O que teve início no domingo (11) com a Estação Primeira de Mangueira e a estreante Paraíso do Tuiuti – que alvejou o governo Temer em seu primeiro desfile na Marquês de Sapucaí – se repetiu de forma ainda mais chocante na avenida do samba carioca (veja o desfile completo abaixo). Com um enredo que caprichou na crítica ao poder e à corrupção no Brasil, a Beijar-Flor de Nilópolis levou ao grande público um Congresso com ratos.
E, para traduzir a revolta popular com os poderosos, retratou a cena em que o ex-governador Sérgio Cabral, preso em desdobramento da Operação Lava Jato celebra a gastança com dinheiro público em uma patética performance com guardanapos na cabeça, acompanhado pela esposa Adriana Ancelmo, também condenada, e alguns de seus aliados na corrupção em um restaurante de luxo em Paris.
Na escolha da simbologia, a Beija-Flor caprichou na ilustração do famoso jantar, em um restaurante luxuoso na capital francesa, em que Cabral, auxiliares e empresários que tinham negócios com o estado confraternizam com guardanapos na cabeça. O episódio ficou conhecido como a “farra dos guardanapos”. E, na triste crônica política do Rio e do Brasil, demonstra a que ponto podem chegar agentes públicos e privados no deboche à sociedade desamparada.
Com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar – Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, a agremiação liderada pelo intérprete Neguinho da Beija-Flor decidiu arriscar e, se não primou pelo rigor técnico, segundo especialistas, privilegiou o impacto. Para tanto, mostrou os efeitos da corrupção para a principal vítima, as classes menos assistidas, de uma forma aguda: crianças em caixões, policiais mortos e até uma encenação de um aluno disparando tiros com arma de fogo em colegas.
No lugar das fantasias luxosas e alegorias suntuosas, farrapos e trapos a conotar a miséria do povo enganado. Nas alas, diversas referências a políticos corruptos com suas malas de dinheiro e cédulas mal escondidas em ternos.
O ponto alto dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro foi a apresentação da Paraíso do Tuiuti. Nela, houve espaço para o “vampirão” Michel Temer que governa o Brasil depois de um golpe parlamentar, para o fim dos direitos trabalhistas e para os paneleiros manipulados pela mídia.
O vampiro foi representado pelo professor de história Léo Morais no último carro da escola. “Sou professor de história e o protesto tem tudo a ver comigo. Esse protesto é a minha cara. Eu acho que é uma retomada dos enredos críticos. A gente está num momento que tem que gritar mesmo”, afirmou. “Eu acho que a gente está fazendo uma coisa que todo mundo quer. Todo mundo quer botar pra fora, as pessoas querem gritar o ‘Fora Temer’, as pessoas querem se manifestar e é forma de manifestar da minha parte”, explicou.
Temer é o governante mais impopular do mundo, com mais de 90% de rejeição, e foi colocado no poder pela aliança PMDB-PSDB.
TAPA NA CARA DA GLOBO
O samba-enredo e o desfile foram um tapa na cara das direitas brasileiras — e da Rede Globo —, com sua defesa explícita da CLT e da Previdência Social.
No enredo da Tuiuti, as precárias condições de vida dos negros e pobres, e a destruição dos direitos trabalhistas e sociais, significam o atual cativeiro social.
E o último carro foi sensacional, com os representantes do grande capital, os rentistas do mercado financeiro, os batedores de panela de verde e amarelo, os médicos que se insurgiram contra o “Mais Médicos” e o “Vampiro neoliberalista”!
Como disseram os carnavalescos, o samba-enredo e o desfile foram um “grito de resistência”!
DESFILE CONSTRANGEU NARRADORES DA GLOBO
O desfile de protesto da Paraíso do Tuiuti na primeira noite do sambódromo do Rio de Janeiro é de longe o de maior repercussão nas redes sociais, desde a madrugada desta segunda-feira 12.
Celebrado pelos militantes e sites de esquerda, o desfile que questionou o fim da escravidão e fez um duro discurso contra o golpe e a perda de direitos trabalhistas sob o governo Temer. E tudo na tela da Globo.
O colunista de TV Mauricio Stycer comentou, em seu blog no UOL, que os narradores da emissora ficaram constrangidos. “Do camarote da Globo, onde narrava o desfile, Fátima Bernardes, Alex Escobar e Milton Cunha reagiram com comedimento ao surpreendente protesto, como se estivessem constrangidos”, escreveu.
O dado curioso da foto acima não está no atlético perfil do vereador Deley, mas no rapaz de preto, do outro lado do córrego. Trata-se do desembargador Sideni Soncini Pimentel, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), que, por coincidência, foi até o Ribeirão Lagoa para mostrar à esposa a escolinha rural onde ele estudou na infância.
Antes de se mudar para o Mato Grosso do Sul, há quase quarenta anos, Sideni foi um razoável meia esquerda do Corintinha e de outros times aqui de Jales. Ele iniciou a carreira na magistratura em Porto Murtinho, em 1981, e passou por Coxim, Aquidauana e Cassilândia, antes de aportar em Campo Grande. Em 2008, foi nomeado desembargador.
Vamos agora à notícia da assessoria de imprensa da Câmara:
Na Sessão Ordinária de segunda-feira (5), o vereador João Zanetoni (PSB) apresentou um novo requerimento questionando quando a Prefeitura pretende construir uma nova ponte sobre o Córrego do Ribeirão da Lagoa, já que a existente no local está interditada.
A ponte fica em uma estrada rural que liga duas estradas de terra, que dão acesso ao município de Dolcinópolis e Paranapuã, e está interditada, pois vários pontos de apoio cederam e a ponte corre o risco de desabar. Diariamente, a ponte era utilizada por produtores rurais para escoar a produção agrícola da região e para atender às demandas de uma empresa de agronegócios instalada nas imediações.
No ano passado, Zanetoni enviou um requerimento à Prefeitura solicitando providências sobre a ponte, no entanto, não foi atendido.
No novo requerimento, o vereador questionou quando a Prefeitura vai construir uma nova ponte sobre o córrego e se há a possibilidade de mobilizar recursos da Defesa Civil do Estado para a construção.
Foi aprovado ontem (5), em Sessão Ordinária, o Projeto de Lei 133/2017, de autoria do vereador Luiz Henrique Viotto – Macetão (PP), que dispõe sobre a obrigatoriedade da presença de Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), ou sistema que supra essa função, em órgãos, entidades da administração pública e concessionárias de serviços públicos.
O intérprete deverá ser habilitado e fazer a tradução simultânea ou consecutiva de LIBRAS e Língua Portuguesa. Os órgãos poderão adotar um sistema de atendimento virtual, através de aplicativo ou central de LIBRAS, instalado em smartphone, tablete ou computador com acesso à internet que, à distância, fará a mediação do surdo com um intérprete de sinais. O atendimento deverá estar disponível nos horários de atendimento das repartições públicas.
O projeto recebeu emenda do vereador Tiago Abra (PP), que institui multa, quando cabível, aos infratores de 2 Unidades Fiscais do Município (UFMs), cerca de R$ 400. Os órgãos têm até 180 dias para se adequarem à lei.
O projeto e a emenda foram aprovados por unanimidade e encaminhados para sanção do prefeito.
“Logo que saiu a decisão do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF4) sobre a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, apressou-se a disparar nota para afirmar que o partido não se renderá diante da injustiça”, registra matéria dos jornalistas Daniela Simões e Rodrigo Capelo na revista Época.
“Sem entrar no mérito da decisão, até porque frequentemente discursos inflamados não condizem com fatos, pelo menos em um ponto a petista não está de todo errada: as circunstâncias do julgamento do ex-presidente não foram as mesmas encaradas por outros réus da Operação Lava Jato”, reconhece a revista da Globo.
Época diz que “vasculhou” julgamentos similares ao de Lula no TRF4 para mensurar o tratamento dado ao ex-presidente. São apelações criminais em segunda instância, ligadas apenas à lavagem de dinheiro e à ocultação de bens, nas quais condenados tentaram reverter decisões de primeira instância.
Foram 154 casos e 288 réus diferentes, num período de cinco anos, de 2013 a 2017. Todos casos julgados pela Oitava Turma, com relatoria de João Pedro Gebran Neto, mesmo contexto no qual esteve o petista.
“Lula enfrentou circunstâncias mais rígidas do que outros réus em três aspectos: celeridade do julgamento em segunda instância, unanimidade dos desembargadores e severidade da pena. O julgamento de Lula foi o mais rápido entre os de todos os réus da Lava Jato analisados pelo TRF4. A decisão saiu seis meses e meio após a sentença em primeira instância, dada por Sergio Moro. Em média, casos da Lava Jato, que são avaliados mais rapidamente do que os demais, levam 18 meses para ser julgados”, diz a publicação.
Rosângela postou a foto de um cacho de bananas em cima de uma edição da Folha.
A legenda: “Imprensa… para o bem e para o mal. Separam o joio do trigo e publicam o joio.”
Rosângela está brava com a revelação de que o marido recebe auxílio moradia apesar de viver a três quilômetros do lugar onde trabalha na Justiça Federal do Paraná.
A advogada estava tão contrariada que se deu ao trabalho de pesquisar uma capa do jornal em comemoração a seus 95 anos para fazer sua montagem. Ódio no coração.
Certamente pensou inicialmente em algo mais malcheiroso que o fruto partenocárpico, mas se conteve (o marido a deteve, talvez?).
Rosana não suportou um dia de noticiário destoante da bajulação de sempre da mídia amiga e abriu o bico.
É evidente que dói nela mais do que em Lula, que apanha desde 1979 e nos últimos cinco anos foi acusado de todas as barbaridades possíveis e impossíveis — pelos jornais em conluio com Moro.
Ela não esperava virar vidraça jamais.
Rosângela está começando a ver que a festa acabou. Adeus capas de revista, adeus entrevistas, adeus premieres com tapetes vermelhos.
Nem Merval Pereira estendeu a mão nesse momento. Ao contrário, acusou Moro de ter usado um “argumento tosco” para se explicar do penduricalho.
Seu lamento soa um pouco como o de Norma Desmond, a atriz decadente de “Crepúsculo dos Deuses”, ao falar de seu esquecimento. “Não fui eu quem diminuí — os filmes é que ficaram pequenos”, diz ela, os olhos perdidos.
Rosângela e Sergio foram transformados em celebridades. O problema é que acreditaram que isso fosse verdade. Por isso machuca quando um velho parceiro sai do script.
A fila anda. É hora de encarar Sergio e lembrar: “Sempre teremos Curitiba”.
Essa não é a primeira suspeita que paira sobre Nardes, um dos carrascos da ex-presidente Dilma. Para quem não se lembra, ele já foi acusado, entre outras coisas, de embolsar R$ 2,6 milhões, no escândalo do Carf.
Gaúcho, Nardes começou sua carreira como vereador pela ARENA, depois foi deputado estadual pelo PDS e deputado federal pelo PPB e PP, partidos que são, respectivamente, filho, neto e bisneto da ARENA. A notícia é da revista Fórum:
Augusto Nardes (foto), o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) responsável por condenar as contas de Dilma Rousseff e escancarar as portas para o processo de impeachment, foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Renato Duque, em delação premiada, de ter recebido R$ 1 milhão entre 2011 e 2012 para não criar empecilhos em procedimentos contratuais de uma plataforma.
Em anexo que integra a proposta de acordo, Duque relata, segundo a Folha apurou com pessoas ligadas à investigação, que se reuniu com Nardes em um jantar na casa do ministro para acertar o pagamento. No encontro, chegaram ao montante de R$ 1 milhão, que corresponderia a um percentual do contrato.
Os valores, segundo o ex-diretor da Petrobras, foram repassados por Pedro Barusco, na época gerente de Serviços da estatal e braço direito de Duque.
Em 2005, quando Nardes foi nomeado para o TCU, foi destruído um recibo que comprovava o pagamento da propina para não “prejudicar sua nomeação”, segundo Corrêa. Esta é pelo menos a terceira vez que Duque tenta fazer um acordo de delação.
Durante a inauguração da segunda estação de bombeamento do Eixo Norte da transposição do rio São Francisco, nesta sexta-feira, 2, em Cabrobó, Michel Temer ouviu vários elogios ao ex-presidente Lula pela realização da obra.
“Eu quero agradecer ao presidente Lula, que iniciou essa obra”, afirmou o prefeito de Cabrobó (PE), Marcílio Cavalcanti (MDB). O governador de Pernambuco em exercício, Raul Henry (MDB), também citou que foi Lula que iniciou a obra, mas exaltou o fato de Temer continuá-la. “O senhor, como estadista, deu continuidade a obra”, disse.
A segunda estação de bombeamento do Eixo Norte, em Cabrobó, de acordo com o governo, vai reforçar o abastecimento a 9,2 mil habitantes do município. Com o funcionamento desta nova estação, a água do Rio São Francisco será elevada a 58,5 metros de altura, o equivalente a um prédio de 19 andares.
A expectativa, segundo o governo, é que até o final deste ano, mais de 7 milhões de pessoas dos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte recebam as águas do São Francisco.
De acordo com o ministério da Integração Nacional, a ordem de serviço assinada pelo governo federal, no valor de R$ 6,5 milhões, será destinada para o início da obra de recuperação e modernização da Barragem Barra do Juá, localizada em Floresta (PE), e para o Eixo Leste, que já está em funcionamento.