Eis o artigo “O preço da corrupção“, da Carol Guzzo, publicado no Jornal de Jales e no blog da Carol:
“Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna. Por isso a maldição tem consumido a terra; e os que habitam nela são desolados; por isso são queimados os moradores da terra, e poucos homens restam.” Isaías 24:5,6.
Esse trecho do novo testamento da Bíblia foi escrito no ano 42 depois de Cristo. Eis que nos deparamos com a nossa realidade. Não é difícil percebermos o quanto o país ou melhor as pessoas encontram-se contaminadas pela maldade e corrupção.
Tanto que os brasileiros aparentam um ar de cansaço, não suportam mais ligar a televisão e assistir sempre a mesma coisa ou abrir notícias online relatando mais um investigado em alguma operação. Estamos de “saco cheio” dessa política mau-caráter, vamos continuar pagando o preço dos ladrões até quando? Ladrões em todos os sentidos, aquele que assalta você na rua e aquele que ataca você no senado, na câmara, no parlamento, entre outros.
Já percebeu o quanto pagamos de impostos? E os reajustes abundantes nos combustíveis que a Petrobras parece não ter limite e vive repassando todos os rombos aos consumidores com preços absurdos? É uma falta de respeito com os brasileiros que acabam pagando pelo bolso cheio dos poderosos.
Segundo uma pesquisa o Brasil encontra-se na posição 55º no ranking de 96 países que mais cobram imposto de renda, mesmo não estando no topo da classificação, o nosso país é o líder entre os que dão o pior retorno à população do dinheiro arrecadado.
Não é por menos, não sobra dinheiro para investimentos, afinal, a conta da Suíça precisa ser abastecida. De acordo com o Ministério Público Federal estima-se que foram R$ 20 bilhões roubados da Petrobras. Já um laudo da Polícia Federal, de 2015, estipulou que o prejuízo chegou a R$ 42,8 bilhões. Como não entrar em crise com esse “pouquinho de dinheiro”, agora a gente paga por isso, simples assim.
Particularmente isso me revolta demais, afinal, todos nós somos trabalhadores, ralamos dia e noite para que alguns políticos fiquem rindo da nossa cara. É hora de demonstrarmos a nossa indignação nas urnas. Minha sugestão é você avaliar bem em quem votar, pesquise, questione, nosso voto mais do que nunca é algo valioso nas eleições desse ano.
Ah, como já escrevi em outros artigos, nós temos o país que merecemos, afinal, também cometemos atos corruptos, mesmo que você acha que é pouco. Repense em suas atitudes. Uma frase de Leandro Karnal relata bem isso “não existe um país no mundo em que o governo seja corrupto e a população honesta e vice-versa”.
Os vereadores Luiz Henrique Viotto – Macetão (PP) e Bismark Kuwakino (PSDB) estiveram em São Paulo, ontem (22), solicitando verbas para realizar obras no município.
Os vereadores protocolaram um ofício no gabinete do vice-governador de São Paulo, Márcio França, através do assessor Dr. Ubali, solicitando recursos no valor de R$ 500 mil para serem aplicados em infraestrutura urbana.
No mesmo dia, Bismark e Macetão protocolaram outro ofício, no gabinete da deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), solicitando a destinação de recursos no valor de R$ 200 mil para serem aplicados também em melhorias da infraestrutura. Os vereadores explicaram nos documentos que os recursos ajudarão a minimizar alguns problemas graves que exigem rápida intervenção do poder público municipal.
Há quanto tempo que esse amigo do senador tucano Aloysio está sendo investigado em São Paulo? É provável que, mesmo com esses R$ 113 milhões, a investigação somente será concluída daqui uns 15 anos, quando os crimes já estiverem prescritos.
Enquanto isso, o Lula – de quem não se descobriu nenhuma conta no exterior – já foi julgado e condenado por um apartamento que não está em seu nome. Com informações da Folha de S.Paulo:
Documentos enviados ao Ministério Público Federal em São Paulo por autoridades da Suíça revelam que o ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, tinha R$ 113 milhões em contas naquele país.
Paulo Preto é investigado em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de ser operador do senador José Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos do Rodoanel, obra viária que circunda a capital paulista. Ele comandou a Dersa, responsável pela obra, em governos tucanos, e também é investigado em São Paulo.
O montante descoberto na Suíça consta de uma decisão de outubro passado da juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, que foi anexada ao inquérito no STF pela defesa de Paulo Preto na terça-feira (20).
Segundo essas informações, “em junho de 2016 as quatro contas bancárias atingiam o saldo conjunto de cerca de 35 milhões de francos suíços, equivalente a R$ 113 milhões, convertidos na cotação atual”.
Em fevereiro do ano passado, tais valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas.
A juíza disse ver fortes indícios da prática de crimes, “bem como o enriquecimento injustificado do investigado”, e decidiu na ocasião autorizar uma cooperação internacional com a Suíça, além da quebra do sigilo bancário de Paulo Preto, a fim de obter todas as informações sobre as movimentações bancárias.
Jarbinhas é o décimo assessor de confiança do prefeito a pedir demissão em um ano e quase dois meses de administração. A notícia é do Correio Paulinense:
Há pouco mais de três meses no cargo, o secretário de Turismo e Eventos Jarbas Elias Zuri Junior jogou a toalha e pediu demissão do governo Dixon Carvalho (PP). Na quinta-feira, ele reuniu os funcionários da pasta para comunicar que estava saindo e justificou os motivos.
Segundo o Correio apurou, Zuri Junior disse não concordar com muitas coisas da administração pepista, reclamou que combina uma coisa com o gabinete e depois “eles mudam tudo ou voltam atrás” e, para não ter “maiores aborrecimentos”, preferiu sair. “Muito difícil trabalhar desta forma”. Desentendimentos com dois assessores do prefeito e o secretário Chefe de Gabinete, Reginaldo Vieira, também teriam motivado a saída do secretário de Turismo e Eventos.
Nomeado por Dixon (PP) Presidente da Comissão Organizadora do Carnaval 2018, Zuri Junior também não participou das reuniões com a Secretaria de Governo, realizadas nos dias 2 e 8 deste mês e que definiram estratégias para realização do evento.
O empresário Zuri Junior desembarcou em Paulínia no mês de outubro passado, junto com o atual secretário de Administração Nilson Bonome. Ambos são do PMDB e foram “importados” pelo prefeito Dixon (PP) da Região do ABC, onde também exerceram cargos de secretários.
O senador Telmário Mota (PTB-RR) discursou em plenário nesta terça-feira e se disse arrependido em ter apoiado o golpe. “Eu, infelizmente, cometi o maior equívoco da minha vida. O maior equívoco político da minha vida foi ter votado a favor desse impeachment, porque agora percebo que botei uma quadrilha ali”, discursou.
“Quero até aqui, de público, pedir desculpas, Dilma, porque você foi a melhor Presidenta para o meu Estado. Lamentavelmente, essa quadrilha hoje está sacrificando o meu Estado”, acrescentou o parlamentar.
Em sua fala, ele fez duras críticas ao governo Michel Temer pela crise que vive seu Estado com a chegada dos venezuelanos, entre outros problemas locais.
Dois dias antes da votação do impeachment no Senado, em 31 de agosto de 2016, que afastou definitivamente Dilma do poder, Telmário Mota havia dito que a então presidente não havia cometido “nenhum crime” e anunciou seu voto contra o impeachment. Ele mudou de posição no dia 31, no entanto, e votou pelo afastamento.
A Justiça Federal tem decisões muito interessantes. Vejam, por exemplo, o caso da ação ajuizada em 2012 pelo procurador da República Thiago Lacerda Nobre, que já deixou Jales há muito tempo.
Na ação, o procurador pede a condenação do ex-prefeito Humberto Parini por improbidade administrativa. Nosso estadista é acusado de utilizar mal as verbas destinadas pelo Ministério do Turismo para a realização de festas aqui em Jales, entre 2008 e 2010. No total, estão sob suspeita sete convênios, que incluem duas “facipes” e três “arraiás na praça”, num total de R$ 1,7 milhão.
Parini não está sozinho. Ele tem a companhia de pelo menos sete representantes – um deles já falecido – de empresas especializadas em contratação de artistas e locação de palco, som, etc. Tem também a ilustre companhia do ex-deputado federal Vadão Gomes. A acusação contra Vadão é de que ele teria usado a Facip 2010 para fazer propaganda eleitoral.
Naquela Facip, Vadão foi chamado à arena do rodeio e apresentado pelo locutor como “o amigo de Jales”. Afora isso, a organização do evento veiculou no telão do recinto um vídeo recheado de elogios ao então deputado, que, naquele ano, concorreu à reeleição. Vadão foi o candidato a deputado federal mais votado em Jales, em 2010, mas não conseguiu se reeleger.
Pois bem, depois de quase seis anos com o processo a Justiça Federal chegou à conclusão de que não tem competência para julgar o caso e tratou de passar o problema para a Justiça Estadual, onde o processo aportou há alguns dias.
A alegação da Justiça Federal para se julgar incompetente – embora a ação trate da má aplicação de recursos federais – é de que a União não manifestou interesse em atuar no processo. Ou seja, se entendi bem, o governo federal não está nem aí para o caso.
É curioso que a Justiça Federal de Jales tenha demorado tanto tempo para chegar a essa conclusão. Outro dado curioso é que, em 2015, um juiz substituto chegou a determinar o bloqueio de bens do ex-prefeito Parini, do ex-deputado Vadão e dos outros sete envolvidos. No total, o bloqueio passava de R$ 7 milhões.
De sua parte, a Justiça Estadual – através da juíza Maria Paula Branquinho Pini, da 4ª Vara – não está concordando com o posicionamento da Justiça Federal. Em decisão publicada ontem, a juíza despachou o caso aos cuidados da ministra Laurita Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que ela decida de quem seria, afinal, a competência para julgar os supostos malfeitos de Parini, Vadão & Cia.
Na Sessão Ordinária desta segunda-feira (19), a ser realizada no Plenário “Pres. Tancredo Neves”, no Expediente do Dia serão lidas 14 indicações, 7 projetos de lei e 1 projeto de emenda à Lei Orgânica. Também serão apresentados, discutidos e votados sete requerimentos e duas moções.
Na Ordem do Dia, serão apreciados 11 projetos de lei e 3 projetos de lei complementar. Um dos PL, o de nº 7/2018, de autoria do Poder Executivo, cria o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, que visa reinserir crianças e adolescentes, afastados por decisão judicial, ao convívio familiar.
A Sessão será realizada às 20h, na Rua 6, nº 2241, Centro. Todos os munícipes estão convidados a participar. As sessões acontecem todas as 1ª, 2ª e 4ª segundas-feiras do mês e também podem ser acompanhadas, ao vivo, pela Web TV, no site da Câmara Municipal (http://jales.sp.leg.br/) ou pela Rádio Band FM Jales (www.bandfmjales.com.br).
Não estou conseguindo acessar, na manhã desta segunda-feira, a pauta da sessão da Câmara marcada para logo mais à noite, de modo que não pude confirmar a situação do projeto de lei 39/2018, de autoria do vereador Tiago Abra, que proíbe – no âmbito do município – o uso de fogos de artifício com estampido.
Segundo, no entanto, informações do próprio vereador, repassadas na sexta-feira,16, o projeto foi barrado pelo procurador jurídico da Câmara, Rodrigo Vitoriano, que – para desassossego de cachorros, gatos, pássaros, etc – exarou um parecer contrário à propositura.
O procurador jurídico teria ponderado, segundo Abra, o fato de a Justiça estar julgando ilegais os projetos similares já aprovados em outras plagas. Para a Justiça, os municípios não tem competência para legislar sobre o assunto.
Considerando que apenas a União tem competência para promulgar leis que tratem da proibição dos fogos de artifício, a esperança dos protetores de animais e afins, agora, é o projeto do deputado federal Ricardo Izar(PP-SP), que pune os fogueteiros barulhentos com multa e até detenção.
O projeto de Izar começou a tramitar na Câmara Federal no ano passado. Ou seja, se tudo correr bem ele poderá ser votado daqui uns vinte anos.
A brasileira Karina Biondi, professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), venceu o prêmio de melhor livro de 2017 da Associação para a Antropologia Política e Jurídica (APLA na sigla em inglês.
Em discurso de agradecimento, a autora disse que “a expansão do ensino e pesquisa no Brasil promovido pelo Governo Lula” foi o que a permitiu cursar uma pós-graduação.
No texto enviado à APLA, Karina Biondi denunciou o ataque à educação no Brasil promovido pelo governo Temer.
“Infelizmente, essas condições de possibilidade que tornaram este prêmio possível estão neste exato momento ameaçadas. As políticas implementadas nos anos Lula estão sendo rapidamente desmontadas pelos atores políticos que cooperaram para o golpe de Estado ocorrido no Brasil no ano passado. Os investimentos na educação e pesquisa sofreram grandes cortes, as universidades estão vivendo sérias crises financeiras”, disse a antropóloga.
“Ainda assim, estamos na luta, lá no Brasil, para defender o que conquistamos e para tentar evitar a volta daquele modelo colonialista que concentra em poucos centros de pesquisa a prerrogativa de fazer ciência, relegando aos demais o papel de lugares a serem estudados. Ao mesmo tempo, em outra escala, continuamos também na luta para que não sejamos vistos somente como fornecedores de matéria prima para o trabalho intelectual, mas que possamos traçar verdadeiros debates teóricos com nossos colegas do hemisfério norte”, disse.
“Acho que esse prêmio é uma demonstração de vitória de todos aqueles que denunciaram e lutaram contra o colonialismo, na antropologia, nas políticas acadêmicas e nas políticas estatais”, finalizou.