconduzidos ao cargo, além dos quatro senadores que vão para Câmara e dos 16 deputados que fazem o caminho inverso.
Na decisão, o magistrado afirma que o pagamento do benefício tem “desvio de finalidade e se apresenta disfarçado sob o véu da legalidade”.
Segundo o juiz, não há justificativa para o pagamento do “auxílio-mudança” para os candidatos que mantiveram seu cargo por reeleição ou para aqueles que foram eleitos para a outra casa legislativa, já que para eles não houve mudança de domicílio ou transporte de seus bens para uma nova localidade.
“Por consequência, os atos praticados pelos respectivos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado se desvinculam de seu propósito, maculam a moralidade administrativa e dilapidam o erário público, composto pela contribuição de toda a sociedade brasileira”, aponta.
Parece que o rapaz era uma espécie de Santo Antônio, ou seja, tinha o dom da bilocação (ou da ubiquidade). Afinal, como explicar que ele conseguia estar, ao mesmo tempo, em Brasília e no Rio de Janeiro, que distam 1.000 quilômetros? A notícia não é da BBC News Brasil:
Entre 2000 e 2002, Flávio Bolsonaro, então com 19 anos, acumulou três ocupações em duas cidades diferentes: faculdade presencial diária de Direito e estágio voluntário duas vezes por semana no Rio de Janeiro, e um cargo de 40 horas semanais na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Ocupadas ao mesmo tempo por quase um ano, todas essas atividades exigiam a presença física do primogênito do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e hoje senador eleito pelo PSL-RJ, segundo as instituições ouvidas pela BBC News Brasil.
O posto de assistente técnico de gabinete foi ocupado por Flávio na liderança do PPB, partido pelo qual Jair Bolsonaro havia sido eleito para seu terceiro mandato na Câmara. Esse mesmo posto comissionado foi ocupado antes por outro membro da família de Jair Bolsonaro: a então mulher dele, Ana Cristina Siqueira Valle, deixou o cargo uma semana antes de ser substituída por Flávio.
Não há informações públicas disponíveis sobre os salários pagos a Flávio e Ana Cristina à época. Mas, segundo declaração do Imposto de Renda de Flávio, o cargo de assistente técnico de gabinete rendeu em 2001 o equivalente a R$ 4.712 por mês, ou R$ 13,5 mil em valores corrigidos.
Ao longo das quase três décadas em que Jair Bolsonaro atuou como deputado federal, outros familiares dele trabalharam na Câmara dos Deputados.
A segunda mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, que já tinha experiência profissional legislativa em outros gabinetes e comissões na Casa, ocupou o mesmo posto de assistente técnico de gabinete que Flávio Bolsonaro na liderança do PPB na Câmara. Ela ficou entre novembro de 1998, ano em que nasceu Jair Renan Bolsonaro, filho do casal, e dezembro de 2000.
O pai de Ana Cristina, José Cândido, a mãe, Henriqueta, a irmã, Andrea, e o irmão, André Luís, também ocuparam postos na Câmara antes da mudança da regra, mas no próprio gabinete do então deputado Jair Bolsonaro.
Procuradas, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro afirmou que não iria responder aos questionamentos da BBC News Brasil e a assessoria do presidente Jair Bolsonaro não respondeu até a publicação desta reportagem.
Sérgio Moro escreveu em um livro que o fracionamento de depósitos é um dos indícios do crime de lavagem de dinheiro, mas, pelo jeito, aderiu ao “esqueçam o que eu escrevi” do FHC.
Já o “mito” anda fugindo da imprensa mais do que o vampiro foge do alho. Tudo para não ter que responder perguntas incômodas sobre a evolução patrimonial da família. Mas não devemos nos preocupar. Quando ele voltar ao Brasil explicará tudo em entrevista coletiva ao porta-voz Alexandre Garcia e a jornalistas da Record, SBT e RedeTV.
O presidente Jair Bolsonaro e ministros cancelaram um pronunciamento que fariam nesta quarta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. De acordo com o assessor da Presidência Tiago Pereira Gonçalves, o cancelamento aconteceu devido o que ele e o governo consideram “abordagem antiprofissional da imprensa”.
Iniciativa é tomada em meio escândalos das milícias no Rio que ganhou destaque na imprensa nacional. Foram presos suspeitos de envolvimento com o assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSol) e a mãe de um deles – o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega -, que está foragido, trabalhou para no gabinete do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio. Inclusive, o parlamentar também já tinha feito homenagens ao policial.
A organização do Fórum preparou uma sala com quatro lugares reservados para autoridades brasileiras. Havia placas com os nomes de Bolsonaro e dos ministros Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).
O pronunciamento de Bolsonaro estava marcado para 13h (horário de Brasília). De fato, não é comum um chefe de Estado ou governo não conceder nenhuma entrevista coletiva em Davos, evento visto como uma vitrine mundial para investidores.
Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz, assessores de Bolsonaro chegaram a argumentar que ele precisa se poupar fisicamente, devido ao fato de ter uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia marcada para segunda-feira (28).
Nesta terça, a imprensa mundial atestou a superficialidade do discurso de Bolsonaro em Davos. Sylvie Kauffmann, diretora editorial e colunista do Le Monde, por exemplo, citou o “Fiasco de Bolsonaro em Davos, incapaz de responder concretamente às questões colocadas. Foram 15 minutos de generalidades”.
Segundo Heather Long, do The Washington Post, o discurso do brasileiro foi um “grande fracasso”. “O presidente brasileiro Bolsonaro falou por menos de 15 minutos. Grande fracasso. Ele tinha o mundo inteiro assistindo e sua melhor linha era dizer às pessoas para irem de férias ao Brasil”.
A charge é do Ykenga. E as informações são da Folha de S.Paulo:
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) acumulou seu patrimônio antes de se tornar empresário, conforme informações cartoriais, da Justiça Eleitoral e da Junta Comercial do Rio de Janeiro, informa o jornal Folha de S. Paulo. Flávio é sócio da Bolsotini Chocolates e Café Ltda, uma franquia da Kopenhagen no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ao responder sobre suas transações financeiras, o filho do presidente disse que era ‘empresário’ e que o que ele ganhava ‘na sua empresa’ era muito mais do que o salário de deputado.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que “a empresa foi aberta em 7 de janeiro de 2015 e tem mais um sócio” e que “essa foi a única atividade empresarial que o senador eleito declarou em toda a sua trajetória política, desde 2002.”
O jornal lembra do assessor Fabrício Queiroz: “Fabrício Queiroz, ex-motorista do deputado estadual, é investigado sob suspeita de ser o pivô de um esquema ilegal de arrecadação de parte dos salários de servidores do gabinete, prática conhecida como rachadinha. A partir da investigação, o Ministério Público do Rio solicitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) relatório sobre as contas de Flávio. O levantamento apontou 48 depósitos de R$ 2.000 para o deputado entre junho e julho de 2017.”
Segundo a matéria, “Flávio fez pelo menos 20 transações imobiliárias em 14 anos, entre compras, vendas e permutas. A maior parte das aquisições ocorreu antes de 2015, segundo dados de cartório. Em alguns casos, o parlamentar fez dívidas e só as quitou depois, quando já tinha a loja.”
Ainda há a informação de que o negócio de Flávio Bolsonaro não gera lucros tão grandes: “segundo a assessoria da Kopenhagen, ‘o retorno do investimento aplicado ocorre de dois a três anos após o início das atividades’. Ou seja, no caso de Flávio, só começaria a ocorrer em 2017 ou 2018.”
Segundo o jornal, o faturamento com esse tipo de franquia é de R$ 60 mil ao mês.
Na declaração de bens mais recente, de 2018, Flávio disse ter R$ 1,74 milhão — levando-se em conta o fato de que ele diz ser dono de apenas 50% dos imóveis, já que é casado em regime de separação de bens.
O filho do presidente entrou na vida política em 2002, com apenas um carro Gol 1.0, declarado por R$ 25,5 mil.
Segundo a reportagem, Flávio teve uma intensa movimentação imobiliária entre os anos de 2012 e 2014. As duas últimas aquisições, um apartamento no bairro de Laranjeiras e outro na Barra da Tijuca, no Rio, ocorreram antes de 2015. Os dois imóveis foram registrados sob o valor de R$ 4,2 milhões. Em ambos os casos, o filho de Bolsonaro pediu empréstimos, um na Caixa e outro no Itaú, respectivamente.
A campanha já acabou, mas os bolsominions continuam espalhando mentiras nas redes sociais.
O senador eleito Flávio Bolsonaro – também conhecido como Zero Um – insinuou, em entrevista “chapa-branca” na RedeTV, que está sendo perseguido por setores petistas do Ministério Público do Rio de Janeiro. A versão do ex-chefe do Queiroz está sendo desmentida pelo Estadão.
Enquanto isso, o deputado federal e ministro informal das Más Relações Exteriores, Eduardo Bolsonaro, que está acompanhando o “papi” em Davos, criticou uma medida – por sinal, tardia – do Whatsapp, que restringe o reenvio de mensagens a no máximo cinco destinatários, com o objetivo de combater a disseminação de notícias falsas.
Imagens de integrantes do Ministério Público usando camisetas com os dizeres “MP contra o golpe” têm circulado nas redes sociais com mensagens que sugerem que os promotores envolvidos nas investigações do senador eleito Flávio Bolsonaro(PSL-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz estariam politicamente motivados. No entanto, as fotos são de protestos em Belo Horizonte, Minas Gerais, e não têm relação com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), responsável pelo caso.
Os registros são de manifestações contra o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, em março de 2016. Em nota enviada ao Estadão Verifica, o MPRJ confirmou que as imagens mostram promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Ao fazer uma busca por imagens com as palavras-chave “MP contra o golpe” é possível encontrar outras evidências que corroboram este fato: uma publicação do site Jornal GGN e um tweet de um perfil verificado de Belo Horizonte.
O próprio Flávio Bolsonaro repercutiu, em entrevista à Rede TV neste domingo, 20, as imagens com contexto falso. “Está circulando imagem de supostos promotores com camisas dizendo ‘sou do MP e sou contra o golpe’. É uma clara evidência de simpatia com o PT”, disse. “Na verdade, estão vendendo uma narrativa de que meu ex-assessor (Fabrício Queiroz) que pegava tudo (salário de assessores) e depositava na minha conta”, completou.
Um fato raro, quase inédito: a Globo partiu para o confronto público com a Rede Record do bispo Edir Macedo. O governo Bolsonaro está no centro da ofensiva da emissora dos Marinho contra a concorrente. Enquanto a Globo distancia-se cada vez mais do governo de extrema-direita, a Record (ao lado do SBT) tornaram-se as emissoras extraoficiais do novo regime.
O jornalista Maurício Stycer, um dos maiores especialistas em TV do país, apontou em seu blog: “Fato muito incomum, neste domingo (20) a Globo fez uma crítica pública ao jornalismo praticado pela concorrente Record. Deu-se durante o ‘Fantástico’ e fez menção a uma entrevista exibida minutos antes por seu concorrente direto, o ‘Domingo Espetacular'”.
Os apresentadores do “Fantástico”, Ana Paula Araújo e Tadeu Schmidt, resumiram em 60 segundos o conteúdo das respostas dadas por Flávio Bolsonaro à Record.
Em seguida – anotou Stycer em seu blog – Ana Paula detonou o programa concorrente. Com ironia, registrou que o senador eleito não respondeu a uma questão essencial por que não foi questionado a respeito:
“Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta. Também não foi questionado por que preferiu receber parte do pagamento da venda em dinheiro e não em cheque administrativo ou transferência bancária”.
Uma critica desse gênero na Globo não seria veiculada sem autorização expressa da cúpula da emissora e sem a concordância dos Marinho. A guerra cada vez mais aberta entre a Globo e o clã e governo Bolsonaro começa a se tornar também uma guerra que está demolindo a unidade que a mídia conservadora construiu nos últimos anos ao redor da perseguição ao PT.
De um lado, Globo e Folha começam a ter uma postura crítica e de oposição cada dia mais agressiva a Bolsonaro. Do outro lado, com Record e SBT à frente, Rede TV, Band e Jovem Pan têm alinhamento integral ao novo regime -com o provável reforço em breve da versão brasileira da rede norte-americana CNN. O conservador O Estado de S.Paulo tem oscilado entre os dois grupos.
Querer tratar a Globo no bico da chuteira não é pra qualquer um. Na sexta, os depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro. No sábado, um pagamento de R$ 1 milhão, feito pelo filhoco nº 01, igualmente suspeito. E no domingo… Deu no Brasil 247:
“O Coaf sabe muito mais do que já foi revelado sobre o caso Fabrício Queiroz, o ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Nos arquivos do órgão federal de controle de atividades financeiras consta que Queiroz transacionou um volume de dinheiro substancialmente maior do que veio a público até dezembro. Além dos famigerados R$ 1,2 milhão movimentados atipicamente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, passaram por sua conta mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios imediatamente anteriores. Ou seja, no total Queiroz movimentou R$ 7 milhões em apenas três anos. Segundo o próprio Jair Bolsonaro, Queiroz ‘fazia rolo’. Haja rolo”, informa o colunista Lauro Jardim, em nota publicada neste domingo no jornal O Globo.
Em sua coluna, Lauro Jardim cita o fato de o ministro Luiz Fux ter trancado as investigações, numa decisão contestada por todo o meio jurídico, mas diz que o caso será retomado assim que terminar o recesso judicial. O ministro Marco Aurélio Mello, que é relator do caso, já disse que a decisão ilegal, imoral e inconstitucional de Fux irá para a lata de lixo. Segundo Lauro Jardim, as explicações de Flávio Bolsonaro sobre as movimentações de Queiroz terão que ser mais convincentes do que as até agora apresentadas.
O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou, neste sábado, a Resolução ST 03, da Secretaria Estadual de Turismo, que cancela cerca de 150 convênios celebrados no exercício de 2018, no âmbito do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos – DADETUR.
No total, os convênios cancelados somam cerca de R$ 750 milhões e foram assinados em dezembro, quando o então governador Márcio França – já em final de mandato – resolveu abrir seu saco de bondades e distribuir verbas para Raimundo e todo mundo.
A má notícia é que um dos convênios cancelados – ou rescindidos – foi assinado com a Prefeitura de Jales, por conta do programa Municípios de Interesse Turístico (MIT), e previa o repasse de R$ 595 mil para reforma e adequação do nosso Teatro Municipal.
Jales não foi a única cidade da região atingida pelo facão do governador João Dória. Fernandópolis também estava na bica, esperando a liberação de R$ 595 mil para revitalização da Praça “Joaquim Antônio Pereira”, mas o convênio com os fernandopolenses foi igualmente rescindido.