VADÃO, O GAZETEIRO

O deputado Vadão Gomes(PP) figura em terceiro lugar na lista dos mais faltosos da legislatura que se encerra no próximo dia 31 de janeiro, conforme divulgado hoje pelo site Congresso em Foco. A relação divulgada pelo site aponta os dez deputados federais que mais faltaram às sessões da Câmara no período compreendido entre fevereiro de 2007 e dezembro de 2010. A deputada Nice Lobão(DEM-MA) encabeça a lista, seguida de perto por Jáder Barbalho(PMDB-PA). O deputado da nossa região, Vadão Gomes, ocupa um honroso terceiro lugar, posição que – se a gazetagem fosse um esporte – lhe garantiria um lugar no pódium. Os três deputados faltaram a mais da metade das 422 sessões de votação ocorridas no período. Se você quiser saber a lista completa dos dez mais faltosos, leia aqui a matéria veiculada pelo Radar Político do Estadão, dessa quinta-feira.

CPI DAS PRAÇAS VIRA INQUÉRITO POLICIAL

A CPI das Praças, que já me rendeu um processo na esfera cível e uma condenação em segunda instância, agora vai render também um inquérito policial e, tomara que não, um processo na esfera criminal. Além deste aprendiz de blogueiro, estão igualmente condenados por improbidade administrativa, pelo menos por enquanto, o prefeito Humberto Parini, a primeira-dama Rosângela Parini e o secretário de Finanças da Prefeitura, Rubens Chaparim. Como se pode ver, pelo menos estou em ótima companhia. Quanto à condenação, não me lembro exatamente do seu inteiro teor, mas ela inclui multa, suspensão de direitos políticos e perda da função pública (essa eu já perdi!).

Para quem não se lembra, a CPI das Praças foi instalada pela Câmara, por obra e graça dos ex-vereadores Gilbertão e Pêgolo, para investigar algumas reformas de praças públicas, providenciadas pela nossa primeira-dama logo no início do primeiro mandato do marido dela, em março de 2005.

Depois da CPI, sobreveio uma Ação Civil Pública movida pelo promotor André Luiz de Souza, a qual foi julgada improcedente pela Justiça de Jales. Levada à segunda instância por força de recurso do promotor, a Ação, dessa vez, foi julgada parcialmente procedente, para minha tristeza e, provavelmente, dos outros três envolvidos. Devo reconhecer porém que, se de um lado ficamos tristes, de outro muita gente ficou feliz.   

Como o prezado leitor sabe, nunca foi proibido reformar praças, mas, no caso em questão, o grande problema é que foram gastos quase R$ 30 mil, sem o imprescindível processo de licitação. A lei preceitua que toda aquisição acima de R$ 8 mil, ou obra acima de R$ 15 mil, deve ser precedida do regular certame licitatório, coisa que a primeira-dama, àquela época, não sabia. Agora, eu imagino que saiba.

Feitas as reformas, era preciso pagar a empresa contratada para fazer os serviços e aí começaram os problemas. O meu envolvimento deve-se ao fato de que, na época, eu era responsável pelo setor de Compras da Prefeitura, encarregado de processar todas as compras feitas pela administração.

Já o secretário Chaparim foi envolvido pela principal testemunha, a dona da empresa, pois, segundo ela, o secretário teria autorizado os serviços e garantido o pagamento para trinta dias depois de terminadas as reformas, promessa que não teria sido cumprida.

Oficialmente, apesar de a notícia ter sido trazida a mim por uma fonte fidedigna (e bota fidedigna nisso!), ainda não fui comunicado de nada sobre o inquérito policial, nem tampouco chamado a prestar depoimento. Mas a abertura do inquérito, segundo a fonte, já é uma realidade.

ELOGIO DÁ MAIS PRAZER QUE SEXO

Pelo menos nos Estados Unidos é assim. Pesquisas feitas com 282 estudantes universitários americanos mostraram que, para eles, é muito mais importante um afago na autoestima (como receber um elogio ou uma avaliação positiva) do que dedicar-se a outras atividades prazerosas, tais  como, fazer um sexozinho básico, saborear a bebida predileta, degustar a comida preferida, encontrar o melhor amigo para um bate-papo e/ou outras coisas frugais.

Se a pesquisa fosse feita aqui no Brasil, entre os políticos, o resultado seria o mesmo. Reparando bem, aqui em Jales, por exemplo, tem político que adora elogios e, de outro lado, não sabe conviver com as críticas.

A notícia sobre a pesquisa está no site EthosOnLine.

SEM MEDO DO DENTISTA

Finalmente, uma boa notícia! Pesquisadores britânicos desenvolveram um dispositivo que cancela o ruído das brocas de dentistas. Segundo eles, a invenção pode ajudar as pessoas a superar o medo de ir ao dentista, uma vez que, para muitos, o som da broca é uma das principais causas de ansiedade durante as visitas ao consultório.

A equipe de pesquisadores, que trabalha no projeto há mais de dez anos, agora está procurando investidores para tornar o dispositivo disponível comercialmente. A notícia completa está no jornal Correio do Brasil, edição de quarta-feira, e pode ser lida aqui.

LAR DOCE LAR

Na modesta casa da foto ao lado, deveria estar funcionando, há pelo menos uns dois anos, mais uma obra social da nossa primeira-dama, Rosângela Parini. Deveria, mas não está. E tudo indica que, se depender da agitada agenda da primeira-dama, tão cedo não vai estar funcionando. O caso, como você mesmo poderá concluir, é apenas mais um exemplo de como o dinheiro público – por incompetência, falta de planejamento e desinteresse  – é tratado com descaso e desrespeito.

 Ali, naquele imóvel situado em área conjugada ao aeroporto, bem na esquina das avenidas “Paulo Marcondes” e “Guilherme Soncini”, já era prá ter sido instalado um programa social da Prefeitura de Jales, através do Fundo Social de Solidariedade do Município – presidido por dona Rosângela Parini – em parceria com o governo estadual, denominado projeto “Lar Doce Lar“.

O objetivo principal do projeto “Lar Doce Lar” consiste em treinar e capacitar empregadas domésticas (profissionais domésticas seria a denominação políticamente mais correta), visando qualificá-las para as exigências cada vez mais acirradas do mercado de trabalho. Ao final de 2008, visando possibilitar o início do projeto, a Prefeitura contratou uma empreiteira local para reformar o imóvel, sendo que, em fevereiro de 2009, a referida empreiteira entregou a casa totalmente repaginada. O valor da reforma, ou repaginação, beirou R$ 50 mil, dos quais R$ 40 mil vieram do governo do Estado.

Além dos R$ 50 mil gastos na repaginação do imóvel, a Prefeitura teria investido mais uns R$ 15 mil (R$ 10 mil vindos do Estado) na aquisição dos materiais e equipamentos necessários à implantação do projeto. Porém, como se pode ver pelas fotos, o local está abandonado e cercado de mato por todos os lados, apesar de a Secretaria de Agricultura estar situada bem ali do lado. Não é difícil deduzir que – quando a primeira-dama resolver botar o projeto em funcionamento, se resolver – o imóvel possa ter que passar por uma nova reforma.

Em tempo: para possibilitar o início da reforma, a Prefeitura – através do secretário José Shimomura, se não me falha a memória – desalojou de lá um casal de moradores.

ENCHENTES

Reproduzo abaixo, trechos do email que me foi enviado pelo amigo Chico Melfi, a respeito das enchentes em São Paulo:

Digo e repito: o papel da chuva é chover, do governador e dos prefeitos fazer obras de drenagem e macro-drenagem e da imprensa é denunciar as omissões governamentais sejam tucanos ou não os seus mandatários.

Pois bem, todos os alagamentos, inundações e transbordamentos de rios, no Estado de São Paulo, e especialmente na capital e arredores, são decorrência dos ridículos investimentos realizados em drenagem e macro-drenagem, pelos sucessivos governos tucanos e do DEM (prefeitura da capital).

Se esses governantes fossem do PT, as denúncias seriam diárias – como ocorreu com a Marta Suplicy. Nessa ocasião, a imprensa não falava que a chuva provocara inundações. Ela denunciava a prefeitura pela não realização da obra A ou B e martelava nisso o tempo todo.

Ao contrário, durante todo o período de governos tucanos, a imprensa só sabe repetir que a culpa de todos os alagamentos e inundações é da chuva. É só ver as manchetes e submanchetes diárias, nesse período do ano.

A imprensa deveria saber que existe um Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Rio Tietê, que completou 12 anos em dezembro de 2010. 

A imprensa deveria colocar dois ou três bons jornalistas para escarafunchar esse Plano Diretor e ir atrás de informações sobre o estágio atual da sua implementação.

Como estou certo de que encontrará muita omissão dos governos tucanos, a imprensa deveria denunciar o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da capital, levando a opinião pública a pressionar esses governos, parlamentares e entidades da sociedade civil para que as obras necessárias sejam realizadas sem mais protelação.

Mas como a imprensa fará isso se parte dela está comprometida até a medula com os sucessivos governos tucanos e do DEM?

Como eu acho que as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) não cumprirá o seu papel institucional, então continuaremos com o “reme-reme” de que a chuva – Deus – é a responsável pelo inferno em que é transformada a capital e municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

E o Sanakan pergunta: 

– Como é que tem gente que ainda paga pra ser enganado, assinando a Folha, o Estadão e a Veja?

COMENTARISTA QUE DEFENDIA DITADURA DEIXA AFILIADA DA GLOBO

“HOJE, POR CULPA DESTE GOVERNO, QUALQUER MISERÁVEL TEM UM CARRO”

(sobre texto original de João Peres – Rede Brasil Atual)

A RBS anunciou nesta quarta-feira (12) a saída do comentarista Luiz Carlos Prates, responsável por colunas televisivas que defendiam o legado da ditadura.

Nota divulgada pela emissora afirma que o comunicador vai se dedicar a “projetos pessoais”. Além dos comentários no Jornal do Almoço, Prates assinava artigos no Diário Catarinense, também de propriedade do Grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Sul do país.

O colunista se tornou famoso nacionalmente nos últimos anos, quando, primeiro, defendeu os responsáveis pelo regime militar e, depois, queixou-se da possibilidade de que os pobres passassem a consumir.

Em dezembro de 2009, Prates ponderou que a ditadura “ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia”. “Liberdade eu tinha como jovem, de andar pelas madrugadas de Porto Alegre, Rio, São Paulo, Belo Horizonte, como jornalista, com um radinho de pilha no ouvido. Não era molestado por quem quer que seja. Eu tinha segurança de cidadão brasileiro. Hoje, saia à noite. Não tem mais segurança”, acrescentou à ocasião.

Em novembro de 2010, Prates lamentou que “qualquer miserável tem um carro” e culpou o governo federal por dar crédito a “quem nunca tinha lido um livro.” Foi essa a explicação encontrada pelo comentarista para o grande número de acidentes automobilísticos. “Então, é isso, estultícia, falta de respeito, frustração, casais que não se toleram, popularização do automóvel – resultado deste governo espúrio que popularizou, pelo crédito fácil, o carro para quem nunca tinha lido um livro. É isso.”

A matéria acima é da Rede Brasil Atual, à qual este aprendiz de blogueiro faz, abaixo, um pequeno acréscimo:

O comentarista Luiz Carlos Prates ficou conhecido também pelo famoso comentário sobre a pedagogia da cinta, que pode ser encontrado no YouTube. Abaixo, estou postando o vídeo onde ele culpa o governo Lula pela popularização do carro. Vejam quanta bobagem.

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PREFEITO PARINI VISTORIA “OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA”

(sobre texto da Secretaria de Comunicação)
O prefeito Humberto Parini, acompanhou na manhã de segunda-feira, dia 10, a limpeza do canteiro central da Avenida “Lourival de Souza”, que liga o Jardim Santo Expedito ao Conjunto Habitacional “Dr. Pedro Nogueira”.

Acompanhado pelo secretário de Comunicação, Welton Cláudio, o prefeito verificou de perto a limpeza. “A avenida vai ficar melhor e mais bonita, sem dúvida”, afirmou Parini ao cumprimentar os funcionários responsáveis pela limpeza, que estavam trabalhando no local. “Mesmo nos períodos de chuva estaremos em condições de manter controle sobre a situação, não permitindo que a grama e a vegetação rasteira cresçam em excesso”, explicou.

O prefeito também esteve visitando a área onde serão construídas 60 novas casas. O novo residencial, denominado “João Batista Colodete”, é uma parceria do Governo Federal, através do Ministério das Cidades, com a prefeitura do município de Jales, e faz parte do projeto “Minha Casa, Minha Vida”. A empresa Vertical Construções e Comércio, da cidade de São Paulo, será a responsável pela construção das moradias. Serão investidos mais de R$ 900 mil.

A MERENDA ESCOLAR NOS JORNAIS

Os jornais locais deram algum destaque ao resultado da licitação aberta pela Prefeitura de Jales, visando o fornecimento de merenda escolar, cuja ganhadora foi a empresa Gente Nutrição Ltda, a mesma que já vem executando os serviços da alimentação escolar e está sendo investigada pelo Ministério Público e pela Câmara Municipal.

O jornal Folha Noroeste dedicou dois tópicos da coluna FolhaGeral ao assunto, destacando o fato de a empresa ter proposto o fornecimento da merenda por um preço menor do que o atual. O Jornal de Jales destacou em manchete de capa, que “Empresa Pivô da CEI da Merenda Ganha Novamente a Licitação” Em matéria publicada na página 07, do primeiro caderno, o JJ relata que “apesar de ser objeto de investigação dos vereadores, a Gente decidiu participar da licitação, cumprindo todas as formalidades legais e apresentando toda a documentação necessária“.

O maior destaque, no entanto, foi dado pelo jornal A Tribuna, que referiu-se ao caso na principal manchete, salientando que  “Empresa Investigada Vence Licitação“. Na matéria interna, assinada pelo repórter Alexandre Ribeiro, A Tribuna ouviu o promotor público, André Luiz de Souza, que, segundo o jornal, manifestou estranheza com relação ao preço proposto pela empresa, correspondente a R$ 1,39 para cada refeição consumida, ou seja, R$ 0,25 abaixo do preço cobrado atualmente (R$ 1,64). Segundo a matéria do jornal, o promotor prometeu incluir a nova licitação nas investigações, a fim de que a empresa explique como conseguiu oferecer uma redução de 17% nos preços da merenda, apesar de os custos dos alimentos terem disparado em 2010. “Não estou dizendo que houve superfaturamento, mas quero apurar por que agora é um preço mais baixo e antes era bem mais alto. Temos que saber o que aconteceu, porque isso está estranho“, disse o promotor, segundo a matéria de A Tribuna.

Informações obtidas pelo blog garantem que o promotor André Luiz de Souza já estaria quase concluindo o inquérito aberto para investigar a merenda escolar. Segundo os bem informados, o promotor já teria inclusive obtido indícios de direcionamento na licitação realizada em 2006, fato que, de início, não estava sendo objeto de investigação.

Comentário: participei ativamente, como responsável pelo setor de licitações da Prefeitura, do processo licitatório realizado em 2006, o qual teve a empresa Gente como vencedora. Depois, como chefe de gabinete da secretaria da Educação, tive algum contato com os serviços executados pela empresa. Não devo, todavia, ficar me manifestando muito sobre as impressões do promotor. Direi apenas, já que se falou em direcionamento, que a mim me parece que o Ministério Público está indo na direção correta.

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