Onevan José de Matos é tio do nosso quase deputado Juliano Matos. E cunhado do folclórico Orlando “Veneno” Matheus. Ele se mudou para Naviraí em 1975 – depois de se formar advogado pela Faculdade Riopretense de Direito – quando ainda exercia o cargo de vereador aqui em Jales.
Apenas três anos depois, em novembro de 1978, Onevan foi um dos 18 deputados eleitos para a chamada “Assembleia Constituinte” do recém-criado estado do Mato Grosso do Sul, que havia se separado do Mato Grosso em outubro de 1977.
Pode parecer estranho que os eleitores do novo estado tenham votado em um candidato que chegara por lá apenas três anos antes, mas, assim que desembarcou em Naviraí, o ex-vereador jalesense ajudou a fundar diretórios do MDB – partido que fazia oposição à ditadura militar – em diversas cidades, credenciando-se como candidato do “manda-brasa”. Hoje, Onevan é tucano.
A notícia abaixo diz que Onevan foi vereador em Jales por dois mandatos, mas, no site da Câmara, o nome dele só aparece na legislatura 1973-1977. Dos treze vereadores daquela legislatura, apenas outros três – Paco, Lair e Cavenaghi – continuam habitando o mundo dos vivos.
Como curiosidade, Onevan foi o autor do primeiro projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A notícia é do portal Pontaporã Informa:
Onevan de Matos, mineiro da cidade de Frutal, nascido em 17 de dezembro de 1942, foi eleito para o seu 9º mandato de deputado estadual do Mato Grosso do Sul com 30.813 votos totalizados (2,40% dos votos válidos), sendo o deputado mais votado da sua coligação.
Onevan iniciou sua vida política na década de 1970, como vereador por dois mandatos na cidade de Jales, São Paulo. Ainda na década de 70, Onevan chegou ao município de Naviraí, para exercer a sua profissão de advogado.
Onevan foi eleito deputado estadual em 1978, exercendo a primeira legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após a instalação da nova unidade da federação, em 1979. Após 38 anos, Onevan de Matos exerce o seu oitavo mandato como deputado estadual de Mato Grosso do Sul.
Falando com exclusividade à reportagem do site Pontaporainforma, Onevan, que hoje ocupa o cargo de vice-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, manifestou o seu desejo de pleitear o cargo de presidente da casa.
“Meu nome está posto como candidato a presidente da Casa. O cargo é um complemento pelo trabalho como deputado de nono mandato e tendo um nome respeitado eu acredito que se vier uma presidência da Assembleia pra mim será muito gratificante”, disse o parlamentar.
Manuela D’Ávila foi uma das maiores vítimas das fake news. Deu no portal de notícias MSN:
Estudo da organização Avaaz apontou que 98,21% dos eleitores do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foram expostos a uma ou mais notícias falsas durante a eleição, e 89,77% acreditaram que os fatos eram verdadeiros.
A pesquisa, realizada pela IDEA Big Data de 26 a 29 de outubro com 1.491 pessoas no país, analisou Facebook e Twitter.
“As fake news devem ter tido uma influência muito grande no resultado das eleições, porque as histórias tiveram alcance absurdo. A informação das fraudes em urnas eletrônicas com o intuito de contabilizar votos para Fernando Haddad, do PT, alcançou 16 milhões de pessoas nas redes sociais 48 horas após o primeiro turno e a notícia continuou viva no segundo turno”, afirma o coordenador de campanhas da Avaaz, Diego Casaes.
De acordo com dados da pesquisa, 93,1% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados viram as notícias sobre a fraude nas urnas eletrônicas e 74% afirmaram que acreditaram nelas.
“As pessoas conhecem o problema das fake news e têm clareza do impacto negativo que causam, mas as notícias falsas trazem elementos passíveis da verdade, como a montagem do vídeo no caso da informação sobre a fraude nas urnas, por exemplo”, declarou Casaes.
O estudo também revelou que 85,2% dos eleitores do Bolsonaro entrevistados leram a notícia que Fernando Haddad implementou o “kit gay” e 83,7% acreditaram na história. Dos eleitores de Haddad entrevistados, 61% viram a informação e 10,5% acreditaram nela.
CEO e fundador da Avaaz, Ricken Patel disse que a democracia brasileira está se afogando em notícias falsas. “Essas histórias foram armas tóxicas cuidadosamente fabricadas para destruir a elegibilidade de um candidato. E, com a ajuda do Facebook e WhatsApp.”
A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que o fenômeno observado no Brasil de uso massivo de fake news para manipular o voto por meio de redes privadas “talvez não tenha precedentes.” Diversas pesquisas conduzidas antes do segundo turno por outros institutos concluíram que a maioria das notícias falsas foi direcionada contra o Haddad e o PT.
O jornalista Gilberto Dimenstein, do portal Catraca Livre – que não é petista, como se poderá notar no texto abaixo – publicou um pedido de desculpas por ter apoiado Sérgio Moro. O mea culpa, no entanto, veio pela metade. Dimenstein ainda irá se desculpar outras vezes. É só uma questão de tempo. Eis o texto:
Sempre defendi Sérgio Moro pelo seu trabalho à frente da Lava Jato. Se alguém tiver dúvidas, procure no Google.
Peço desculpas aos leitores por ter ajudado a criar uma imagem heroica de alguém que não a merecia.
Cheguei até a minimizar internamente (confesso e peço desculpas) quando foi revelado seu indigno auxílio-moradia: ganha R$ 4 mil embora tenha casa na mesma cidade onde trabalha. Esclareço que a Catraca Livre não deixou de noticiar – afinal, fizemos e continuamos fazendo campanha contra essa indignidade.
Nunca aceitei as acusações – e continuo não aceitando – que Sérgio Moro estivesse atuando para ajudar esse ou aquele candidato.
A Lavo Jato é um marco no combate à impunidade no Brasil, ao colocar peixes graúdos na cadeia: de Lula, passando por Marcelo Odebrecht, até Eduardo Cunha.
Diria até que a corrupção no Brasil é antes e depois de Sérgio Moro e da Lava Jato.
Nunca comprei o slogan de que eleição sem Lula é fraude. Pelo contrário: sempre defendi que eleição com Lula, isso sim, seria fraude, já que estaria pisoteando a Lei da Ficha Limpa.
Mas deixei de ser fã de Moro – e sou obrigado a suspeitar de coisas que eu não suspeitava.
Deixei porque o considerava um dos poucos homens públicos que colocavam o interesse da nação acima do interesse pessoal. Coisa rara.
O general Mourão disse abertamente, em público, que ainda durante a campanha Moro tinha sido sondado para ser ministro. Lembremos que, na véspera do primeiro turno, ele liberou trechos da deleção premiada de Palocci.
O que importa agora é o seguinte: o juiz arranhou a Lava Jato, dando de bandeja a desculpa que o PT e Lula sonhavam.
Não é possível que ele não imaginou que isso iria acontecer.
Em essência, ele colocou a vaidade na frente de sua inteligência.
Agora é torcer para que Moro, à frente do Ministério da Justiça, tenha mostrado que valeu a pena colocar sua vaidade acima da inteligência.
Segundo o Diário da Região, o ex-prefeito de Olímpia, Geninho Zuliani(DEM) – que aparece na foto acima entre Dória e Rodrigo Garcia – teria sido vetado por Pinato em evento de campanha realizado em Jales.
Geninho teve o apoio do prefeito Flá Prandi e foi o quarto mais votado em Jales para deputado federal, com 1.226 votos. E Fausto Pinato recebeu 1.960 votos por aqui, ficando atrás apenas de Eduardo Bolsonaro (2.320 votos). Antes de ser eleito, Pinato apoiava João Dória.
Depois de eleito, Pinato – sabe-se lá por quais motivos – se bandeou para o lado de Márcio França. Mas, vamos ao que saiu na coluna do Diário, assinada pelo jornalista Rogério Castro:
FERIDA ABERTA
Tão cedo o deputado federal Fausto Pinato (PP) não deve ser perdoado por ter “traído” João Doria para ficar com Márcio França (PSB), pelo menos no que depender do DEM do vice-governador eleito Rodrigo Garcia. Eles não esquecem o dia em que o também deputado federal eleito Geninho Zuliani não pôde aparecer em ato de campanha no primeiro turno em Jales, cujo prefeito é democrata, por imposição de Pinato.
A OAB diz que vai investigar o caso e o advogado pode perder o registro na Ordem. A notícia é do portal TemLondrina:
Um vídeo que começou a circular na internet está revoltando moradores de Londrina, depois que um rapaz gravou a própria imagem de dentro do veículo enquanto ia votar, neste domingo (28).
O rapaz que é advogado e foi identificado como Pedro Baleotti, gravou o vídeo dizendo que estava indo votar armado e pretendia matar quem encontrasse com camisa vermelha.
“Indo votar… armado com faca, pistola, o diabo, louco pra ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo”, afirmou o rapaz que usava uma camisa do candidato eleito Jair Bolsonaro, do PSL.
Pedro ainda aparece gritando aos berros, ao apontar a câmera para uma pessoa que andava de moto: “Essa negraiada vai morrer! Vai morrer!!! É capitão, caralho!”.
Segundo informações apuradas pela reportagem do Tem Londrina, o rapaz é advogado na cidade de São Paulo e foi demitido pelo escritório na tarde desta segunda-feira (29). Segundo o escritório, Pedro já não faz mais parte do quadro de funcionários.
Deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Carolina Campagnolo (PSL) publicou em sua página no Facebook, logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial neste domingo (28), uma mensagem para que estudantes catarinenses filmem e denunciem “professores doutrinadores” em sala de aula.
“Segunda-feira, 29 de outubro, é o dia em que os professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados. Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológica (SIC)”, afirma, deixando um numero celular para o envio de vídeos e informações, garantindo o anonimato dos estudantes.
Na descrição da publicação, Ana Caroline diz que “professores éticos e competentes não precisam se preocupar”. Confrontada nos comentários por um seguidor que disse que uso de celular em sala de aula é crime, “seria ir contra as leis e os bolsominions são contra isso. Ou era apenas discurso?”, ela respondeu que não era “preciso ter medo”. “É só se comportar direitinho que não precisa ter medo, cidadão”.
E os petistas é que são burros! Um homem denunciou uma suposta fraude em uma urna localizada na Escola Manoel Leite Carneiro, no bairro do Tenoné, em Belém (PA), e virou piada na internet. No vídeo, o eleitor tenta votar em Jair Bolsonaro (PSL), digitando o número 17, porém para o cargo de governador.
“Olha, gente. Eu apertei 17 e está aparecendo nulo aqui. Aqui no Tenoné, viu? Eu sou eleitor do Bolsonaro e votei 17. Urna adulterada. Pode me prender. Pode chamar a polícia para me prender”, afirma o homem. No conteúdo, ele ainda dá voz a duas testemunhas, presentes na seção.
Também no vídeo, o homem acusa o ministro da Segurança do governo Temer, Raul Jungmann, de ameaçar os eleitores do candidato do PSL. Além disso, chama Jungmann de “bandido”.
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) informou que, “a supervisora da mesa receptora de votos tentou impedir a ação de filmagem”, já que a gravação é proibida. No entanto, a mulher teria sido empurrada pelo suspeito, segundo o TRE/PA.
Por causa dos crimes, a Justiça Eleitoral do Pará decretou a prisão do homem, denominado Paulo Roberto Duarte Pereira. A mesária, identificada como Patricia Susy Santos do Amaral do Carmo, registrou boletim de ocorrência.
O caso foi tipificado pelo crime eleitoral de “promover desordem que prejudique os trabalhos eleitorais”, segundo a lei 4.737/1965. A confusão ocorreu por volta das 8h20 (de Brasília), segundo o documento.
O estado do Pará tem 2º turno para o cargo de governador, mas nenhum dos candidatos é do PSL. Portanto, ao digitar o número 17, a urna interpreta o voto como nulo. O governo local é disputado entre Márcio Miranda (DEM) e Helder Barbalho (MDB).
Algoz de vários petistas, Janot sabe que Haddad é melhor que Bolsonaro. Deu no portal da revista Exame:
Rodrigo Janot, ex-Procurador Geral da República entre 2013 e 2017, manifestou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais contra Jair Bolsonaro (PSL).
Em mensagem no Twitter, Janot disse que seu voto era por “exclusão” pois não pode “deixar passar barato” discurso de intolerância.
À frente da PGR, Janot foi uma das principais frentes da Operação Lava Jato, oferecendo denúncias contra quatro ex-presidentes e 93 parlamentares (63 deputados federais e 30 senadores).
Ele também apresentou ao Supremo Tribunal Federal duas denúncias contra o presidente Michel Temer por organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de Justiça; as duas acusações foram barradas pela Câmara dos Deputados.