A jornalista Caroline Guzzo escreveu mais um elucidativo artigo sobre a reforma da Previdência que está sendo proposta pelo governo Temer. O artigo, publicado pelo Jornal de Jales de domingo passado, está sendo divulgado também no blog da Carol. Ei-lo:
A TÁTICA NAZISTA NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA II
O assunto parece não ter fim, por isso resolvi mostrar aos nossos leitores mais um pouco da maquiagem que o Governo vem tentando fazer e a lavagem cerebral que acham que irão conseguir sobre esse polêmico assunto da reforma da previdência.
Quero esclarecer o que muitos de vocês não sabem. A câmara dos deputados e o senado federal aprovaram no ano passado uma medida provisória que concede isenção de impostos para petrolíferas estrangeiras, apelidada de “MP do Trilhão”, ou seja, serão perdoados R$ 1 trilhão da União nos próximos 25 anos, em decorrência da isenção fiscal, isentando imposto de importação, entre outras providências, produtos, projetos e serviços sob responsabilidade de empresas estrangeiras com interesses nos campos de petróleo brasileiros.
Se você acha que acabou a pouca vergonha, só está começando, sabe o que mais os nossos queridos representantes fizeram? O governo federal concedeu benefício a produtores rurais e abriu mão de mais de R$ 10 bilhões em arrecadações nos próximos anos.
Opa, aconteceu um choque de informações. Como o governo afirma que estamos com déficit na previdência se está abrindo mão de trilhões em receitas? O discurso é mentiroso! Eles querem enaltecer ainda mais os poderosos.
Se eu te contar que tem mais rolo nisso tudo? Você conhece Marcelo Caetano? Ele é secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, é também conselheiro da Brasilprev, empresa que comercializa planos de previdência privada do Banco do Brasil. Opa, ele é o principal interessado na aprovação da reforma da previdência. Estão entendendo a baderna que o governo está querendo fazer?
A conclusão nítida que podemos chegar é que essa reforma está a mando dos rentistas e do sistema bancário nacional, que tem interesse em vender planos de previdência complementar a todos aqueles que tiverem o valor de suas aposentadorias afetados em razão da reforma. Estão entendendo? O intuito é beneficiar os poderosos e ter o apoio dos bancos para financiar campanhas políticas.
Sabe o que acontece com os trabalhadores, empresários, microempresários? Pagamos pelos interesses dos grandes. O governo abre mão da receita para ajudar os rentistas e aproveita para tirar mais um pouco dos desfavorecidos. Justo isso, brasileiros?
Precisamos movimentar-nos, somos mais fortes do que eles e podemos reverter essa injustiça. Portanto, fiquem atentos aos deputados que forem favoráveis a esse acordo. Demonstre sua revolta nas urnas. Vamos Brasil, nós podemos impedir isso.
A ex-prefeita Nice Mistilides resolveu aderir à onda de ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos, vereadores e ex-vereadores que estão recorrendo à Justiça para receber direitos sociais como o 13º salário e o 1/3 de férias.
No final de janeiro, Nice protocolou duas ações na Justiça contra a Prefeitura de Jales – que ela administrou com muita competência no período de 1º de janeiro de 2013 a 17 de fevereiro de 2015 – com o objetivo de cobrar pouco mais de R$ 56 mil relativos ao décimo-terceiro e ao terço de férias que a ex-prefeita julga ter direito.
Ela não está sozinha. Em dezembro de 2017, dois outros ex-prefeitos – Saracuza, de Urânia, e Tiãozinho, de São Francisco – também ingressaram com ações na Justiça, com o mesmo objetivo. Por sinal, Tiãozinho já tinha ajuizado outra ação em maio de 2014.
E os ex-prefeitos Luiz Villar, de Fernandópolis, e João da Brahma, de Cardoso, além do ex-vice-prefeito de Mesópolis, Aparecido Vieira da Silva, também recorreram à Justiça e tiveram seus pleitos atendidos, em primeira instância.
Os detalhes sobre as duas ações ajuizadas pela ex-prefeita Nice Mistilides estarão no jornal A Tribunado próximo final de semana.
A simpaticíssima Isabela Frushio Feliciano, assessora de imprensa da Câmara Municipal, enviou release informando que os vereadores jalesenses irão se reunir pela primeira vez no ano, em sessão ordinária, na próxima segunda-feira, 05.
A sessão não deverá durar muito tempo. Na pauta, consta apenas a escolha dos membros das comissões permanentes para o exercício de 2018 – algo que, normalmente, já é definido antes da sessão – e a discussão e votação de um único projeto de lei.
O projeto de lei 133/2017, de autoria do ilustre vereador Luiz Henrique Viotto(PP), o Macetão, prevê a obrigatoriedade da presença de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos órgãos e entidades da administração pública, para atendimento das pessoas com deficiência auditiva.
O prezado leitor pode estar achando que nossa Câmara já aprovou um projeto de Macetão com esse mesmo objetivo. Na verdade, o projeto aprovado no ano passado é muito parecido com o atual, mas com uma sutil diferença: ele prevê a presença de intérprete de Libras nas instituições financeiras da cidade.
Antes de discutir o novo projeto de Macetão, os vereadores terão que analisar uma emenda do vereador Tiago Abra(PP), que instituiu a aplicação de multa aos infratores. Ou seja, a administração pública vai multar a administração pública.
E o vídeo da deputada Cristiane Brasil – a filha do “herói do mensalão”, Roberto Jefferson – continua rendendo boas charges. Eis os traços dos chargistas Zé da Silva, Mariano e Myrria:
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) fixou em 100.000 reais o valor da indenização que o antiquário João Pedrosa deverá pagar à família do cantor Chico Buarque. Pedrosa já havia sido condenado em primeira instância a pagar um total de 25.000 reais por danos morais, após fazer um comentário ofensivo no Instagram da filha de Chico, Sílvia Buarque de Holanda.
Condenado em primeira instância, o antiquário e jornalista de São Paulo, recorreu afirmando que pediu desculpas em cartas publicadas na imprensa e enviadas ao músico, dizendo-se arrependido (veja aqui).
“João Pedrosa ligou diretamente para mim, dizendo que exagerou e errou com o comentário, mas que tinha motivos para tê-lo feito. O tribunal levou em consideração que ele não se desculpou, mas apenas justificou o ato”, disse à VEJA o advogado da família Buarque de Holanda, João Tancredo.
O processo foi aberto depois de o antiquário publicar, em 2015, o comentário “família de canalhas! Que orgulho de ser ladrão!!!”, no perfil da rede social de Silvia. A sentença dos desembargadores da 8ª Câmara Cível do TJ-RJ, publicada nesta quarta-feira, ainda definiu que Pedrosa deverá providenciar a publicação da decisão nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo.
A pesquisa mostra, ainda, que, se ficar fora da disputa, Lula poderá levar o candidato apoiado por ele ao segundo turno. 44% dos entrevistados admitem que poderiam votar no candidato indicado por Lula.
Em contrapartida, 53% dizem que não votariam no candidato de Lula. É muito? Pois saibam que 50% não votariam em um candidato apoiado pelo “herói nacional” Sérgio Moro. E 87% não votariam no candidato de Temer.
Registre-se, também, que a pesquisa foi feita ainda sob o forte impacto do noticiário contra Lula, que inclui sua condenação e a apreensão de seu passaporte. Mas, vamos ao que saiu no Brasil 247:
A nova pesquisa de intenção de votos divulgada pelo Datafolha mostra que nem mesmo a condenação sem provas no TRF-4 foi capaz de abalar a liderança do ex-presidente Lula nas eleições de 2018.
Lula segue líder absoluto em todos os cenários analisados e venceria com folga qualquer um dos candidatos.
O petista lidera o primeiro turno em todos os cenários em que seu nome é colocado, com percentuais que variam de 34% a 37%. No segundo turno, venceria Alckmin (49% a 30%) e Marina (47% a 32%), além de Bolsonaro.
A condenação de Lula pode torná-lo inelegível, mas sua participação na campanha depende de uma decisão do TSE que só deve ocorrer em setembro. Até lá, ele pode se apresentar como pré-candidato e recorrer a tribunais superiores para garantir seu nome na disputa.
Favorito para se candidatar à Presidência pelo PSDB, Alckmin patina em todos os cenários do Datafolha. O tucano tem de 6% a 11% das intenções de voto.
No segundo turno, o tucano seria derrotado por Lula e aparece tecnicamente empatado em uma disputa com Ciro Gomes. Nesta segunda simulação, quase um terço dos eleitores diz que votaria em branco ou nulo.
A dificuldade enfrentada por Alckmin para subir nas pesquisas provocou questionamentos dentro de seu próprio partido sobre a viabilidade de sua candidatura.
Potencial alternativa ao governador no PSDB, o prefeito paulistano João Doria também não decolou: aparece com, no máximo, 5% das intenções de voto.
Considerada uma das casas legislativas mais econômicas do Estado de São Paulo, a Câmara de Jales custou aos contribuintes jalesenses pouco mais R$ 2,3 milhões durante o ano de 2017, ou menos de 2% do orçamento municipal previsto para o ano passado. De acordo com a legislação, as câmaras municipais de cidades com menos de 100 mil habitantes podem gastar até 7% do orçamento anual do município, o que, no caso de Jales, corresponderia a R$ 7,9 milhões em 2017.
Divididos entre os 49.110 habitantes de Jales – segundo estimativa do IBGE para 2017 – os R$ 2,3 milhões gastos pela Câmara significam R$ 48,19 para cada um deles. O valor é bem menor do que gastou, por exemplo, cada habitante de Fernandópolis para custear o Legislativo da vizinha cidade. A Câmara de Fernandópolis – que possui 13 vereadores, três a mais que os 10 vereadores de Jales – gastou R$ 4,3 milhões em 2017, o que representa R$ 62,61 para cada um dos seus 68.670 habitantes.
A maior despesa da Câmara de Jales, em 2017, não foi com o pagamento dos vereadores, mas com os salários dos servidores efetivos, que custaram pouco mais de R$ 886 mil durante o ano. A folha de pagamento dos vereadores consumiu R$ 619,2 mil, enquanto os servidores comissionados custaram R$ 122,2 mil. No total, a folha de pagamento da Câmara consumiu pouco mais de R$ 1,6 milhão em 2017.
Afora a folha de pagamento dos servidores e dos vereadores, o maior gasto da Câmara foi com a Rádio Nova Cultura Ltda, responsável pela transmissão radiofônica das sessões do Legislativo. Em 2017, as transmissões custaram R$ 51,9 mil, quase o dobro dos R$ 28,5 mil pagos em 2016.
O jornalista Ronaldo Lenoir publicou em seu Facebook um resumo de três cenas deste início de semana que, segundo ele, representam três atos de uma ópera-bufa chamada Brasil.
1º ato
Sua excelência vampiresca Michel Temer encerra participação no maior jabá da história da TV brasileira dando uma gorjeta de 50 “temers” ao eterno camelô da esperança dos brasileiros mais pobres.
2º ato
Madame Cristiane Brasil, em convescote numa lancha, cercada por quatro cavalheiros de torsos desnudos, questiona, com o aval de seus acompanhantes, a prerrogativa do trabalhador de reivindicar direitos trabalhistas (veja aqui).
3º ato
Numa tuitada, o meritíssimo Marcelo Bretas, um dos paladinos da Justiça brasileira, praticamente invoca a Lei de Gerson para justificar o que chama de seu direito de reivindicar o pagamento em dobro, à sua família, do malfadado auxílio moradia.
O Instituto Quaest, de Belo Horizonte, fez uma consulta inédita junto a 310 mil pessoas que possuem conta no Facebook, entre os dias 24 e 25 de janeiro, logo após a condenação do ex-presidente Lula.
Das 310 mil pessoas, o Instituto sorteou 2.980 aleatoriamente, utilizando dados do IBGE e atributos como sexo, idade e região, de forma a garantir que a consulta refletiria a opinião do eleitorado brasileiro proporcional ao encontrado fora do Facebook.
Pois bem, ao perguntar se na opinião do entrevistado o TRF-4 agiu certo ou errado ao condenar Lula, 42% disseram que agiu certo, enquanto 54,7% responderam que agiu errado e 3,1% não souberam responder.
Perguntado se o juiz Sérgio Moro, autor da primeira condenação, provou ou não que o tríplex era mesmo de Lula, 4,3% não souberam opinar, 39% responderam que Moro conseguiu provar e 56,6% disseram que ele não conseguiu provar que o apartamento é de Lula.
O Quaest quis saber, também, se Lula recebe o mesmo tratamento da justiça que outros políticos, como Michel Temer e Aécio Neves. 3,3% não souberam opinar, 37,2% acham que a justiça trata Lula igual aos outros e 59,5% responderam que a justiça trata sim Lula de forma mais dura.
Ao serem perguntados se Lula cometeu mais erros ou acertos quando governou o país, 3,3% dos entrevistados do Quaest não opinaram, enquanto 37,4% responderam que ele errou mais do que acertou e 59,3% disseram que ele cometeu erros, mas fez muito mais coisas certas do que erradas em benefício do povo e do país.
Por fim, nada menos de 42,9% dos consultados, diante da condenação e da inelegibilidade momentânea do ex-presidente, disseram que Lula não deveria se candidatar à presidência da República, ao passo que 55,7% responderam que ele deveria ser candidato em 2018.
Foi ao ar neste domingo, 28, a participação de Michel Temer no programa Silvio Santos. Na “entrevista”, Temer ressaltou “a importância das ‘colegas de trabalho’ sensibilizarem os deputados” para que eles votem a reforma da Previdência. “Colegas de trabalho” é a expressão que Silvio Santos costuma usar quando se refere à sua plateia (que é toda composta por mulheres).
Em troca de verbas publicitárias, o SBT e Silvio Santos abriram os braços para o discurso da reforma da Previdência de Michel Temer, que tentou convencer o brasileiro de que o sistema está prestes a quebrar.
Alinhado com o discurso de Temer, Silvio Santos disse: “Não aprovar a reforma da Previdência não é piada, não é bazófia, se não fizer a reforma não vamos ter dinheiro para pagar os aposentados”.
Antes de se despedir, em uma metáfora adequada à venda do apoio de Silvio, Temer disse que faria com o “patrão” algo que ele costuma fazer com suas colegas de trabalho. Longe do microfone, o diálogo ficou abafado, parecendo se tratar de algum segredo. O que se viu foi o emedebista passando uma nota de R$ 50 para o apresentador.